Vale a pena ir em eventos de anime?

Vamos falar de eventos de anime.

Sendo franco, este é um tema do qual eu já queria tratar há algum tempo. Já tem um bom tempo que eu costumo ir esporadicamente a alguns eventos de anime, mangá e cultura pop japonesa, e no último ano e meio, mais ou menos, eu pude ir em diversos eventos do tipo em São Paulo capital e regiões próximas. Então este é um assunto sobre o qual eu venho refletindo já tem ai alguns meses, mas que eu preferi esperar um pouco para abordar. Isso porque havia um evento em particular que eu queria ir antes de me sentar para escrever este texto: o Anime Friends 2018.

Eu tinha dois motivos para essa espera, o primeiro deles sendo uma questão de perspectiva. Quase todo evento que eu fui em tempos recentes eram eventos pequeno com apenas um ou outro que eu poderia chamar de médio. Eu queria, portanto, a experiência de um evento grande e recente para ver como ele se compararia aos demais, se eu observaria nele os mesmos problemas daqueles menores ou não. E em segundo lugar havia a questão de que o Anime Friends mudou de direção, passando da Yamato para a Maru Dividions, e eu queria ver o que os novos donos da marca fariam com o evento antes de tecer qualquer crítica a seu respeito, positiva ou negativa (e justamente por isso eu quis esperar esse Anime Friends em particular, ao invés de apenas falar de memória de edições passadas).

Este texto será essencialmente uma série de apontamentos meus sobre esses eventos, tentando de alguma forma responder à já velha pergunta de se ainda vale a pena ou não ir a eventos de anime (uma tão velha, aliás, que faz eu pensar se a pergunta não deveria ser se algum dia valeu a pena em primeiro lugar, mas isso já é uma digressão). É preciso, porém, reconhecer as limitações do meu escopo: eu falo exclusivamente de eventos realizados na região da grande São Paulo, essencialmente, e eventos de anime, ainda por cima, então o que eu digo aqui talvez não represente a realidade de outras regiões do país ou de outros tipos de eventos geek e nerd (como aqueles voltados para games ou para quadrinhos).

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