[Vídeo] Como você se relaciona com os animes que assiste?


Comentando meu Top 3 – Parte 3: Aria


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Uma Breve Análise – Aria: Cenário Desgastado

Aria

No distante futuro, a humanidade finalmente veio a colonizar Marte, terraformando-o em um planeta azul similar à Terra. Rebatizando-o como Aqua, aqui se localiza a cidade de Neo Venezia, construída como uma réplica daquela que um dia existiu no planeta natal da humanidade. E é nessa cidade que encontramos as undine: gondoleiras que servem de guias turísticas para os visitantes da cidade.

Tal é a ambientação da série Aria, adaptação em anime do mangá homônimo de Kozue Amano. Ao longo das suas três temporadas, acompanhamos a jornada de três undine aprendizes: Akari, Aika e Alice, cada qual pertencendo a uma das três companhias de gondoleira presentes na cidade. E quem quiser mais informações, eu recomendo a minha review da série aqui no blog, ou então a minha análise dela lá no canal.

Nessa análise, eu quero falar um pouco sobre o cenário do anime. “Cenário” mesmo: os planos de fundo. Ou, mais especificamente, os prédios de Neo Venezia, que constantemente vemos ao fundo. Isso porque teve uma coisa neles que me chamou a atenção: quase sempre, são prédios desgastados. Ligeiramente sujos, com algumas rachaduras, um pouco do revestimento caído, e por ai vai.

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[Vídeo] Uma Breve Análise – Aria

E finalmente o canal volta à ativa. Sendo bem sincero, grande parte da minha decisão de voltar a ele se deve justamente ao anime dessa análise: Aria. Tendo se tornado um dos meus favoritos, é realmente uma obra que eu gostaria de compartilhar com o máximo de pessoas possível – e para tanto não há plataforma melhor do que o YouTube (por triste que talvez seja dizer isso…). Espero que gostem do vídeo, e claro, opiniões, críticas e comentários são sempre bem vindos o/

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Review – Aria (Anime)

Aria

Existem obras que são difíceis de se comentar, ou mais precisamente, que são difíceis de colocar em palavras a sua opinião sobre elas. Não tanto por uma falta de vocabulário, ou mesmo por uma falta de argumentos, mas mais porque às vezes parece que palavras simplesmente não fazem jus ao que você quer expressar – e acho que qualquer um que já tentou explicar a sua obra favorita para alguém vai se identificar com essa minha fala. Aria não chega a ser o meu anime favorito, mas eu o encaixaria confortavelmente no meu top 3. Na minha retrospectiva de 2017 eu disse que as três temporadas de Aria foram os únicos animes que eu vi naquele ano para os quais eu dei uma nota 10, e francamente falando se eu pudesse dar um 11 eu certamente o faria. Isso não é bem um argumento, eu estou só sendo um pouco hiperbólico para dizer o quanto eu amei essa obra, mas esse é um daqueles casos nos quais ser exagerado pode ser uma coisa boa. Talvez não diga muito sobre a qualidade da série em si, mas certamente diz bastante sobre o tipo de impacto que ela pode deixar. É o tipo de obra que eu recomendaria para qualquer um, valendo a pena conferir pelo menos o primeiro episódio, independente de qual seja o seu gosto.

Dando um pouco mais de contexto, a série é um slice of life com elementos de ficção científica e de fantasia, ambientada num planeta Marte terraformado e rebatizado como Aqua. Aqui temos a cidade de Neo Venezia, uma singela cópia da cidade que um dia existiu em Man-home, a nossa Terra, e onde gondoleiras chamadas “undine” conduzem os turistas pelas águas. Mizunashi Akari é uma aprendiz de undine, a única da companhia Aria, que tem como única outra empregada a undine profissional Alicia: uma das três maiores undines de Neo Venezia. Junto de Akari temos também Aika e Alice, ambas aprendizes de outras companhias, que levam seu dia a dia treinando para o dia em que se tornarão Prima Undine: gondoleiras profissionais. A obra começou como um mangá publicado por Kozue Amano, inicialmente intitulado Aqua e depois rebatizado como Aria. Em 2005, o estúdio Hal Film Maker lança a primeira adaptação da obra, Aria the Animation, que seria seguida no ano seguinte por Aria the Natural. A última das três temporadas vem em 2008, Aria the Origination, todas com direção de Jun’ichi Sato. E como sempre: spoilers a partir daqui.

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Review – Gallery Fake (Anime)

Gallery Fake
Gallery Fake

Quando eu comecei a assistir Gallery Fake, eu esperava, por falta de expressão melhor, o seu típico anime genérico para adultos. Personagens adultos, protagonista “badass” com um toque de “underdog“, formato episódico de “caso da semana”, aquele tipo de anime que mais te faz lembrar do espírito de seriados como CSI ou House, entendem? E, num geral, foi exatamente isso o que eu recebi. Não que haja ai qualquer problema, muito pelo contrário. Como eu disse, eu chamo de “anime genérico para adultos” por falta de um termo melhor, porque eu realmente gosto desse estilo de história. São, digamos, uma interessante lufada de ar fresco em meio a tantos animes de crianças ou adolescentes vivendo aventuras fantásticas ou romances idealizados. Não que Gallery Fake seja “realista” em qualquer sentido, podem apostar que não, mas digamos que esse tipo de anime tem um “charme” diferente dos demais. Mas tudo isso dito, enquanto pela maior parte ele foi exatamente o que eu esperava, em alguns pontos ele acabou se revelando ainda muito mais.

Mas falemos um pouco da obra em si. Lançado em 2005, o anime é uma produção do estúdio Tokyo Movie, sendo dirigido por Akira Nishimori e adaptando em 32 episódios ao mangá de mesmo nome, escrito por Fujihiko Hosono. Na história, acompanhamos ao dia a dia de Fujita Reiji, profundo conhecedor do mundo das artes, exímio restaurador e antigo curador do Museu Metropolitano de Nova York. Atualmente, Fujita dirige uma galeria na baia de Tokyo, a Gallery Fake, especializada em exibir cópias e falsificações. Porém, boatos correm que a galeria é apenas uma fachada para os seus verdadeiros negócios, envolvendo o mercado negro das finas artes. Infelizmente, para falar mais do que isso eu precisarei entrar em spoilers, então considere este o seu aviso. Se ainda não conhece o anime, vá dar uma chance a ele e provavelmente não irá se arrepender. 

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Uma Breve Análise – Gallery Fake: Arte que Permanece

Gallery Fake
Gallery Fake

(Esta análise foi originalmente publicada na página do blog no facebook)

Conforme eu assistia Gallery Fake, anime de 2005, eu me peguei me perguntando: o que é “arte” pra esse anime?

Para dar algum contexto, em Gallery Fake acompanhamos o dia a dia de Fujita Reiji, especialista do mundo das artes, antigo curador do Museu Metropolitano, e que agora gerencia a Gallery Fake, uma galeria especializada em falsificações e cópias. Essa galeria, porém, é apenas uma fachada para os reais negócios de Fujita: compra e venda de arte no mercado negro.

Assim, seria de se esperar que o anime lidasse bastante com o que tradicionalmente chamamos de “arte”, especialmente “artes plásticas”: pintura e escultura. E enquanto ele de fato faz isso, ele de certa forma também vai bem além. Com um formato episódico, no qual em cada episódio temos o foco em uma obra de arte diferente, normalmente ligada ao drama pessoal do figurante da vez, pelo anime passam, sim, quadros e esculturas, mas também passam relógios, fotografias, caixas de musica, caleidoscópio, pinturas rupestres, bonecos, joias…

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