Uma Rápida Review – Steamboy

Texto originalmente publicado na página do blog no facebook, em 02/04/17

Steamboy é um filme que se destaca pelos seus planos de fundo. Ponto. São cenário cheios de detalhes, impressionantes sob qualquer critério que se queira colocar. O filme é do mesmo diretor de Akira, e se vende como uma espécie de “sucessor artístico” do mesmo (ou ao menos assim o trailer americano o colocou), algo que ele definitivamente entrega. Mas em absolutamente todo o resto… meu senhor…

A história em si começa quando o garoto Rey Steam recebe um pacote de seu avô, cientista que até então deveria estar fazendo pesquisas em Londres. No pacote, vem uma grande esfera de metal, junto de uma nota para não entregá-la a ninguém. Mas eis então que dois homens aparecem na porta de sua casa, querendo a esfera. Em meio a perseguições e toda sorte de desventuras, o jovem irá então descobrir para o que realmente serve aquilo, bem como em que tipo de pesquisas estavam metidos seu avô e seu pai.

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Review – Phi Brain: Kami no Puzzle (Anime).

Phi Brain // Review 13/11/2014 // 1
Phi Brain: Kami no Puzzle

Uma produção original do estúdio Sunrise, o anime Phi Brain: Kami no Puzzle começou a ser exibido em 2011, no canal japonês NHK Educational TV. Inicialmente uma única temporada com 25 episódios, o anime ganhou mais duas temporadas nos dois anos que se seguiram, chegando a um final definitivo em 2013 com um total de 75 episódios. Por si só, um feito nada desprezível. Com a enorme maioria dos animes sendo adaptações de mangás, light novels e, em menor quantia, games, animes originais são a exceção à regra. E são, também, uma enorme aposta. Enquanto a maioria dos animes já vai ao ar com a obra original tendo uma fanbase consolidada, animes originais raramente dispõem de mais do que seus trailers para atrair atenção para si. Por conta disso, normalmente vemos animes originais com uma média de apenas 12 a 25 episódios, podendo ou não receber continuações a depender da popularidade. Para ter recebido mais duas temporadas de 25 episódios (exibidas, ainda, em intervalos de menos de um ano uma da outra), Phi Brain certamente deve ter atraído bastante atenção para si. Então… sobre o que é esse anime?

Bem, dar uma sinopse para esse anime é um pouco complicado, basicamente porque cada uma de suas três temporadas funcionam relativamente bem de forma isolada, com cada uma tendo sua própria trama central, com começo, meio e fim. Todas as tramas, porém, se resolvem em torno de uma temática principal: o protagonista, Daimon Kaito, e seu grupo de amigos e aliados tendo de resolver puzzles mortais a fim de salvar o mundo de alguma organização maligna. Agora, para quem não sabe, a palavra “puzzle” é uma palavra inglesa que não possui um correspondente preciso em português. Normalmente traduzido como “quebra cabeças”, a palavra na verdade pode implicar em qualquer jogo de estratégia, desde um sudoku até um jogo de xadrez. E Phi Brain certamente sabe se aproveitar dessa definição ampla. Ao longo da série, vemos desde jogos simples até verdadeiros labirintos de tamanho faraônico. Cada puzzle, porém, diferente do anterior, ao menos em algum aspecto. E se você não adivinhou ainda, eu vou deixar claro de uma vez: esse anime tem como único propósito mostrar o quão incrível é o protagonista, o colocando para resolver enigmas dos mais complexos que se pode imaginar. E isso é tudo o que eu vou dizer por hora. A partir deste ponto, haverão spoilers pesados para a série como um todo, então, se decidir continuar, esteja avisado.

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