[Vídeo] Como você se relaciona com os animes que assiste?


Comentando meu Top 3 – Parte 3: Aria


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Uma Rápida Review – Junkers Come Here

Junkers Come Here é um filme que, chuto eu, a maioria de vocês lendo esta review provavelmente nunca ouviu falar. E após tê-lo terminado, eu posso complementar essa primeira afirmação com uma outra: o que é uma pena. Uma história de premissa fantasiosa – uma garota e seu cão falante, que se declara capaz de realizar três “milagres” – sendo usada para tratar de um tema que não realmente se vê com tanta frequência assim nos animes: uma criança que precisa lidar com o iminente divórcio de seus pais.

Vamos começar com o que o filme tem de melhor. Seu cenário é um que já vimos à exaustão, mesmo em mídias ocidentais. Pais de classe alta que, imersos como estão em suas carreiras, acabam inadvertidamente negligenciando sua filha – e também um ao outro. Mas o que Junkers Come Here faz de interessante é adicionar um pouco de nuance a toda essa questão. A começar pelos pais, que ocupados como são nunca chegam a ser de fato negligentes, e podemos ver que eles se esforçam para estarem presentes na vida da filha, ainda que infelizmente falhando mais vezes do que provavelmente gostariam.

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Uma Breve Análise – Aria: Cenário Desgastado

Aria

No distante futuro, a humanidade finalmente veio a colonizar Marte, terraformando-o em um planeta azul similar à Terra. Rebatizando-o como Aqua, aqui se localiza a cidade de Neo Venezia, construída como uma réplica daquela que um dia existiu no planeta natal da humanidade. E é nessa cidade que encontramos as undine: gondoleiras que servem de guias turísticas para os visitantes da cidade.

Tal é a ambientação da série Aria, adaptação em anime do mangá homônimo de Kozue Amano. Ao longo das suas três temporadas, acompanhamos a jornada de três undine aprendizes: Akari, Aika e Alice, cada qual pertencendo a uma das três companhias de gondoleira presentes na cidade. E quem quiser mais informações, eu recomendo a minha review da série aqui no blog, ou então a minha análise dela lá no canal.

Nessa análise, eu quero falar um pouco sobre o cenário do anime. “Cenário” mesmo: os planos de fundo. Ou, mais especificamente, os prédios de Neo Venezia, que constantemente vemos ao fundo. Isso porque teve uma coisa neles que me chamou a atenção: quase sempre, são prédios desgastados. Ligeiramente sujos, com algumas rachaduras, um pouco do revestimento caído, e por ai vai.

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[Vídeo] Uma Breve Análise – Aria

E finalmente o canal volta à ativa. Sendo bem sincero, grande parte da minha decisão de voltar a ele se deve justamente ao anime dessa análise: Aria. Tendo se tornado um dos meus favoritos, é realmente uma obra que eu gostaria de compartilhar com o máximo de pessoas possível – e para tanto não há plataforma melhor do que o YouTube (por triste que talvez seja dizer isso…). Espero que gostem do vídeo, e claro, opiniões, críticas e comentários são sempre bem vindos o/

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Review – Aria (Anime)

Aria

Existem obras que são difíceis de se comentar, ou mais precisamente, que são difíceis de colocar em palavras a sua opinião sobre elas. Não tanto por uma falta de vocabulário, ou mesmo por uma falta de argumentos, mas mais porque às vezes parece que palavras simplesmente não fazem jus ao que você quer expressar – e acho que qualquer um que já tentou explicar a sua obra favorita para alguém vai se identificar com essa minha fala. Aria não chega a ser o meu anime favorito, mas eu o encaixaria confortavelmente no meu top 3. Na minha retrospectiva de 2017 eu disse que as três temporadas de Aria foram os únicos animes que eu vi naquele ano para os quais eu dei uma nota 10, e francamente falando se eu pudesse dar um 11 eu certamente o faria. Isso não é bem um argumento, eu estou só sendo um pouco hiperbólico para dizer o quanto eu amei essa obra, mas esse é um daqueles casos nos quais ser exagerado pode ser uma coisa boa. Talvez não diga muito sobre a qualidade da série em si, mas certamente diz bastante sobre o tipo de impacto que ela pode deixar. É o tipo de obra que eu recomendaria para qualquer um, valendo a pena conferir pelo menos o primeiro episódio, independente de qual seja o seu gosto.

Dando um pouco mais de contexto, a série é um slice of life com elementos de ficção científica e de fantasia, ambientada num planeta Marte terraformado e rebatizado como Aqua. Aqui temos a cidade de Neo Venezia, uma singela cópia da cidade que um dia existiu em Man-home, a nossa Terra, e onde gondoleiras chamadas “undine” conduzem os turistas pelas águas. Mizunashi Akari é uma aprendiz de undine, a única da companhia Aria, que tem como única outra empregada a undine profissional Alicia: uma das três maiores undines de Neo Venezia. Junto de Akari temos também Aika e Alice, ambas aprendizes de outras companhias, que levam seu dia a dia treinando para o dia em que se tornarão Prima Undine: gondoleiras profissionais. A obra começou como um mangá publicado por Kozue Amano, inicialmente intitulado Aqua e depois rebatizado como Aria. Em 2005, o estúdio Hal Film Maker lança a primeira adaptação da obra, Aria the Animation, que seria seguida no ano seguinte por Aria the Natural. A última das três temporadas vem em 2008, Aria the Origination, todas com direção de Jun’ichi Sato. E como sempre: spoilers a partir daqui.

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Review – Phi Brain: Kami no Puzzle (Anime).

Phi Brain: Kami no Puzzle
Phi Brain: Kami no Puzzle

Uma produção original do estúdio Sunrise, o anime Phi Brain: Kami no Puzzle começou a ser exibido em 2011, no canal japonês NHK Educational TV. Inicialmente uma única temporada com 25 episódios, o anime ganhou mais duas temporadas nos dois anos que se seguiram, chegando a um final definitivo em 2013 com um total de 75 episódios. Por si só, um feito nada desprezível. Com a enorme maioria dos animes sendo adaptações de mangás, light novels e, em menor quantia, games, animes originais são a exceção à regra. E são, também, uma enorme aposta. Enquanto a maioria dos animes já vai ao ar com a obra original tendo uma fanbase consolidada, animes originais raramente dispõem de mais do que seus trailers para atrair atenção para si. Por conta disso, normalmente vemos animes originais com uma média de apenas 12 a 25 episódios, podendo ou não receber continuações a depender da popularidade. Para ter recebido mais duas temporadas de 25 episódios (exibidas, ainda, em intervalos de menos de um ano uma da outra), Phi Brain certamente deve ter atraído bastante atenção para si. Então… sobre o que é esse anime?

Bem, dar uma sinopse para esse anime é um pouco complicado, basicamente porque cada uma de suas três temporadas funcionam relativamente bem de forma isolada, com cada uma tendo sua própria trama central, com começo, meio e fim. Todas as tramas, porém, se resolvem em torno de uma temática principal: o protagonista, Daimon Kaito, e seu grupo de amigos e aliados tendo de resolver puzzles mortais a fim de salvar o mundo de alguma organização maligna. Agora, para quem não sabe, a palavra “puzzle” é uma palavra inglesa que não possui um correspondente preciso em português. Normalmente traduzido como “quebra cabeças”, a palavra na verdade pode implicar em qualquer jogo de estratégia, desde um sudoku até um jogo de xadrez. E Phi Brain certamente sabe se aproveitar dessa definição ampla. Ao longo da série, vemos desde jogos simples até verdadeiros labirintos de tamanho faraônico. Cada puzzle, porém, diferente do anterior, ao menos em algum aspecto. E se você não adivinhou ainda, eu vou deixar claro de uma vez: esse anime tem como único propósito mostrar o quão incrível é o protagonista, o colocando para resolver enigmas dos mais complexos que se pode imaginar. E isso é tudo o que eu vou dizer por hora. A partir deste ponto, haverão spoilers pesados para a série como um todo, então, se decidir continuar, esteja avisado.

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