Review – Gallery Fake (Anime)

Gallery Fake
Gallery Fake

Quando eu comecei a assistir Gallery Fake, eu esperava, por falta de expressão melhor, o seu típico anime genérico para adultos. Personagens adultos, protagonista “badass” com um toque de “underdog“, formato episódico de “caso da semana”, aquele tipo de anime que mais te faz lembrar do espírito de seriados como CSI ou House, entendem? E, num geral, foi exatamente isso o que eu recebi. Não que haja ai qualquer problema, muito pelo contrário. Como eu disse, eu chamo de “anime genérico para adultos” por falta de um termo melhor, porque eu realmente gosto desse estilo de história. São, digamos, uma interessante lufada de ar fresco em meio a tantos animes de crianças ou adolescentes vivendo aventuras fantásticas ou romances idealizados. Não que Gallery Fake seja “realista” em qualquer sentido, podem apostar que não, mas digamos que esse tipo de anime tem um “charme” diferente dos demais. Mas tudo isso dito, enquanto pela maior parte ele foi exatamente o que eu esperava, em alguns pontos ele acabou se revelando ainda muito mais.

Mas falemos um pouco da obra em si. Lançado em 2005, o anime é uma produção do estúdio Tokyo Movie, sendo dirigido por Akira Nishimori e adaptando em 32 episódios ao mangá de mesmo nome, escrito por Fujihiko Hosono. Na história, acompanhamos ao dia a dia de Fujita Reiji, profundo conhecedor do mundo das artes, exímio restaurador e antigo curador do Museu Metropolitano de Nova York. Atualmente, Fujita dirige uma galeria na baia de Tokyo, a Gallery Fake, especializada em exibir cópias e falsificações. Porém, boatos correm que a galeria é apenas uma fachada para os seus verdadeiros negócios, envolvendo o mercado negro das finas artes. Infelizmente, para falar mais do que isso eu precisarei entrar em spoilers, então considere este o seu aviso. Se ainda não conhece o anime, vá dar uma chance a ele e provavelmente não irá se arrepender. 

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Uma Breve Análise – Gallery Fake: Arte que Permanece

Gallery Fake
Gallery Fake

(Esta análise foi originalmente publicada na página do blog no facebook)

Conforme eu assistia Gallery Fake, anime de 2005, eu me peguei me perguntando: o que é “arte” pra esse anime?

Para dar algum contexto, em Gallery Fake acompanhamos o dia a dia de Fujita Reiji, especialista do mundo das artes, antigo curador do Museu Metropolitano, e que agora gerencia a Gallery Fake, uma galeria especializada em falsificações e cópias. Essa galeria, porém, é apenas uma fachada para os reais negócios de Fujita: compra e venda de arte no mercado negro.

Assim, seria de se esperar que o anime lidasse bastante com o que tradicionalmente chamamos de “arte”, especialmente “artes plásticas”: pintura e escultura. E enquanto ele de fato faz isso, ele de certa forma também vai bem além. Com um formato episódico, no qual em cada episódio temos o foco em uma obra de arte diferente, normalmente ligada ao drama pessoal do figurante da vez, pelo anime passam, sim, quadros e esculturas, mas também passam relógios, fotografias, caixas de musica, caleidoscópio, pinturas rupestres, bonecos, joias…

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Review – Cardfight!! Vanguard (Anime)

Sem título
Cardfight!! Vanguard

Que a industria da animação japonesa sempre foi fortemente usada como meio de propaganda para algum produto não é nenhuma novidade. Não seria exagero dizer que a imensa maioria dos animes já são lançados tendo em mente possíveis produtos que podem sair deles, como bonequinhos, acessórios, figures, etc. Mas existe uma pequena diferença entre lançar produtos de uma obra já em curso e criar uma obra especificamente para promover um certo produto. Cardfight!! Vanguard, anime produzido pelo estúdio TMS Entertainment e com direção supervisionada de Hatsuki Tsuji, se encaixaria no segundo caso. Indo ao ar em janeiro de 2011, o anime serviria de propaganda para o jogo de cartas de mesmo nome, produzido pela empresa Bushiroad, que seria lançado no mês seguinte. Sem dúvida foi uma enorme aposta. Diferentemente dos desenhos americanos, onde primeiro se fazia o produto e depois se pensava em uma animação para encaixar os mesmos, aqui o produto que desejavam propagandear ainda não existia. Mas diferentemente de outras animações japonesas, nas quais primeiros se deixava a obra ganhar alguma notoriedade para então se lançar algum produto relacionado, aqui já se tinha clara a ideia de que este anime deveria ser uma propaganda para o jogo de cartas. Certamente foi difícil criar um roteiro dentro destas condições. E qual foi o resultado desta aposta? Um sucesso estrondoso.

O anime conta a história de Sendou Aichi, estudante que entra em contato com o jogo de cartas Cardfight!! Vanguard, que vinha se tornando progressivamente popular. Introvertido, o jogo lhe fornece a perfeita oportunidade para começar a interagir com novas pessoas e fazer novas amizades, o que faz com que o jovem sinta cada vez mais desejo de progredir no jogo. Mas estas cartas escondem um poder muito além da sua compreensão, que pode até mesmo trazer a completa destruição deste mundo. Em si, uma sinopse bastante comum para animações do gênero, mas o sucesso do anime certamente é fora do comum. O primeiro arco do anime, “Cardfight Vanguard” teve um total de 65 episódios. O segundo, “Cardfight Vanguard: Asia Circuit” foi ao ar em 2012, praticamente sem qualquer hiato, contando com 39 episódios. O terceiro arco foi intitulado “Cardfight Vanguard: Link Joker”, indo ao ar com 2013 e contando com 59 episódios. Finalmente, o quarto e último arco, “Cardfight Vanguard: Legion Mate”, foi ao ar em 2014, trazendo mais 33 episódios. Um total espantoso de 196 episódios, mais um filme que se passa após os eventos do último episódio, intitulado “Cardfight!! Vanguard: Neon Messia”. Isso sem contar uma série de filmes, anime e mangás spin-offs. Nada mal para uma enorme propaganda, em? (rs). Infelizmente, falar mais do que isso irá exigir spoilers, então já deixo aqui meu aviso para parar a leitura caso se incomode com isto. Num geral, eu considero Cardfight!! Vanguard um anime bastante divertido de se ver e definitivamente recomendo, apesar de saber que o tamanho pode desencorajar muita gente. No mais, spoilers abaixo, sigam por sua conta e risco (rs).

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