Review – Michiko to Hatchin (Anime)

Michiko to Hatchin // Review 11/11/2016 1
Michiko to Hatchin.

[Confira também o vídeo-indicação do anime, sem spoilers]


Quando se fala sobre representações do Brasil nos animes, é quase inevitável que cedo ou tarde surja o nome de Michiko to Hatchin. Uma história original em 22 episódios do estúdio Manglobe, de 2008, a obra tem roteiro de Takashi Ujita e direção de Sayo Yamamoto, se passando em um país fictício canonicamente localizado na América do Sul. A inspiração no Brasil dos anos 1960 e 1970, porém, é mais do que evidente. Da língua escrita à geografia, população e música, a representação do nosso país que esse anime dá seria de fazer inveja a muitas novelas nacionais, e eu digo isso sem um pingo de exagero. Isso dito, a obra também se reserva ao direito de tomar certas liberdades, e se o cenário é majoritariamente inspirado no Brasil ainda existem partes claramente baseadas em outros países da América latina.

Mas vamos à sinopse logo: na história, Michiko Malandro acaba de fugir da prisão de Diamandra, após onze anos presa. Ela parte em busca da menina Hana Morenos, de nove anos, e após resgatá-la de seu lar adotivo abusivo, diz para ambas partirem em busca do pai de Hana, Hiroshi Morenos, antigo namorado de Michiko, ex-integrante da organização criminosa Monstro Preto, e que havia sido dado como morto desde que Michiko estava presa. As duas então partem em uma viagem através do país, enquanto são perseguidas pela detetive Atsuko Jackson, que está decidida a colocar Michiko de volta atrás das grades. É um anime bem divertido, e quem não viu ainda eu recomendo que ao menos dê uma olhada. Até porque, a partir daqui, o texto terá spoilers, então siga por sua conta e risco.

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Ergo Proxy – Raison d’Être e o Sentido Existencialista da Vida.

Ergo Proxy // Análise 30/10/2014 // 1
A cidade construída em um domo: Romdeau City

Chegando às televisões japonesas no ano de 2006, produzido pelo estúdio de animação Manglobe e dirigido por Shuko Murase (à época já tendo sido responsável por, entre outros projetos, o anime Samurai Champloo), Ergo Proxy foi, de modo geral, bastante aclamado. A história se passa no distante futuro, onde as condições climáticas e naturais da Terra se tornaram tão contrárias à vida que a espécie humana foi forçada a viver em Domos, enormes cidades construídas dentro de redomas climatizadas. Nesta cidade vive Re-L Mayer, investigadora incumbida de investigar uma série de assassinatos aparentemente relacionados com a incidência do vírus cogito, um vírus que dá aos AutoReivs (robôs autômatos de aspecto antropomórfico) a consciência, fazendo com que se rebelem contra as ordens de seus senhores humanos. Após ser chamada para investigar um caso desse tipo, Re-L presencia a existência de uma criatura estranha, de forma humanoide e incríveis habilidades sobre humanas, que depois a personagem viria a reconhecer como sendo um Proxy. Ao longo da história, seguimos a tragetória de Re-L em sua tentativa de entender o que são os Proxys, o que a leva em uma jornada pelo mundo devastado que a fará repensar os seus conceitos do mundo externo ao domo em que nasceu.

E agora eu deixo aqui os avisos de sempre: a postagem conterá spoilers, especialmente alguns spoilers referentes ao  final do anime. É altamente recomendado que se assista ao anime antes, não apenas para evitar levar spoilers como também para ter um melhor entendimento das coisas que falarei aqui. O anime tem apenas 23 episódios e certamente vale a pena ser visto. Isto dito, se você não pretende ver ao anime ou não se importa em levar spoilers, sinta-se a vontade para continuar. E aos que continuarem, eu desejo uma boa leitura ^-^

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