Debate – Objetividade na análise de animes [Parte 2] (Uma colaboração da Blogosfera Otaku BR)

Kino no Tabi // Debate 05/08/2016 // 1
“Can you end telling a story?”

Bem vindos de volta agora à segunda (e última) parte do debate com alguns dos membros da Blogosfera Otaku BR. Se você por acaso ainda não leu a parte 1, siga o link e de uma conferida em como a discussão chegou onde ela chegou. Porque enquanto na primeira parte nós discutimos mais a respeito de se é ou não possível analisar objetivamente aos animes (ou mesmo qualquer tipo de arte, conforme os argumentos levantados então), nesta parte a discussão irá mais para o lado de qual a utilidade, em primeiro lugar, de se analisar algo objetivamente ou não.

E para esta parte, temos mais um participante! Além dos já mencionados Vinícius Marino, do Finis Geekis; Vitor Seta, do Otaku Pós-Moderno; Fábio Godoy, do Anime 21; e Cat Ulthar, do Dissidência Pop; agora se junta à nós também o Kouichi Sakakibara, do Animes Tebane. E antes de passar, efetivamente, para a discussão, só queria dizer que mais uma vez foi um debate de bastante alto-nível, em termos de argumentos, respeito e conversação, e ao leitor eu espero que fique no mínimo a mensagem de que pessoas podem discordar sem quererem cair no pescoço umas das outras [rsrsrs]. Como da outra vez, se você ainda não conhece a Blogosfera Otaku, de uma olhada pelo link mais acima, e encerrados todos os avisos vamos então ao debate /o/

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Debate – Objetividade na análise de animes [Parte 1] (Uma colaboração da Blogosfera Otaku BR)

Kino no Tabi // Debate 03/08/2016 // 1
Um debate sobre a objetividade.

Eu vou começar este texto indo direto ao ponto: é possível julgar um anime ou mangá objetivamente? Ou, ainda, existem critérios objetivos para se dizer se uma obra do tipo é boa ou ruim? Ou é tudo puramente questão de gosto?

Na minha opinião, a resposta à primeira pergunta é um sonoro e categórico não. “Objetivo” implica, a meu ver, em algo fora da dimensão humana, e que por isso qualquer um, em qualquer lugar, quando apresentado às evidências, pode constatar. É objetivo que a gravidade, a força gravitacional, existe. É objetivo que a Terra gira em torno do Sol. É objetivo a existência material de algo, como uma árvore em um parque. Mas não é objetivo a pretensa qualidade de qualquer obrar de arte. Isso porque os critérios para definir o que faz ou não uma boa arte são subjetivos e estão em constante mudança.

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