Alguns pensamentos sobre a originalidade.

Você já teve aquele momento em que estava assistindo a um anime, ou lendo algum mangá, e de repente se pegou pensando “eu já vi isso antes”? Talvez a ambientação da história lembre alguma outra obra. Ou algum personagem tenha uma personalidade muito parecida com outro. Talvez seja apenas uma pequena cena, que você tem certeza que já viu ser feita em outra obra. Ou algum clichê que você já percebeu em outras tantas histórias. Ou talvez você não consiga dizer exatamente o que naquele anime ou mangá te lembra a outro, mas você tem certeza que alguma coisa ali você já viu antes. Será pura imaginação sua? Algum tipo de confusão da sua cabeça? Bom… eu já tive esse tipo de sensação, e mais de uma vez. E, na minha opinião, o que acontece aqui é que, quando olhamos com a devida atenção, talvez as obras de ficção sejam, na verdade, bem menos originais do que pensamos.

Agora, antes de alguém tenha a ideia errada sobre este post, eu já digo: não, eu não irei tratar aqui de questões como remakes, continuações, remasterizações, ou mesmo de casos efetivos de plágio. Obviamente, eu tenho plena noção de discursos como “oh, veja como tudo o que sai hoje é continuação/adaptação de algo antigo, perderam a criatividade”, que vemos sobretudo quando se trata do cinema hollywoodiano. Mas a minha intenção aqui é tentar mostrar que a questão da criatividade e da originalidade de uma dada obra é algo bem mais problemático do que a sua fonte de inspiração. Um anime não inspirado em nada, seja um mangá, light novel, ou continuação de um anime anterior, é mais criativo ou mais original do que a adaptação de um mangá? Honestamente, é possível que não. Podemos não estar cientes disto, mas a verdade é que talvez existam algumas… “coisas”, elementos de fundo que permeiam praticamente qualquer história. Sejam estes elementos estruturais, da própria narrativa, ou mesmo sociais, acredito que são eles que causam essa sensação de quase déjà vu que vez ou outra nos parece atingir quando assistimos algum anime. Mas vamos com mais calma, desenvolvendo melhor esse argumento com o devido vagar.

Diga-me, leitor, se você já viu uma história que segue mais ou menos estes moldes: começamos com o nosso protagonista, o personagem que acompanharemos nessa trama. Ele é o “herói”: através de suas ações, algo irá mudar. Mas ele ainda não sabe disso. No começo, ele vive seu dia a dia como qualquer outro de seu mundo. Deve ter seus próprios desejos e aspirações, claro, mas são desejos dentro da realidade em que vive. Mas eis que algo acontece. Este mundo mundano é ameaçado e ao protagonista é feito um chamado: ele deve lutar. Seja pelo bem de seu mundo ou do mundo de outros, seja pelo bem de si próprio ou pelo de outra pessoa, ele precisa lutar. Mas o protagonista tem dúvidas. Essa aventura é demasiado perigosa, certamente ele não seria capaz de realizá-la, certo? Tantos perigos o aguardam, tantas turbulências. Certamente outra pessoa deveria ficar encarregada disso. Mas a verdade é que ele não tem muita escolha. Ele precisa e irá superar suas dúvidas, embarcando efetivamente na jornada que lhe foi praticamente outorgada. Felizmente, ele não estará completamente sozinho. Um guia, alguém experiente e com o devido poder, o ajudará nas atribulações e perigos que virão, o aconselhando e orientando quando for necessário. Recebendo o devido treinamento, o herói enfrentará então uma série de provações, atribulações, conflitos, perigos e tentações. No processo, passará por um processo de morte e renascimento. A pessoa que começou a jornada precisa morrer. O passado é definitivamente abandonado em prol do surgimento de uma nova pessoa, o resultado vivo das provações do mundo. Renascido, o herói pode agora cumprir seu destino. E uma vez cumprido, é hora agora de retornar ao seu mundo mundano de antes. Tendo amadurecido, superado a si próprio, ao retornar este herói trás a mudança, guiando seus iguais para um futuro melhor. E assim acaba a história.

Se esta descrição te lembra algo, acredite, não é por acaso. O que eu acabo de descrever é uma teoria conhecida como “Monomito“, criada pelo estudioso de mitologia Joseph Campbell e descrita em seu famoso livro de 1949 “O Herói de Mil Faces“. Retirando os floreios acima, tal teoria diz que grade parte da mitologia mundial segue uma mesma estrutura narrativa. A história começa com o “herói”, como Campbell chama, sendo chamado à uma aventura, através da qual ele passará por um processo de amadurecimento e ao final da qual retornará ao seu mundo normal, assim se tornando uma figura capaz de guiar seu povo. Agora, é preciso apontar, tal teoria já foi bastante criticada, e isso pelos mais diversos motivos. Atualmente, as ciências humanas num geral olham com bastante desconfiança para qualquer teoria que busque fazer generalizações. Mas ainda chega a ser assustador os paralelos que podemos traçar, e não apenas na mitologia antiga. Incorrendo talvez no erro de generalizar demais, eu arriscaria dizer que grande parte dos mangás shounen seguem à risca grande parte do Monomito, ao passo que outros gêneros poderiam ser encaixados nele se considerarmos as etapas mais como metafóricas do que como descrições exatas dos eventos. Sword Art Online, Angel BeatsErgo ProxyDigimon Adventure. Enquanto aparentemente completamente diferentes, todas são obras que seguem, em algum nível, os passos do Monomito. Mesmo algo como K-ON! Poderia ser encaixado nestes passos. Temos a vivência no mundo mundano, que é o momento em que a Yui ainda não entrou em clube algum. O Chamado à Aventura começa quando ela é convidada ao Clube de Musica do colégio. Inicialmente, Yui rejeita a ideia, mas as demais membros do clube acabam fazendo-a ficar. Aqui é a chamada entrada no outro mundo. O Clube de Musica é o “outro mundo” em relação ao dia a dia comum, e é nesse “mundo” que se passará todo o treinamento e desenvolvimento da personagem, até o momento final em que deve deixar este mundo, quando da formatura de todas as garotas.

Forçação de barra? Talvez. Mas vale colocar que Campbell não foi o único que tentou criar uma espécie de “estrutura geral” para as mais diferentes narrativas espalhadas pelo mundo. Enquanto as obras de Campbell se centravam sobretudo nos mitos da antiguidade, Cristopher Booker se voltaria para a ficção moderna. Em seu livro “The Seven Basic Plots: Why We Tell Stories“, de 2004, o autor argumenta que toda trama ficcional é, em fato, apenas uma variante de sete arquétipos básicos de histórias. O primeiro é chamado de “Superando o Monstro”, no qual o protagonista parte em uma aventura para superar uma força antagonista. O segundo seria algo como “Dos Trapos à Riqueza”, onde o protagonista inicialmente pobre recebe uma vasta quantia de riqueza ou poder, perde tudo e volta a ganhar após amadurecer. O terceiro é chamado apenas de “A Quest“, sendo definido pela busca a um objeto ou local. O quarto quase parece um resumo do Monomito de Campbell: intitulado “Viagem e Regresso”, neste tipo de história o protagonista parte para um terra distante, onde supera uma série de desafios, voltando depois ao seu mundo com nada além da experiência acumulada. O quinto e sexto são praticamente auto explicativos, sendo intitulados “Comédia” e “Tragédia” respectivamente. Finalmente, o sétimo é chamado de “Renascimento”, onde vemos a história de uma pessoa buscando a redenção por atos e comportamentos passados. De novo, é uma teoria que recebeu toda sorte de criticismos, mesmo quando o livro foi publicado. Mas novamente chega a ser assustador a quantia de obras que se encaixam, de uma forma ou de outra, em uma ou mais dessas categorias. Apenas tente, o leitor, pensar em um anime ou mangá que não se encaixe em nenhum destes arquétipos. Não digo que não exista tal obra, mas vou apostar que você provavelmente vai precisar de um tempinho para achá-la.

E estas são apenas duas teorias que tentaram mostrar como todas as narrativas humanas podem ser reduzida a apenas alguns passos ou arquétipos básicos. Outra que teve bastante importância e influência foi a teoria de Vladimir Propp. Folclorista soviético, nascido em 1895 e falecido em 1970, Propp propôs que os contos de fadas possuíam algumas semelhanças entre si. Mais especificamente, ele propôs que todo conto de fadas tinha sua trama embasada em mais ou menos 32 “passos” (ou, como o autor chamou, “funções”), que ficaram então conhecidas como as Funções de Propp. Não vou aqui ficar descrevendo 32 passos diferentes, mas entre eles encontramos passos como a “Interdição” (onde o herói é proibido de ir a um dado local), a “Partida” (quando o herói deixa sua casa, seja esta efetiva ou metafórica), a “Perseguição” (quando o vilão tenta matar ao herói) e a “Punição” (quando o vilão é derrotado). E ainda que algumas funções possam estar ausentes ou fora e ordem, mais uma vez os paralelos com uma vastíssima quantia de histórias modernas são bastante evidentes. Em adição, Propp ainda propôs que todos os personagens existentes nos contos de fadas poderiam ser resumidos em sete arquétipos específicos. São eles o Vilão (que antagoniza o herói), o Expedidor (que manda o herói em sua jornada), o Ajudante (auto-explicativo), a “Princesa” (ou qualquer outra forma de recompensa final), o Doador (que fornece algo importante ao herói), o próprio Herói e, finalmente, o Falso Herói (que tenta levar crédito pelas ações do Herói). De novo: é uma teoria que já recebeu diversas críticas, mas segue passível de ser aplicada em uma série enorme de histórias, e não apenas as folclóricas.

Eu poderia ainda citar outras teorias do tipo, mas acredito que meu ponto está feito. No que se refere à própria estrutura narrativa, à forma como a história é conduzida e como os eventos nesta são encadeados, é possível que as mais diferentes histórias não sejam, em fato, tão diferentes quanto gostaríamos de pensar. Isso talvez já explique porque obras como Dragon Ball, Naruto e One Piece são constantemente criticadas como cópias de algo anterior, isso quando não mesmo umas das outras. Ainda que tenham bem pouco em comum, mesmo no que se refere à ambientação, são histórias que apresentam formas narrativas relativamente parecidas. E o mesmo poderia ser dito para praticamente qualquer shounen moderno. Mas não é apenas no campo narrativo que algumas histórias se parecem. Em fato, enquanto a forma narrativa permite desvios, ainda que seja difícil fazê-los, existe um outro nível que não é assim tão gentil. É o nível da classificação. “Aventura”, “Comédia”, “Ficção”, “Drama”. A Wikipedia americana tem uma página inteiramente dedicada aos gêneros literários, onde podemos encontrar dezenas de gêneros e sub-gêneros que cuidam de classificar praticamente qualquer história já criada. Apenas tente achar uma história que não se encaixe em nenhum gênero conhecido. Ou, então, tente você mesmo pensar em uma história assim. Eu não vou dizer que é impossível, até porque mesmo estes gêneros hoje conhecidos tiveram um dia de serem criados. Mas eu vou chutar que seria uma tarefa muito, muito, muito difícil. E é claro, junto de cada um desses gêneros vem uma série de pequenos “clichês” que são próprios de cada gênero. Por exemplo, uma história de aventura tem consideráveis chances de seguir mais à risca os passos do Monomito. Já uma história de Ficção Científica será quase sempre ambientada no futuro, seja este próximo ou distante (sendo que se for no futuro distante são altas as chances de haver uma forte presença de viagens interplanetárias). Fora elementos que, bom, são literalmente o que definem o gênero. Uma comédia terá comédia. Um drama terá drama. E por ai vai. É impossível fugir a estes padrões? Honestamente, em algum nível, sim. Mas sinta-se a vontade para fazer uma história de comédia sem piadas, caso duvide de mim (rs)

Em que medida esta ferramenta de classificação das histórias não se converteu, já, em uma série de amarras? Honestamente, eu não sei dizer. Mas quando vemos discussões sobre uma ou outra obra não ser “ficção de verdade” ou “aventura de verdade” por conta da falta de um ou outro elemento típico destas categorias, talvez seja hora de levantarmos esta questão. Supondo a impossibilidade de se fugir aos gêneros existentes, em que medida um autor pode fugir aos clichês deste gênero e ainda se manter no gênero? Peguemos o exemplo de Mahou Shoujo Madoka Magica, anime bastante conhecido por subverter os clichês mais comuns do janra “Garota Mágica” (presente em animes como Sakura Card Captor e Sailor Moon). Quando uma obra subverte os clichês de um gênero, ela é normalmente acolhida não como exatamente pertencente àquele gênero, mas sim como uma desconstrução deste. Madoka Magica é uma desconstrução das Garotas Mágicas. Neon Genesis Evangelion é uma desconstrução dos Robôs Gigantes. Selector Infected Wixros é uma desconstrução dos animes de jogos de cartas. Independentemente de você concordar ou não com estas definições (e eu mesmo não sei se concordo), não deixa de ser interessante o fato delas existirem. Mas eu perguntaria: o que pode, então, um autor fazer, dentro de um gênero, que seja inovador, mas que não caia nem na desconstrução do gênero nem no reforço dos clichês do mesmo? Bom, não é uma pergunta para a qual eu tenha a resposta, a faço mais para que o leitor reflita sobre o assunto.

Mas tem mais um aspecto das histórias que eu gostaria de tratar aqui. Ok, então a forma narrativa provavelmente já foi feita antes, e a história quase certamente já se encaixa em um ou mais gêneros literários, mas ao menos as mensagens, lições e questionamentos que uma obra levanta podem ser originais… certo? Bom… façamos assim: peço ao leito que pense em uma ou mais histórias que tratem do tema “preconceito”. Seja o preconceito voltado a um indivíduo (presente nas tramas escolares que trabalham o bullying), seja aquele direcionado a todo um povo (basicamente, o racismo), imagino que o autor consiga lista talvez uma meia dúzia de obras em que a temática aparece. Legal, agora cite uma história moderna, apenas uma, em que o preconceito é passado como algo positivo. Uma só história cuja mensagem final seja “ter preconceito é algo bom”. Difícil? Ok, vamos mudar um pouco então. Certamente você já viu diversas histórias que tratam do tema “amizade”. Mas consegue citar apenas uma que passe a amizade como algo ruim? Uma só história onde a lição final seja “viver sozinho é melhor”? Que tal uma história que trate dos benefícios da corrupção? Ou que fale sobre como a tirania é algo bom e louvável? Eu não acho que estas obras não existam, mas eu vou chutar que achar uma obra com mensagens assim, hoje em dia, será uma tarefa muito, muito, muito difícil. Vejam bem, nenhuma história é escrita num vácuo. Seu autor sempre está inserido em uma dada cultura e em um dado tempo. E como tal, a obra muito provavelmente irá refletir uma ou mais linhas de pensamento de sua época e cultura. É por isso que hoje dificilmente veremos uma história onde o preconceito seja algo positivo, ao passo que narrativas do passado não viam problema em colocar, por exemplo, que era bom e correto que os negros fossem escravizados e tratados como inferiores.

Um caso que talvez seja exemplar para este meu ponto é o de Magi: The Labirinth of Magic. Tenham em mente que este parágrafo conterá spoilers dos capítulos atuais do mangá, então se você só viu o anime, acompanha o mangá pela edição brasileira, ou simplesmente ainda não leu os capítulos mais recentes, você talvez queira pular para o próximo parágrafo. Mas voltando ao ponto: no começo do mangá, acho que lá pelo volume sete, nos é dado um conceito curiosamente positivo de “destino”, segundo o qual cada pessoa tem um caminho na vida a seguir. Adversidades seriam esperadas, é claro, mas é para isto que serve o destino: para superar as adversidades e ser capaz de seguir em frente, até alcançar a verdadeira felicidade. Alguém que amaldiçoa seu destino não é capaz de seguir em frente, sendo chamado de “Depravado”. Em capítulos mais recentes, porém, este conceito foi relativizado. É errado querer perseguir seu próprio destino? Ir contra o destino que lhe foi imposto, desejando criar com as próprias mãos o seu próprio futuro, isto deveria mesmo ser visto como negativo? Ao que parece, a história se encaminha no sentido de colocar que as pessoas deveriam ser livres para seguir o próprio caminho, sem terem de ser presas por algo como o “destino”. Uma lição bem bonita, sem dúvida. E extremamente consistente com a época atual. Quantas vezes já não vimos a ideia de “eu faço meu próprio destino” sendo louvada na ficção? Sim, o oposto também ainda aparece de quando em vez, a ideia de que cada um tem um papel a cumprir neste mundo e devemos seguir nosso destino, fruto claro de uma cultura cuja crença em alguma divindade ainda é bastante forte. Mas mais e mais vemos obras que tentam atribuir a responsabilidade das ações humanas apenas ao próprio indivíduo, que se torna capaz de desafiar previsões, profecias e mesmo o destino.

Bem, façamos, então uma rápida recapitulação. A estrutura narrativa, a forma como a história é narrada, muito provavelmente será similar a alguma outra história, seja esta uma contemporânea sua ou alguma narrativa do passado. No que se refere à trama em si, seus assuntos e elementos da história, ela quase certamente se encaixará em algum dos vários gêneros literários já existentes, possivelmente integrando em si uma série de clichês típicos do gênero. Finalmente, mesmo as lições, questionamentos e proposições da obra muito provavelmente estão atreladas a correntes de pensamento, de filosofia ou de visão de mundo que o autor possua, sendo estas fruto do pertencimento do autor a um dado tempo e sociedade. Então… o que resta para a originalidade? Será que nada mais é verdadeiramente original? Será que todas as histórias já foram contadas? Todos os personagens já foram feitos? Será que uma história sempre irá lembrar a uma outra, em algum aspecto? Bom… sim, ao menos em algum aspecto. E não se trata de falar que hoje as coisas são assim, mas talvez seja o momento de percebermos que sempre foi assim, ao menos em alguma medida. Mas isso não significa que nada de único possa ser criado, nem de longe. Estruturas narrativas, clichês, categorias… Talvez o que devamos buscar não seja completamente nos desvincilharmos destas “caixinhas”, criando uma obra completamente sem sentido só para provar que pode ser feito. Talvez seja o caso de entendermos estes “limites” como ferramentas. Uma obra pode ser repleta de clichês, mas ainda assim ser algo único em sua abordagem e tratamento a estes clichês. Obras fantásticas seguem em grande medida o Monomito de Campbell, tais como Star Wars ou Lord Of The Rings. Vamos dizer que estas obras não são únicas? Originais? Talvez não sejam completa e totalmente originais no sentido de não existir absolutamente nada minimamente parecido, mas definitivamente são únicas em suas abordagens e na forma como manipulam aquilo que já era conhecido. Não a toa, muitas obras verdadeiramente únicas trabalham com a referência e a inspiração, seja em algo como a mitologia antiga, seja em outras obras de um mesmo gênero.

Ainda assim, eu não vou mentir: é um tanto quanto irritante quando você pega um anime para ver e percebe que ele não faz absolutamente nada de novo, sendo apenas um formato que você já viu antes, contando uma série de clichês que você já viu antes e finalizando com uma moral que você já viu antes. Mas, bem, é uma das consequências da produção em massa. A industria de animes, mangás, novels e visual novels precisa se manter em produção constante, então é natural que surja bastante coisa não muito inventiva, para dizer o mínimo. Mas isso não significa que nada de único possa existir, ou que todas as histórias já foram contadas. E definitivamente não significa que todos os autores de ficção perderam a criatividade, como por vezes as pessoas parecem achar. É apenas o caso de esperar um pouco e continuar procurando. Alguém, em algum lugar, de alguma forma, muito provavelmente deu ou dará uma nova visão para um tema que você considerava batido, criando algo verdadeiramente único que você ainda não conhece. Grandes obras não surgem todos os dias, ao menos não quando estas demandam o tempo e esforço de produção que um anime, mangá, filme ou livro exigem. Mas elas surgem. É só uma questão de dar o devido tempo.

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