Retrospectiva da Temporada // Primavera 2022


Um (bastante atrasado) adeus à temporada


Ok, pra começar: sim, eu estou absurdamente atrasado com este artigo. Já estamos indo para o terço final da temporada de verão, e cá estou eu fazendo a retrospectiva da temporada de primavera ainda. Mas é como diz o velho ditado: antes tarde do que mais tarde!

Num geral, essa temporada pareceu bem melhor do que a de inverno, que abriu o ano. Várias continuações de peso, assim como naquela, mas também várias de série originais que, pelo menos pra mim, já marcaram o ano. Ainda que, não posso deixar de comentar, muitas destas parecem ter dado pequenos tropeços lá pelo final…

Ah, e sobre este artigo, uma mudança que fiz em relação ao anterior foi incorporar os animes ainda em lançamento na seção dedicada às séries que abandonei ou que ainda não consegui terminar. Me parece fazer mais sentido do que escrever uma entrada completa para séries que ainda não terminaram.

Mas isso dito, vamos logo então aos animes. E claro, fica o convite ao leitor para dizer quais foram seus favoritos desta temporada (er… se ainda se lembrar, é claro).

Abandonados, Pausados e Em Lançamento


Toda temporada tem a sua parcela de títulos que não conseguimos terminar. Alguns, porque os abandonamos pelo caminho. Outros, porque os deixamos para continuar em outra ocasião. E ainda outros que, não tendo eles próprios terminado ainda, só podemos comentar de pedaços. A eles, dedico esta seção.

Summertime Render, episódio 1

Dos quatro animes que acabei deixando de lado, dois deles foram esportivos: Gunjou no Fanfare e Ao Ashi. Não por acaso, já que é um gênero que custa a me agradar. Eu nem diria que esses dois foram ruins, Ao Ashi sobretudo me pareceu muito promissor dentro de seu gênero, mas infelizmente são temáticas que não conseguem prender a minha atenção.

Já os dois outros foram Deaimon e Kakkou Iinazuke, que vêm numa situação similar. São séries que me pareceram bastante competentes dentro de seus gêneros, mas que acabei deixando de lado puramente por já ter muitos outros títulos que preferia ver no lugar. E enquanto eu podia tratá-los como “on hold” e só continuá-los depois… eh, to com vontade não.

Por sinal, não teve nenhum anime nessa temporada que eu tenha deixado pra terminar depois. Mas tem dois que seguem ainda em lançamento: Digimon Ghost Game e Summertime Render. Do primeiro, eu mantenho as críticas que fiz na temporada passada, sobre o formato episódico e a falta de progressão na história. Já o segundo tem tudo para ser um dos melhores do ano – se conseguir terminar tão bem quanto começou.

★★★ BRONZE ★★★


Nem todo anime que terminamos é lá uma obra-prima. Muitos nós vemos por serem um bom entretenimento momentâneo. Obras que provavelmente esqueceremos tão logo subirem os créditos finais, mas que ainda assim foram divertidas de acompanhar enquanto duraram. A estes fica o terceiro posto no pódio da temporada.

Atasha Kawashiri Kodama Da yo

Atasha Kawashiri Kodama Da yo, episódio 24

Sinopse: Anime curto (~2min por episódio) baseado no web mangá homônimo. Narra o dia a dia de sua protagonista, Kawashiri, que leva uma vida preguiçosa regada a álcool e frituras.

Sendo honesto, é até difícil achar o que comentar desse anime. Em estética ele tem uma identidade bem própria, sem dúvidas, mas quaisquer elogios meio que terminam por ai. Digo, qual é, cada episódio tem 2 minutos e meio, sendo que 1 minuto e meio é para a abertura! Ele é feito para parecer preguiçoso e mal animado, o que até combina com a sua protagonista, mas não rende lá a melhor das experiências.

Quanto à sua história… bom, ela não existe, simples assim. Apenas temos a Kawashiri dormindo e comendo frituras. Entendo que deve ser bastante #relatable pra uma certa parcela da população adulta, mas não fez muito por mim. Honestamente, é um anime que eu só terminei por ser curto demais pra eu querer abandonar.

Tomodachi Game

Tomodachi Game, episódio 12

Sinopse: Cinco amigos, forçados a participar no “Tomodachi Game”: uma série de jogos projetados para testar a amizade entre eles, onde o fracasso significa se afundar cada vez mais em dívidas. Com, ainda, uma dificuldade adicional: um deles é o traidor que os inscreveu para o jogo em primeiro lugar.

Falando por mim, eu tendo a gostar bastante de animes de jogos. Sinto que eles oferecem um tipo bastante único de conflito, onde o embate é sempre mediado por uma série de regras e normas que os personagens devem seguir ou, em não poucos casos, descobrir como burlar. É fato, porém, que animes desse tipo tendem a cair em alguns clichês dos quais Tomodachi Game também é culpado.

A estética “edgy” do anime, com um protagonista psicopata fazendo altas caras e bocas, já deve afastar alguns. Mas acho que o maior problema do anime vem de como esse mesmo protagonista beira a onisciência em seus planos. É algo bem comum nesse tipo de obra, e pra mim é mesmo parte do charme de animes do gênero. Mas não deixo de reconhecer que exige bastante da suspensão de descrença da audiência.

Aharen-san wa Hakarenai

Aharen-san wa Hakarenai, episódio 12

Sinopse: Ao ingressar no ensino médio, Raidou Matsubochi estava determinado a fazer novas amizades. Mas quando ele tenta conversar com a garota que senta ao seu lado, logo descobre que não apenas a pequena Aharen Reina fala tão baixo que mal dá pra ouvir, como também que ela tem sérias dificuldades em medir a distância que deveria manter das pessoas.

Meu maior problema com Aharen-san é que o anime parece ter abandonado a própria premissa muito cedo. Em questão de um episódio a Aharen já falava normalmente com o Raidou, de forma que a piada central do anime passa a ser a imaginação pra lá de fértil deste toda vez que a Aharen está envolvida. Piada essa que, pra ser bem sincero, me cansou bem rápido.

Ainda assim, segui acompanhando e posso ao menos dizer que o final faz a jornada valer a pena. Sem dar spoilers, foi um final bastante satisfatório, de um modo que não vemos com frequência nesses animes de comédia romântica. Quase me deu vontade de ir ler o mangá. Mas só quase.

Shachiku-san wa Youjo Yuurei ni Iyasaretai

Shachiku-san wa Youjo Yuurei ni Iyasaretai, episódio 12

Sinopse: Fushihara já está mais que acostumada a passar a noite no trabalho, fazendo hora extra madrugada adentro. Numa dessas noites, porém, ela é confrontada por uma adorável bebê fantasma, que insiste para que Fushihara vá para casa. Infelizmente, o plano da fantasminha se volta contra ela, quando eis que a sua fofura dá à Fushihara a energia de que ela precisava pra continuar trabalhando.

Eu diria que o maior problema de Shachiku-san está na dissonância que existe entre o que há na superfície e o que está no mais profundo. Digo, esse é um anime sobre como uma trabalhadora pra lá de explorada encontra em uma bebê fantasma a força de que precisa para seguir adiante dia após dia, e essa parte o anime faz bem. A fantasminha é bem fofa, e num geral eu gosto da sua comédia.

Só que permanece o fato de que todo o cenário do anime está predicado numa exploração violenta da Fushihara, uma que o anime até reconhece, mas para a qual não propõe nenhuma real solução. No fim, ele parece dizer que tudo bem que as coisas sejam assim, uma conclusão com a qual eu não posso concordar.

★★★ PRATA ★★★

Entre o comum e o excepcional, o espectro é bastante vasto. Todos aqui mencionados merecem o título de destaques da temporada, mas por um ou outro motivo eu hesito em lhes dar uma posição mais elevada. Memoráveis e cativantes, eles não são o que a temporada teve a oferecer de melhor, mas chegaram bem perto.

Shenmue the Animation

Shenmue the Animation, episódio 13

Sinopse: Ao chegar em casa, o jovem Hazuki Ryo presencia o assassinato de seu pai pelas mãos do mafioso Lan Di, que também toma de sua família um antigo e misterioso espelho. Agora, Ryo buscará a verdade por trás do passado e da morte de seu pai, percorrendo o submundo do crime organizado do Japão a Hong Kong.

Falando como alguém que nunca jogou nenhum dos jogos da série Shenmue, posso ainda assim dizer que me diverti bastante com o anime. Sua parte técnica, sobretudo a sua trilha sonora, me impressionaram desde o primeiro episódio, mas sua história de fato também não fica atrás – mesmo que, sim, o encadeamento dos eventos denuncie bem as origens da obra como um videogame.

Meu único problema com o anime, e admito que é um bem grave pra mim, foi o seu final. Isso porque é um fim em aberto que não responde nenhum dos mistérios que o anime levanta, e se entendo que isso se deve ao próprio material original não ter ainda terminado, não muda o fato deste ser um final bem frustrante. Então fica aqui a minha torcida por uma continuação no futuro.

Jantama Pong

Jantama Pong, episódio 11

Sinopse: Anime curto (~1min por episódio) baseado nos personagens do jogo online Mahjong Soul. Uma comédia onde acompanhamos o dia a dia dos habitantes do templo Mahjong Soul, com especial foco na deusa da sorte Ichihime.

Se você tem interesse em aprender mahjong e gostaria de um anime que ensinasse o básico do jogo, bom, você está no lugar errado. Aqui, o melhor que podemos oferecer vai de raios saindo da testa até o literal fim do mundo. Tudo, claro, esquecido logo no episódio seguinte – bom, exceto quando não.

Jantama Pong é pura comédia do absurdo, e isso o anime faz muito bem. É uma bizarrice atrás da outra, e você nunca sabe o que vem pela frente. Minha única ressalva é que a quantia de personagens pode ser um pouco desnorteante de início, mas como o foco é na Ichihime isso passa rápido. Uma boa comédia pra quem não está com muito tempo.

Onipan

Onipan, episódio 12

Sinopse: Anime de meia duração (~15min por episódio). Em um mundo onde humanos e oni coexistem, três garotas oni são enviadas de Onigashima para o interior do Japão a fim de melhorar a imagem dos oni entre as pessoas. E assim começa o dia a dia escolar de Tsutsuji, Tsuyukusa e Himawari.

No Japão, Onipan passava em bloco infantil 3 vezes por semana, com episódios de 5 minutos de duração. Estes eram depois compilados em episódios de 15 minutos, e foram estes que chegaram para nós. Uma comédia divertida e descompromissada, que nunca falhou em me arrancar boas risadas.

Apenas tenha em mente que o anime parece ter servido como treino para as dubladoras das três protagonistas, e a falta de experiência delas é bem clara no começo. Pra mim, é parte do charme da coisa, e mesmo diria que elas se aclimatam melhor aos papéis com o tempo. Mas é, pode chocar um pouco de início.

Black Rock Shooter: Dawn Fall

Black Rock Shooter: Dawn Fall, episódio 12

Sinopse: No futuro, as máquinas se voltaram contra nós. Agora, nossa última esperança repousa em Black Rock Shooter, uma garota mescla de pessoa e máquina, com alto poder de combate. Há anos desaparecida, ela agora retorna sem memórias, mas ainda com a missão de impedir a extinção da humanidade.

Algo que vale a pena mencionar sobre a franquia Black Rock Shooter é que cada entrada nela é independente, e que portanto você não precisa ter visto os animes anteriores para entender a história deste aqui. Isso dito, imagino que essa foi a última das preocupações dos que optaram por ignorar o anime – o que é uma pena, já ele foi bem divertido e mesmo bem diferente do que temos com mais frequência hoje em dia.

Em atmosfera, ele me lembra um pouco dos OVAs dos anos 80 e 90. Um cenário pós-apocalíptico onde garotas em trajes mínimos lutam usando armas duas vezes maiores que elas mesmas, além de ocasionais referências sexuais e algumas profanidades. Sim, o anime é inteiro em CG, mas mesmo esse funciona bem aqui. Quem deixou passar, e quer assistir algo um pouco fora do padrão moderno, recomendo dar uma chance.

Heroine Tarumono! Kiraware Heroine to Naisho no Oshigoto

Heroine Tarumono! Kiraware Heroine to Naisho no Oshigoto, episódio 12

Sinopse: Suzumi Hiyori veio pra Tokyo estudar em um colégio onde poderia seguir sua paixão pelo atletismo. Mas quando as circunstâncias obrigam a garota a conseguir um emprego, temos que ela termina como gerente em treinamento do grupo idol LipxLip: um cujos integrantes, Yujiro e Aizo, vivem brigando entre si.

Ainda que não acompanhe com frequência, eu gosto bastante do trabalho do grupo HoneyWorks, que por meio de suas músicas conseguiu criar todo um universo de personagens cativantes. E nele, Heroine Tarumono vem bem na confluência dos seus dois lados, o idol e o escolar, de forma que o anime é um verdadeiro show de fanservice para qualquer um familiar com essas músicas.

Claro, você não precisa conhecer o HoneyWorks para apreciar o anime, e de fato muita gente parece ter tido nele a sua porta de entrada para o grupo musical. Além disso, quem ignorou a série pela temática idol talvez goste de saber que o foco é sempre na Hiyori, ainda que, sim, o meio idol tem um papel forte aqui. Em todo caso, eu me diverti bastante com o anime, e muito recomendo que deem uma chance.

Healer Girl

Healer Girl, episódio 12

Sinopse: Em um mundo no qual a música tem poder curativo, “healers” são aqueles capazes de curar usando a sua voz. Aqui acompanhamos o dia a dia de três aspirantes à profissão, Kana, Hibiki e Reimi, estudando baixo uma das mais proficientes healers em atuação, Karasuma Ria. Uma rotina repleta de desafios e música.

Quando falamos de animes do gênero musical, grosso modo estamos falando aí de séries idol ou do seu ocasional anime sobre bandas e músicos. De tempos em tempos, porém, vemos surgir aqueles que pendem mais para o sentido hollywoodiano do termo, que é bem o caso de Healer Girl. Algo que por si só já faz o anime se destacar mesmo dentro de seu gênero – ainda que não sem alguns asteriscos.

Música de lado, esse é um slice of life bem normal. Não é ruim, mas também não chega a se destacar nesse aspecto, além de que teria aproveitado de alguns episódios adicionais para trabalhar melhor seus arcos. Mesmo assim, pra quem gosta de música o anime foi um prato cheio, e é uma pena que tenha sido tão ignorado.

Machikado Mazoku: 2-choume

Machikado Mazoku: 2-choume, episódio 12

Sinopse: Segunda temporada de Machikado Mazoku. A história de uma garota que descobre ser descendente de um antigo clã de demônios, outrora derrotado. Agora, ela precisa do sangue de uma garota mágica para libertar sua ancestral aprisionada. E, por sorte, há uma bem na sua escola…

Gosto bastante de como essa temporada foi bem mais focada em arcos mais bem delimitados. De início entrando no mistério de para onde foi a irmã da Momo, e mais pro final trabalhando a maldição da Mikan. Aliás: resolvendo a maldição da Mikan, acho bem legal como Machikado Mazoku não tem problemas com alterar o status quo mesmo que de forma irreversível. Dá um bom senso de progressão pra série.

Mas claro que o maior charme da obra permanece na sua comédia. É uma sequência de absurdos que, de alguma forma, ainda se justificam em universo, em ritmo frenético que muito adiciona ao timing cômico da coisa. Extremamente divertido de acompanhar, fico agora na torcida de uma terceira temporada.

Honzuki no Gekokujou 3

Honzuki no Gekokujou 3, episódio 10

Sinopse: Terceira temporada de Honzuki no Gekokujou. A história de uma jovem aspirante a bibliotecária que, após morrer soterrada pelos próprios livros, reencarna em um mundo medieval. Agora, caberá a ela fazer os próprios livros, isso se ainda quiser realizar o seu antigo sonho.

Falando como alguém que só assistiu o anime, essa terceira temporada parece vir pra encerrar uma primeira “fase” dessa história. Desde o momento em que acordou como uma frágil criança num mundo estranho, até os dois anos que passou tentando trazer os livros a um mundo que basicamente os desconhecia, acompanhamos a história de Main. Como o anime diz, porém, a sua história acabou. E que final foi esse…

A conclusão desse arco foi um verdadeiro soco no estômago, onde todos saíram vivos, sim, mas também onde as pressões daquela sociedade de classes foram marteladas sobre a Main de forma ainda mais brutal. Tendo de abdicar da sua família, a garota agora começa uma nova vida, sob um novo nome. Adoraria que viesse uma quarta temporada no futuro, mas até lá, bem que a Newpop podia se apressar em publicar a novel, né?!

Yuusha Yamemasu

Yuusha, Yamemasu, episódio 12

Sinopse: Após salvar a humanidade da invasão dos exércitos da rainha demônio, o herói Leo Demonheart se vê ostracizado pelas mesmas pessoas que tentou proteger, e que agora temiam o seu enorme poder. Sem ter para onde mais ir, ele decide então se juntar ao mesmo exército demoníaco que havia derrotado.

Em uma temporada repleta de boas surpresas, acho que nenhuma superou tanto as minhas expectativas quanto Yuusha Yamemasu. Um anime que começa bem leve, mesmo cômico, mas que vai tomando uma atmosfera bem mais séria conforme vamos aprendendo mais sobre aquele mundo e sobre o nosso protagonista. Que sim, são bem mais complexos do que pode parecer a um primeiro olhar.

Imagino que muitos ignoraram o título por achar que seria outra fantasia genérica. E, justiça seja feita, o começo não faz muito para nos dissuadir dessa ideia, bem executada que seja. Ainda assim, é um senso de familiaridade que o anime usa justamente para subverter depois, então fica aqui a minha recomendação para que deem uma chance a ele.

Spy x Family

Spy x Family, episódio 12

Sinopse: Para se aproximar de um alvo que só faz aparições públicas na escola de seu filho, o espião “Crepúsculo” é encarregado da missão de formar uma família de fachada, com uma criança capaz de entrar nessa mesma escola. Ele só não poderia esperar que essa criança seria uma telepata, ou que sua nova esposa seria uma perigosa assassina.

Um dos títulos mais aguardados nessa temporada, Spy x Family é um desses animes que se destacam já na premissa e na ambientação, fugindo das tendências atuais da indústria por cenários de fantasia medieval ou do Japão moderno. Infelizmente, só isso não garante que a obra será mais do que passável, que foi bem a impressão que eu tive aqui. Não foi ruim, de forma alguma, mas também não achei grande coisa.

Ao que parece, a culpa foi muito do anime, que fez um trabalho apenas passável com o material original, prejudicando muito do timing cômico da série. Bom, ou ao menos foi o que vi alguns falarem. De minha parte, ainda tive problemas com a história em si também, mas que talvez sejam sanados quando sair a segunda parte do anime, mais para o fim do ano. Até lá, fica aqui a minha ligeira decepção.

★★★ OURO ★★★


Visualmente estonteantes. Tematicamente profundos. Ou tão somente muito, muito divertidos. Várias são as qualidades que podem elevar uma obra do bom ao excelente. Estes são os títulos que deixaram sua marca, por qualquer motivo que seja. Os melhores que a temporada teve a oferecer, são aqueles que levam a medalha de ouro.

Kaguya-sama wa Kokurasetai: Ultra Romantic

Kaguya-sama wa Kokurasetai: Ultra Romantic, episódio 13

Sinopse: Terceira temporada de Kaguya-sama wa Kokurasetai. No topo da hierarquia da Academia Shuchiin estão o presidente e a vice-presidente do conselho estudantil: Shirogane Miyuki e Shinomia Kaguya. Aqui acompanhamos a “guerra do amor” entre esses dois, onde perde quem primeiro se declarar.

Essa foi a primeira temporada do anime que eu assisti depois de ler esse arco no mangá, então foi também a primeira vez que pude apreciar o incrível trabalho de adaptação que a equipe do anime fez. É mesmo um desses raros exemplos de um anime que pega um material original que já é excelente, e consegue melhorá-lo ainda mais, e isso sem precisar modificar (muito) a história.

Mas mais importante, essa temporada é a primeira a trazer uma mudança definitiva no status quo da série, com Kaguya e Shirogane finalmente se declarando. E o fato de que a história não acabou ai (já temos até um filme continuação anunciado) é parte do que torna Kaguya-sama tão diferente de outras comédias românticas. Pessoalmente, estou bastante ansioso pelo que virá pela frente.

Paripi Koumei

Paripi Koumei, episódio 12

Sinopse: Grande estrategista da China antiga, Zhuge Kongming é transportado à Tokyo moderna após a sua morte, onde se encanta com o talento musical da cantora Tsukimi Eiko. Agora, Kongming promete a ela que levará sua voz ao maior número de pessoas que puder, usando de suas antigas táticas de guerra para garantir o sucesso da artista.

Acho seguro dizer que esta foi a maior surpresa da temporada. Um anime com bem pouco hype por trás, que pegou a todos de surpresa não apenas pela sua premissa absurda, mas também pela excelente produção, história, personagens, e claro, música. Bom, tudo isso mais a abertura mais chiclete da temporada, que circulou pelas redes sociais tão logo o episódio foi ao ar.

É até difícil achar o que comentar aqui, justamente por ter sido uma série tão bem amarrada. Sim, o final é aberto, mas conclui um primeiro arco maior, e em todo caso é difícil pensar em como seria um final definitivo pra uma premissa como essa. Fora isso, sem reclamações: foi um dos meus animes favoritos nessa temporada, e que já conquistou seu posto como um dos melhores do ano.


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Imagem de capa:

Paripi Koumei, episódio 1

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Um comentário sobre “Retrospectiva da Temporada // Primavera 2022

  1. Bom ver que tem uma cota boa de animes que vi e posso dar uns pitacos desta Temporada de Primavera 2022. Vou juntar os que foram citados com os que não deram às caras e estou vendo.
    Concordo e assino embaixo quanto ao “Digimon Ghost Game”, o anime precisa urgentemente de uma trama de fundo, pois em “Youkai Watch: Shadowside” havia uma trama desde o começo e o esquema semelhante a esta temporada de Digimon, irônico, o Reboot que veio antes tinha uma história de fundo (o resto, uma decepção e tanto, pouca coisa salva dali) e esta temporada tem feito tudo certo, exceto isso e como que estas aparições de digimon não estão sendo investigados pelas pessoas, se causam uma tremenda confusão? Vindo do mesmo estúdio que trouxe uma pérola como “Gegege no Kitarou (2018)”, como que podem errar em algo tão essencial?! Já aceitei a máxima: quando querem, a Toei Animation pode sim fazer um anime de qualidade, quando não querem… sai de qualquer maneira.
    E continuando neles, “Delicious Party Precure” que precisa de um tempero a mais: a série não está sendo tão atrativa, sem surpresas para impactar ou dar gosto de quero mais e se não derem um jeito de destacar mais a Yui (Cure Precious), os demais personagens tem tido destaque, posso considerá-la a pior protagonista da franquia e olha que vindo de uma Cure de rosa, tá complicado…

    Já de animes da temporada dita, os maiores destaques pra mim foram: de não-continuações e spin-off, “Heroine Tarumono” , “Onipan!” e “Koi wa Sekai Seifuku no Ato de” foram gratas surpresas, cada uma contando suas tramas e personagens cheios de carisma. Já o mais que hypado “SPYXFAMILY” foi apenas dentro do previsto, é legal de ver, tem bons momentos e sinceramente, o hype excessivo do público não me fisgou. A única ressalva é que poderiam ter invertido a ordem dos dois últimos episódios, pra ter um fechamento melhor e sim, vou ver a segunda parte.
    Das continuações e spin-off, destaques merecidos para a 3ª temp de “Honzuki no Gekokujou e “Detective Conan: Zero Tea Time” (afinal, acompanho o anime principal e acompanhar o dia-a-dia do Amuro é uma graça, afinal, elenco de Conan é um dos melhores que já vi em animes, são de casa pra mim), só surpresa que este spin-off seja um anime curtinho e abertura e encerramento sensacionais, melhores músicas desta temporada pra mim. Indo adiante, “Komi-san” e “Kyoukai Senki” fecharam bem suas temporadas de estreia, com alguns tropeços; a 2ª temp de “Tate no Yuusha no Nariagari” foi ok!, não senti que foi uma porcaria como citam por aí. Bem, é isso: até a próxima!!!

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