Review – Ginga Eiyuu Densetsu (Anime)

Ginga Eiyuu Densetsu

Ginga Eiyuu Densetsu (ou Legend of The Galactic Heroes, como ficou mais conhecido no ocidente). Dentre os animes, poucos títulos possuem o mesmo peso que este. Baseados na série de livros de ficção científica escrita por Yoshiki Tanaka, os 110 OVAs que perfazem a série foram lançados entre 1988 e 1997, em um total de quatro temporadas. A primeira delas, que vai do episódio 1 ao episódio 26, foi produzida pelos estúdios Artland e Madhouse, mas a partir da segunda temporada a produção ficou a cargo da Artland junto do estúdio Magic Bus. Em sua história, que se passa no distante futuro, Ginga Eiyuu Densetsu nos mostra uma galáxia dividida entre duas enormes nações em guerra: o monárquico Império Galáctico e a republicana Aliança dos Planetas Livres. O foco da trama, porém, é colocado em dois protagonistas, cada qual um militar de alta patente no exército de sua nação: respectivamente, Reinhard von Lohengramm e Yang Wen-li.

Mas não espere desta obra uma visão demasiado maniqueísta das coisas. Tematicamente falando, Ginga Eiyuu Densetsu é essencialmente sobre como cada sistema de governo pode ter as suas vantagens e desvantagens. Certamente que a ditadura pode trazer imenso mal ao povo quando seu governante é um déspota, mas é inegável que ela pode trazer mudanças muito mais rapidamente do que outros sistemas. Já a democracia representativa pode dar poder ao povo, mas se este só escolhe os mais corruptos, inaptos e egoístas, que vantagem trouxe esse poder? Perguntas do tipo são levantadas ao longo de toda o anime, sem nunca termos uma resposta realmente clara: é algo para cada um considerar. Mas antes de seguir em frente, eu vou parar por aqui para deixar o costumeiro aviso de spoilers: quem ainda não viu o anime, eu altamente recomendo que o faça.

Reinhard von Loengram

Começando então a review de fato, partamos primeiro dos temas que o anime apresenta. Isso porque Ginga Eiyuu Densetsu é uma obra temática por excelência, onde tudo existe em favor das ideias e mensagens que a obra busca passar. Sendo que dentre essas ideias, uma delas toma primazia. Para entendê-la, porém, precisamos nos lembrar de que a série gira em torno de um embate de ideais, cada nação sendo governada por um sistema político radicalmente distinto do outro. De um lado, temos uma monarquia absolutista na qual as decisões são tomadas pelo arbítrio de um líder vitalício, ao passo que do outro temos uma democracia representativa na qual alguns indivíduos são eleitos pelo povo para governarem por apenas alguns anos. Qual destes sistemas é o melhor? O anime é bastante claro em mostrar que, para todos os efeitos, nenhum deles o é. Abandonando qualquer visão maniqueísta, vemos aqui como cada sistema possui pontos positivos e negativos: se de um lado a democracia pode dar mais poder ao povo, do outro lado uma ditadura permite mudanças muito mais rapidamente, por exemplo.

Quando começamos o anime, nenhuma das duas nações é exatamente uma utopia. Pelo contrário: ambas partilham de um problema bastante similar. De um lado, vemos no Império uma nobreza que faz festas e bailes enquanto manda seus soldados para uma guerra interminável. Do outro, vemos como os políticos da Aliança incitam seus soldados ao combate, enquanto sentados seguros em seus confortáveis gabinetes. Com essa espécie de contraste nem tão contrastante, Ginga Eiyuu Densetsu passa aqui uma mensagem bem forte, que é de fato seu ponto principal: a de que o sistema político importa menos do que as pessoas que o comandam. Lideres corruptos, inaptos e egocêntricos serão um problema pouco importa se estamos falando de uma ditadura ou de uma democracia. Um ditador esclarecido e benevolente pode trazer a bonança, mas um tirano só trará a opressão. E se um povo engajado pode eleger líderes competentes, um povo alienado só poderá escolher qual será o próximo político a lhe roubar.

Yang Wen-Li

Longe de ver a política como algo desgarrado da sociedade, como uma esfera além das capacidade humanas e que opera por si mesma, o anime coloca as pessoas no centro. São as pessoas que fazem a política, quer por meio de sua atividade – como Reinheard tomando o poder ou a Jessica organizando protestos contra a guerra – quer por meio de sua passividade – como os habitantes da antiga Federação Galáctica aceitando a coroação de Goldenbaum ou como Yang Wen-li acatando a decisão de rendição da Aliança. Não a toa, a História (a disciplina, no caso) tem um papel fundamental nessa obra, com inclusive dois episódios sendo inteiramente dedicados a uma espécie de documentário que explica em detalhes como foi que a humanidade chegou àquele ponto. Do nosso presente até o distante futuro, aquele cenário foi sendo moldado pelas ações humanas, e lembar o espectador disso serve ao mesmo tempo como um reconforto e como um aviso.

Obviamente, porém, esse não é seu único tema, nem de longe. Embora, para ser bem sincero, não vale muito a pena entrar em detalhes aqui sobre outros aspectos temáticos, e isso por dois motivos. Em primeiro lugar, porque eles são muitos: 110 episódios, afinal, tempo mais que suficiente para lidar com uma miríade bem grande de ideias. Mas ainda mais importante é o fato de que, a bem da verdade, o próprio anime já trata de seus temas com imensa competência, de forma que eu sinto que tentar falar demais deles aqui soaria como repetitivo e óbvio para qualquer um que tenha assistido a obra. O Culto da Terra é uma exploração do fanatismo religioso e do terrorismo como ferramenta política; Phezzan é uma exploração das consequências de um capitalismo exacerbado, tanto em sua faceta mais positiva, de liberdade, como em sua faceta mais negativa, de uma lógica de venda e lucro que supera quaisquer outros ideais da pessoa; o próprio Yang Wen-li serve como uma exploração da ideia de que as pessoas são mais propícias a seguir outras pessoas do que a ideais ou ideologias; e isso só para citar alguns dos temas que aparecem ao longo do anime.

Ginga Eiyuu Densetsu coloca as pessoas no centro da política: de bom e de ruim, o que ocorre são consequências das decisões tomadas por todos.

Vale apontar, essa vasta miríade de temas é justamente o que faz desse anime uma obra relevante mesmo para os dias atuais. Até porquê, honestamente, em outros aspectos a obra pode soar bastante datada. Não exatamente por culpa própria, vale dizer. Essa é uma faceta da ficção científica de forma geral, que eu inclusive já discuti anteriormente na minha review do mangá Planestes, de Makoto Yukimura: visões de futuro tendem a dizer muito mais sobre a época que as produziram do que realmente sobre o futuro em si, e isso definitivamente é válido também neste caso. Por exemplo, é interessante notar como a internet é um conceito bem pouco abordado em Ginga Eiyuu Densetsu, mesmo com sua história se passando milênios no futuro: é óbvio que seria assim, dado que a série de livros que o anime adapta vem de uma época na qual a internet ainda estava engatinhando. Mesmo o universo da série reflete um pouco a sua época: é preciso lembrar que quando o anime saiu, o mundo estava ainda em plena Guerra Fria. E enquanto de forma alguma a oposição Aliança x Império mimetiza a oposição EUA x URSS, a existência, na obra, de uma galáxia rigidamente dividida em duas facções bem definidas definitivamente soa como influenciada pelo contexto político da época.

E detalhe que essa máxima sobre as visões de futuro refletirem o presente é cada vez mais verdadeira conforme o nosso progresso tecnológico avança com tal rapidez que mesmo tentar prever como será o mundo em dez ou quinze anos pode se mostrar uma tarefa aberta a vários erros e imprecisões. Temáticas, porém, não estão sujeitas a essas limitações, e justamente por isso é tão mais vantajoso o enfoque nelas: assim, mesmo que as previsões sobre o futuro se mostrem incorretas, os temas ainda assim poderão ressoar por diversas gerações a vir, que é essencialmente o que ocorre em Ginga Eiyuu Densetsu. Ao trazer para o cerne da história temáticas como o embate de ideologias, a guerra e suas variadas consequências, as diferentes formas de fazer política, e por ai vai, o anime consegue atingir um caráter muito mais atemporal, tanto que ainda fala-se dele mesmo passados quase 30 anos do lançamento de seu primeiro episódio.

Para todos os efeitos, o anime ainda é um produto de seu tempo.

Mas é claro, nem só de temas é feita uma história, e em se tratando do tripé padrão – isto é, personagens, roteiro e universo – Ginga Eiyuu Densetsu certamente merece os elogios que recebe. Sobre o primeiro aspecto eu não vou entrar em detalhes aqui, até porque temos uma quantia absurda de personagens, fruto de uma obra que pode durar pouco mais de 100 episódios. Ainda assim, de modo geral os personagens mais importante são muito bem trabalhados, sendo personagens bastante humanos, com suas próprias convicções e ideologias, personalidades distintas, mesmo alguns defeitos bem interessantes. Por exemplo, eu gosto bastante como o Reinhard é essa figura extremamente ambiciosa e um gênio do combate e da estratégia em guerra, mas ao mesmo tempo pode se mostrar bastante egocêntrico e mimado, ao ponto até de soar infantil as vezes. Isso nunca é feito de forma forçada, e quando algum outro personagem argumenta com o Reinhard sobre como ele deveria repensar suas atitudes ele até mesmo o faz, mostrando que, apesar de tudo, ele ainda é um comandante que leva a sério as opiniões de seus subordinados, o que só o torna um personagem ainda mais interessante.

As interações entre esses personagens são também muito bem feitas, sobretudo na medida em que refletem as várias relações existentes. Em meio a esse vasto elenco, encontramos desde relações de amizade, companheirismo, amor, respeito, até relações de antipatia, rancor, inveja, e a forma como os personagens agem e interagem uns com os outros muito bem evidencia isso. Reuenthal e Mittermeyer agem diferente na presença um do outro de quando na presença do Reinhard, por exemplo. E quando Kircheis morre, deixando Reinhard bastante abalado emocionalmente, é interessante como aqueles mais próximos ao mesmo reagem com preocupação, mas ficando em aberto até que ponto essa é uma preocupação para com a pessoa do Reinhard de fato e até que ponto era uma preocupação muito mais de o que aconteceria se eles perdessem seu líder. São interações que muito bem refletem o mundo adulto no qual vivem esses personagens, onde questões de cunho mais pessoal e sentimental se mesclam com questões mais pragmáticas ou hierárquicas.

Os personagens em Ginga Eiyuu Densetsu são definitivamente muito bons, e as interações entre eles conseguem ser extremamente orgânicas e verossímeis.

O universo da série, por sua vez, é extremamente bem desenvolvido, mais uma vez um fruto do puro tamanho desta obra. E, aqui, vale a pena retomar aquela questão de como a história (novamente, a disciplina) tem um papel fundamental no anime. Como eu disse antes, dois episódios são feitos no formato de documentário, com historiadores e pesquisadores daquele universo explicando toda a trajetória humana desde quando as pessoas ainda habitavam apenas a Terra até o momento atual da trama. Honestamente, é um recurso que bem poderia ter saído muito errado, dedicando dois episódios a, essencialmente, exposição atrás de exposição, mas aqui funciona muito bem. Em parte graças ao timing: os episódios são bem distanciados um do outro, e mesmo o primeiro só vem bem adiante na história, de forma que o espectador já teria um investimento prévio na ideia de saber mais sobre aquele universo. Mas também em parte graças ao contexto: longe de serem episódios desconexos da obra, eles começam justamente com um personagem – no caso, o Julian – colocando o documentário para tocar. A própria ideia desse personagem decidir matar o tempo que tinha de sobra aprendendo um pouco mais sobre a história daquele mundo é uma bem fácil de engolir, o que ajuda mesmo a justificar, narrativamente, a existência de ambos os episódios.

Mas esse aspecto histórico da obra, essa importância que ele dá à disciplina, vai muito além de dois episódios esparsos. E um elemento que muito se liga a isso e que perpassa a história inteira é o próprio narrador, um elemento em si bem único da obra. Claro, outros animes já usaram do recurso do narrador, mas esse é quase sempre um narrador mais pessoal, frequentemente o próprio protagonista da obra. E mesmo quando o narrador começa oculto, eventualmente acabamos por descobrir a sua identidade lá pelo final da história. Algo que não acontece em Ginga Eiyuu Densetsu: o narrador, aqui, é absolutamente impessoal, e jamais nomeado. E mesmo a sua narração reflete isso: é uma narrativa seca, direta, mesmo objetiva… como se a pessoa estivesse lendo um livro de história. O que faria bastante sentido. Esta é, afinal, uma “lenda” (densetsu), e uma das características da própria lenda é ser, sempre, um conto a posteriori: uma narrativa que só surge após o fim da história. A ideia, portanto, de haver uma pessoa lendo sobre esses eventos como se estudasse a história humana é algo que combina muito bem com a proposta da série, e talvez por isso o anime consiga usar desse narrador impessoal sem quebrar a suspensão de descrença. Inclusive, por tudo isso que já falei, ter esse narrador até chega a dar um ar de maior seriedade à história, como se o próprio espectador assistisse a um documentário.

A História, aqui, ganha bastante importância, com a obra inclusive criando dois episódios só para detalhar o seu universo através de documentários de cunho histórico.

Finalmente, então, temos o seu roteiro propriamente dito, que se destaca pelo quão pouco formulístico ele é. Já a princípio, a ideia de termos dois protagonistas em dois lados de uma guerra é uma quebra com o padrão de um só protagonista ou de um pequeno grupo protagonista de um só lado em um conflito, mas o fato de que nenhum dos dois lados – nem a Aliança, nem o Império – é retratado como indiscutivelmente bom ou mau nos entrega uma ambivalência que é, em si, a própria essência do anime: não há aqui, afinal, um lado bom, mas sim boas e más pessoas em ambos os lados. E há também que se destacar como a história avança relativamente rápido para uma obra com mais de cem episódios, e situações que outros animes talvez tornassem em um arco próprio são resolvidas aqui por vezes em um ou dois episódios. O que é, honestamente, tanto uma virtude como um defeito. Não poucas vezes nós temos uma meia duzia de episódios de preparação para algum conflito iminente, mas quando esse conflito de fato chega ele pode durar menos que um episódio, o que por vezes cria uma situação que, por mais realista e verossímil que seja, passa a sensação de que o pay off não corresponde ao bild up.

Já outro exemplo de como o anime subverte os clichês mais comuns está na própria questão da morte. Sendo uma história sobre uma guerra, seria de se esperar que personagens morressem, mas o anime surpreende ao matar mesmo personagens de suma importância para a trama. O primeiro grande exemplo do tipo é a morte do Kircheis, que em si é um aviso claro para o espectador de que ninguém naquela história está seguro. Vale apontar, após essa morte o anime demorará a matar outro personagem de igual relevância, mas o fato de que sabemos que ele tem coragem para tanto faz com que não importe a quantas batalhas os personagens sobrevivam: sempre fica aquela sensação de tensão de que a próxima batalha pode ser a última de alguém. Em meio a tantas obras que fazem até o impossível para garantir que seus protagonistas sempre saiam de qualquer situação com vida, e que no máximo aceita introduzir um novo personagem apenas para matá-lo dali a dois ou três episódios, ter uma obra que chega até a matar um de seus protagonistas, como é o caso da morte do Yang ao final da terceira temporada, é certamente uma lufada de ar fresco mesmo ainda hoje.

Um dos únicos animes onde realmente ninguém está seguro…

Olhando para o contador de palavras, percebo que já ultrapassei as 2500, quase chegando a 2600. E, mesmo assim, sei que ainda poderia falar muito desse anime. Mesmo os pontos que eu quis abordar ainda poderiam ser mais desenvolvidos, o que é uma evidência do quanto se pode tirar dessa obra. Nenhuma review poderia dar conta do anime em sua totalidade, ou ao menos nenhuma que espere se manter em um tamanho razoável. O que, por sua vez, é um dos motivos pelos quais esse é um anime tão interessante de se discutir sobre: dificilmente duas pessoas falarão das mesmas coisas ao tratar desse anime. Mas, e retornando agora a esta review, acho que ao menos consegui tratar do que encontrei de mais interessante nessa obra, então acho que já podemos caminhar em direção a algumas rápidas considerações finais.

É Ginga Eiyuu Densetsu o melhor anime já feito? Não poucas pessoas responderiam que sim, e certamente não o fariam sem motivo. É evidente que a obra não é infalível ou perfeita, mas o que o anime faz certo ele faz muito certo. Uma obra provocante em seus temas e ideias, um produto de seu tempo que ainda assim consegue ressoar através das décadas, se mostrando tão relevante hoje quanto o era quase trinta anos atrás. Com personagens cativantes, um universo extremamente bem explorado e um roteiro que consegue fugir a convenções e clichês que mesmo hoje ainda se mostram tão presentes nessa mídia, esse anime é uma experiência única mesmo para aqueles com mais experiência em animes. Pessoalmente falando, não é a obra que eu escolheria como minha favorita, mas é definitivamente um excelente anime, que faz por merecer a fama que ganhou.

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Imagens (na ordem em que aparecem):

1 – Ginga Eiyuu Densetsu, episódio 1

2 – Ginga Eiyuu Densetsu, episódio 2

3 – Ginga Eiyuu Densetsu, episódio 2

4 – Ginga Eiyuu Densetsu, episódio 10

5 – Ginga Eiyuu Densetsu, episódio 10

6 – Ginga Eiyuu Densetsu, episódio 1

7 – Ginga Eiyuu Densetsu, episódio 40

8 – Ginga Eiyuu Densetsu, episódio 84

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11 comentários sobre “Review – Ginga Eiyuu Densetsu (Anime)

  1. Porra, baixei o anime essa semana mesmo pra começar a ver, vejo teu post lá no Genkidama, clico venho rolando por cima antes de ler e tomo um aparente spoiler do caralho, hein…

    Vacilo teu fazer review com spoiler ou não avisar no começo que ia ter spoiler

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    • minto, na real você avisa sim, mas poxa, cara, nem pra deixar isso em negrito ou destacado? AHEHUIAHHAUHAEUIHAE

      Mas perdoe a rabugentice, eu só fico bolado com spoiler ainda mais de um negócio que eu tava querendo ver há anos. Isso não vai me impedir de ver o anime nem em sonho, mas pô, fica aí a crítica construtiva pra evitar possíveis futuros aborrecimentos de outras pessoas.

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      • Sem zoeira, nunca me ocorreu que alguém fosse só passar por cima do artigo, sem ler e, nisso, sem reparar o aviso de spoilers logo no começo xD Tentar deixar isso mais destacado numa próxima vez, porque o aviso em si ta sempre no segundo parágrafo em qualquer review kkkkkkkkk

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        • ah, é um hábito maluco que eu tenho de scrollar o texto todo antes de começar a ler de fato. Eu não faço a menor ideia do porquê faço isso, mas é um hábito que imagino que mais gente talvez tenha (e da mesma forma que eu tomei na fuça um spoiler desse jeito, provavelmente mais pessoas tomariam também).

          Confesso que fiquei um pouco puto com a situação mas em parte a culpa é minha, mas em todo caso, fica aí a dica de alguém que já escreve na internet há 7 anos: se for ter spoiler no texto, é literalmente A PRIMEIRA COISA que você tem que avisar e destacado de todas as maneiras que forem necessárias. Segundo que, sendo um review pra apresentar uma obra a quem não conhece, fica bem feio tu já querer apresentar jogando spoiler assim. O ideal é encontrar o meio termo que possa agradar tanto quem já conhece e quer ver a sua opinião a respeito quanto quem não conhece e quer conhecer E ver a sua opinião sobre. Eu costumo fazer bastante review mas muito raramente tem spoiler, e quando tem spoiler, o texto nem é um review de fato, é mais uma análise/discussão de algo bem específico daquela obra (que, inclusive, é algo que eu gostaria de fazer com mais frequência, aliás).

          De qualquer forma, espero que apesar da minha frustração, eu não tenha parecido grosso ou rude demais nesses comentários e que encare a minha crítica como uma crítica construtiva que pode vir a melhorar o seu trabalho no futuro, já é, parceiro?

          Um abraço.

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          • Bom, no caso, o que acontece é que essas reviews não são para quem não viu a obra xD Reviews sem spoilers eu sinto que fica muito “restrito” a quantia de coisas que podem ser abordadas. E nisso, muitas vezes problemas ou vantagens essenciais da obra ficam ou de fora da review ou colocadas de forma muito vaga pelo autor. Sério, uma das coisas que mais me irritam em uma review são frases como “ah, eu não gostei daquele final, mas não vou falar mais pra não dar spoiler, quem viu sabe do que estou falando”. É uma abordagem ridiculamente vaga que, no final das contas, não diz praticamente nada exceto que, sabe-se lá deus porque, o autor tem aquela dada opinião e que fique por isso mesmo =P

            Por conta disso, eu não me restrinjo quanto a spoilers, e se for pra falar das qualidades e defeitos de uma obra eu gosto de realmente poder falar, dando detalhes, exemplos, etc. Por isso que toda review minha segue o mesmo padrão: dois parágrafos introdutórios, para quem ainda não conhece a obra, e a partir daí é a review de fato, com todos os spoilers que forem necessários. É uma abordagem que limita o público que posso atingir? Sim, mas eu acho que vale a pena se for em prol de tornar o texto mais “completo” rs.

            E não se preocupe, não soou grosso não, e vou cuidar de futuramente tentar deixar mais claro que a review tem spoilers =)

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  2. Finalmente alguém fez essa review em BR, E simplesmente Ginga Eiyuu Densetsu é um anime fantástico,realista e que lhe pensar bastante e se interessar por historia mais ainda.

    Curtido por 1 pessoa

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