Review – Tsuki ga Kirei (Anime)

Tsuki ga Kirei

Romance é um gênero que não costuma me despertar a atenção, em boa parte devido aos clichês sempre presentes. Francamente, histórias românticas tendem a ser bastante formulísticas, além de ridiculamente previsíveis. O casal principal se conhece – ou se reencontra, caso já fossem conhecidos -, se apaixonam sem nunca admitir um ao outro, algum tipo de desentendimento faz eles se afastarem, talvez apareça algum triângulo ou mesmo quadrilátero amoroso ai, e a história vai enrolar até o último minuto para encerrar quando os dois trocarem o primeiro beijo. Obviamente nem todas as obras do gênero irão seguir essa fórmula, mas a questão é que simplesmente me falta vontade de separar o joio do trigo. Não vejo porque assistir dezenas de histórias clichês na (talvez vã) esperança de encontrar algo diferente. Sobretudo porque, vale apontar, quando aparece algo diferente as pessoas normalmente comentam: e foi assim que eu conheci a maioria dos romances que efetivamente assisti.

Tsuki ga Kirei foi um caso do tipo. Anime original do estúdio Feel, com direção de Seiji Kishi e roteiro de Yuuko Kakihara, a obra foi bastante comentada justamente por fugir de diversos clichês do gênero. Sua história narra o romance que desabrocha entre Azumi Kotaro e Mizuno Akane, dois adolescentes introvertidos que estão às portas de entrarem no ensino médio. Se conhecendo em seu último ano de ensino fundamental, eles se apaixonam, se relacionam, e lentamente vão se abrindo cada vez mais um para o outro, resultando em um romance maduro, realista e bem trabalhado, além de absolutamente fofinho [rsrs]. Ideal para quem procura algo no gênero que saia um pouco daquelas convenções já tão abusadas, esse é um anime que eu definitivamente recomendo, sendo provavelmente uma das mais positivas surpresas que 2017 nos trouxe. Dito isso, spoilers a partir daqui, então siga por sua conta e risco.

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Uma Breve Análise – Jinrui wa Suitai Shimashita: Uma Obra Satírica

Jinrui wa // Análise 04/09/2016 // 1
Jinrui wa Suitai Shimashita

(Esta análise foi originalmente publicada na página do blog no facebook)

É curioso que, parando para pensar, não costumam aparecer muitos animes efetivamente satíricos. Isso que o Japão possui uma longa história de obras de arte de cunho satírico, que em períodos mais antigos ridicularizavam até aos vícios dos nobres. Felizmente, ser raro não significa ser inexistente.

Lançado em 2012, Jinrui wa Suitai Shimashita se passa no distante futuro, no qual a humanidade vem decaindo em números. Nesse mundo, uma nova espécie desponta como aquela que irá herdar a Terra: pequenas criaturinhas conhecidas como “fadas”.

Nossa protagonista – que, assim como a maioria dos personagens, não recebe nenhum nome próprio – é a Mediadora enviada pelas Nações Unidas para estabelecer boas relações entre humanos e fadas. E com as fadas sendo normalmente as responsáveis pelas maiores maluquices, a garota está constantemente no epicentro dos mais variados problemas.

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Uma Breve Análise – Ansatsu Kyoushitsu: A Função do Professor

Ansatsu Kyoshitsu // Análise 10/07/2016 1
Ansatsu Kyoushitsu

(Esta análise foi originalmente publicada na página do blog no facebook)

Dizer que a premissa de Ansatsu Kyoushitsu, anime de 2015 do estúdio Lerche e baseado no mangá de mesmo nome, é “estranha” seria ainda um eufemismo. Em fato, não seria surpresa se esse anime estivesse em alguma lista dos animes mais estranhos dos últimos anos.

Temos uma criatura não identificada, que mais parece um enorme polvo amarelo, servindo como professor para uma turma de alunos problemáticos do colégio Kunijigaoka. Em adição, o dito professor afirma que irá destruir a Terra em exatamente um ano, e seus alunos receberam então do governo japonês a missão de tentar matar ao seu professor, assim salvando a humanidade.

Obviamente, a tarefa não é fácil. Koro-sensei, como a criatura é chamada pelos alunos, é incrivelmente rápido: viajando a 20 vezes a velocidade do som ele pode literalmente desviar de uma saraivada de balas. Além disso, ele possui um enorme poder de regeneração. E é, finalmente, o melhor professor que essa turma já teve.

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