Uma Rápida Review – Bakemono no Ko

Texto originalmente publicado na página do blog no facebook, em 19/03/17

Então… Filmes do Mamoru Hosoda tendem a ser bastante “hit or miss” pra mim. Eu amo Summer Wars, mas acho The Girl Who Lept Through Time legitimamente ruim. E correndo o risco de ser apedrejado [rsrs] eu vou dizer que não acho Wolf’s Children tudo o que falam não. Adicione a esse histórico o fato de que a maior parte das pessoas que falam de Bakemono no Ko tendem a dizer que ele é o pior filme do Hosoda, e eu estava com várias ressalvas sobre assisti-lo.

Mas, honestamente, eu gostei. Tipo, MUITO. Talvez seja o meu favorito do Hosoda, ou no mínimo um empate com Summer Wars. Pra um filme do qual eu não dava nada, foi uma ótima surpresa, embora pra ser bem sincero não me dá muito o que falar. Isso porque o filme é meio o que você já poderia esperar. A sinopse é a história de um garoto, Ren, que foge de casa após a morte da mãe. Ele é então encontrado por Kumatetsu, um Bakemono (monstro) de atitude ruim que toma o garoto para si como discípulo. Isso porque Kumatetsu quer competir para ser o próximo Grão-Mestre de sua região, e para tanto o Grão-Mestre atual disse que ele só poderia fazê-lo se tivesse ao menos um discípulo.

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Review – Summer Wars (Mangá)

Summer Wars // Review 16/07/2015 // 1
“Summer Wars”, volumes 1, 2 e 3. Editora JBC.

Em 2009 chegava aos cinemas japoneses o filme Summer Wars, do conhecido diretor Mamoru Hosoda, com animação feita pelo estúdio Madhouse. No filme, temos uma trama relativamente simples: Koiso Kenji, um garoto ensino médio com um talento anormal para matemática, é chamado por Shinohara Natsuki, sua veterana, para um “bico” de alguns dias, que aparentemente consistia em acompanhá-la em uma viagem ao interior. Animado com a ideia, ele aceita sem perguntar maiores detalhes, somente para depois descobrir que o verdadeiro objetivo de Natsuki era conseguir um namorado falso para apresentar à sua família no aniversário de 90 anos de sua bisavó. Mas ter de bancar o namorado será o menor dos problemas de Kenji. “Oz”, um mundo virtual que se tornou praticamente um sinônimo da internet, por meio do qual absolutamente tudo pode ser feito, de transações bancárias ao controle dos vários sistemas de uma cidade, desde o de transporte até o controle de emergências e a distribuição de água. Na sua primeira noite na casa dos parentes de Natsuki, Kenji recebe em seu celular uma sequência de mais de 2000 dígitos numéricos, com o título “resolva-me”. A decifrar o código e enviar sua resposta, Kenji tem sua conta em Oz roubada. Mas não apenas isso: o que ele acabara de decifrar era justamente o sistema de segurança de Oz, permitindo a alguém invadir e hackear o sistema. Agora, o mundo inteiro corre perigo enquanto o aparentemente inofensivo Oz se mostra a mais perigosa arma já desenvolvida.

Em um geral, o filme foi muito bem recebido pela crítica e pelo público, tendo um enorme sucesso não apenas no Japão como também em diversos outros países. Mas… Não estou aqui para falar do filme, como podem imaginar. Apenas três meses após a exibição do filme, uma versão em mangá, de autoria de Iqura Sugimoto, começou a ser serializada na revista mensal seinen Young Ace. O nome da adaptação se manteve como Summer Wars e a trama é virtualmente idêntica à do filme, tendo resultado em um total de 3 volumes, que chegaram a ser publicados no Brasil pela editora JBC em 2011. Bom, nesse momento alguns devem estar se perguntando porque eu pretendo falar do mangá, ao invés de fazer uma resenha do filme, que é a obra original. O motivo disso é porque, bem, o mangá é simplesmente melhor. Sim, trata-se de um daqueles raríssimos casos onde temos uma adaptação que efetivamente consegue superar a obra original, ao menos na minha opinião. Para falar mais a respeito eu vou precisar começar a entrar em spoilers, então acho melhor ir parando por aqui. Tanto o filme como o mangá são obras excelentes e bastante divertidas, que definitivamente valem a pena serem vistos, então vá dar uma conferida se ainda não o fez. Isso dito, spoilers a partir daqui, prossiga por sua conta e risco (rs).

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