[Vídeo] Análise Comparativa – Kino no Tabi & Kino no Tabi (2017)

Mais novo vídeo do canal! Estreando, agora, um novo quadro: análises comparativas, onde a ideia é observar como dois ou mais animes lidam com um dado tema ou executam um dado princípio. E para começar, uma análise sobre como as duas adaptações da light novel Kino no Tabi lidaram com a sua estética – e porque a primeira soube usar desse recurso muito melhor do que a segunda. Venham conferir!

Uma Rápida Review – Steamboy

Texto originalmente publicado na página do blog no facebook, em 02/04/17

Steamboy é um filme que se destaca pelos seus planos de fundo. Ponto. São cenário cheios de detalhes, impressionantes sob qualquer critério que se queira colocar. O filme é do mesmo diretor de Akira, e se vende como uma espécie de “sucessor artístico” do mesmo (ou ao menos assim o trailer americano o colocou), algo que ele definitivamente entrega. Mas em absolutamente todo o resto… meu senhor…

A história em si começa quando o garoto Rey Steam recebe um pacote de seu avô, cientista que até então deveria estar fazendo pesquisas em Londres. No pacote, vem uma grande esfera de metal, junto de uma nota para não entregá-la a ninguém. Mas eis então que dois homens aparecem na porta de sua casa, querendo a esfera. Em meio a perseguições e toda sorte de desventuras, o jovem irá então descobrir para o que realmente serve aquilo, bem como em que tipo de pesquisas estavam metidos seu avô e seu pai.

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Uma Rápida Review – Redline

Review originalmente publicada na página do blog no facebook, em 13/02/2017

Redline é um filme que eu já tinha algum interesse em ver já tem um tempo, mas nunca realmente me importei de ir checar. Isso por conta de muito do que eu ouvia sobre a obra: a de que era espetacular visualmente, mas mediana pra baixo em praticamente todos os outros quesitos. O que… ééééé, tem lá seu grau de verdade.

O roteiro não é nada novo, sendo a sua típica história do esporte tomado pelos “poderosos” que manipulam os resultados, um protagonista metido nisso até o pescoço, mas que mesmo assim quer satisfazer a própria vontade de vencer e… É, basicamente a mesma história que você com certeza já viu antes e que sabe muito bem como acaba.

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Uma Rápida Review – Stranger: Mukoh Hadan

Review originalmente publicada na página do blog no facebook, em 23/01/2017

Pra ser bem sincero, eu não sei muito o que comentar. Bom, em primeiro lugar: sim, eu gostei, e me diverti bastante assistindo. Mas é o seu típico filme de ação de samurais. Não falando isso de forma pejorativa, e no final o filme entende MUITO bem o que ele é e entrega uma experiência gostosa pra passar a tarde.

A história é a sua típica história do samurai que decidiu abandonar a guerra, mas acaba se envolvendo com um inocente sendo perseguido e acaba ajudando e… é, não é o mais original dos roteiros. Mas em não tentar o ser, o filme pode se concentrar justamente no que faz uma boa obra de ação: personagens interessantes e lutas legais.

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Antiguidades – Momotaro Umi no Shinpei: O Primeiro Longa Metragem em Anime

Momotaro Umi no Shinpei

Foi em 12 de abril de 1945 que chegou aos cinemas japoneses Momotaro: Umi no Shinpei (Momorato: Sacred Sailors), que com 74 minutos de duração viria a se tornar o primeiro efetivo longa metragem japonês em animação. A bilheteria do filme, porém, não seria das melhores. Como nos conta o The Anime Encyclopedia, 3rd Revised Edition: A Century of Japanese Animation, nessa época as crianças já haviam sido evacuadas das cidades em direção às áreas rurais, ao passo que os adolescentes eram convocados para o trabalho nas fábricas. Estamos, afinal, em plena Segunda Guerra Mundial. A rendição alemã ainda levaria algumas semanas, ocorrendo em maio daquele ano, ao passo que a guerra em si só chegaria ao fim dali a cinco meses, em setembro de 1945.

A influência da guerra sobre o filme, porém, certamente não termina na sua bilheteria. Momotaro: Umi no Shinpei é o que se costuma chamar de um “filme propaganda”, e seu principal financiador foi ninguém menos que o Departamento de Informação da Marinha Imperial Japonesa. Nada de novo, é lógico. Arte propaganda foi e ainda é uma constante em qualquer guerra – e mesmo fora dela. Basta lembrar que foi em 1943, apenas dois anos antes, que a Disney lançou o curta Der Fuehrer’s Face, onde o Pato Donald vive uma terrível experiência como trabalhador do regime hitlerista, apenas para acordar e, ao se dar conta de que era apenas um pesadelo, agradecer a boa sorte de ser um cidadão americano. E esse curta ganhou um óscar.

Momotaro: Umi no Shinpei não foi o único anime propaganda que o Japão fez ao longo da Segunda Guerra, mas por seu tamanho fazê-lo um marco da animação japonesa ele acabou sendo o mais lembrado e o mais comentado. Sendo assim, vamos dar uma olhada nesse filme, dos seus antecedentes até o seu legado.

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Uma Breve Análise – Yu-Gi-Oh! Duel Monsters: Filler Feito Certo

Quando fillers são uma inevitabilidade, como fazê-los?

Desde bem cedo na história da indústria do anime a relação deste com os mangás foi bastante estreita. E desde bem cedo, animes que tentaram adaptar mangás em andamento se depararam com um problema crucial: como cabe muito mais conteúdo em um episódio de anime do que cabe em um capítulo de mangá, é sempre apenas uma questão de tempo até que o primeiro alcance o segundo e fique sem o que adaptar. Como, então, proceder?

Ao longo da história foram pensadas diferentes soluções, e hoje a mais usual é a de se adaptar apenas uma parte do mangá, deixando um final inconclusivo e retomando a adaptação quando houver conteúdo suficiente no material original – isso se a primeira adaptação render bem, é lógico. No passado, porém, a ideia de simplesmente parar a transmissão do anime não era realmente muito agradável, o que levou outra solução para o problema: fillers.

O termo vem do inglês e significa “preencher”, referindo-se a conteúdo do anime (de pequenas cenas até arcos inteiros) que não está no material original, colocado ali com o objetivo de se ganhar tempo enquanto o mangá seguia em publicação. Uma prática, hoje, universalmente criticada, e não sem motivo. Fillers raramente eram tão bons quanto o material original, mas podemos dizer que isso nem era o maior problema.

Narrativamente, fillers eram quase sempre inúteis. Eles não podiam avançar muito a história, os personagens ou os seus objetivos, do contrário seria impossível retomar a adaptação de onde ela havia parado. Dessa forma, quase sempre era possível excluir os fillers de uma obra qualquer e absolutamente nada de valor seria perdido. Mas eis então que temos Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, um anime que mostra que esse não precisa ser sempre o caso.

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Uma Breve Análise – Houseki no Kuni: Como Usar do Cliffhanger

Houseki no Kuni // Análise 25/12/2017 // 1
Phosphophyllite, a protagonista de Houseki no Kuni.

Houseki no Kuni começou como um mangá seinen escrito e ilustrado por Haruko Ichikawa, sendo publicado na revista Gekkan Afternoon desde outubro de 2012. Exatamente cinco anos após o seu início, em outubro de 2017 o mangá recebe uma adaptação para anime na forma de uma série de 12 episódios, produzidos pelo estúdio Orange e contando com a distinta característica de se utilizar largamente da computação gráfica: com um excelente resultado, diga-se de passagem.

Dizer que Houseki no Kuni eleva o nível do que podemos considerar um “bom CG” seria ainda subestimar a produção. Com cenários absolutamente estonteantes, movimentos de câmera inovadores e personagens cujos belos cabelos lustrosos só poderiam existir graças à computação gráfica, esse anime faz tudo o que eu elogiei no CG de Seikaisuru Kado enquanto ainda sendo um anime muito, muito melhor do que aquele foi. Mas… seria uma pena se isso cerceasse demais a discussão sobre essa obra.

Por ser o que mais chama a atenção, sobretudo em um contexto onde pouquíssimos animes se utilizam da computação gráfica de forma se quer passável, que dirá então boa, é normal que o que mais se comente sobre Houseki no Kuni seja justamente o quão excepcional ele é nesse quesito, um ponto fora da curva no que costuma terminar sendo um festival do vale da estranheza. Mas há muito mais que se possa ser dito deste anime, e justamente por isso – e por já ter falado sobre CG com Kado – eu decidi me focar aqui em um outro assunto.

Se você não sabe do que Houseki no Kuni se trata, o melhor que eu posso fazer em termos de sinopse é dizer que a trama segue uma série de pedras preciosas e semi-preciosas antropomórficas e imortais que, ao longo dos milênios, estão em constante conflito contra o Povo da Lua, seres misteriosos que descem à Terra para tentar levar essas gemas com eles. É um anime fantástico, e que definitivamente vale a pena conhecer, se ainda não o fez. E a partir daqui, spoilers correrão soltos, então sigam por sua conta e risco.

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Review – Ansatsu Kyoushitsu (Manga)

Ansatsu Kyoshitsu // Review 08/12/2017 1
Ansatsu Kyoshitsu. Capas dos volumes 1, 2 e 3

Então, aqui a premissa da história. Tudo começa quando 70% da Lua é destruído em uma explosão. Na Terra, uma criatura que mais parece um polvo antropomórfico de pele amarela assume a responsabilidade pelo desastre, e ainda diz que fará o exato mesmo com o planeta azul dali exatamente um ano. Tomando assim o mundo todo como refém, ele faz então uma exigência: ele gostaria de ser o professor de uma certa turma de alunos, e diz que, enquanto exercer a profissão, seus alunos ainda estariam livres para tentar assassiná-lo. Não querendo perder a chance de manter essa criatura em um lugar só, o governo japonês concorda, e é assim que a turma 3-E do colégio Kunigigaoka recebe seu mais novo professor, um capaz de se mover à uma velocidade 20 vezes mais rápida do que a do som, desviando de uma saraiva de balas enquanto ainda faz a chamada. Os alunos o apelidam de Koro-sensei, um trocadilho com as palavras sensei, “professor”, e korosenai, “impossível de matar”, e logo ele se provará o melhor professor que essa turma já teve.

Se tudo isso lhe pareceu um tremendo absurdo, você não está sozinho. Chamar a premissa de Ansatsu Kyoushitsu de “inusitada” ainda não lhe faria justiça. Mais conhecido no ocidente pelo título Assassination Classroom, o mangá é de autoria de Yusei Matsui, e foi originalmente seriado na revista Shounen JUMP entre 2012 e 2016, resultando em um total de 21 volumes além de uma adaptação para anime em duas temporadas, a primeira em 2015 e a segunda em 2016. Sucesso de público e de vendas, Ansatsu Kyoushitsu é certamente um ótimo mangá, que começa como uma excelente comédia e termina como uma montanha russa de emoções incrivelmente satisfatória, além de ainda trazer algumas temáticas bastante dignas de discussão. No Brasil, o mangá foi publicado na íntegra pela editora Panini, começando em 2014 e finalizando em 2017. Quem ainda não leu, fica aqui a minha recomendação, inclusive porque a review terá spoilers. E para os que ficaram, vamos então falar um pouco sobre esse mangá. Continuar lendo