Uma Breve Análise – Just Because: A Sutil Importância dos Círculos de Amizade.

Just Because

Você já teve a experiência de assistir um anime e achá-lo um tanto quanto… vazio? Não em conteúdo, temas ou ideias, mas em “vida” mesmo, como se as única pessoas que existissem naquele mundo fossem os personagens principais – e talvez meia dúzia de figurantes lá no fundo do quadro. Não tem nada de estranho em uma história ter um grupo central de personagens, boa sorte tentando escrever uma sem um, mas acho que existe uma linha que separa você ter um foco em um grupo de personagens de você ter esse grupo de personagens.

Just Because, de 2017, é um anime que me impressionou, dentre outras coisas, justamente por não cair nessa situação, mesmo com um roteiro que tende mesmo a favorecê-la. A história é sobre um grupo de cinco estudantes do ensino médio que estão agora nos seus últimos meses de colégio, com a faculdade e o mercado de trabalho já batendo às portas de cada um deles. É essencialmente um drama adolescente com elementos do slice of life e uma boa dose de romance, e como um todo uma produção bem sólida e bem fácil de recomendar.

Agora, quando o anime começa, esses cinco protagonistas são, quando muito, conhecidos uns dos outros. Estudam na mesma escola, alguns já haviam mesmo estudado juntos no ensino fundamental, mas num geral ninguém mantém uma relação próxima com ninguém. Como esses personagens vão se conhecendo melhor e formando lanços entre eles é basicamente a história desse anime, e em parte é o motivo pelo qual eu digo que é um cenário que poderia facilmente cair no que comentei no primeiro parágrafo.

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Retrospectiva 2017: O Melhor de um Ano que se Vai.

No começo de 2017 eu lancei duas listas dando a minha opinião sobre alguns dos títulos de 2016 que eu acompanhei, entre populares e ignorados, e eu planejava fazer disso um pequeno evento anual aqui no blog. Mas 2017 foi um ano… esquisito. Diferente de praticamente todo o restante dessa década, nesse ano nós não realmente tivemos algum grande hit imensamente popular, e mesmo aqueles animes que de fato ganharam fama parecem ter ganhado apenas em círculos bem particulares. Você não pode apontar para o anime mais popular de 2017 da mesma forma que você podia apontar para títulos como Boku Dake ga Inai MachiRe:ZeroYuri!! on Ice (sem esquecer Kimi no Na Wa) em 2016. Adicione a isso que muitos desses títulos populares-dentro-do-nicho eu não assisti – como Kemono Friends ou Eromanga-sensei – e eu meio que não tinha muito como seguir com a mesma fórmula de 2016.

Minha ideia posterior foi então fazer apenas a segunda lista, ainda que um pouco maior: 10 títulos relativamente ignorados que eu achei que mereciam maior notoriedade. Mas mesmo isso se provou um pouco difícil, não só em termos de escolher 10 animes do tipo, como também em termos de onde traçar a linha entre pouco conhecido e ignorado – como eu disse, 2017 foi um ano estranho. Mas diante desses problemas, que tal então algo diferente? Uma lista, ainda, sim, mas ao invés de 5 ou 10 entradas temos aqui alguns daqueles que se provaram os meus animes favoritos de 2017, separados de acordo com algumas categorias que o leitor logo verá por si mesmo, e incluindo ai uma que não normalmente vemos nesse tipo de texto, mas que eu acho mais do que válida.

Isso vai ser um artigo bem longo, obviamente, mas ei, um evento do tipo é só uma vez ao ano, afinal [rs]. Então peguem ai uma xícara de café (ou chá… ou leite… ou água, sei lá), sentem-se de maneira confortável e vamos aproveitar o brindar de um novo ano para lembrar o que aquele que passou nos trouxe: do bom e do não tão bom assim. Obviamente, tudo aqui nesse texto é apenas a minha opinião pessoal, e com isso dito vamos então à essa singela retrospectiva de 2017.

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Review – Mahoujin Guru Guru (Anime)

Mahoujin Guru Guru // Review 29/12/2017 1
Mahoujin Guru Guru

Em 1992, a revista Gekkan Shounen Gangan começava a seriar o mangá de Hiroyuki Eto Mahoujin Guru Guru. Em publicação até 2003, o mangá resultou em um total de 16 volumes encadernados, e teve sua primeira adaptação para anime já em 1994, pelo estúdio Nippon Animation. Essa adaptação correria por 45 episódios, sendo finalizada em 1995, e excetuando-se um filme de 30 minutos em 1996 a franquia só teria um novo anime em 2000, quando é lançado Doki Doki Densetsu Mahoujin Guru Guru, agora com 38 episódios e finalizando ainda em 2000. Com o fim do mangá, nove anos se passam antes que, em 2012, começa a ser seriada a continuação do mesmo: Mahoujin Guru Guru 2, em publicação até hoje. Assim, após todo este histórico nós finalmente chegamos na obra foco dessa review: o reboot de 2017 do anime, agora uma produção em 24 episódios do estúdio Production I.G.

Na trama, o Rei Demônio Giri acaba de se libertar após 300 anos selado. Partindo para derrotá-lo temos o relutante herói Nike e a ingênua, ainda que adorável, maga Kukuri, a última remanescente do clã Migu Migu, cuja magia, o Guru Guru, foi o que selou Giri no passado. Percorrendo dungeons, enfrentando monstros e fazendo novas amizades, ambos terão muito de evoluir antes de confrontarem o vilão final. E se isso pareceu um tanto quanto clichê e infantil, bom… esse é meio que o ponto. Mahoujin Guru Guru é uma paródia dos jogos de RPG do final do século passado, e uma muito bem feita, diga-se de passagem. É um anime hilário, que funciona mesmo para aqueles nada familiarizados com o gênero que está sendo parodiado (tipo eu). Uma recomendação fácil para literalmente qualquer um, tenham em mente que a partir daqui a review contará com spoilers da série toda.

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Uma Breve Análise – Houseki no Kuni: Como Usar do Cliffhanger

Houseki no Kuni // Análise 25/12/2017 // 1
Phosphophyllite, a protagonista de Houseki no Kuni.

Houseki no Kuni começou como um mangá seinen escrito e ilustrado por Haruko Ichikawa, sendo publicado na revista Gekkan Afternoon desde outubro de 2012. Exatamente cinco anos após o seu início, em outubro de 2017 o mangá recebe uma adaptação para anime na forma de uma série de 12 episódios, produzidos pelo estúdio Orange e contando com a distinta característica de se utilizar largamente da computação gráfica: com um excelente resultado, diga-se de passagem.

Dizer que Houseki no Kuni eleva o nível do que podemos considerar um “bom CG” seria ainda subestimar a produção. Com cenários absolutamente estonteantes, movimentos de câmera inovadores e personagens cujos belos cabelos lustrosos só poderiam existir graças à computação gráfica, esse anime faz tudo o que eu elogiei no CG de Seikaisuru Kado enquanto ainda sendo um anime muito, muito melhor do que aquele foi. Mas… seria uma pena se isso cerceasse demais a discussão sobre essa obra.

Por ser o que mais chama a atenção, sobretudo em um contexto onde pouquíssimos animes se utilizam da computação gráfica de forma se quer passável, que dirá então boa, é normal que o que mais se comente sobre Houseki no Kuni seja justamente o quão excepcional ele é nesse quesito, um ponto fora da curva no que costuma terminar sendo um festival do vale da estranheza. Mas há muito mais que se possa ser dito deste anime, e justamente por isso – e por já ter falado sobre CG com Kado – eu decidi me focar aqui em um outro assunto.

Se você não sabe do que Houseki no Kuni se trata, o melhor que eu posso fazer em termos de sinopse é dizer que a trama segue uma série de pedras preciosas e semi-preciosas antropomórficas e imortais que, ao longo dos milênios, estão em constante conflito contra o Povo da Lua, seres misteriosos que descem à Terra para tentar levar essas gemas com eles. É um anime fantástico, e que definitivamente vale a pena conhecer, se ainda não o fez. E a partir daqui, spoilers correrão soltos, então sigam por sua conta e risco.

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Anime Clips – Alguns dos Viodeclipes das Aberturas da Temporada (Outono / 2017)

Houseki no Kuni // Anime Clips 04/12/2017 1

Pergunta: quantos de vocês sabiam que é possível encontrar os videoclipes oficiais de diversas aberturas de animes, no YouTube, de forma perfeitamente legal? Considerando a pouca frequência com que eu vejo esse tipo de conteúdo ser compartilhado, eu chutaria que não muitos. Justamente por isso, já tem um tempo que eu venho pensando em uma forma de abordar o tema, mas sempre me soou meio complicado fazer isso em um post do blog. Digo, não é como se eu fosse ter muito o que escrever sobre esses videoclipes, considerando até a pouca familiaridade que eu tenho com a mídia, e fazer um artigo só com links para o YouTube me parecia, digamos, fácil demais para alguém que só publicava um texto por semana.

Dito isso, com dois artigos na semana fora o Café com Anime, sendo inclusive que toda a ideia disso é que um desses artigos seja mesmo um pouco menor e mais fácil de fazer, eu achei que valia deixar a antiga preocupação de lado e fazer um pequeno teste. Sim, este artigo é só alguns links para o YouTube, com alguns dos videoclipes que eu consegui encontrar que fossem referentes à abertura de um anime dessa temporada. Se a ideia der certo e receber uma boa resposta, eu talvez faça disso algo mais ou menos regular, com pelo menos um por temporada e talvez um ou outro extra com videoclipes de músicas de animes já finalizados há mais tempo.

Mas chega de preâmbulos e vamos de uma vez aos videoclipes. Botem ai os fones de ouvido, e espero que gostem das músicas o/

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Uma Breve Análise – Gamers: Como Criar Desentendimentos.

Gamers // Análise 16/10/2017 1
Nenhum clichê é ruim se você souber como utilizá-lo.

Dentre os tropes que mais me irritam na ficção, “constantes desentendimentos que poderiam ser resolvidos com uma simples conversa” é um que está bem próximo do topo da minha lista. Não diria que é que mais me irrita (acho que personagens femininas arquetípicas ainda tomam o primeiro lugar), mas definitivamente é um trope do qual eu prefiro distância. O que torna bastante surpreendente o fato de eu ter adorado um anime que se baseia exatamente nisso.

Anime de 2017 do estúdio Pine Jam, adaptando a light novel homônima escrita por Sekina Aoi e ilustrada por Saboten, a trama de Gamers! começa quando a idol do colégio, Tendou Karen, tenta convidar o introvertido Amano Keita para o clube de videogames da escola. O que começa de forma bastante inocente – mesmo um pouco genérica – logo, porém, espirala em uma constante de hilários desentendimentos amorosos envolvendo o quinteto principal da história.

Falando assim não parece grande coisa, e mesmo os primeiros episódios do anime não são exatamente uma obra prima, mas o saldo final dessa obra ainda é um bastante positivo, não apesar dos constantes mal entendidos, mas inclusive por conta deles e da forma como o anime os utiliza. Quem ainda não o assistiu eu definitivamente recomendo que ao menos dê a ele o teste dos três episódios, mas se quiser decidir após ler a análise fique a vontade: desta vez não há spoilers aqui.

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Uma Breve Análise – Re:Creators: Vocaloids, Originalidade e o Simulacro

Re Creators // Análise 09/10/2017 1
Qual o papel da originalidade na era do simulacro?

Eu quero já começar dizendo que essa análise vai ser um pouco mais densa e um pouco mais longa do que o normal. Mas Re:Creators abre tanta margem para discutir alguns assuntos em profundidade que eu não poderia fazer só alguns parágrafos curtos. Dito isso, eu ainda fiz o possível que o texto não fosse excessivamente confuso.

Vamos lá: para quem talvez não saiba, Re:Creators é a mais nova produção do estúdio Troyca, um anime original com roteiro de Rei Hiroe e direção de Ei Aoki. A premissa da história é a de que personagens das mais diversas mídias – anime, mangá, light novel, videogames – começaram a aparecer na Tóquio moderna, aparentemente trazidos pela misteriosa Princesa de Uniforme Militar. Quais os seus objetivos é um mistério que desvendamos conforme o anime avança, mas desde cedo uma coisa fica bem clara: se os personagens, aqui chamados Criações, não voltarem logo aos seus mundos, a própria realidade pode estar em perigo.

Agora, eu vou dizer que, modéstia à parte, eu provavelmente fiz o anime soar mais interessante do que ele realmente é. Ele tem bons momentos, mas que são exatamente isso: momentos. Há boas ideias e bons conceitos aqui, mas mais de uma vez a execução deixa a desejar. Não chega a ser um flop completo, mas digamos que a obra é, quando muito, mediana. Dito isso, ela levanta algumas questões que valem a pena comentar. Ah, mas antes, fica o aviso: spoilers a partir daqui, então sigam por sua conta e risco.

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Review – Sakura Quest (Anime)

Sakura Quest // Review 06/10/2017 1
Sakura Quest

Lançado em abril de 2017, Sakura Quest é a mais nova produção do estúdio P.A.Works a se focar no cotidiano de um grupo de jovens adultas. Com roteiro de Masahiro Yokotani e direção de Soichi Masui, nossa história começa quando Koharu Yoshino recebe uma proposta de emprego vinda do ministério do turismo da cidade interiorana Manoyama. A garota aceita com relutância: vinda ela própria de uma cidade pequena, seu grande sonho era fincar raízes na megalópole que é Tóquio, mas a dificuldade de conseguir um emprego na cidade a faz recorrer a pequenos bicos para pagar suas contas. O problema surge, porém, quando Yoshino descobre que a proposta é para um pouco mais do que um bico. Embora ela inicialmente acreditasse que seu trabalho seria breve – ela deveria posar como rainha do “Reino do Chupa-Cabra”, uma atração turística da cidade que já viu dias melhores -, logo a garota descobre que seu contrato deveria durar um ano. Surpresa, ela imediatamente tenta resignar de seu novo “posto”, mas acaba sendo convencida a ficar. Aqui começa um novo capítulo na vida de Yoshino, que será também um novo capítulo para a pacata cidade de Manoyama.

Ao longo do anime, somos introduzidos a uma miríade de outros personagens, quatro dos quais sendo as jovens que se tornam as “ministras” de Yoshino, cada qual com seus próprios talentos e problemas pessoais. E, é lógico, somos também apresentados à cidade, incluindo ai aos problemas e dificuldades pelos quais ela passa. É certamente um anime bem leve, mas nem por isso sem substância. Enquanto otimista em essência, ele ainda se mostra capaz de abordar desde questões tão tipicamente japonesas quanto os problemas advindos do envelhecimento populacional, como questões bem mais universais, como a busca de um local ao qual pertencer. A isso adicionamos os belos cenários que já se tornaram praticamente a marca registrada dos animes da P.A.Works, além de uma trilha sonora que, se não fenomenal em todos os seus momentos, ainda apresenta algumas músicas verdadeiramente marcantes. Uma obra descontraída e séria na medida certa, é um anime que vale muito a pena conferir. E aqui cabe o aviso de sempre: spoilers abaixo, então sigam por sua conta e risco.

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Café com Anime – Temporada de Outubro de 2017

Kino no Tabi Café com Anime 05 10 2017 1

E ainda outro quadro estreia aqui no blog! Pois é! Este, no entanto, bem diferente dos demais. Trata-se de mais uma colaboração entre eu, o Vinicius Marino, do Finisgeekis, o Fábio “Mexicano”, do Anime21, e o Gato de Ulthar, do Dissidência Pop. E desta vez a nossa proposta é a de conversas semanais sobre alguns dos animes que estreiam agora, na temporada de outubro de 2017 :D

E como isso vai funcionar? Bom, dentre a vasta miríade de animes que começam agora, nós selecionamos cinco dos títulos que nos parecem mais promissores: Animegaratis, Kino no Tabi: The Beautiful World – The Animated Series, Kujira  no Kora wa Sajou ni Utau (ou Children of the Whales) Mahou Tsukai no Yome (ou Ancient Magus Bride), e Shoujo Shuumatsu Ryokou (ou Girl’s Last Tour).

A cada semana, discutiremos o episódio da vez de cada um destes animes, sendo que cada blogueiro ficará encarregado de publicar uma destas conversas. Aqui, no É Só Um Desenho, vocês conferem nossas discussões sobre Kino no Tabi. O Vinicius, no Finisgeekis, publicará nossas conversas sobre Shoujo Shuumatsu Ryokou. O Gato, lá no Dissidência Pop, postará nossas discussões sobre Mahou Tsukai no Yome. E com o Fábio, lá no Animes21, vocês conferem os debates sobre Kujira no Kora e sobre Animegataris.

Mas enquanto esses animes não estreiam, nós decidimos fazer uma primeira conversa sobre as nossas expectativas para eles. E é isto que vocês podem ler abaixo! Então boa leitura e até breve o/

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Review – Tsuki ga Kirei (Anime)

Tsuki ga Kirei // Review 21/07/2017 // 1
Tsuki ga Kirei

Romance é um gênero que não costuma me despertar a atenção, em boa parte devido aos clichês sempre presentes. Francamente, histórias românticas tendem a ser bastante formulísticas, além de ridiculamente previsíveis. O casal principal se conhece – ou se reencontra, caso já fossem conhecidos -, se apaixonam sem nunca admitir um ao outro, algum tipo de desentendimento faz eles se afastarem, talvez apareça algum triângulo ou mesmo quadrilátero amoroso ai, e a história vai enrolar até o último minuto para encerrar quando os dois trocarem o primeiro beijo. Obviamente nem todas as obras do gênero irão seguir essa fórmula, mas a questão é que simplesmente me falta vontade de separar o joio do trigo. Não vejo porque assistir dezenas de histórias clichês na (talvez vã) esperança de encontrar algo diferente. Sobretudo porque, vale apontar, quando aparece algo diferente as pessoas normalmente comentam: e foi assim que eu conheci a maioria dos romances que efetivamente assisti.

Tsuki ga Kirei foi um caso do tipo. Anime original do estúdio Feel, com direção de Seiji Kishi e roteiro de Yuuko Kakihara, a obra foi bastante comentada justamente por fugir de diversos clichês do gênero. Sua história narra o romance que desabrocha entre Azumi Kotaro e Mizuno Akane, dois adolescentes introvertidos que estão às portas de entrarem no ensino médio. Se conhecendo em seu último ano de ensino fundamental, eles se apaixonam, se relacionam, e lentamente vão se abrindo cada vez mais um para o outro, resultando em um romance maduro, realista e bem trabalhado, além de absolutamente fofinho [rsrs]. Ideal para quem procura algo no gênero que saia um pouco daquelas convenções já tão abusadas, esse é um anime que eu definitivamente recomendo, sendo provavelmente uma das mais positivas surpresas que 2017 nos trouxe. Dito isso, spoilers a partir daqui, então siga por sua conta e risco.

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