Uma Rápida Review – The Sky Crawlers

Texto originalmente publicado na página do blog no facebook, em 09/04/17

Nessas reviews semanais de filmes eu já falei de alguns títulos que eu colocaria como medianos, ou talvez apenas levemente abaixo da média. Sky Crawlers, porém, é o primeiro desse quadro que eu chamaria realmente de RUIM.

Honestamente, esse filme tem tantos problemas que é até difícil saber por onde começar =T Vamos então com o ponto mais problemático: esse filme é um TÉDIO. “Nada acontece, feijoada” ainda seria superestimar a capacidade de engajamento desse filme. Pra um filme que se passa em um cenário de guerra (mais disso em breve) e com foco em pilotos de aviões, você esperaria algo um pouco mais agitado. Mas nop, a ação aqui é praticamente inexistente (com apenas 3 cenas de combate aéreo em todo o filme, nenhuma durante mais que 10 minutos), e em seu lugar temos uma tentativa de slice of life do povo de um dos hangares onde ficam os aviões de combate.

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Uma Breve Análise – Ghost In The Shell: Passado Sempre Presente

Ghost in the Shell // Análise 18/09/2016 1
Ghost In The Shell

(Esta análise foi originalmente publicada na página do blog no facebook)

Uma das coisas que eu mais gosto em Ghost In The Shell, e isso eu falo tanto para o filme de 1995, como para o anime de 2002, é que ele nunca é futurista “demais”. Ok, vamos explicar isso melhor.

Um dos problemas que eu tenho com a ficção científica é como, algumas vezes, encontramos mundo futuristas onde o passado parece simplesmente… Superado. Esquecido. Abandonado. Só que não é assim que as coisas funcionam. A invenção de novas tecnologias não implica necessariamente o abandono das antigas. Basta ver, por exemplo, que os livros não desapareceram com a invenção do iPad.

E mesmo que, de fato, a nova tecnologia se torne dominante, sempre haverá aqueles que, por um motivo ou outro, ainda se atrelam às antigas. Talvez porque não tenham a verba necessária para comprar a nova. Talvez por uma questão religiosa, ou mesmo política. Ou talvez porque simplesmente preferem a antiga, vide todos os fãs modernos do formato LP.

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Review – Tenshi no Tamago (Anime)

Tenshi no Tamago // Review 15/04/2016 // 1
Tenshi no Tamago

Com certa frequência, ao fazer a review de uma obra qualquer, eu acabo usando o adjetivo “única” para definir a obra em questão. Mas o que usar, então, ao topar com uma obra que é tão diferente, tão absurdamente díspar de tudo o que já vi, que mesmo a palavra “única” já não parece o suficiente para descrever o quão… bom, “única”, é a obra em questão? Sinceramente, eu não sei. Mas qualquer que seja essa palavra, ela certamente se aplica ao anime desta review. Uma produção da Tokuma Shoten [1], com direção de Mamoru Oshii, o OVA de 71 minutos Tenshi no Tamago foi lançado em 1985, e foi inicialmente um verdadeiro fracasso de vendas. Contudo, o tempo passou,  e hoje o filme é muito mais bem recebido. E dá para entender porque. Do ponto de vista artístico, incluindo ai elementos que vão da composição das cenas, passando pela arte (sobretudo a arte dos cenários), até o uso do simbolismo que permeia todo o filme, esta obra é claramente excelente, para dizer um mínimo. Mas dá para entender o inicial descontentamento, pois tudo o que filme tem de excelente em sua parte técnica e artística ele tem de praticamente inexistente em sua parte narrativa.

Tenshi no Tamago é a história de uma menina, cujo nome nunca chegamos a saber, que passa seu dia correndo por uma cidade, aparentemente deserta, com um enorme ovo por debaixo do vestido. Eventualmente, durante sua caminhada, ela acaba encontrando com um homem, do qual também nunca aprendemos o nome, que parece ser algum tipo de soldado ou militar. Falar mais do que isso, porém, irá exigir alguns spoilers. Agora, quem já leu outras reviews minhas deve saber que esta seria a parte em que eu recomendaria ao leitor que fosse assistir a obra antes de continuar a leitura. E eu meio que mantenho isso, mas desta vez é preciso fazer uma ressalva: esse filme não é para qualquer um. Honestamente, muito me surpreendeu que eu não tenha odiado esse filme. Acima de tudo, esse filme é uma experiência e uma experimentação áudio-visual e artística. Ele é extremamente confuso, e praticamente nada nele é explicado. Além disso, ele é lotado de simbolismos que podem ou não querer dizer alguma coisa sobre alguma coisa. É, é nesse nível… Honestamente, eu só digo que vale a pena dar uma chance porque é pouco mais de uma hora de filme, então não é como se você estivesse perdendo muito mesmo que acabe não gostando. E feitos todos os avisos, vamos à review.

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