200 Posts no “É Só Um Desenho”: Um Pouco Sobre Meus 3 Anos Como Blogueiro

Conforme me sento para escrever este texto, não posso deixar de pensar se não há algo de pretensioso em escrever sobre este blog e – por extensão – de certa forma também sobre mim. Será que há quem se interessaria por um texto assim?

Verdade é que se público fosse uma preocupação de fato eu não escreveria metade das coisas que escrevo para o blog. Boa parte das minhas reviews são de animes e mangás com os quais poucas pessoas se importam, e boa parte dos meus ensaios são de temas que não costumam estar na moda. Eu escrevo sobre o que quero escrever, assim surgiu este blog e assim ele segue até hoje.

Ao mesmo tempo, eu acho que há algo de pretensioso em qualquer autor. Acreditamos que nossas ideias e opiniões possuem valor, e que merecem ser compartilhadas e divulgadas: e deixamos para o público decidir se estamos certos ou errados.

Foi em agosto de 2014 que eu comecei este blog, e três anos depois com este texto eu atinjo a marca dos 200 posts publicados. Claro, entre eles estão textos como informes, divulgação de links e outros que não exatamente se configuram como artigos. Mas o número ainda me parece ideal para aproveitar o momento e refletir um pouco sobre a trajetória do blog.

Interessará a alguém? Bom, isso já é com vocês.

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Conheça Evillious Chronicles: uma Dark Fantasy que vai da Criação ao Apocalipse

A história que começa na floresta.
A história que começa na floresta.

Sete Recipientes de Pecado, espalhados no mundo pelos Gêmeos Malditos. Duas feiticeiras, que agora batalham pelos recipientes, atravessando as eras em busca de seus próprios objetivos. Um reino milenar, criado pelos quatro deuses, que deveria purificar a Malicia: o Terceiro Período. E agora, conforme o ano mil se aproxima, quatro finais possíveis despontam no horizonte do tempo: Morte, Julgamento, Punição e Utopia. Se estas linhas bastaram para pelo menos atiçar a sua curiosidade, siga com a leitura e venha conhecer um vasto mundo, habitado pelos mais variados personagens. Uma franquia multimídia, que começou com uma série de músicas: Evillious Chronicles.

Agora, já faz um bom tempo que eu queria dedicar um texto a esta série, mas nunca soube realmente que texto fazer. A série ainda não acabou, então fazer uma review dela estava fora de questão. Talvez fizesse uma lista, afinal, é como eu disse: ela começou como uma série de músicas. Mas eu duvido que uma lista do tipo “as minhas músicas favoritas de Evillious Chronicles” fosse ser útil para qualquer um. Pensei, então, em fazer uma lista com as músicas mais importantes para entender a história, mas escolher apenas 10 se mostrou uma tarefa hercúlea. Assim, chegamos a este texto: um que não se encaixa em nenhum quadro do blog, um artigo especial só para apresentar a você esta série. De uma chance e leia até o final: você pode se surpreender com o que vem pela frente.

Ah, e enquanto lê, que tal uma das músicas para ficar ao fundo: Canção de Ninar Mecânica 7 – Sete Crimes e Castigos

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Alguns pensamentos sobre o “mimimi”.

Este post vai ser um pouco diferente dos demais do blog. Enquanto eu normalmente tento me prender a assuntos relacionados diretamente com anime, mangá e cultura pop japonesa num geral, este post vai ser sobre um problema que, embora não diretamente ligado com esses assuntos, eu vejo que vêm afetando também muito os grupos de debates e discussões sobre anime, mangá, etc. Então vamos lá: eu tenho certeza que, se você participa de algum grupo de discussões e debates, seja em alguma rede social, fórum, ou sei lá, você já disse ou viu alguém dizer algo como “isso é puro mimimi”[1]. Em fato, este “argumento” vêm se tornando mais e mais comum. Sempre que algum debate é levantado e as opiniões se dividem, ele acaba vindo à tona. Existe uma piada popular na internet que diz que quanto mais longa for a discussão, maiores as chances de alguém ser comparado a Hitler. Eu acho que esta piada pode ser atualizada: quanto mais longa for a discussão, maiores as chances de alguém dizer que a outra parte está de “mimimi”.

Mas verdade seja dita, o “argumento do mimimi”, como eu poderia chamar, é apenas uma faceta de um ponto maior, que aparece nas mais diversas formas. Quantas vezes você já não ouviu falar que um dado assunto “não se discuti”? Seja ele sobre religião, política, time de futebol, vira e meche a frase “isto não se discuti” aparece num debate. Ou, ainda, quantas vezes você, leitor, não ouviu algo como “ah, que discussão inútil”? Novamente, é uma frase que aparece com bastante frequência em discussões. Todas estas frases, e nelas eu incluo a já mencionada “isso é puro mimimi”, são apenas variações de uma estratégia argumentativa que visa “vencer” a discussão atacando a própria validade da discussão. O que é, para dizer o mínimo, uma estratégia injusta. Ao se usar deste tipo de argumentos, a contestação inicial (aquela chamada de “mimimi”) é ignorada, juntamente com todos os argumentos que a embasam. Em suma: é um “argumento” que não prova que seu adversário no debate está errado, mas sim que você tão somente não deseja discutir. É uma falácia. Mas convenhamos que falar apenas isso deixaria o post curto demais. Então, nos próximos parágrafos eu vou fazer algumas colocações sobre algumas das variantes dessa falácia e porque, na minha opinião, estes “argumentos” não devem ser usados. Então vamos lá.

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