Comentários Semanais – JoJo Parte 5; Gridman; Kaze ga Tsuyoku; e muito mais


E um feliz natal para todos.


Olá a todos, e muito bem vindos a mais um Comentários Semanais \o/ Agora, porém, para uma edição especial de final de temporada!

Entre essa semana e a próxima, quase todos os animes da temporada devem chegar ao seu final, exceto, claro, aqueles que irão continuar na próxima temporada (dos que acompanhamos aqui: JoJoSAOTensei SlimeKaze ga Tsuyoku). Por conta disso, nos artigos desta e da próxima semana eu devo acabar abordando todos os animes que acompanhei, resultando em dois artigos um pouquinho maiores do que o padrão, tanto em número de títulos quanto no que eu tenho a dizer deles. Espero que gostem!

Entre os animes longos, mais uma vez temos tanto GeGeGe no Kitaro (que no episódio da semana encerra o arco da Grande Guerra Yokai) quanto YuGiOh VRAINS. E nos demais títulos, eis que eu finalmente consegui terminar Non Non Biyori! (e agora é procurar algum outro título para tomar o seu lugar por aqui). Como eu disse, vai ser um artigo mais longo [rs].

E com a temporada no fim, acho que vale lançar a pergunta: que animes vocês gostariam de me ver cobrindo na próxima temporada? Se quiser, deixem ai suas indicações nos comentários. E com isso, vamos então aos comentários /o/


Temporada de Outono / 2018


JoJo no Kimyou na Bouken: Ougon no Kaze, episódios 11 e 12

Primeiro: e finalmente tivemos todos os flashbacks desse povo! Ok, algumas palavras sobre isso, dado que é algo sobre o qual eu venho reclamando bastante quando falo de JoJo.

Meu problema com o recurso é, sendo bastante sucinto, que ele é desnecessário. Eu não acho que nós, a audiência, precisávamos saber o passado desses personagens. E mesmo que fosse para sabermos, não acho que precisava ser agora. Porque não conhecemos esses personagens ainda. Não nos apegamos a eles nem os compreendemos o bastante para que saber seu passado faça qualquer diferença. Fora o fato deles sempre virem no pior dos momentos, interrompendo a ação. Da forma como o anime os executa, esses flashbacks servem quando muito como lore, mas mais nada.

Pelo menos aqui o passado do Narancia e o do Fugo são mais ou menos complementares. O do Narancia explica porque os dois parecem ter uma relação mais próxima: foi o Fugo quem acabou por introduzi-lo ao grupo. Ao passo que o do Fugo explica porque ele agiu assim, conforme vemos que ele próprio também foi expulso de casa e viveu do crime nas ruas antes de conhecer o Bruno.

Sobre os episódios em específico, no 11 nós temos a continuação da luta do Narancia. Que foi… ok? Eu realmente não entendo porque o Narancia voltou ao tamanho normal após botar fogo no vilão da vez. Não é como se o cara tivesse morrido, nem como se ele tivesse recolhido o stand pra se proteger. Mas ok, deu certo e a estratégia final do Narantia (se podemos chamar assim) foi bem legal de ver, com ele literalmente pondo fogo em tudo na esperança de atingir o oponente.

Já no 12 nós temos o Giorno, o Fugo e o Abbacio indo até Pompéia a mando do chefe. E claro, tão logo chegam já são atacados por um novo inimigo. Pergunta: como exatamente esse cara sabia que eles estavam ali? Não lembro do oponente do Narancia ter tido tempo de avisar os colegas. Oh bem, talvez expliquem no próximo episódio (ou talvez a minha memória que não esteja boa). Em todo caso, o stand dele não me pareceu particularmente criativo. Mas o stand do Fugo é bem interessante, e vai ser legal ver como o anime pretende usá-lo daqui pra frente.

Tonari no Kyuuketsuki-san, episódio 12 [Final]

Uma das dificuldades de se adaptar um mangá slice of life ainda em lançamento é a questão de como terminar o anime. Existe certa expectativa sobre o que um final deve entregar. Esperamos dele algum tipo de conclusão, mas e quando uma história não tem o que concluir em primeiro lugar? Por conta disso, sempre existe o risco do episódio final em um anime do tipo soar como apenas “mais um”. O que não é ruim, mas estaria mentindo se dissesse que não acho pelo menos um pouquinho decepcionante.

A primeira esquete do episódio parece ir nessa direção, ainda que nos entregando um fofo (e ligeiramente engraçado) pay off para a piada das duas vampiras não quererem sugar o sangue da Akari. A segunda esquete, porém, mostra como é possível passar uma sensação de conclusão mesmo em uma história como essa. Numa caminhada noturna, Sophie e Akari topam com as diferentes personagens do elenco, e terminam por voltar à floresta onde se conheceram.

A sensação de um ciclo que se fecha é ótima para evocar essa sensação de conclusão. Um retorno a um momento do início nos força a considerar o quanto as coisas mudaram desde então. O resultado, aqui, é um momento bastante fofinho, conforme as nossas protagonistas reencenam seu primeiro encontro, que desta vez, porém, termina com as duas caminhando de mãos dadas até sua casa.

Tonari no Kyuuketsuki-san pode não ter sido o melhor de sua categoria nesta temporada, mas ainda é um anime que nunca falhou em me por um sorriso no rosto, e por isso fico feliz de o ter assistido.

Himote House, episódios 5 ao 12 [Final]

Um dos dois shorts da temporada que assisti, eu sinto que a minha opinião de Himote Housei não mudou lá grande coisa desde a última vez que falei dele aqui nos Comentários. Sua comédia absurda rende ótimos momentos, mas também rende outros não tão hilários assim, e no fim eu mantenho que é um anime que vale muito mais pelas esquetes de final de episódio.

Para quem não assistiu, todo final de episódio (e mesmo eventuais episódios inteiros) junta as personagens para algum tipo de “competição” de brincadeira, na sala de estar da casa onde as cinco moram. E, ao que parece, são cenas totalmente improvisadas, algo que você percebe pela própria forma de falar das dubladoras. Isso dá à toda a sequência aquela sensação de estar conversando bobagens em um grupo de amigos, resultando em alguns dos momentos mais divertido da série.

Eu não lembro de outro anime que tenha usado do improviso a esse nível, e só por isso já considero que valeu a pena ter dado uma conferida neste. E pra quem tiver uns 12 minutos sobrando no dia, fica a minha indicação.

SSSS.Gridman, episódios 10 ao 12 [Final]

E termina aqui um dos melhores títulos dessa temporada. É até difícil saber por onde começar.

O episódio 10 do anime nos mostra o quão longe foi a Akane na própria depressão. O mundo à sua volta já não é mais como ela gostaria, e nisso ele se torna sufocante – como os próprios personagens apontam. Seu último kaiju é desajeitado, feito sem o cuidado dos anteriores. Mas de dentro dele sai uma criatura que representa seus verdadeiros sentimentos: uma capacidade de destruição que se estende inclusive para o próprio mundo. Diga-se de passagem, eu adoro como a movimentação desse último kaiju, muito mais rápida e dinâmica do que a dos anteriores, comunica o quanto ele é diferente em natureza.

Temos então a já há muito prenunciada passagem do Anti para o lado dos mocinhos, convertendo-se no Gridknight. E um final clifhanger onde podemos ver o quanto a Akane perdeu o controle da situação – e de si própria. A fantasia acabou, e o episódio 11 vem para enfatizar isso. Alexis libera todos os kaiju que a Akane havia criado, e a cidade se torna um caos. Não há nada de glorioso ou glamouroso aqui, apenas destruição e mortes. E que seja o Utsumi aquele que mais sente isso, percebendo o que realmente significa ser uma pessoa comum em um mundo de tokusatsu, soa quase como um tapa na cara na audiência.

Não se trata, porém, de desdém. Ao final, SSSS.Gridman se mostra uma bonita, divertida, e também provocativa, carta de amor ao tokusatsu. Há quem critique o caráter escapista da ficção, e não totalmente sem razão. Se trancar em um mundo falso nunca será a resposta adequada aos problemas. Mas há de se reconhecer também o potencial curativo da ficção. Sua capacidade de nos inspirar e de fazer de nós pessoas melhores. Uma visão talvez romântica demais, mas não completamente ignorável.

Gostei de como tudo acabou explicado, algumas coisas inclusive de forma bastante sutil (fica implícito que o Gridman escolheu o Yuta porque apenas ele não adorava a Akane, e isso nos é passado em uma cena de poucos segundos). E sim, adorei a cena pós créditos em live action. Eu realmente não esperava que o anime fosse fazer algo assim, mas é um final que complementa maravilhosamente bem os temas da obra. E claro, fico muito feliz com o fato do mundo que a Akane criou continuar existindo sem ela, assim mantendo o peso de tudo o que aconteceu até aqui. Um excelente final para um excelente anime.

Release the Spyce, episódios 10 ao 12 [Final]

Release the Spyce não é nenhum Pricess Principal. Acredito ter dito isso logo na primeira vez que cobri o anime aqui nos Comentários Semanais, e vale a pena reforçar agora. Para todos os efeitos, esta é uma série bem menos ambiciosa, tocada de forma segura do começo ao final. O que não a torna ruim, necessariamente, e eu me diverti um bom tanto acompanhando essas espiãs do ensino médio.

O anime é, porém, bastante previsível. O episódio 10 nos mostra quem é a traidora, e desde o momento da revelação eu estava esperando para ver quando viria o twist de que se tratava de uma agente tripla: apenas uma infiltrada na Moryo, não uma traidora de fato. E dois fatores contribuem para isso. Primeiro, que o anime faça bem pouco em termos de deixar pistas para que o espectador pudesse adivinhar, ele próprio, quem seria a traidora. Como consequência, a revelação soa bastante forçada, mesmo fora da personagem. E em segundo, o anime nem parece se esforçar para esconder a verdade, jogando pista atrás de pista de que a Mei não havia realmente mudado de lado.

Ao menos foi divertido ver todas as personagens retornando para o confronto final, cada qual colaborando segundo a sua especialidade. E eu adorei a pequena subversão do clichê quando desta vez são as mocinhas que contam toda a sua estratégia, dando tempo para a vilã retomar o seu plano. A luta final em si, da Momo, não foi nada de especial, mas demonstra o quanto a personagem cresceu e aprendeu ao longo do tempo que passou no tsukikage. Não muito a comentar, mas foi divertido (o que bem poderia resumir o meu sentimento para com o anime como um todo).

Finalmente, eu estava pronto para criticar a decisão da Yuki de ter suas memórias apagadas. Simplesmente não parece condizente com a personagem, mesmo que sua intenção fosse obrigar a Momo a ser mais independente. Mas com ela dando um sorriso escondido quando as duas se cruzam na rua… Bom, como a própria Yuki disse certa vez, espiões mentem. Para mim, ela manteve a memória, e quem sabe um dia ela não diz isso para a sua ex-aprendiz… Ou pelo menos é o final que eu quero enxergar aqui.

Gaikotsu Shoten’in Honda-san, episódios 7 ao 12 [Final]

O segundo short que acompanhei nessa temporada, mais uma vez é um título sobre o qual a minha opinião se manteve bastante consistente ao longo dos episódios.

Honda-san é uma divertida, e mesmo ligeiramente educativa, exploração do que significa trabalhar em uma livraria. Os diferentes meandros do trabalho, os tipos de clientes que por vezes aparecem por lá, tudo retratado com bastante exagero, de onde se tira boa parte da comédia do anime. E enquanto eu nunca o achei hilário, é também verdade que sempre sai dele com um sorriso no rosto – e com um pouco mais de respeito por aqueles que trabalham lidando diretamente com o público.

É uma pena que shorts raramente recebem a atenção que merecem. Mas digo o seguinte: se você já teve curiosidade de saber dos bastidores de uma livraria, se gosta de uma boa comédia visual embasada no exagero, ou se simplesmente procura algo leve e divertido para ocupar 12 minutos do seu dia, dê a Honda-san uma chance. O melhor esqueleto vendedor de livros que você irá encontrar.

Kaze ga Tsuyoku Fuiteiru, episódio 11

Dado que Kaze ga Tsuyoku está em hiato até janeiro, acho por bem comentar brevemente esse episódio agora.

Primeiro, eu gosto de como o episódio já abre com o Musa e os gêmeos conseguindo tempos oficiais. Cinco já foram, faltam cinco! Mas acho que gosto mais ainda de como o Takashi e o Yukihiro ficaram visivelmente frustrados com não conseguirem. Isso não é estranho vindo do Takashi, que já no episódio do Youhei deixou bem claro que estava se esforçando na corrida, mas que o Yukihiro também fique só reforça o que eu disse na semana retrasada: nesse ponto da história, todos ali estão comprometidos com o objetivo de participar na Hakone, e qualquer um que diga o contrário está apenas bancando o tsundere.

Dito isso, comprometimento apenas não é o bastante. Durante o banho após a corrida, o Yukihiro levanta a questão de se algumas pessoas não seriam simplesmente inaptas para corridas de longa distância, e a pergunta meio que acaba ficando no ar. Mais adiante, Kakeru confronta o Haiji com a mesma pergunta, ainda que de forma mais indireta, apenas apontando que mesmo com todo o esforço, Takashi e Yukihiro não aumentaram seu tempo. Haiji responde dizendo que velocidade não é tudo, mas essa não é uma resposta lá muito satisfatória. Velocidade pode não ser tudo, mas eles precisam de tempos oficiais, afinal, e eu tenho certeza que o Haiji sabe disso. Para todo o otimismo que ele demonstra desde o começo da série, eu aposto que ele está tão preocupado quando o Kakeru, se não mais.

A segunda metade do episódio se focou mais no Takashi, cuja namorada decidiu romper com ele porque, ao que ela diz, ele achou algo que gosta mais do que passar tempo com ela. E eu sinto que ele decidindo continuar a correr no treino após o rompimento reflete a fala do Haiji de corre com a realidade, e não dela.

Finalizando o episódio, temos que aparece um novo personagem. Um fotógrafo (suponho) interessado nos protagonistas, e mais especificamente no Kakeru. Anime tende a ser uma mídia na qual você pode julgar um livro pela capa, então pela aparência do fotógrafo eu vou chutar que ele muito provavelmente significa problema. De que tipo, porém, só esperando janeiro para descobrir.

Anima Yell!, episódios 11 e 12 [Final]

E encerrando essa seção, temos aquele que, para mim, fica como o melhor slice of life da temporada.

Muitas das maiores forças do anime eu já comentei ao longo desses artigos. Seu cuidado em ir introduzindo cada garota aos poucos. O fato de cada garota ter uma personalidade bastante distinta, com um ou outro quirk que a torna consideravelmente memorável. A interação entre as meninas, e como elas possuem diferentes níveis de proximidade umas com as outras. Todos elementos que seguem bastante presente nesses dois episódios finais.

Sobre o 11, eu não esperava que o treinamento e o show na praia fossem tomar apenas meio episódio, mas fico feliz que o fizeram. Graças a isso, a segunda metade pode preparar o terreno para o que viria no episódio seguinte. Fazendo um paralelo, se Tonari no Kyuuketsuki escolheu encerrar fechando um ciclo, trazendo as personagens de volta ao ponto em que primeiro se encontraram, Anima Yell! buscou concluir o arco de uma de suas personagens, a Hizune, que pode agora finalmente dar um adeus a seu time passado, encerrando as questões que ainda tinha pendentes (de uma forma bastante wholesome, diga-se de passagem).

Foi um ótimo final, cuja única crítica que eu faria seria que eu esperava vermos mais do show das meninas. Mas tudo bem, no final o espetáculo não era o que realmente importava aqui. Mas gostei delas nem terem passado das preliminares: serve como uma pequena punchline, mas também como um indicativo de que elas ainda têm muito o que melhorar.

Vou dizer que 2018 foi um fantástico ano para o nichijoukei, e que Anima Yell! ainda consiga se destacar num ano como esse é um bom demonstrativo da sua qualidade. Um título que nunca falhou em por um sorriso no meu rosto, é um anime que vai deixar saudades.


Animes Longos


GeGeGe no Kitaro, episódio 37

E então termina o arco da Grande Guerra Yokai. Dito isso, como a maior parte do episódio foi mais ação, eu não vou ter lá muito o que comentar.

Em primeiro lugar, é claro que a Mana não morreu, e como eu esperava ela acabou tendo algum destaque nesse final, ainda que muito mais no papel de suporte, primeiro ajudando o Kitaro a recuperar seus poderes, e depois ajudando a Adele a resgatar a irmã. E falando na Adele, depois do episódio passado eu já esperava que ela fosse terminar viva, e considerando que GeGeGe no Kitaro ainda é um anime infantil acho que seria mesmo querer demais que alguém ali morresse (tirando, claro, o vilão maior do arco).

A luta final do Kitaro com o Backbeard foi bem interessante também. Num primeiro momento parece que ela vai acabar muito fácil, após o Kitaro recuperar os poderes, mas ai ela evolui em uma troca de socos e termina no já bastante clichê de raios de energia se digladiando. Não que eu tenha algo contra: toda a animação do episódio estava ótima, e essa sequência final ao menos nos deu um pouco mais em termos de motivação para o Backbeard, com a sua ideia de que os fortes devem governar os fracos.

Foi legal também vermos o retorno do “modo berserk” do Kitaro, com seu poder ficando cada vez maior quanto mais ele ficava com raiva. Eu me pergunto se isso é algo que será mais explorado ao longo do anime ou se ficará mesmo como apenas um elemento de caracterização do personagem, mas concluo que estou ok com qualquer uma das possibilidades.

E só porque me parece um bom momento, eu adoro como GeGeGe no Kitaro usa constantemente de versões remix do instrumental da sua abertura. Nesse episódio vimos isso duas vezes, primeiro quando Kitaro recupera os poderes, e depois durante o choque de raios de energia entre ele e o Backbeard, e em ambas as vezes a música soa diferente o bastante para dar o tom da cena, mas semelhante o bastante para você perceber que há algo ali.

Por último, eis que o Nanashi aparece para deixar ainda outro símbolo na Mana. Com este colocado, faltam então apenas dois. Será que teremos ainda dois cours pro anime, ou será que o roteiro deve correr um pouco para entrar logo em seu arco final? Só o tempo dirá.

Yu-Gi-Oh! VRAINS, episódios 81 e 82

Quanto mais eu penso sobre VRAINS, mais eu concluo que ele está bem longe de figurar entre os melhores animes da franquia. Não que ele seja ruim, no final das contas eu ainda o acho divertido, mas é uma história melhor aproveitada sem pensar muito.

No episódio 81, um pouco antes de começar o seu duelo contra o Onizuka, o Yusaku fala algo bastante verdadeiro: agora não é a hora dos dois estarem se enfrentando. Todo o arco do Onizuka é estranho. Só porque o Yusaku se mostrou um duelista melhor, o Onizuka decidiu abandonar tudo pelo que lutava até então (o orfanato e as crianças) para se tornar um caçador de recompensas e um obcecado em ficar mais forte, mesmo ao ponto de colocar sua saúde física e mental em risco. E enquanto isso não é inverossímil, ainda é uma mudança no personagem que soa desnecessária. Tão desnecessária quanto seu duelo, diga-se de passagem.

Eu disse na semana retrasada que os duelos em Yu-Gi-Oh como um todo tendem a ser previsíveis demais, mas agora eu acrescento que eles ainda podem ser interessantes apesar da sua previsibilidade. Se, porém, houve de fundo um conflito de ideias. Arc-V é uma série que fez muito isso, e mesmo VRAINS já teve seus momentos. Mas no caso dos duelos do Onizuka isso simplesmente não existe. O embate dele com o Yusaku não é um embate de ideias ou de ideais. Não são visões de mundo conflitantes: o Onizuka só quer ser mais forte. E num contexto como o de uma iminente guerra entre os Ignis e a humanidade, essa é uma motivação muito fraca para carregar um duelo, que dirá então um antagonista recorrente.

Ao menos pudemos ver o quão longe a presidente da SOL está disposta a ir, bem como que o Zaizen não vai ficar sempre parado sem fazer nada. Não é muito, mas é o que tivemos de melhor nesses dois episódios.


Outros Títulos


Non Non Biyori Repeat, episódios 7 ao 12 + OVA [Final]

E já que este é um artigo de final de temporada, decidi aproveitar para terminar de vez Non Non Biyori, maratonando os episódios que faltavam, mais o último OVA.

Vou dizer que gostei dessa segunda temporada um pouco mais que da primeira, talvez por a ter achado um pouquinho mais atmosférica do que a sua predecessora. É um título que soube “vender” muito bem o seu cenário. Mas dito isso, creio que minhas impressões gerais da série como um todo permanecem praticamente as mesmas, e podem ser resumidas em: Non Non Biyori não é o melhor de seu gênero, nem se tornou nenhum novo favorito meu, mas ainda fico feliz de o ter assistido.

No final, eu sinto que não consegui me conectar com essas personagens da forma que o anime gostaria que eu me conectasse. É uma questão bastante pessoal, e não realmente colocaria isso como uma crítica ao anime em si, só não funcionou tão bem assim comigo. Embora parte do problema talvez tenha sido eu ver em maratona. Sinto que este é um título melhor aproveitado aos poucos, e correr para terminá-lo provavelmente não foi a ideia mais inteligente. Oh bem, o que está feito está feito.

Assistiria uma hipotética terceira temporada? Talvez, se fosse para ver semanalmente. Por agora, porém, sinto que tive o bastante dessa franquia. Há ainda diversos outros nichijoukei e iyashikei que tenho para ver, e já está na hora de pensar no próximo!

Futari wa Pretty Cure, episódios 14 ao 17

Antes de mais nada, uma pequena correção: eu achava que eram as amigas da Nagisa que tinham visto as duas se transformarem no episódio 13, mas acabou que na verdade foram apenas duas figurantes. Ao menos o episódio 14 mostrou alguma consequência disso, com rumores se espalhando sobre a existência das Pretty Cure, mas infelizmente os demais episódios parecem ter sumamente se esquecido disso. Uma pena.

Vamos lá, alguns comentários mais gerais porque não tenho muito o que dizer sobre cada episódio. Eu disse antes e vale a pena repetir aqui: o slice of life é praticamente a graça salvadora desse anime. Ele pode não ter me agradado no começo da série, mas agora eu colocaria como a melhor parte de cada episódio, e diria mesmo que o anime vem ficando cada vez melhor em lidar com essa sua primeira metade. Mesmo episódios “meh” num geral ainda entregam uma parte slice of life que, se não excelente, no mínimo entretêm e diverte. Ainda que, para ser justo, eu sinta que as lutas andam ficando melhores com o avançar da série.

Numa nota lateral, é curioso que o Kiriya não tenha feito quase nada até agora. Desde o momento que foi introduzido, ele só teve um pequeno papel auxiliar à Poisonee agora no episódio 17. Esperava que termos dois enviados da Dusk Zone ao mesmo tempo poderia mudar um pouco a dinâmica da série, mas não foi o que aconteceu. Ainda assim, ele não está ali de graça. Quando apresentado ele já demonstrou um ligeiro interesse na Honoka, e esse episódio 17 avança um pouco esse lado da história. Parece que até o fim do arco ele ainda muda de lado. Só me pergunto se ele irá sobreviver à decisão…

Ginga Tetsudou 999, episódios 43 ao 45

Francamente, essa foi uma sequência bem qualquer coisa de episódios. No episódio 43 os protagonistas chegam à um planeta onde venta o tempo inteiro, e o que eu posso dizer aqui é que eu gosto da arquitetura do local refletir essa faceta do mundo, com prédios arredondados. Temos ainda outro episódio de alguém roubando o passe do Tetsuro, o culpado desta vez sendo um pai tentando abandonar o filho por se sentir um fardo para ele. Nada de mais, nada de novo, mas foi legal ver o condutor ficando em conflito entre ajudar o Tetsuro ou seguir as regras da Ferrovia Galática. Comparado ao condutor dos primeiros episódios, chega mesmo a ser um pequeno desenvolvimento do personagem e da sua relação para com os protagonistas.

Já os episódio 44 e 45 perfazem outro mini-arco, ainda que talvez o menos “arco” até aqui. No episódio 44 somos introduzidos ao Pride, um músico que sonha em deixar o seu planeta natal para tentar a sorte grande. E vejam só, pela primeira vez temos alguém que compra um passe para o 999! Tudo bem que ele fez isso com o dinheiro que “emprestou” da namorada, mas ei, ao menos ele não roubou ninguém. Mas claro, ele ainda agiu feito um babaca, e o Tetsuro não deixou de tentar tirar satisfação. Mas eis então que o 999 é abordado por 3 naves, e o episódio encerra num clifghanger para o 45, quando somos introduzidos à Valquíria.

O problema é que a história da Valquíria se liga bem pouco à do Pride, ao ponto mesmo de eu perguntar se era necessário que ambas as histórias estivessem baixo um mesmo arco. Não que o Pride tenha sido inútil no episódio 45, mas ainda assim… Bom, ao menos eu gostei da música que ele canta, Ginga Elegy. Hoje em dia insert songs nos animes não são nada de surpreendente, mas não esperava uma aqui, no começo dos anos 1980. E é uma música bem gostosa, e inclusive diria que só ela me fez gostar desses dois episódios bem mais do que eu deveria.

E você, leitor, que está achando da temporada? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

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