[Vídeo] Análise Comparativa – Kino no Tabi & Kino no Tabi (2017)

Mais novo vídeo do canal! Estreando, agora, um novo quadro: análises comparativas, onde a ideia é observar como dois ou mais animes lidam com um dado tema ou executam um dado princípio. E para começar, uma análise sobre como as duas adaptações da light novel Kino no Tabi lidaram com a sua estética – e porque a primeira soube usar desse recurso muito melhor do que a segunda. Venham conferir!

Review – Serial Experiments Lain (Anime) [Corrente de Reviews 2016]

Serial Experiments Lain
Serial Experiments Lain

Desde já, quero deixar avisado que este artigo será um pouco diferente da maioria daqueles publicados aqui, e isso por uma série de motivos. A começar pelo fato dele ser a primeira participação do blog na Corrente de Reviews, projeto anual do blog Anikenkai. Para mais informações sobre o que é a corrente em si, bem como para ver as demais resenhas dos demais blogs que participam da brincadeira, clique neste link aqui. Já para saber quem continuará a corrente, desça até o último parágrafo deste texto para ver quem é o próximo.

A Corrente teve início na última quarta-feira (12/10), com o pessoal do Otaku Pós-Moderno, que a abriram com uma review de Hibike! Euphonium, aclamado anime de 2015 do estúdio Kyoto Animation. E foi nesse texto que eles me indicaram para falar de um dos poucos animes que conquistaram fama mundial como uma espécie de “clássico cult” da animação japonesa: Serial Experiments Lain, produção original de 1998 do estúdio Triangle Staff, com direção de Ryutaro Nakamura, roteiro de Chiaki Konaka, produção de Yasuyuki Ueda, e design de personagem de Yoshitoshi Abe.

Na obra, a história começa com Iwakura Lain, uma garota aparentemente normal, ainda que introvertida e desinteressada em tecnologia, que ouve suas colegas de classe falarem do suicídio de uma garota da mesma escola, bem como de um misterioso e-mail, supostamente enviado por essa menina, que diversas crianças daquela escola teriam recebido. Curiosa, ao chegar em casa Lain liga ao seu Navi (basicamente, um computador) e vê que ela também recebeu esse e-mail. E nele, Chisa, a menina que se matou, diz que apenas abandonou seu corpo físico, tendo então ido para algum lugar onde ela encontrou com Deus.

O que se segue a partir daqui é uma série de eventos estranhos que não apenas farão Lain questionar quem ela realmente é, como também tornam cada vez mais difícil de dizer o que é real e o que não é, conforme a barreira que separa a Wired (basicamente, a internet) do mundo real vai se desfazendo. E isso é tudo o que eu posso explicar sem dar spoilers, então siga com o texto por sua conta e risco [rs].

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Review – Kino no Tabi: The Beautiful World (Anime)

Kino no Tabi
Kino no Tabi

Quando alguém decide contar uma história, normalmente seu enfoque é exatamente nisso: na história. É claro, muitas vezes o autor espera conseguir passar algo com aquela história, seja uma mensagem, uma moral, ou apenas um questionamento. Mas via de regra esta mensagem fica ao fundo da trama. O que realmente se destaca é a história: seus personagens, o mundo em que se passa, a trama que a move, etc. Mas existem alguns casos, raros é verdade, onde quase parece que o oposto se concretiza. Ao invés de termos uma mensagem ou questionamento que serve de “plano de fundo” à história, temos uma história na qual tudo nela parece servir ao propósito de passar uma mensagem ou questionamento. Lançado no ano de 2003, Kino no Tabi é um destes raros casos. Produzido pelo estúdio ACGT, e inspirado na série de light novels de mesmo nome escrita por Keiichi Sigsawa, este anime talvez seja um daqueles poucos títulos que mereceriam adjetivos como “filosófico”, “introspectivo” ou “profundo”.

Composto por 13 episódios, um OVA e dois filmes, o anime episódico acompanha a viajante Kino e sua motocicleta falante Hermes, conforme ambos viajam pelo mundo em que vivem. O objetivo de ambos é visitar o maior número possível de “países” (na prática parecem muito mais cidades-estados do que países de fato, mas deixa quieto rs), de forma que cada episódio se foca na chegada de Kino a um ou mais destes países, onde a dupla de viajantes sempre passa apenas três dias. Mas dessa premissa tão simples o que surge é uma vasta gama de questionamentos sobre os mais variados assuntos. Cada país que Kino visita é, antes de tudo, uma forma de levar o espectador a refletir sobre certos assuntos. Podem as pessoas realmente entenderem umas às outras? Poderia a democracia se converter em algo tão hediondo quanto a pior da ditaduras? O que realmente é a felicidade? Seria o estresse algo bom para os seres humanos? Estas e (muitas) outras perguntas são levantadas ao longo do anime, de forma que é quase certo que o espectador terá muito a pensar ao final de cada episódio. Se você ainda não viu esta série, eu fortemente a recomendo. Isto dito, o restante do post conterá diversos spoilers, então se você ainda não viu o anime e não gosta de revelações do roteiro, eu recomendo que pare a leitura por aqui.

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Kino no Tabi – Relativismo Cultural: Descritivo, Normativo e Epistemológico

Kino no Tabi // Análise 01/09/2014 // 1
Kino: uma viajante cujo único propósito é a própria viagem

Exibido nas televisões japonesas há já mais de uma década, no longínquo ano de 2003 (-q), Kino no Tabi foi inspirado na série de Light Novels de mesmo nome, de autoria de Keiichi Sigsawa. Com uma premissa bastante simples, o anime episódico segue as aventuras de Kino e sua motocicleta, Hermes, conforme viajam pelo mundo fantástico em que vivem. Com o objetivo de conhecer o maior número possível de diferentes países, Kino segue a regra auto-imposta de sempre passar exatamente três dias no país em que chega, acreditando ser este tempo suficiente para aprender o que for de mais importante sobre aquele país. Assim, ao longo da história vemos Kino conhecer e interagir com uma vasta gama de povos, cada qual com seus próprios costumes, tradições, e cultura. Um anime criado para instigar a reflexão no expectador, Kino no Tabi nos mostra o quão diversificado e diferente o mundo pode ser.

Antes de dar seguimento ao post, um aviso: haverá spoilers. Apesar de eu sempre tentar falar sobre o anime em linhas gerais, a fim de tratar sobre os assuntos que o anime levanta ao invés de sobre este ou aquele acontecimento no roteiro, para este post seria impossível não usar de exemplos do anime. Assim, se você planeja assistir ao anime e é do tipo de pessoa que não gosta de spoilers, é recomendado que pare a leitura por aqui. Se, por outro lado, você não poderia se importar menos com spoilers, tenha uma boa leitura. Feito o aviso, voltemos agora com a nossa programação normal o/

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