Uma Rápida Review – Perfect Blue

Review originalmente publicada na página do blog no facebook, em 08/01/2017

Agora, eu tenho de ser bem honesto: eu não gosto do estilo do Kon. Para quem não conhece o diretor – já falecido, aliás -, as obras dele giram muito em torno da brincadeira com o que é real e o que é algum tipo de “ilusão” (desde ilusões de fato, loucura, até pura memória, por exemplo). E esse é realmente um estilo que não me agrada.

E… é, Perfect Blue é um filme bem “Kon”, não da pra negar. Ele ainda começa “normal”, como um thriller de suspense – o que ele se mantém até o final, não me entendam mal -, mas logo a coisa degringola para os campos mais malucos possíveis. Até porque a história é, em boa medida, essencialmente sobre a protagonista perdendo a sanidade aos poucos, conforme sucumbe às pressões da industria do entretenimento (passando de cantora Idol para atriz) e se sente em conflito entre o que ela de fato quer fazer e o que seria melhor para a sua carreira.

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Uma Rápida Review – Anne no Nikki

O Diário de Anne Frank. Poucos são aqueles que nunca tenham se quer ouvido falar dele – quer saibam do que se trata ou não. Um diário escrito por uma adolescente judia holandesa, narrando seu dia a dia enquanto vivia escondida das autoridades nazistas durante a ocupação da região, e que se encerra abruptamente quando ela, sua família e as demais pessoas que viviam com eles foram descobertos e levados para variados campos de concentração – para nunca mais retornar.

De certa forma, a própria existência de uma adaptação em anime dessa história é no mínimo curiosa. Há diversos animes que tratam da Segunda Guerra Mundial, sim, mas normalmente apenas da perspectiva japonesa. Uma história sobre o sofrimento daqueles baixo o julgo alemão – que eram, é válido lembrar, aliados dos japoneses durante a Guerra – fica então como no mínimo um ponto fora da curva. E que seja a segunda adaptação em anime da história é ainda mais curioso (a primeira é de 1979, a propósito).

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Review – Ginga Eiyuu Densetsu (Anime)

Ginga Eiyuu Densetsu // Review 05/05/2017 1
Ginga Eiyuu Densetsu

Ginga Eiyuu Densetsu (ou Legend of The Galactic Heroes, como ficou mais conhecido no ocidente). Dentre os animes, poucos títulos possuem o mesmo peso que este. Baseados na série de livros de ficção científica escrita por Yoshiki Tanaka, os 110 OVAs que perfazem a série foram lançados entre 1988 e 1997, em um total de quatro temporadas. A primeira delas, que vai do episódio 1 ao episódio 26, foi produzida pelos estúdios Artland e Madhouse, mas a partir da segunda temporada a produção ficou a cargo da Artland junto do estúdio Magic Bus. Em sua história, que se passa no distante futuro, Ginga Eiyuu Densetsu nos mostra uma galáxia dividida entre duas enormes nações em guerra: o monárquico Império Galáctico e a republicana Aliança dos Planetas Livres. O foco da trama, porém, é colocado em dois protagonistas, cada qual um militar de alta patente no exército de sua nação: respectivamente, Reinhard von Lohengramm e Yang Wen-li.

Mas não espere desta obra uma visão demasiado maniqueísta das coisas. Tematicamente falando, Ginga Eiyuu Densetsu é essencialmente sobre como cada sistema de governo pode ter as suas vantagens e desvantagens. Certamente que a ditadura pode trazer imenso mal ao povo quando seu governante é um déspota, mas é inegável que ela pode trazer mudanças muito mais rapidamente do que outros sistemas. Já a democracia representativa pode dar poder ao povo, mas se este só escolhe os mais corruptos, inaptos e egoístas, que vantagem trouxe esse poder? Perguntas do tipo são levantadas ao longo de toda o anime, sem nunca termos uma resposta realmente clara: é algo para cada um considerar. Mas antes de seguir em frente, eu vou parar por aqui para deixar o costumeiro aviso de spoilers: quem ainda não viu o anime, eu altamente recomendo que o faça.

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[Vídeo] Uma Breve Indicação – Gyakkyou Burai Kaiji

E no mais novo vídeo do canal, temos a recomendação de Kaiji, anime de 2007. Assista, e se gostar não deixe de curtir, compartilhar, e se inscreva no canal caso ainda não o seja ;) Ah, e se por acaso já conhece o anime, não deixe de conferir a review completa dele aqui no blog.

[Vídeo] Uma Breve Indicação – Allison to Lillia

Já assistiu o novo vídeo lá do canal? Se não, venha conhecer o divertido anime Allison to Lillia, na mais nova indicação do canal. E se gostar, não se esqueça de curtir o vídeo e se inscrever: tem vídeo novo todo sábado! E se pr ventura você já conhece Allison to Lillia, não deixe de dar uma lida na review do anime aqui no blog.

Review – Dennou Coil (Anime)

Dennou Coil // Review 23/09/2016 1
Dennou Coil

É difícil encontrar uma história que faça real jus à classificação de “livre para todos os públicos”. Os piores exemplos podem se mostrar um insulto à inteligência até de bebês de 3 anos, mas mesmo bons exemplos podem se mostrar bons apenas para o seu público alvo: normalmente crianças. O que não é um problema em si, e se as crianças estão recebendo um bom conteúdo acho que já é algo a se comemorar. Mas é preciso dizer: é incrivelmente satisfatório encontrar estas raras obras que realmente conseguem transcender o seu público alvo original, se revelando verdadeiramente livres para todos os públicos, ao menos em questão de idade. Lançado em 2007, Dennou Coil, uma produção original do estúdio Madhouse, dirigida por Mitsuo Iso, é um destes casos. Uma história que eu me sinto tentado a descrever como basicamente “Ghost In The Shell para crianças” (e acreditem: essa comparação se sustenta mais do que você talvez esteja imaginando).

Se passando no futuro próximo, onde a invenção de óculos de realidade aumentada cada vez mais atenua a linha que divide o real e o virtual, a história se foca na garota Okonogi Yuuko, que acaba de se mudar com sua família para a cidade de Daikoku. Logo, porém, ela descobrirá que essa cidade guarda muito mais segredos do que parece. Uma quantia anormal de “espaços obsoletos”. A existência de misteriosas criaturas virtuais conhecidas como “Illegals”. Uma entidade cujas lendas dizem ser capaz de levar a alma das pessoas para o “outro lado”. E estranhos acidentes relacionados aos óculos de realidade aumentada. Um anime que consegue manter um bom balanço entre a leveza infantil e a seriedade devidamente madura, essa é uma obra capaz de agradar à crianças e adultos por igual. Infelizmente, eu não posso falar muito mais do que isso sem começar a entrar em spoilers, então considere este o seu aviso. Se você ainda não viu este anime, fica aqui a minha recomendação. E dado o aviso, vamos à review.

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[Vídeo] Uma Breve Indicação – Dennou Coil

Mais novo vídeo do canal, desta vez, inaugurando um novo quadro: o “uma breve indicação”, vídeos de 1 a 2 minutos indicando um anime em específico. É mais uma garantia de que eu sempre terei algo para postar do que qualquer outra coisa, mas espero que gostem mesmo assim. o/

[Vídeo] Uma Breve Análise – One Punch Man

Mais um vídeo no canal do É Só Um Desenho, desta vez passando pra vídeo a análise de One Punch Man. Assista ai o vídeo, se gostar não deixe de curtir e compartilhar, e se inscrevam no canal para não perderem os próximos o/

Uma Breve Análise – One Punch Man: O Esforço Invisível.

One Punch Man // Análise 14/08/2016 1
One Punch Man

(Esta análise foi originalmente publicada na página do blog no facebook)

One Punch Man é possivelmente um dos animes mais populares dos últimos anos. Recebido praticamente como um clássico instantâneo, dada a popularidade do mangá, a adaptação para anime em 2015 certamente não deixou a desejar.

Com a premissa de um herói tão poderoso que vence a qualquer inimigo com apenas um soco, One Punch Man é uma divertida sátira de diversos clichês típicos dos shounens de batalha e das histórias de heróis num geral.

Mas sob a veste de uma sátira, One Punch Man traz consigo uma temática que, ainda que provavelmente a maioria já tenha notado, eu acredito que vale a pena comentar. Antes, porém, um aviso: spoilers menores à frente, então só continue lendo se você tiver assistido o anime ou não se importa com pequenas revelações do roteiro.

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Uma Breve Análise – Kaiba: Design Como Mensagem

Kaiba // Análise 07/08/2016 // 1
Kaiba

(Esta análise foi originalmente publicada na página do blog no facebook)

Kaiba, uma produção original de 2008 do estúdio Madhouse, certamente figura entre os animes com os designs mais únicos que eu já vi. Claramente inspirado no estilo cartoon americano, mas usando dele para construir uma história altamente provocativa e que instiga a reflexão, desde que eu vi a prévia do anime eu me perguntei qual o motivo de usar aquele traço.

Claro, a razão bem poderia ser “porque sim”. Não nego que nós, como espectadores, estamos um tanto quanto acostumados demais a um tipo bastante específico de design, e que qualquer artista pode – intencionalmente ou não – se desviar desse design “genérico” de “anime” sem precisar realmente dar qualquer satisfação. Isso dito, eu acho que existe alguma coisa por trás do caso de Kaiba.

No universo de Kaiba, as memórias de uma pessoa – e aparentemente mesmo a sua própria consciência – podem ser transferidas para um chip, que pode então ser passado de corpo a corpo. Essa é a própria premissa da série, que de certa forma já denuncia um ponto a ser levantado: a distinção entre o natural e o artificial.

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