Uma Rápida Review – Tokyo Godfathers

Review originalmente publicada na página do blog no facebook, em 05/02/2017

Sinceramente, eu não estava muito animado com isso, e quem sabe das minhas opiniões sobre as demais obras do Kon deve bem saber porque. Mas, enquete é enquete, então eu decidi assistir ao filme, cuja sinopse seria basicamente a de 3 sem-tetos encontrando uma bebê abandonada no lixo e decidindo partir em busca dos pais dela. E… é, meio que você recebe exatamente o que a premissa propõe.

Não tem realmente muito o que falar aqui. É uma história tipicamente “character driven”, onde o foco está no desenvolvimento dos personagens e resolução de seus conflitos, com cada um dos três protagonistas eventualmente confrontando os motivos que os levaram a estarem nas ruas. O que é bem feito, não entendam mal. É um BOM filme, gostosinho pra passar o tempo, pra ver com a família e por ai vai. Não a toa ele é muito citado em qualquer lista de animes para se assistir no natal.

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Uma Rápida Review – Paprika

Review originalmente publicada na página do blog no facebook, em 15/01/2017

Desta vez, uma análise do filme de 2006 do diretor Satoshi Kon: Paprika \o/ E… olha, eu estaria mentindo se dissesse que estava animado para esse filme. Depois de já ter visto quase tudo do diretor e já ter percebido que o estilo dele simplesmente não é pra mim, eu já tinha uma boa ideia de qual seria a minha reação a Paprika.

Mas… Olha, eu gostei. Bastante. Certamente o melhor filme do diretor, ao menos dentre os 3 que vi. Talvez porque aqui não caímos no problema que eu tive com todas as outras obras dele, na qual a indistinção entre realidade e ilusão é tão exagerada que é até difícil de entender o que no filme importa de fato ou não. Seja como for, foi um filme bem divertido.

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Uma Rápida Review – Perfect Blue

Review originalmente publicada na página do blog no facebook, em 08/01/2017

Agora, eu tenho de ser bem honesto: eu não gosto do estilo do Kon. Para quem não conhece o diretor – já falecido, aliás -, as obras dele giram muito em torno da brincadeira com o que é real e o que é algum tipo de “ilusão” (desde ilusões de fato, loucura, até pura memória, por exemplo). E esse é realmente um estilo que não me agrada.

E… é, Perfect Blue é um filme bem “Kon”, não da pra negar. Ele ainda começa “normal”, como um thriller de suspense – o que ele se mantém até o final, não me entendam mal -, mas logo a coisa degringola para os campos mais malucos possíveis. Até porque a história é, em boa medida, essencialmente sobre a protagonista perdendo a sanidade aos poucos, conforme sucumbe às pressões da industria do entretenimento (passando de cantora Idol para atriz) e se sente em conflito entre o que ela de fato quer fazer e o que seria melhor para a sua carreira.

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