[Vídeo] Análise Comparativa – Kino no Tabi & Kino no Tabi (2017)

Mais novo vídeo do canal! Estreando, agora, um novo quadro: análises comparativas, onde a ideia é observar como dois ou mais animes lidam com um dado tema ou executam um dado princípio. E para começar, uma análise sobre como as duas adaptações da light novel Kino no Tabi lidaram com a sua estética – e porque a primeira soube usar desse recurso muito melhor do que a segunda. Venham conferir!

Uma Rápida Review – Tokyo Godfathers

Review originalmente publicada na página do blog no facebook, em 05/02/2017

Sinceramente, eu não estava muito animado com isso, e quem sabe das minhas opiniões sobre as demais obras do Kon deve bem saber porque. Mas, enquete é enquete, então eu decidi assistir ao filme, cuja sinopse seria basicamente a de 3 sem-tetos encontrando uma bebê abandonada no lixo e decidindo partir em busca dos pais dela. E… é, meio que você recebe exatamente o que a premissa propõe.

Não tem realmente muito o que falar aqui. É uma história tipicamente “character driven”, onde o foco está no desenvolvimento dos personagens e resolução de seus conflitos, com cada um dos três protagonistas eventualmente confrontando os motivos que os levaram a estarem nas ruas. O que é bem feito, não entendam mal. É um BOM filme, gostosinho pra passar o tempo, pra ver com a família e por ai vai. Não a toa ele é muito citado em qualquer lista de animes para se assistir no natal.

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[Vídeo] Indicação – Futatsu no Spica

Vídeo da quinzena :D Agora uma singela indicação do excelente Futatsu no Spica: um anime que (quase) ninguém viu e que justamente por isso merecem mais atenção. Uma dessas pérolas que se perderam nas areias do tempo, ao ponto de hoje ser até difícil de encontrar legendado (alta qualidade então, nem pensar). Ainda assim, é um anime que vale muito a pena conhecer. E claro, caso já o conheça, não deixe de dar uma lida na review dele aqui no blog.

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Review – Futatsu no Spica (Anime)

Twin Spica

Chega a ser trágico como, com o passar dos anos, muitas boas obras vão caindo no esquecimento. Claro, muitas outras seguem sendo lembradas com bastante carinho por muitos – temos animes dos anos 1970 e para trás que seguem sendo apontados como grandes clássicos dessa mídia -, mas sempre haverá um ou outro que acaba se perdendo nas areias do tempo. Futatsu no Spica é um destes títulos: mesmo no exterior são poucos aqueles que se dedicaram a falar dessa obra, e os que fizeram tenderam muito mais a falar do mangá. O que tem lá algum sentido, é verdade. Escrito por Kou Yaginuma, ele foi publicado na revista seinen mensal Comic Flapper entre 2001 e 2009, resultando em um total de 16 volumes. Em contraste, o anime foi uma produção do estúdio Group TAC, com direção de Tomomi Mochizuki e roteiro de Rika Nakase, com uma duração de 20 episódios entre 2003 e 2004. Dos 89 capítulos do mangá, o anime adapta menos de 30, o que talvez explique porque os poucos que decidem falar dessa série o fazem comentando sobre o mangá.

Em termos de uma sinopse, nossa história em fato começa cinco anos antes, quando o foguete japonês Shishigo explode no ar após ser lançado, com seus restos caindo sobre a cidade de Yuigahama. No local do acidente estava a mãe de Kamogawa Asumi, a menina ainda apenas um bebê. Tendo a maior parte do corpo queimada, sua mãe entra em um como profundo, vindo a falecer cinco anos depois, sem nunca acordar. Após a cremação do corpo, Asumi decide levar as cinzas de sua mãe até um templo próximo, onde ela então encontra o auto-proclamado fantasma Lion. Logo descobriremos que ele é de fato um fantasma, o espirito de um dos astronautas que estava no foguete quando ele caiu na cidade. Lion e Asumi acabam formando uma singela amizade, e a garota declara que um dia ela se irá se tornar uma “motorista de foguete”, mas eu paro essa sinopse por aqui e deixo então o aviso de sempre: spoilers adiante. É um anime que eu altamente recomendo, um drama bem construído com personagens carismáticos, então se você não o assistiu ainda fica aqui a minha indicação.

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Review – Kino no Tabi: The Beautiful World (Anime)

Kino no Tabi
Kino no Tabi

Quando alguém decide contar uma história, normalmente seu enfoque é exatamente nisso: na história. É claro, muitas vezes o autor espera conseguir passar algo com aquela história, seja uma mensagem, uma moral, ou apenas um questionamento. Mas via de regra esta mensagem fica ao fundo da trama. O que realmente se destaca é a história: seus personagens, o mundo em que se passa, a trama que a move, etc. Mas existem alguns casos, raros é verdade, onde quase parece que o oposto se concretiza. Ao invés de termos uma mensagem ou questionamento que serve de “plano de fundo” à história, temos uma história na qual tudo nela parece servir ao propósito de passar uma mensagem ou questionamento. Lançado no ano de 2003, Kino no Tabi é um destes raros casos. Produzido pelo estúdio ACGT, e inspirado na série de light novels de mesmo nome escrita por Keiichi Sigsawa, este anime talvez seja um daqueles poucos títulos que mereceriam adjetivos como “filosófico”, “introspectivo” ou “profundo”.

Composto por 13 episódios, um OVA e dois filmes, o anime episódico acompanha a viajante Kino e sua motocicleta falante Hermes, conforme ambos viajam pelo mundo em que vivem. O objetivo de ambos é visitar o maior número possível de “países” (na prática parecem muito mais cidades-estados do que países de fato, mas deixa quieto rs), de forma que cada episódio se foca na chegada de Kino a um ou mais destes países, onde a dupla de viajantes sempre passa apenas três dias. Mas dessa premissa tão simples o que surge é uma vasta gama de questionamentos sobre os mais variados assuntos. Cada país que Kino visita é, antes de tudo, uma forma de levar o espectador a refletir sobre certos assuntos. Podem as pessoas realmente entenderem umas às outras? Poderia a democracia se converter em algo tão hediondo quanto a pior da ditaduras? O que realmente é a felicidade? Seria o estresse algo bom para os seres humanos? Estas e (muitas) outras perguntas são levantadas ao longo do anime, de forma que é quase certo que o espectador terá muito a pensar ao final de cada episódio. Se você ainda não viu esta série, eu fortemente a recomendo. Isto dito, o restante do post conterá diversos spoilers, então se você ainda não viu o anime e não gosta de revelações do roteiro, eu recomendo que pare a leitura por aqui.

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Kino no Tabi – Relativismo Cultural: Descritivo, Normativo e Epistemológico

Kino no Tabi // Análise 01/09/2014 // 1
Kino: uma viajante cujo único propósito é a própria viagem

Exibido nas televisões japonesas há já mais de uma década, no longínquo ano de 2003 (-q), Kino no Tabi foi inspirado na série de Light Novels de mesmo nome, de autoria de Keiichi Sigsawa. Com uma premissa bastante simples, o anime episódico segue as aventuras de Kino e sua motocicleta, Hermes, conforme viajam pelo mundo fantástico em que vivem. Com o objetivo de conhecer o maior número possível de diferentes países, Kino segue a regra auto-imposta de sempre passar exatamente três dias no país em que chega, acreditando ser este tempo suficiente para aprender o que for de mais importante sobre aquele país. Assim, ao longo da história vemos Kino conhecer e interagir com uma vasta gama de povos, cada qual com seus próprios costumes, tradições, e cultura. Um anime criado para instigar a reflexão no expectador, Kino no Tabi nos mostra o quão diversificado e diferente o mundo pode ser.

Antes de dar seguimento ao post, um aviso: haverá spoilers. Apesar de eu sempre tentar falar sobre o anime em linhas gerais, a fim de tratar sobre os assuntos que o anime levanta ao invés de sobre este ou aquele acontecimento no roteiro, para este post seria impossível não usar de exemplos do anime. Assim, se você planeja assistir ao anime e é do tipo de pessoa que não gosta de spoilers, é recomendado que pare a leitura por aqui. Se, por outro lado, você não poderia se importar menos com spoilers, tenha uma boa leitura. Feito o aviso, voltemos agora com a nossa programação normal o/

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