Uma Rápida Review – Kaguya-hime no Monogatari

Texto originalmente publicado na página do blog no facebook, em 04/06/17

Nota: há também no blog uma review mais aprofundada do filme


Review de filme da semana /o/ Desta vez pegando talvez aquele que é O clássico moderno do estúdio Ghibli: Kaguya-hime no Monogatari. E olha… que filme!

Para quem não sabe, o filme reconta a já antiga lenda da princesa Kaguya, embora obviamente adaptando-a aqui e ali para responder a dilemas e questões mais modernas (muito semelhante ao que a Disney fez com seus primeiros clássicos, aliás). O essencial, porém, se preservou, o que garante uma história bela, mas também bastante triste em seu desfecho. Não vou dar mais detalhes, mas quem conhece a lenda sabe como ela termina.

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Uma Rápida Review – Tenkuu no Shiro Laputa

Texto originalmente publicado na página do blog no facebook, em 07/05/17

Review de filme da semana /o/ Desta vez pegando aqui outro grande clássico do estúdio Ghibli: Tenkuu no Shiro Laputa.

Eu fui para esse filme com expectativas baixas. Eu queria vê-lo, sim, mas como os dois últimos filmes do estúdio que eu vi não exatamente são obras que eu listaria como favoritas, eu não esperava grande coisa desse aqui. Mas olha, foi um ÓTIMO filme.

Para quem ainda não sabe do que ele se trata, a história começa quando o avião no qual está nossa protagonista, Sheeta, é atacado por piratas. Na fuga, a garota acaba caindo do avião, mas acaba sendo salva por uma pedra que carrega consigo no pescoço, que a faz cair com leveza e segurança em direção ao chão.

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Uma Rápida Review – Mononoke Hime

Texto originalmente publicado na página do blog no facebook, em 26/03/17

Quando eu decidi procurar assistir mais filmes do estúdio Ghibli, dois nomes me foram os mais recomendados: A Viagem de Chihiro e Princesa Mononoke. Dito isso, dada a minha reação a Chihiro, eu devo dizer que não estava com altas expectativas para Mononoke. Eu estava curioso, sim, mas não exatamente animado.

Depois de assistir, eu devo dizer que este sem dúvida é um BOM filme, em vários sentidos. Visualmente ele é lindo, e é impossível não apreciar o trabalho que certamente foi posto em cada detalhe dessa obra. Sua trilha sonora é, também, muito bem utilizada, variando do puro silencio até sons bem mais grandiosos, dando sempre o tom da cena.

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Uma Breve Análise – Aria: Cenário Desgastado

Aria

No distante futuro, a humanidade finalmente veio a colonizar Marte, terraformando-o em um planeta azul similar à Terra. Rebatizando-o como Aqua, aqui se localiza a cidade de Neo Venezia, construída como uma réplica daquela que um dia existiu no planeta natal da humanidade. E é nessa cidade que encontramos as undine: gondoleiras que servem de guias turísticas para os visitantes da cidade.

Tal é a ambientação da série Aria, adaptação em anime do mangá homônimo de Kozue Amano. Ao longo das suas três temporadas, acompanhamos a jornada de três undine aprendizes: Akari, Aika e Alice, cada qual pertencendo a uma das três companhias de gondoleira presentes na cidade. E quem quiser mais informações, eu recomendo a minha review da série aqui no blog, ou então a minha análise dela lá no canal.

Nessa análise, eu quero falar um pouco sobre o cenário do anime. “Cenário” mesmo: os planos de fundo. Ou, mais especificamente, os prédios de Neo Venezia, que constantemente vemos ao fundo. Isso porque teve uma coisa neles que me chamou a atenção: quase sempre, são prédios desgastados. Ligeiramente sujos, com algumas rachaduras, um pouco do revestimento caído, e por ai vai.

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Uma Rápida Review – Sen to Chihiro no Kamikakushi

Review originalmente postada na página do blog no Facebook, em 01/01/2017

A Viagem de Chihiro, talvez um dos mais conhecidos filmes do estúdio Ghibli, e justamente por isso o primeiro que eu quis assistir (porque é, eu meio que nunca vi nada do estúdio… me julguem :v ). E… É… É um filme legal… Eu acho.

Honestamente, antes mesmo de eu ver o filme eu já tinha uma boa expectativa do que iria encontrar: o seu típico filme “para toda a família”, para o bem e para o mal. E… É, Chihiro é exatamente isso: um filme para você reunir a família – especialmente as crianças – e assistir com um balde de pipocas na mão. Mas também, só isso.

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Uma Rápida Review – Mary to Majo no Hana

Um filme absolutamente mediano, bom para entreter crianças mais novas, mas não realmente servindo pra muito além disso. Em pouquíssimas palavras é assim que eu resumiria Mary to Majo no Hana, um filme que ainda bem poderia ser descrito como Tenkuu no Shiro Laputa encontra Majo no Takkyubin. E, francamente falando, um que não realmente sobrevive a um maior escrutínio.

Nossa história começa com a garotinha Mary, que se mudou para a casa da sua tia-avó, numa região campestre não identificada. Aparentemente, seus pais também irão se mudar para lá, mas a menina foi mandada primeiro para que não perdesse o início das aulas – e faltando ainda uma semana para elas começarem, a garota está basicamente morrendo de tédio.

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Review – Evillious Chronicles (Vocaloid)

Evillious Chronicles

Histórias mais tradicionais, ou melhor colocando, o tipo de histórias que pensamos quando nos referimos à ficção, costumam ser bastante fechadas em escopo. O binômio cenário e personagens geralmente obriga a ação a transcorrer em um espaço – físico e temporal – bem pequeno. E ainda que flashes de um mundo maior eventualmente sejam mostrados – um personagem que veio de outro continente, um flashback sobre décadas passadas – a história que importa, por assim dizer, normalmente segue bastante localizada. Mas e se você quiser uma história maior? E se quiser contar uma história que se passe, por exemplo, durante um milênio, e que não esteja restrita a uma só localidade ou ao ponto de vista de apenas um pequeno grupo de personagens? Esse, pra mim, foi um dos maiores atrativos da franquia Evillious Chronicles, uma que começou com uma série de músicas cantadas por vocaloids (sintetizadores de voz, como a Hatsune Miku ou os gêmeos Kagamine Rin e Len) e que viria a se desdobrar em livros, mangás, peças de teatro, e sabe-se lá quantos produtos derivados. Uma história que teve início em 2008, e que só veio a terminar dez anos depois, em 2018.

Ela começa literalmente no início dos tempos, com a criação do mundo no qual se passa a trama, e avança em uma cronologia de mais de um milênio até o eventual – e inevitável – apocalipse. Durante esse período, vemos diferentes civilizações se levantarem e ruírem. Tecnologias serem criadas e perdidas. Fatos se tornarem mitos, e mitos se tornarem folclore. Diferentes religiões, diferentes sistemas políticos, um mundo em constante mudança e habitado por um vasto elenco de personagens. Uma história que começa com a chegada dos deuses, avança até a liberação dos Sete Pecados no mundo, prossegue mostrando os efeitos que tais pecados tiveram ao longo dos séculos, e se conclui com a chegada dos quatro possíveis finais. Se quiser uma melhor introdução a essa franquia, eu recomendo o meu texto Conheça Evillious Chronicles: uma Dark Fantasy que vai da Criação ao Apocalipse, e se já quiser mergulhar de cabeça nela confira então a minha recente lista de 1o excelentes músicas de Evillious Chronicles. Aqui, eu trago a minha review dessa franquia, mais precisamente da enorme história que ela conta, então tenham em mente que haverá spoilers daqui em diante. E aos ficaram, vamos então em frente.

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