Review – Hourou Musuko (Anime)

Hourou Musuko
Hourou Musuko

Em um mundo onde toda forma de entretenimento parece direcionada a um nicho específico, é difícil vermos histórias que tão somente querem ser elas mesmas. Histórias cuja preocupação não é agradar a público X ou faixa etária Y. Histórias que não são criadas pensando em como chamar atenção, ou em como colocar elementos que garantam uma boa venda de qualquer que seja a mídia física em que ela será distribuída, mas sim criadas porque alguém tinha uma história para contar. Uma mensagem a passar. Um sentimento a despertar. É… histórias assim são raras. Arte assim vem se tornando cada vez mais rara. Mas… ainda aparece, uma vez ou outra, um caso do tipo. Hourou Musuko é, sem dúvida, um destes casos. Uma história que apenas deseja ser a si própria, independentemente do que pensarão aqueles que a virem. Uma interessante metáfora para seus próprios personagens, talvez. Um garoto que quer ser garota. E uma garota que quer ser garoto. Que melhor forma de contar uma história assim?

Inspirada no mangá homônimo de Takako Shimura e produzido pelo estúdio AIC, com direção de Ei Aoki, este anime de 11 episódios (12 na versão Blue Ray) foi ao ar nas televisões japonesas em 2011. Tratando de temas como a transexualidade, identidade de gênero, orientação sexual, o início da puberdade e a auto-aceitação, a história é um “slice of life” que se foca em Shuichi Nitori, um menino que deseja tornar-se menina, e sua amiga Yoshino Takatsuki, uma menina que deseja tornar-se menino. Mas se engana aquele que espera que este anime seja extremamente dramático. Sim, quando ele quer ser dramático, ele o é, com cenas que possivelmente causarão um forte aperto no coração do espectador. Mas ao mesmo tempo é um anime que sabe ser leve, tendo inclusive um ótimo timing cômico. O tipo de história que normalmente se termina com os olhos lacrimejando e um sorriso de satisfação no rosto. Caso ainda não tenha visto o anime, eu fortemente recomendo, sobretudo pela forma madura com que ele aborda um tema que, infelizmente, ainda costuma ser usado apenas para fazer piada, sobretudo no meio dos animes. É uma ótima história, com ótimos personagens e uma abordagem única de uma temática pouco explorada. Se isso não lhe convence, então nada irá (rs). E agora, vamos para a review. A partir daqui, spoilers rolarão solto, então sigam por sua conta e risco.

Antes de falar diretamente sobre o que é este anime, eu gostaria de falar um pouco sobre o que ele não é. Isso porque esse anime coloca em evidência um problema relativamente sério da industria de animes. Pare por um momento e pense em um personagem transexual, travesti ou andrógeno. Agora pense em um personagem transexual, travesti ou andrógeno que não sirva somente para alívio cômico, aparecendo quase que exclusivamente para fazer a conhecida piada “oh, é um menino, achei que era uma menina, hahaha”. Vejam bem, longe de mim querer pagar de censor e dizer quais piadas podem ou não ser feitas, ainda mais em se tratando de uma cultura na qual eu não estou inserido e que tem toda uma outra mentalidade para com as questões de transexualidade. Mas eu sempre achei bastante negativo o fato de raramente vermos o tema da transexualidade ser tratado de forma séria, isso fora o fato de que, normalmente, quando o tema é tratado de forma séria ele costuma ser alguma história paralela à trama central. Neste sentido, Hourou Musuko veio para preencher um vazio que, ao menos na minha opinião, precisava ser preenchido. Não apenas finalmente estas questões tomam os holofotes neste anime, como ainda por cima elas são tratada com bastante maturidade, respeito e cuidado. E isso de uma forma bastante despretensiosa. Enquanto seria extremamente fácil uma obra com esta temática cair na tentação de ser puro “choque cultural”, uma obra voltada à conscientização pelo choque e pelo ataque aos valores ditos “tradicionais”, este anime consegue a façanha de ser extremamente leve, em alguns momentos beirando a comédia.

Obviamente, isso não é dizer que o anime não tenha seus momentos dramáticos. Muito pelo contrário, ele tem. Algumas vezes, o drama é posto de forma um pouco sutil. Vemos isso logo no começo, quando temos nosso protagonista reclamando de como se sente desconfortável e sufocado no seu uniforme escolar. Uniforme masculino, a cena bem expressa a insatisfação e chateação do protagonista com seu próprio corpo, sendo uma cena bastante tocante se você perceber essas pequenas sutilezas nem tão sutis (rs). Mas em outros momentos o drama é feito de forma clara. Podemos ver um exemplo disso mais para o final, quando Nitori se revela um transexual para toda a escola, vindo à aula vestido como menina. Segue-se então algumas cenas de comentários maldosos, censura da atitude por parte dos colegas, bullying e outros elementos que dão uma forte carga dramática à cena. Entretanto, o drama nunca é “demais”. O que talvez possa incomodar alguns expectadores. Apesar da história tratar a situação de forma séria, isso diz muito mais respeito aos personagens e seus conflitos internos do que ao mundo externo. Em fato, via de regra todos parecem bastante receptivos e apoiadores da transexualidade de ambos os personagens, salvo por algumas poucas exceções. Isso talvez desaponte quem esperava uma história que retratasse os conflitos que um transexual precisa enfrentar quando de seu convívio com amigos, família e a sociedade em geral, já que, como eu disse, em grande parte esses conflitos são praticamente inexistentes.

Por outro lado, isto talvez seja uma boa notícia para aqueles que, como eu, se sentem um pouco desconfortáveis com drama “demais”. Querendo ou não, a enorme maioria de nós ainda assiste animes em nossas horas vagas, para nos entreter e fazer o tempo passar. Nessas circunstâncias, uma obra que se foque em demasia no drama pode acabar sendo preterida em prol de algo que seja um pouco mais leve. Aliás, esta foi a minha preocupação inicial para com este anime. Quando fiquei sabendo de um anime que tratava da transexualidade de forma séria, imediatamente pensei em uma história extremamente triste, chocante e que provavelmente faria você chorar a cada episódio (pouco exagerado, eu sei rs), de forma que eu posterguei um pouco assistir a este anime. Mas quando comecei a ver… honestamente, o primeiro anime que me veio na cabeça foi “K-ON”. Ok, deixem eu explicar melhor, porque isso soou muito estranho (rs). Agora, eu normalmente não costumo comparar animes, prefiro sempre analisar uma obra pelo que ela é em si mesma, não pelo que ela me faz lembrar. Mas vou abrir uma pequena exceção aqui apenas para fazer meu ponto. Pois bem, sobre o que é K-ON? Se algum de vocês leu a minha review de K-ON, sabe que eu considero que este anime é sobre aquele grupo de meninas e as interações delas umas com as outras.

Semelhantemente, assim é Hourou Musuko. O anime é sobre esse grupo de personagens, tão somente isso. É sobre suas interações e o desenvolvimento de suas relações, tanto quanto sobre o desenvolvimento de si próprios. Não a toa, talvez as duas grandes perguntas que o anime obrigue nossos protagonistas a se fazer são “quem sou eu?” e “qual é o meu lugar neste mundo?”. E é o fato do anime ser sobre a inteiração dos personagens o que permite os momentos de leveza. Nenhuma piada ou cena cômica parece realmente fora de lugar, mas sim algo que amigos diriam em seu dia a dia (ou, ao menos, este grupo de amigos em especial). Ao mesmo tempo, é da inteiração entre estas pessoas que nasce boa parte do drama do anime. Ao se focar em uma história sobre personagens, ao invés de uma história sobre uma dada história, o anime consegue atingir um balanço entre o drama e a leveza que ao mesmo tempo faz você passar o episódio inteiro com um aperto no coração, mas terminar o episódio com um sorriso no rosto. E se eu enfatizo tanto esse balanço entre a leveza e a seriedade é porque isto é algo que, ao menos para mim, é bem difícil de vermos. Se uma obra é um drama, ela pode até ter alguns momentos leves, mas será majoritariamente séria e pesada. Em contraste, se uma obra é uma comédia, alguns momentos dramáticos até podem aparecer, mas serão ofuscados pelas piadas e leveza geral da trama. Neste anime, nenhum elemento ofusca o outro, algo que me surpreendeu bastante conforme eu assistia e por isso enfatizo tanto.

Mas saindo um pouco do formato do anime e entrando na questão de seus personagens, outra preocupação me surgiu quando vi que o anime se passava com crianças que estariam apenas começando a entrar na puberdade. Agora, sim, eu sou plenamente consciente de que existem crianças transexuais e que muitos transexuais demonstram insatisfações com o próprio corpo e vontade de mudar de gênero logo na infância, mas ainda assim me pareceu no mínimo arriscado querer tratar de um tema delicado como este com personagens assim tão jovens. Porém, rapidamente eu percebi a vantagem disso. Um grande problema de quando se fala sobre transexualidade é que muitos ainda tendem a confundir a transexualidade (uma insatisfação com seu gênero) com uma faceta da homossexualidade (uma atração por pessoas do mesmo sexo) ou vice-versa, algo que não poderia estar mais distante da verdade. A transexualidade nada tem a ver com a orientação sexual. Uma pessoa ser transexual não a torna mais propensa a se sentir atraída por um ou outro sexo mais do que a pessoa ser homem ou mulher o faz. E ao colocar os personagens como crianças o anime teve a oportunidade perfeita de trabalhar a transexualidade sem entrar em questões de orientação sexual, ao menos em sua maior parte. Sim, alguns comentários a respeito são feitos e mesmo alguns casais despontam no cast de personagens, mas são ainda amores bastante platônicos e inocentes, típicos de crianças nessa idade.

Shuichi Nitori, protagonista de Hourou Musuko.
Shuichi Nitori, protagonista de Hourou Musuko.

Agora, vale aqui um parênteses interessante. Nitori, protagonista e transexual, chega a se apaixonar durante o anime. Dado que ele se vê como menina, seria de se esperar que ele se apaixonasse por algum garoto, certo? Bom… não exatamente… No começo do anime, Nitori é apaixonado pela Takatsuki, chegando mesmo a verbalizar que gostaria que ela o visse como menina e em troca ele a veria como menino. Mais para o meio do anime, porém, e uma vez rejeitado pela Takatsuki (duas vezes, tecnicamente…), Nitori se apaixona por Anna, uma menina um pouco mais velha, que se torna sua primeira namorada. Então… qual é a sua orientação sexual? Biologicamente hétero? Tecnicamente lésbica? Bissexual, talvez? Essa confusão que fica na mente do espectador é simplesmente outro momento em que o anime consegue brilhantemente separar por completo questões de gênero de orientação sexual. Certamente a autora original tinha um grande conhecimento sobre questões do tipo, já que escrever personagens provocantes a esse ponto dificilmente seria possível para alguém com uma visão limitada ao senso comum.

Mas questões de gênero a parte, e pensando agora nestes personagens como personagens de fato, eu gostei de ver como quase todos foram muito bem trabalhados. Mesmo com a maioria do nosso main cast sendo de verdadeiros introvertidos que pouco falam, eu diria que só tenho elogios ao trabalho com os personagens. Nossa dupla protagonista é definitivamente bem trabalhada. A única crítica que eu faria é que me pareceu que centraram demais os personagens nas questões de transexualidade. Agora, obviamente era necessário dar grande ênfase àquilo que é o causador do drama central de todo o anime, seria bobagem esperar outra coisa. Mas para terem uma ideia, o próprio Nitori assume que ele não tem nenhum outro hobby para além de se travestir (e antes que critiquem a frase: é o personagem quem diz que aquilo é um hobby, eu só reproduzi aqui). Se isso adiciona ao personagem, tornando-o mais tridimensional na medida em que percebe o próprio desinteresse por tudo, ou se, pelo contrário, isso priva o personagem de se mostrar mais complexo, eu deixo para o leito decidir. Pessoalmente, eu preferiria que tivesse algo mais que o caracterizasse do que “ele quer ser menina”, mas também não posso dizer que o personagem não tenha personalidade ou algo do tipo, muito pelo contrário. Tímido, nervoso, porém imaginativo, corajoso e decidido, são todos adjetivos que poderiam descrever nosso protagonista, o que já é uma quantia maior do que muitos personagens por ai, verdade seja dita. Obviamente, o mesmo pensamento vale para Takatsuki.

cast “terciário”, aqueles personagens recorrentes, porém não totalmente constantes, também é muito bem trabalhado, com todos os personagens aparentando personalidades bem definidas e posturas condizentes com essas personalidades. Em especial, eu chamaria a atenção para a personagem Sarashina. Ela é basicamente o alívio cômico da série, sendo o perfeito contraste de praticamente todos os demais personagens. Enquanto todos os personagens aparentam ser introvertidos e quietos, Sarashina é extrovertida, energética, avoada, mesmo um pouco boba. Faz o que bem entende e como bem entende, ainda que nunca com más intenções. Eu costumo ter problemas com personagens “alívio cômico”, mas surpreendentemente esta personagem em especial eu gostei bastante, algo que eu só lembro de ocorrer duas vezes antes comigo (sendo com Izaac e Miriam em Baccano e com a Mako em Kill la Kill), sendo que mesmo nestes casos eu demorei para efetivamente gostar destes personagens, ao contrário da Sarashina, que se mostrou uma personagem carismática desde o início. Agora, é com o cast de secundários que eu tenho o maior problema. Ou, mais especificamente, com uma personagem secundária em particular: Saori Chiba. Isso porque esta personagem é… estranha. Ela tem uma personalidade egoísta e egocêntrica, sempre falando o que pensa, mesmo que isso ofenda ou magoe as pessoas. Apesar disso, ela era uma amiga próxima de Nitori e Takatsuki no primário, o que parece não condizente com a personalidade atual dela. O problema é que a única coisa que ocorreu entre estes dois momentos foi que ela própria foi rejeitada pelo Nitori. Agora, isso explica porque ela esteja irritada com a Takatsuki, por quem Nitori era apaixonado, mas não explica porque ela parece estar irritada com a humanidade em geral! Eu passei o anime inteiro esperando alguma explicação maior para a personalidade dela, mas no final o anime decidiu ir com o “oh bem, ela é assim”. Mesmo assim, ela talvez seja a única personagem que eu gostaria de ter tido um maior aprofundamento, o que ainda rende um saldo bastante positivo ao anime.

Outro ponto que eu levantaria é a arte e a musica nesse anime. Novamente, esses dois elementos não são exatamente algo que eu costumo dar muita atenção. Mas esse anime tem um estilo artístico bastante único. Em alguns momentos, eu parecia estar assistindo a uma pintura em aquarela, e digo isso sem um pingo de cinismo. É uma palheta de cores que eu nunca vi igual e que dá ao anime um ar, ao mesmo tempo, de inocência e de melancolia. A musica cumpre uma função similar. Ao fundo, é constante uma melodia que, ao mesmo tempo em que é bem bonita, é também bastante melancólica. Mesmo a abertura e o encerramento passam essas sensações, especialmente se o espectador prestar atenção à letra das musicas. Eu parto do princípio de que tudo numa obra deveria cumprir uma função dentro dela mesma, ou seja, cada elemento da obra deveria me ajudar a melhor compreender a própria obra. E este é um caso que mesmo as cores e a musica fazem isso com maestria, ajudando a criar uma atmosfera inocente, porém bastante triste e um pouco angustiante, algo perfeitamente condizente com a natureza das temáticas e com os personagens que vivenciam esta história.

Como um todo, Hourou Musuko possivelmente cai naquele grupo de histórias cuja mensagem final é “seja você mesmo, independente do que os outros pensarem”. Mas resumir esse anime apenas a isso talvez seja um tanto quanto injusto… Acima de tudo, esta é uma história sobre a busca e a descoberta de si próprio, contada a partir do ponto de vista de duas personagens que dificilmente poderiam estar mais perdidas, sobretudo considerando a sociedade em que vivemos. Ao mesmo tempo, porém, é uma crítica. Uma crítica aos papéis de gênero, ao preconceito, à intolerância. E, algumas vezes, é uma crítica até mesmo ácida. Vemos isso quando absolutamente nenhum funcionário ou professor da escola parece saber como lidar com o fato de ter dois alunos transexuais (isso mais para o final da série, quando a transexualidade de ambos vem à tona), evidenciando o despreparo da instituição para com esse tipo de situações. Mas a crítica mais ácida talvez fique na diferença de tratamento que recebem Takatsuki e Nitori. Quando Takatsuki vai para a escola usando um uniforme masculino, algumas pessoas acham legal e outros não dão a mínima. Mas quando Nitori vai com um uniforme feminino, ele é chamado à sala dos professores, encaminhado à enfermaria, tem os pais chamados para o virem buscar, e se converte, depois, em alvo de constante bullying de toda a escola. Poucas vezes eu vi qualquer um levantar estas questões, menos ainda com tamanha acidez e assustador realismo, o que só me faz gostar ainda mais desta história.

Definitivamente, Hourou Musuko é uma obra única. Obviamente, não irá agradar a todos. Se você prefere algo que tenda para a ação desenfreada, se não gosta do gênero slice of life de história, ou se tão somente não tem nenhum interesse em ver um anime tratando sobre a transexualidade, provavelmente é melhor que você passe longe desse anime. Mas se você gosta de uma história bem contada, com personagens bem desenvolvidos, temáticas bastante polêmicas e diálogos extremamente inteligentes, eu definitivamente recomendaria que visse este anime, isso se já não o fez. É uma obra que eu não sabia direito o que pensar quando comecei a ver, mas que agora fico feliz que tenha topado com ela. Em meio a tantas obras criadas apenas para vender algum produto, muitas vezes vazias de qualquer sentimento real, é sempre bom encontrar com estes raros casos em que uma história pode simplesmente ser ela mesma, apenas nos contanto o que precisa contar e passando a mensagem que precisa passar. Simples, porém efetivo. Dramático, porém leve. Idealista, mas também assustadoramente real. Assim eu descreveria esse anime, que definitivamente merece mais atenção do que recebeu em sua época.

Imagens: Hourou Musuko, Episódio 1 – Do que as Garotas são Feitas? -Roses are Red, Violets are Blue-

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2 comentários sobre “Review – Hourou Musuko (Anime)

  1. Isso me fez lembrar um caso dos EUA de um cara que ele era tão obcecado e aficionado pelo sexo feminino que decidiu fazer operação de mudança de sexo mas continua pegando mulher, um lésbico, vou ver esse anime e depois comento minha reação.

    Curtido por 1 pessoa

    • Ah, isso acontece mesmo rs. É como eu expliquei na review: identidade de gênero (ser homem ou mulher) não tem a ver com orientação sexual (ser homo ou hétero). O que as vezes acaba causando o que você apresentou: alguém que nasce biologicamente homem, se vê e se identifica como mulher (portanto, transexual), e sente atração sexual por mulheres (tecnicamente, uma transexual lésbica, se formos usar os termos corretos).

      E veja o anime sim XD É excelente e vale muito a pena.

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