Uma Breve Análise – Yu-Gi-Oh! Duel Monsters: Filler Feito Certo

Quando fillers são uma inevitabilidade, como fazê-los?

Desde bem cedo na história da indústria do anime a relação deste com os mangás foi bastante estreita. E desde bem cedo, animes que tentaram adaptar mangás em andamento se depararam com um problema crucial: como cabe muito mais conteúdo em um episódio de anime do que cabe em um capítulo de mangá, é sempre apenas uma questão de tempo até que o primeiro alcance o segundo e fique sem o que adaptar. Como, então, proceder?

Ao longo da história foram pensadas diferentes soluções, e hoje a mais usual é a de se adaptar apenas uma parte do mangá, deixando um final inconclusivo e retomando a adaptação quando houver conteúdo suficiente no material original – isso se a primeira adaptação render bem, é lógico. No passado, porém, a ideia de simplesmente parar a transmissão do anime não era realmente muito agradável, o que levou outra solução para o problema: fillers.

O termo vem do inglês e significa “preencher”, referindo-se a conteúdo do anime (de pequenas cenas até arcos inteiros) que não está no material original, colocado ali com o objetivo de se ganhar tempo enquanto o mangá seguia em publicação. Uma prática, hoje, universalmente criticada, e não sem motivo. Fillers raramente eram tão bons quanto o material original, mas podemos dizer que isso nem era o maior problema.

Narrativamente, fillers eram quase sempre inúteis. Eles não podiam avançar muito a história, os personagens ou os seus objetivos, do contrário seria impossível retomar a adaptação de onde ela havia parado. Dessa forma, quase sempre era possível excluir os fillers de uma obra qualquer e absolutamente nada de valor seria perdido. Mas eis então que temos Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, um anime que mostra que esse não precisa ser sempre o caso.

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