[Vídeo] Uma Breve Indicação – Time Travel Shoujo

Mais novo vídeo do canal, desta vez para falar um pouco de um anime bastante ignorado de 2016 /o/ De minha parte, eu me surpreendi bastante positivamente com Time Travel Shoujo: Mari Waka to 8-nin no Kagakusha-tachi, e achei que já era hora de fazer uma indicação dele. E claro, se você já conhece o anime, confiram também a review completa dele aqui no blog.

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Review – Time Travel Shoujo: Mari Waka to 8-Nin Kagakusha-tachi (Anime)

Time Travel Shoujo // Review 10/02/2017 // 1
Time Travel Shoujo: Mari Waka to 8-Nin Kagakusha-tachi.

Eu já disse isso antes em outras reviews minhas, mas acho que é algo que vale a pena reiterar: uma obra qualquer (um filme, um livro, uma série…) ser para crianças não é um demérito, e nem isso deve ser usado como desculpa para se fazer uma obra ruim. Claro, é óbvio que a logística por trás de se fazer uma obra para crianças será diferente daquela de se fazer uma para adultos: públicos diferentes implicam em conteúdos, temas, técnicas, mesmo clichês diferentes, e não há nada de errado nisso. Ainda assim, é plenamente possível fazer algo bom e memorável para crianças, e mesmo de quando em vez saem aquelas obras legitimamente “para todas as idades”, capazes de agradar e encantar a crianças e adultos. O anime foco desta review é um destes casos: não apenas um bom anime “para crianças”, Time Travel Shoujo: Mari Waka to 8-Nin Kagakusha-tachi é um bom anime (ponto).

Com um título que se traduz por algo como “Garota que Viaja no Tempo: Mari, Waka e os 8 Cientistas”, a produção de 12 episódios do estúdio WAO World tem uma origem bem curiosa: ele é baseado em um livro didático de 1983, intitulado Jishaku to Denki no Hatsumei Hakken Monogatari, cujo autor é o educador Kiyonobu Itakura. O livro faz parte de uma série sobra variadas descobertas científicas, e se foca na questão do magnetismo e a eletricidade. Já o anime, sua premissa é a da nossa protagonista, Mari, descobrindo um misterioso livro capaz de mandá-la de volta no tempo, porém apenas para algumas épocas em específico e apenas durante um curto espaço de tempo. O que chama a atenção da garota ainda mais, porém, é a possibilidade desse livro estar ligado ao desaparecimento de seu pai, três anos atrás. Infelizmente, para falar mais desse anime eu terei de entrar em spoilers, então considere este o seu aviso. Se ainda não viu o anime, fica aqui a minha recomendação para que o faça: acredite, ele vale a pena.

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Review – Gallery Fake (Anime)

Gallery Fake // Review 02/09/2016 // 1
Gallery Fake

Quando eu comecei a assistir Gallery Fake, eu esperava, por falta de expressão melhor, o seu típico anime genérico para adultos. Personagens adultos, protagonista “badass” com um toque de “underdog“, formato episódico de “caso da semana”, aquele tipo de anime que mais te faz lembrar do espírito de seriados como CSI ou House, entendem? E, num geral, foi exatamente isso o que eu recebi. Não que haja ai qualquer problema, muito pelo contrário. Como eu disse, eu chamo de “anime genérico para adultos” por falta de um termo melhor, porque eu realmente gosto desse estilo de história. São, digamos, uma interessante lufada de ar fresco em meio a tantos animes de crianças ou adolescentes vivendo aventuras fantásticas ou romances idealizados. Não que Gallery Fake seja “realista” em qualquer sentido, podem apostar que não, mas digamos que esse tipo de anime tem um “charme” diferente dos demais. Mas tudo isso dito, enquanto pela maior parte ele foi exatamente o que eu esperava, em alguns pontos ele acabou se revelando ainda muito mais.

Mas falemos um pouco da obra em si. Lançado em 2005, o anime é uma produção do estúdio Tokyo Movie, sendo dirigido por Akira Nishimori e adaptando em 32 episódios ao mangá de mesmo nome, escrito por Fujihiko Hosono. Na história, acompanhamos ao dia a dia de Fujita Reiji, profundo conhecedor do mundo das artes, exímio restaurador e antigo curador do Museu Metropolitano de Nova York. Atualmente, Fujita dirige uma galeria na baia de Tokyo, a Gallery Fake, especializada em exibir cópias e falsificações. Porém, boatos correm que a galeria é apenas uma fachada para os seus verdadeiros negócios, envolvendo o mercado negro das finas artes. Infelizmente, para falar mais do que isso eu precisarei entrar em spoilers, então considere este o seu aviso. Se ainda não conhece o anime, vá dar uma chance a ele e provavelmente não irá se arrepender. 

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Uma Breve Análise – Gallery Fake: Arte que Permanece

Gallery Fake // Análise 28/08/2016 1
Gallery Fake

(Esta análise foi originalmente publicada na página do blog no facebook)

Conforme eu assistia Gallery Fake, anime de 2005, eu me peguei me perguntando: o que é “arte” pra esse anime?

Para dar algum contexto, em Gallery Fake acompanhamos o dia a dia de Fujita Reiji, especialista do mundo das artes, antigo curador do Museu Metropolitano, e que agora gerencia a Gallery Fake, uma galeria especializada em falsificações e cópias. Essa galeria, porém, é apenas uma fachada para os reais negócios de Fujita: compra e venda de arte no mercado negro.

Assim, seria de se esperar que o anime lidasse bastante com o que tradicionalmente chamamos de “arte”, especialmente “artes plásticas”: pintura e escultura. E enquanto ele de fato faz isso, ele de certa forma também vai bem além. Com um formato episódico, no qual em cada episódio temos o foco em uma obra de arte diferente, normalmente ligada ao drama pessoal do figurante da vez, pelo anime passam, sim, quadros e esculturas, mas também passam relógios, fotografias, caixas de musica, caleidoscópio, pinturas rupestres, bonecos, joias…

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