O que torna um personagem “humano”?

Dennou Coil // Ensaio 20/01/2017 1
Emoções, expressão facial, passatempos: algumas breve considerações sobre o que torna um personagem “humano”.

Dizer que um personagem é “humano” é um elogio bastante comum em análises e críticas. Normalmente, o termo é usado para dizer que o personagem é complexo e bem desenvolvido, que é fácil de se identificar e de simpatizar com ele, e não raras vezes o termo parece ser usado como sinônimo de “verossímil” ou “realista”. Mas como muitos desses termos cujo significado parece ser tratado como implícito, deduzível ou evidente, é raro vermos explicações detalhadas sobre o que a pessoa entende por “humano” em primeiro lugar. O que nos leva então à pergunta-título deste artigo: o que, afinal, torna um personagem “humano”?

Obviamente, eu só posso falar por mim. Diferentes pessoas podem apontar diferentes características e elementos que, para elas, tornam o personagem mais “humano”, e o próprio termo “humano” pode querer indicar uma série de coisas não exatamente contraditórias, mas também não exatamente idênticas, conforme expliquei no parágrafo anterior. O que já vale também uma nota: pessoalmente, eu entendo e uso o termo “humano” como sinônimo de “realista”, e ao longo de todo esse texto o leitor pode tranquilamente assumir os dois termos como intercambiáveis quando eu estiver me referindo a um personagem ou grupo de personagens.

Ainda assim, espero que esse texto seja interessante, e ajude o leitor a pensar de forma um pouco mais aprofundada sobre o que esse termo significa. Então vamos lá: assumindo que um autor queira fazer seus personagens o mais “humanos” possível, a que elementos e características eu acho que ele deveria se ater e por quê?

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