Hiroki Azuma – Otaku: Japan’s Database Animals

Lançado originalmente no Japão em 2001, Dobutsuka-suru Postmodern: Otaku Kara Mita Nihon Shakai é uma exploração da pós-modernidade através de uma análise da subcultura otaku. Escrito por Hiroki Azuma, o livro aplica conceitos como o “simulacro”, do sociólogo e filósofo francês Jean Baudrillard, e a “animalização”, do filósofo francês Alexandre Kojève, ao que seu autor delimita como sendo a “cultura otaku”. Através desse exercício, Azuma procura entender a humanidade da era pós-moderna, chegando a conclusões tão assertivas quanto fascinantes. Vale dizer, no entanto, que o livro foi escrito com o específico intento de ser acessível ao grande público, de forma que seu autor muito bem explica cada termo e teoria necessários para entender a sua argumentação. Em 2009, o livro recebeu a sua primeira tradução para o inglês pelas mãos de Jonathan E. Abel e Shion Kono. Essa versão, rebatizada como Otaku: Japan’s Database Animals, pode ser encontrada tanto para importação pela Amazon, quanto para leitura online pelo Google Books.

Agora, é importante também deixar claras as intenções deste texto. Longe de fazer uma análise, crítica ou resenha do livro de Azuma (algo que não julgo ter a expertise necessária para fazer), minha intenção aqui é tão somente a de tecer um breve resumo das principais ideias presentes em Otaku: Japan’s Database Animals, motivo pelo eu peço ao leitor para que não espere ver muito das minhas opiniões pessoais aqui. Meu intento com o texto é sobretudo trazer talvez um pouco das discussões levantadas no livro para o público otaku brasileiro, e portanto fica então o meu convite a que o leitor reflita e opine a vontade sobre as ideias aqui apresentadas.

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