Uma Rápida Review – Mary to Majo no Hana

Um filme absolutamente mediano, bom para entreter crianças mais novas, mas não realmente servindo pra muito além disso. Em pouquíssimas palavras é assim que eu resumiria Mary to Majo no Hana, um filme que ainda bem poderia ser descrito como Tenkuu no Shiro Laputa encontra Majo no Takkyubin. E, francamente falando, um que não realmente sobrevive a um maior escrutínio.

Nossa história começa com a garotinha Mary, que se mudou para a casa da sua tia-avó, numa região campestre não identificada. Aparentemente, seus pais também irão se mudar para lá, mas a menina foi mandada primeiro para que não perdesse o início das aulas – e faltando ainda uma semana para elas começarem, a garota está basicamente morrendo de tédio.

Para aliviar o tédio ela tenta ajudar na casa, mas sua natureza mais desastrada faz com que nem isso ela consiga fazer. E ok, primeiro problema desse filme: esse lado mais desastrado da Mary é sumariamente esquecido uma vez que entramos no segundo ato da história, para nunca mais ser mencionado.

Numa tarde, a garota vê dois gatinhos a chamando, e seguindo os dois ela acaba encontrando uma bela flor azul. Tirando um ramo e levando-a para casa, naquela noite os ramos que ficaram aparentemente derretem, liberando uma terrível magia que… não é realmente explicada e nem nunca ficamos sabendo o que exatamente ela faz, exceto criar um nevoeiro por uns dias.

Ah, mas aparentemente um dos gatinhos desapareceu! E eis que o que restou guia Mary para uma outra parte da floresta, onde há uma vassoura em meio às raízes de uma árvore. Encurtando a coisa toda, Mary acaba voando até além das nuvens, indo parar numa prestigiosa academia de magia onde ela precisa fingir por um dia ser uma pretendente a estudante porque “invasores serão transformados” – uma regra sem sentido cujo único propósito é garantir que a história possa se quer existir.

Ir além disso já sairia do campo da sinopse em direção ao do spoiler, mas acho que já deu para deixar uma coisa bem clara: esse é um filme básico. Seus personagens são “ok”, com os vilões sendo bastante rasos. A história… meio que vai do nada ao lugar nenhum, francamente, especialmente se você considera que se a Mary não tivesse mexido na flor azul a história nem existiria para começo de conversa. A química entre a Mary e o Peter é praticamente inexistente… Ao menos o ritmo do filme é bom.

Me incomoda também um sentimento de “falta de propósito” para o que acontece no filme. A aventura mágica da Mary não realmente se liga a qualquer conflitos interno ou externo da personagem, e não dá realmente pra dizer que ela saiu disso mudada de alguma forma.

É como eu disse, um filme absolutamente mediano que talvez consiga agradar algumas criancinhas, e é isso. Não chega a ser uma obra ruim ou ofensiva de alguma forma, e pode sim matar algum tempo. Mas é um filme bastante esquecível, e se “matar tempo” é tudo o que você procura então certamente existem opções melhores.

Ficha técnica:

Título: Mary to Majo no Hana
Ano: 2017
Estúdio: Ponoc
Adaptação de: livro
Direção: Yonebanashi Hiromasa

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