[Vídeo] Uma Breve Análise – Shin Sekai Yori

E finalmente o canal volta a ativa \o/ … Bom, mais ou menos. É, honestamente, eu não vou fazer promessas: não tenho nem ideia de quando vou conseguir postar outro vídeo. Pode ser na semana que vem, pode ser mês que vem, pode ser ano que vem, só o tempo dirá x_x Mas ao menos não pretendo abandoná-lo: pode demorar, mas mais virá. E por agora, fiquem como vídeo de Shin Sekai Yori, analisando como ele trabalha com o seu universo.

Review – Time Travel Shoujo: Mari Waka to 8-Nin Kagakusha-tachi (Anime)

Time Travel Shoujo: Mari Waka to 8-Nin Kagakusha-tachi
Time Travel Shoujo: Mari Waka to 8-Nin Kagakusha-tachi.

Eu já disse isso antes em outras reviews minhas, mas acho que é algo que vale a pena reiterar: uma obra qualquer (um filme, um livro, uma série…) ser para crianças não é um demérito, e nem isso deve ser usado como desculpa para se fazer uma obra ruim. Claro, é óbvio que a logística por trás de se fazer uma obra para crianças será diferente daquela de se fazer uma para adultos: públicos diferentes implicam em conteúdos, temas, técnicas, mesmo clichês diferentes, e não há nada de errado nisso. Ainda assim, é plenamente possível fazer algo bom e memorável para crianças, e mesmo de quando em vez saem aquelas obras legitimamente “para todas as idades”, capazes de agradar e encantar a crianças e adultos. O anime foco desta review é um destes casos: não apenas um bom anime “para crianças”, Time Travel Shoujo: Mari Waka to 8-Nin Kagakusha-tachi é um bom anime (ponto).

Com um título que se traduz por algo como “Garota que Viaja no Tempo: Mari, Waka e os 8 Cientistas”, a produção de 12 episódios do estúdio WAO World tem uma origem bem curiosa: ele é baseado em um livro didático de 1983, intitulado Jishaku to Denki no Hatsumei Hakken Monogatari, cujo autor é o educador Kiyonobu Itakura. O livro faz parte de uma série sobra variadas descobertas científicas, e se foca na questão do magnetismo e a eletricidade. Já o anime, sua premissa é a da nossa protagonista, Mari, descobrindo um misterioso livro capaz de mandá-la de volta no tempo, porém apenas para algumas épocas em específico e apenas durante um curto espaço de tempo. O que chama a atenção da garota ainda mais, porém, é a possibilidade desse livro estar ligado ao desaparecimento de seu pai, três anos atrás. Infelizmente, para falar mais desse anime eu terei de entrar em spoilers, então considere este o seu aviso. Se ainda não viu o anime, fica aqui a minha recomendação para que o faça: acredite, ele vale a pena.

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3 Pares de Músicas de Vocaloid (Cujas Musicas Foram Feitas por Autores Diferentes)

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Isso talvez soe como óbvio para alguns, mas ainda vale dizer: a comunidade que se formou em torno dos vocaloids é incrivelmente participativa e criativa. Isso é algo que eu inclusive tentei explicitar no meu artigo sobre a história dos vocaloids (que você também deveria conferir caso ainda não saiba o que eles são [rs]), mas é evidente para qualquer um que passe algum tempo olhando o meio. Fanarts, paródias, covers, são formas de interação entre os fãs que permeiam toda a comunidade. Mas eu decidi dedicar essa pequena lista para um tipo bastante específico de interação: as músicas-resposta. Músicas feitar por um criador – um producer – que visam complementar ou responder uma outra música, de um outro producer.

Enquanto não é raro que um mesmo criador faça várias músicas contando uma mesma história, normalmente outros criadores se limitam a paródias ou covers, o que torna as músicas do tipo apresentado aqui relativamente mais raras (e dai explica o fato de eu só conseguir citar 3 pares… Devem haver mais, mas eu pessoalmente ainda não encontrei mais nenhum). E como uma espécie de interação da comunidade que cerca essas vozes artificiais, elas são capazes de produzir resultados bastante surpreendentes – e também bastante divertidos. Então ponha os fones de ouvido, siga com a leitura, e boas músicas. Ah, e por último: os trechos das músicas aqui citados são, em sua maioria, traduções de suas versões em inglês tal como aparecem na Vocaloid Lyrics Wiki.

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O que faz uma boa trilha sonora?

O impacto que pode ter uma boa música.
O impacto que pode ter uma boa música.

É curioso como, quando discutindo sobre animes, a trilha sonora raramente recebe lá muita atenção. Isso talvez se deva ao fato de que, ao contrário de elementos como animação, desenvolvimento de personagem e consistência no roteiro, as “regras” pelas quais avaliar a trilha sonora nunca ficaram exatamente claras. Enquanto podemos discordar sobre se personagem X ou Y foi bem desenvolvido ou não, ou se animação deste ou daquele anime foi competente ou não, nós ainda temos em mente um talvez-nem-tão-pequeno set de características que compõe o que seria um personagem bem desenvolvido ou um anime bem animado. Mas explicar conceitualmente o que faz uma boa trilha sonora é algo bem mais nebuloso, e talvez por isso a maioria das vezes que alguém comenta sobre a trilha sonora de uma obra a análise inevitavelmente cai em impressionismos como “é boa”, “é bela”, “é ruim”, e por ai vai (e é, eu certamente não sou imune a isso, muitíssimo pelo contrário).

Dito isso, eu honestamente acredito que a trilha sonora é um dos aspectos mais importantes de um anime, podendo facilmente tornar até a pior das histórias ao menos um pouco mais palatável – quando bem utilizada -, ou fazendo até a mais belíssima animação parecer “vazia” e “inacabada” – quando mal utilizada. E para explicar o porque disso, eu quero deixar claro aqui o que eu acho que faz uma boa trilha sonora: ela ser notável. Isto é, uma boa trilha sonora deve ser percebida pelo espectador, e para além disso a sua presença ali deve ser complementar à cena. Em outras palavras: a trilha sonora deve ser parte integrante da cena em questão, e significativamente impactar na forma como a percebemos. Se uma cena passa exatamente as mesmas ideias, impressões e sensações no mudo do que quando com o som ligado, então temos aqui um mal uso da trilha sonora. Mas para ir mais a fundo nisso, talvez alguns exemplos sejam o melhor caminho.

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O que torna um personagem “humano”?

Emoções, expressão facial, passatempos: algumas breve considerações sobre o que torna um personagem "humano".
Emoções, expressão facial, passatempos: algumas breve considerações sobre o que torna um personagem “humano”.

Dizer que um personagem é “humano” é um elogio bastante comum em análises e críticas. Normalmente, o termo é usado para dizer que o personagem é complexo e bem desenvolvido, que é fácil de se identificar e de simpatizar com ele, e não raras vezes o termo parece ser usado como sinônimo de “verossímil” ou “realista”. Mas como muitos desses termos cujo significado parece ser tratado como implícito, deduzível ou evidente, é raro vermos explicações detalhadas sobre o que a pessoa entende por “humano” em primeiro lugar. O que nos leva então à pergunta-título deste artigo: o que, afinal, torna um personagem “humano”?

Obviamente, eu só posso falar por mim. Diferentes pessoas podem apontar diferentes características e elementos que, para elas, tornam o personagem mais “humano”, e o próprio termo “humano” pode querer indicar uma série de coisas não exatamente contraditórias, mas também não exatamente idênticas, conforme expliquei no parágrafo anterior. O que já vale também uma nota: pessoalmente, eu entendo e uso o termo “humano” como sinônimo de “realista”, e ao longo de todo esse texto o leitor pode tranquilamente assumir os dois termos como intercambiáveis quando eu estiver me referindo a um personagem ou grupo de personagens.

Ainda assim, espero que esse texto seja interessante, e ajude o leitor a pensar de forma um pouco mais aprofundada sobre o que esse termo significa. Então vamos lá: assumindo que um autor queira fazer seus personagens o mais “humanos” possível, a que elementos e características eu acho que ele deveria se ater e por quê?

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Review – Kimi no Na Wa (Anime)

Kimi no Na Wa
Kimi no Na Wa

Tendo assistido toda a obra do Makoto Shinkai lançada até a data desta review, eu devo dizer que, embora eu goste bastante de seus curtas, seus filmes nunca “clicaram” para mim. Não que os ache ruins, nem de longe. Muito pelo contrário: são todos bons. Mas também apenas isso: bons, nunca excelentes ou excepcionais. Certamente a presentação visual é incrível, mas isso sempre me pareceu o que mais se destaca em seus filmes. E como alguém que, por mais maravilhado que fique com a beleza dos cenários, espera mais do que isso de um filme, as histórias desse diretor nunca realmente ressoaram comigo. Então eu sinceramente não esperava grandes coisas de seu mais recente filme, Kimi no Na Wa (mais conhecido pelo seu título ocidental, Your Name), produção de 2016 do estúdio CoMix Wave Films. Mesmo com – e admitidamente talvez até por conta de – todo o hype que cercou o filme.

A sinopse também não ajuda, ao menos não para mim. Mitsuha, que mora em uma cidade pequena no interior do Japão, e Taki, que mora no grande centro urbano que é Tokyo, inexplicavelmente começam a trocar de corpos. Inicialmente, isso lhes parece apenas um sonho, sobretudo quando no dia seguinte eles estão de volta a seus corpos normais. Logo, porém, fica claro que aquilo foi bastante real, e agora eles precisarão lidar com esse misterioso evento, dado que ambos seguem trocando de corpos de forma aparentemente aleatória. Não é exatamente uma premissa que eu goste, e eu vou explicar porque depois. Mas antes de mais nada, preciso dizer o seguinte: apesar de tudo isso, esse filme me surpreendeu. Ele é, de fato, excelente, e o hype que o cerca é, arrisco dizer, merecido. Mas para explicar porque, eu terei de entrar em spoilers, então fica aqui o aviso.

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5 Dos Mais Populares Animes de 2016 (e o Que Achei Deles)

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Desde que eu fiz a minha lista de 10 animes recentes que valem a pena assistir, eu queria dar continuidade a ela de alguma forma, especialmente considerando que aquela lista parava em 2013. E acho que encontrei um bom meio, e um que possivelmente irá se tornar um pequeno evento anual aqui no blog. Assim, o que planejo é que em toda primeira semana do ano eu traga duas listas referentes ao ano que acabou: em uma, comentando o que tivemos de mais popular, e, na outra, trazendo algumas indicações de obras que não foram assim tão faladas, com 5 entradas por lista. Para conferir a outra, clique aqui, mas por agora falemos um pouco sobre o que 2016 nos trouxe de mais popular, influente, icônico ou impactante.

Agora, antes de mais nada é preciso lembar que popularidade não significa qualidade, e de forma alguma essa lista deve ser vista como uma de “melhores animes do ano”. Até porque, eu não assisti tudo o que saiu no ano para poder fazer um julgamento do tipo. Mesmo muitos animes bastante populares eu acabei não assistindo, por um motivo ou outro. Mas bom, dos que eu vi, os 5 aqui presentes foram certamente os mais populares. Mas será isso apenas hype, ou teriam eles algo de bom de verdade? Bom, sem mais delongas, vamos à lista.

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