Então… o que vocês têm a dizer? (ou, Algumas palavras sobre feedback)

Sabem… Em pouco mais de  três anos e meio escrevendo para este blog, uma das coisas que pude constatar é o quão difícil pode ser para um criador de conteúdo conseguir um bom feedback daquilo que produz.

Claro métrica é algo relativamente fácil de se conseguir. Aqui no blog, o WordPress, mesmo em sua versão gratuita, me oferece alguns dados úteis, como o número de visualizações em um artigo qualquer. O YouTube é até um pouco mais generoso: posso mesmo ver se as pessoas estão assistindo os vídeos até o final ou parando no meio. Mas números podem dizer surpreendentemente pouco. Saber que um artigo X teve cinco, cinquenta ou cem acessos não vai me dizer quantas dessas pessoas o leram até o final. E saber que as pessoas estão assistindo a um vídeo Y apenas até a metade não me diz porque elas estão perdendo o interesse nele após esse ponto.

Comentários são, assim, a melhor fonte de feedback que um autor pode ter, mas mesmo eles não são livres de problemas. Em primeiro lugar, existe um bias inerente à qualquer seção de comentários, que atraem geralmente dois tipos de pessoas: aqueles que leram o texto (ou assistiram o vídeo) até o final, e aqueles que comentam só tendo lido a chamada (felizmente esse segundo tipo nunca me apareceu, nem aqui no blog nem no canal). Sendo assim, aqueles que abandonam o texto na metade ou que nem clicam nele em primeiro lugar seguem não contemplados.

Fora o fato de que comentários são sempre algo bastante pontual. Apontamentos quase sempre sobre aquele texto (ou vídeo) em específico. Elogiando. Contribuindo. Criticando. Raramente você irá encontrar um comentário mais “generalista”, um que fale sobre o blog ou o canal como um todo (e isso não só aqui: em praticamente qualquer plataforma).

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Omoide wa Okkusenman: Uma Música Nascida da Internet

Omoide wa Okkusenman é uma música no minimo curiosa.

Em si mesma, é uma canção que eu gosto bastante. Sua letra é uma mescla de nostalgia e melancolia, cantada do ponto de vista de um adulto que relembra alguns momentos de sua infância, jogando videogames e imitando o popular herói Ultraman Seven.

O contraste então se estabelece entre o passado idílico e o presente acelerado, conforme a criança de outrora se tornou um assalariado que constantemente corre contra o tempo. Que houve com os amigos de antigamente? O narrador não sabe dizer.

É um tema bastante batido, sem dúvida nenhuma. Mas um que sempre rende sobre o que se pensar. É evidente que ninguém pode permanecer uma criança para sempre. Crescer é necessário, bem como assumir cada vez mais responsabilidades. Faz parte.

Mas onde deste contrato há uma clausula demandando a infelicidade? Abandonar a infância precisa, necessariamente, ser também abandonar a alegria daqueles tempos? Se a nostalgia da música vem de referências a Ultraman e a Rockman (ou Mega Man, como é conhecido no ocidente), a sua melancolia vem justamente dessas últimas duas perguntas.

Como eu disse, é uma música que eu gosto bastante. Mas francamente falando, e enquanto eu aprecio a sua letra, diria que o que me faz gostar tanto dele nem é tanto a música em si, mas sim a história de como ela veio a ser.

Então deixem-me contar essa história.

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200 Posts no “É Só Um Desenho”: Um Pouco Sobre Meus 3 Anos Como Blogueiro

Conforme me sento para escrever este texto, não posso deixar de pensar se não há algo de pretensioso em escrever sobre este blog e – por extensão – de certa forma também sobre mim. Será que há quem se interessaria por um texto assim?

Verdade é que se público fosse uma preocupação de fato eu não escreveria metade das coisas que escrevo para o blog. Boa parte das minhas reviews são de animes e mangás com os quais poucas pessoas se importam, e boa parte dos meus ensaios são de temas que não costumam estar na moda. Eu escrevo sobre o que quero escrever, assim surgiu este blog e assim ele segue até hoje.

Ao mesmo tempo, eu acho que há algo de pretensioso em qualquer autor. Acreditamos que nossas ideias e opiniões possuem valor, e que merecem ser compartilhadas e divulgadas: e deixamos para o público decidir se estamos certos ou errados.

Foi em agosto de 2014 que eu comecei este blog, e três anos depois com este texto eu atinjo a marca dos 200 posts publicados. Claro, entre eles estão textos como informes, divulgação de links e outros que não exatamente se configuram como artigos. Mas o número ainda me parece ideal para aproveitar o momento e refletir um pouco sobre a trajetória do blog.

Interessará a alguém? Bom, isso já é com vocês.

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Conheça Evillious Chronicles: uma Dark Fantasy que vai da Criação ao Apocalipse

A história que começa na floresta.
A história que começa na floresta.

Sete Recipientes de Pecado, espalhados no mundo pelos Gêmeos Malditos. Duas feiticeiras, que agora batalham pelos recipientes, atravessando as eras em busca de seus próprios objetivos. Um reino milenar, criado pelos quatro deuses, que deveria purificar a Malicia: o Terceiro Período. E agora, conforme o ano mil se aproxima, quatro finais possíveis despontam no horizonte do tempo: Morte, Julgamento, Punição e Utopia. Se estas linhas bastaram para pelo menos atiçar a sua curiosidade, siga com a leitura e venha conhecer um vasto mundo, habitado pelos mais variados personagens. Uma franquia multimídia, que começou com uma série de músicas: Evillious Chronicles.

Agora, já faz um bom tempo que eu queria dedicar um texto a esta série, mas nunca soube realmente que texto fazer. A série ainda não acabou, então fazer uma review dela estava fora de questão. Talvez fizesse uma lista, afinal, é como eu disse: ela começou como uma série de músicas. Mas eu duvido que uma lista do tipo “as minhas músicas favoritas de Evillious Chronicles” fosse ser útil para qualquer um. Pensei, então, em fazer uma lista com as músicas mais importantes para entender a história, mas escolher apenas 10 se mostrou uma tarefa hercúlea. Assim, chegamos a este texto: um que não se encaixa em nenhum quadro do blog, um artigo especial só para apresentar a você esta série. De uma chance e leia até o final: você pode se surpreender com o que vem pela frente.

Ah, e enquanto lê, que tal uma das músicas para ficar ao fundo: Canção de Ninar Mecânica 7 – Sete Crimes e Castigos

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