[Vídeo] Uma Breve Análise – Aria

E finalmente o canal volta à ativa. Sendo bem sincero, grande parte da minha decisão de voltar a ele se deve justamente ao anime dessa análise: Aria. Tendo se tornado um dos meus favoritos, é realmente uma obra que eu gostaria de compartilhar com o máximo de pessoas possível – e para tanto não há plataforma melhor do que o YouTube (por triste que talvez seja dizer isso…). Espero que gostem do vídeo, e claro, opiniões, críticas e comentários são sempre bem vindos o/

Continuar lendo

O apelo do slice of life: muito mais do que histórias sobre nada.

Falemos um pouco sobre o slice of life.

Como definir o slice of life? Sendo um texto que busca expressar o apelo do gênero, defini-lo certamente seria útil. Afinal, seria bom sabermos sobre o que estamos falando antes de começarmos a listar seus méritos, não? Mas aqui um detalhe interessante: falando estritamente do gênero tal como ele se aplica ao anime e mangá (como falarei ao longo de todo este texto, salvo explicitado o contrário), ainda que ele seja um dos mais prolíficos nessas mídias, ele é também um bem mal definido. Digo, todo mundo parece ter uma vaga noção de o que caracteriza o slice of life, mas comparando diferentes definições fica claro que, enquanto há alguns pontos de intersecção, há também bastante discordância. Toda definição que encontrei me pareceu de alguma fora insuficiente, e se de um lado temos o povo que imediatamente associa o gênero com “garotas fofinhas fazendo coisas fofinhas”, de outro temos definições tão ridiculamente amplas que permitem que mesmo Mob Psycho 100 seja listado como um “slice of life” em sua entrada no My Anime List. Ao mesmo tempo, não é como se eu tivesse uma definição melhor…

É um assunto complicado, e um ao qual eu irei voltar muito em breve. Mas para fechar essa introdução, toda essa problemática sustenta – e mesmo ilustra – muito bem o ponto que eu queria fazer com este texto: o de que amplo como é o gênero, as razões pelas quais alguém pode gostar de um slice of life são bem mais variadas do que “garotas fofinhas”, ao mesmo tempo que o gênero em si é capaz de entregar histórias bem mais profundas, mesmo bem mais complexas (ao menos em questões temáticas), do que o popular jargão de serem histórias sobre “nada”. Sim, o slice of life é um gênero que lida com o mundano, mas dito isso: 1) o que exatamente esse “mundano” significa pode variar enormemente de obra a obra (novamente, para este texto estou falando do slice of life como ele configura entre os animes e mangás somente), e 2) mesmo partindo dessa premissa ainda é possível criar toda miríade de histórias interessantes, provocativas, ou mesmo puramente divertidas. E dito tudo isso, vamos então abrir a caixa de pandora.

Continuar lendo

Review – Aria (Anime)

Aria

Existem obras que são difíceis de se comentar, ou mais precisamente, que são difíceis de colocar em palavras a sua opinião sobre elas. Não tanto por uma falta de vocabulário, ou mesmo por uma falta de argumentos, mas mais porque às vezes parece que palavras simplesmente não fazem jus ao que você quer expressar – e acho que qualquer um que já tentou explicar a sua obra favorita para alguém vai se identificar com essa minha fala. Aria não chega a ser o meu anime favorito, mas eu o encaixaria confortavelmente no meu top 3. Na minha retrospectiva de 2017 eu disse que as três temporadas de Aria foram os únicos animes que eu vi naquele ano para os quais eu dei uma nota 10, e francamente falando se eu pudesse dar um 11 eu certamente o faria. Isso não é bem um argumento, eu estou só sendo um pouco hiperbólico para dizer o quanto eu amei essa obra, mas esse é um daqueles casos nos quais ser exagerado pode ser uma coisa boa. Talvez não diga muito sobre a qualidade da série em si, mas certamente diz bastante sobre o tipo de impacto que ela pode deixar. É o tipo de obra que eu recomendaria para qualquer um, valendo a pena conferir pelo menos o primeiro episódio, independente de qual seja o seu gosto.

Dando um pouco mais de contexto, a série é um slice of life com elementos de ficção científica e de fantasia, ambientada num planeta Marte terraformado e rebatizado como Aqua. Aqui temos a cidade de Neo Venezia, uma singela cópia da cidade que um dia existiu em Man-home, a nossa Terra, e onde gondoleiras chamadas “undine” conduzem os turistas pelas águas. Mizunashi Akari é uma aprendiz de undine, a única da companhia Aria, que tem como única outra empregada a undine profissional Alicia: uma das três maiores undines de Neo Venezia. Junto de Akari temos também Aika e Alice, ambas aprendizes de outras companhias, que levam seu dia a dia treinando para o dia em que se tornarão Prima Undine: gondoleiras profissionais. A obra começou como um mangá publicado por Kozue Amano, inicialmente intitulado Aqua e depois rebatizado como Aria. Em 2005, o estúdio Hal Film Maker lança a primeira adaptação da obra, Aria the Animation, que seria seguida no ano seguinte por Aria the Natural. A última das três temporadas vem em 2008, Aria the Origination, todas com direção de Jun’ichi Sato. E como sempre: spoilers a partir daqui.

Continuar lendo