Fullmetal Alchemist: Brotherhood – A Alquimia e a Busca Pela Pedra Filosofal

Uma não-tão-breve exposição sobre Fullmetal Alchemist e a Alquimia.
Uma não-tão-breve exposição sobre Fullmetal Alchemist e a Alquimia.

Originalmente lançado em 2001, na revista Gekkan Shounen Gangan, o mangá Fullmetal Alchemistde Hiromu Arakawa, possivelmente figura entre as obras mais famosas do meio otaku, além de ser bastante conhecido mesmo fora dele. Seu sucesso foi tanto que inspirou nada menos que duas adaptações em anime: a primeira, uma produção do estúdio Bones de 51 episódios, lançada em 2003, e a segunda, do mesmo estúdio, mas agora com 64 episódios (e seguindo mais fielmente ao mangá, ao passo que a primeira adaptação em dado momento desvia completamente a obra original), lançada em 2009. A história dos dois irmãos que tentaram a transmutação humana para reviver a sua falecida mãe, sofreram as consequências desse ato desesperado, e agora buscam pela lendária Pedra Filosofal para reaver seus corpos originais, portanto, já é bastante conhecida

Por conta disso, é inevitável que muitos otakus se sintam familiarizados com conceitos como a alquimia e a busca pela pedra filosofal. Mas é válido perguntar: o quanto de suas contrapartes reais (a ciência que imperou na europa medieval até em torno do século XVIII e a sua busca incessante pela transformação de metais comuns em ouro) Fullmetal Alchemist acerta? É a alquimia dentro do anime (e sim, para este texto eu irei tratar expecificamente do anime de 2009, Fullmetal Alchemist: Brotherhood, que adapta mais fielmente o mangá de 2001) próxima daquela que existiu no mundo real, ao menos em seus conceitos e ideias? E seria a verdadeira Pedra Filosofal próxima àquela apresentada no anime? Estas – e ainda outras – perguntas é o que iremos explorar ao longo deste texto. E sim, haverá spoilers, então considere isso antes de avançar. No mais, comecemos.

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Hourou Musuko – Identidade de Gênero e Transexualidade

Menino ou menina: de que é feito o gênero?
Menino ou menina: de que é feito o gênero?

Em março de 2011, chegava às televisões japonesas um anime que só pode ser descrito como único de seu tipo. Baseado no mangá homônimo de Takako Shimura, uma mangaka conhecida por suas obras envolvendo temáticas LGBT, Hourou Musuko (algo como “Filho Errante”, em tradução livre) é um anime de 12 episódios produzido pelo estúdio AIC e com direção de Ei Aoki, atualmente mais conhecido por seu envolvimento em séries como Fate/Zero e Aldnoah.Zero. E em sua trama somos apresentados ao dia-a-dia de duas crianças… diferentes, por assim dizer. Shuichi Nitori, protagonista do anime, é biologicamente um menino, porém demonstra um forte desejo por se tornar uma menina, tendo mesmo o hábito de usar roupas femininas sempre que possível. Yoshino Takatsuki, co-protagonista junto a Nitori, por sua vez, é seu completo oposto: biologicamente uma menina, apresenta um forte desejo de se tornar um menino, demonstrando mesmo intenso desgosto pela sua fisionomia feminina. Ao longo da história, acompanhamos a entrada destes dois no que seria o nosso equivalente a um “Ensino Fundamental II”, ou “Ginasial”, e observamos como eles interagem uns com os outros, quais seus círculos de amizade, bem como lentamente vão desenvolvendo de forma clara e precisa essa insatisfação para com o próprio corpo e como lidam com isso. E por simples que seja essa proposta, eu posso dizer que este é um dos melhores animes que eu já assisti, muito possivelmente entrando naquele pequeno rol de obras que chegam o mais perto possível de serem “perfeitas”.

Contudo, já adianto que este texto não será uma review. Inclusive porquê eu já escrevi uma, então quem quiser ver as minhas opiniões sobre este anime pode apenas seguir o link. Não, neste texto eu irei partir do anime para discutir aquilo que é a sua questão basilar, o assunto sobre o qual toda a obra está assentada: a transexualidade. O que é. O que não é. Porque existe. Como se manifesta. E, é claro, como o anime a aborda. E estejam avisados: esse texto será grande. Para tratar propriamente deste tema, vamos ter de falar de uma série de outros assuntos que perpassam as mais diversas áreas do conhecimento. Da psicologia à biologia. Da sociologia à história. Da antropologia à genética. Se queremos fazer justiça a uma temática que é em si absurdamente complexa (e bom, ao menos eu quero [rs]) fazer algo assim é o mínimo necessário. Então eu vou dizer isso agora: neste texto, eu irei tratar de assuntos que são, no mínimo, desconfortáveis para a maioria. Identidade de gênero, sexualidade, orientação sexual… Se você realmente tem problema com estas temáticas, talvez seja uma boa ideia ir ler algum dos outros textos deste blog. Além disso, dadas as temáticas apresentadas esse texto provavelmente seria mais indicado para aqueles com um pouco mais de idade, então eu vou recomendar bom senso por parte dos leitores. Finalmente, e como último aviso, haverá spoilers. Apesar de eu ter tentado evitar falar qualquer maior reviravolta do roteiro, não dá para falar sobre este assunto a partir do anime sem falar do anime, então se você ainda não viu Hourou Musuko e tem problemas com spoilers talvez seja melhor ir assistir a obra primeiro. E dados todos os avisos, vamos então começar.

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Ghost In The Shell S.A.C. – Do Efeito Copycat ao Stand Alone Complex

Sem título
“Major” Kusanagi Motoko, líder de operações da Seção 9

Originalmente publicado na revista Weekly Young Magazine, em 1989, o mangá de Masamune ShirowKōkaku Kidōtai, daria início à franquia que ficaria mundialmente conhecida pelo seu subtítulo: The Ghost In The Shell. Acumulando diversas adaptações, do cinema aos vídeo games, este post se focará sobretudo na série animada, Ghost In The Shell: Stand Alone Complex, escrita e dirigida por Kenji Kamiyama e produzida pelo estúdio de animação Production I.G. Na série, que teve sua primeira temporada em 2002 e a segunda em 2004, acompanhamos os agentes do Setor 9 de Segurança Pública do Japão, uma unidade especializada em contra-atacar atentados de cyber-terrorismo. Ambientada no Japão de meados do século XXI, onde a integração entre o corpo humano biológico e as máquinas chegou a níveis nunca antes vistos, a série foi geralmente bem recebida, sendo criticamente aclamada desde por sua animação e trilha sonora até pela história e ambientação realista, ao menos para os padrões de uma obra de ficção científica.

Mas deixemos agora as considerações sobre as alegadas qualidades do anime e nos centremos no foco deste texto: suas questões de fundo. Em ambas as temporadas, o anime levanta diversas questões (algumas de forma mais sutil do que outras), que vão da inteiração homem e máquina até questões de políticas de estado. Mas há uma questão que é central em ambas as séries. Tão central que justamente dá o nome ao anime: a ideia de um “Stand Alone Complex” (algo como “complexo que se levanta por si só”, em tradução livre). Ao longo deste texto, farei algumas explanações sobre o conceito tal e qual aparece na série, bem como algumas contra-partidas, tanto teóricas como práticas, que podemos encontrar no mundo real. Para tanto, obviamente será necessário recorrer à spoilers, então se você for do tipo que não gosta de qualquer forma de revelação de conteúdo, e ainda não viu o anime, eu sugiro que pare a leitura por aqui. Juntando todos os episódios das duas temporadas, a série conta com um total de 52 episódios, e certamente vale a pena ser vista, até mesmo para melhor entender as considerações que serão feitas aqui.

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Ergo Proxy – Raison d’Être e o Sentido Existencialista da Vida.

A cidade construída em um domo: Romdeau City
A cidade construída em um domo: Romdeau City

Chegando às televisões japonesas no ano de 2006, produzido pelo estúdio de animação Manglobe e dirigido por Shuko Murase (à época já tendo sido responsável por, entre outros projetos, o anime Samurai Champloo), Ergo Proxy foi, de modo geral, bastante aclamado. A história se passa no distante futuro, onde as condições climáticas e naturais da Terra se tornaram tão contrárias à vida que a espécie humana foi forçada a viver em Domos, enormes cidades construídas dentro de redomas climatizadas. Nesta cidade vive Re-L Mayer, investigadora incumbida de investigar uma série de assassinatos aparentemente relacionados com a incidência do vírus cogito, um vírus que dá aos AutoReivs (robôs autômatos de aspecto antropomórfico) a consciência, fazendo com que se rebelem contra as ordens de seus senhores humanos. Após ser chamada para investigar um caso desse tipo, Re-L presencia a existência de uma criatura estranha, de forma humanoide e incríveis habilidades sobre humanas, que depois a personagem viria a reconhecer como sendo um Proxy. Ao longo da história, seguimos a tragetória de Re-L em sua tentativa de entender o que são os Proxys, o que a leva em uma jornada pelo mundo devastado que a fará repensar os seus conceitos do mundo externo ao domo em que nasceu.

E agora eu deixo aqui os avisos de sempre: a postagem conterá spoilers, especialmente alguns spoilers referentes ao  final do anime. É altamente recomendado que se assista ao anime antes, não apenas para evitar levar spoilers como também para ter um melhor entendimento das coisas que falarei aqui. O anime tem apenas 23 episódios e certamente vale a pena ser visto. Isto dito, se você não pretende ver ao anime ou não se importa em levar spoilers, sinta-se a vontade para continuar. E aos que continuarem, eu desejo uma boa leitura ^-^

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[C]: Control – Desejo e Realidade: O Conflito Entre o Presente e o Futuro

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Masakaki, uma misteriosa figura que habita o Distrito Financeiro

Dirigido por Kenji Nakamura e produzido pela Tatsunoko Produções, em 2011 chegou às televisões japonesas o anime [C]: The Money of Soul and Possibility Control. Conhecido também como [C]: Control, ou mesmo apenas [C], a história de produção original (isto é, não embasada em qualquer mangá, light novel ou qualquer fonte prévia) acompanha o jovem estudante universitário Kimimaro. Sem grandes objetivos ou metas, com seu sonho para o futuro sendo conseguir uma vida estável, o maior problema que nosso protagonista enfrenta é uma constante falta de dinheiro. Isto até que aparece em seu apartamento a estranha entidade que se apresenta como Masakaki. Neste momento, ele faz à Kimimaro uma oferta no mínimo estranha: se o jovem estiver disposto a oferecer seu futuro como garantia, Masakaki conseguiria para ele grandes somas de dinheiro. Obviamente o garoto não acredita nele e praticamente o ignora, mas isso só dura até que Kimimaro olha sua conta bancária e percebe que havia recebido um grande depósito em dinheiro. Confuso e sem saber o que pensar, ele decide tentar sacar um pouco dessa quantia. Quando ele toca no dinheiro, o contrato é selado. Kimimaro se torna um Entrepreneur e deve agora lutar contra outros como ele na dimensão paralela conhecida como Distrito Financeiro. A vitória significa mais dinheiro, mas a derrota significa perder seu próprio futuro.

Agora, como de costume eu deixo aqui meu aviso de spoilers. Para esta postagem, eu irei tocar em muitos pontos referentes principalmente ao final do anime e, sim, haverão spoilers sobre o final como um todo. É altamente recomendado que se assista ao anime antes de seguir em frente com a leitura, caso você seja daqueles que não suportam receber qualquer tipo de spoilers. O anime tem apenas 11 episódios e certamente vale a pena conferir, embora não seja realmente necessário qualquer conhecimento prévio da obra para entender esta postagem em si. No mais, àqueles que decidirem continuar a leitura, seja por já conhecerem o anime, seja por não se importarem com spoilers, lhes desejo uma boa leitura o/

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Magi: The Labyrinth of Magic – Um Conto Maravilhoso

Capas dos volumes 1 e 2 de Magi: O Labirinto da Magia, pela editora JBC
Capas dos volumes 1 e 2 de Magi: O Labirinto da Magia, pela editora JBC

Publicado semanalmente na revista japonesa Weekly Shonen Sunday desde dezembro de 2009 (fun fact: apesar de seu nome, a revista é publicada às quartas feiras. Eu também não entendo), Magi: The Labyrinth of Magic é uma obra da autora Shinobu Ohtaka que vem se provando bastante popular entre os japoneses, chegando a receber o prêmio de melhor mangá shonen no 59º Shogakukan Manga Award. E, agora, a série recebe sua publicação no Brasil pela editora JBC, sob o título de Magi: O Labirinto da Magia, com o segundo volume tendo sido lançado no final de Agosto deste ano.

Com um mundo embasado nos contos de “As Mil e Uma Noites” (em japonês, “Sen’ichiya Monogatari”… Sim, eu vi esse fato inútil recentemente e quis colocar em algum lugar u.u), a história de Magi acompanha o trio Aladdin (Aladim na tradução da JBC), Alibabá (Ali Babá na tradução brasileira) e Morgiana, conforme viajam pelo seu vasto mundo, entrando em contato com as mais diversas potências e líderes políticos, perigos mágicos e humanos, dungeons repletas de tesouros, entre outros elementos. Com uma história já bastante vasta, cobrindo mais de 200 capítulos em mais de 20 volumes, para este post, porém, eu vou me focar nos dois volumes já lançados no Brasil, que em si encerram o primeiro arco do mangá. Então… É, não precisam se preocupar com spoilers muito pesados xD.

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Kino no Tabi – Relativismo Cultural: Descritivo, Normativo e Epistemológico

Kino: uma viajante cujo único propósito é a própria viagem
Kino: uma viajante cujo único propósito é a própria viagem

Exibido nas televisões japonesas há já mais de uma década, no longínquo ano de 2003 (-q), Kino no Tabi foi inspirado na série de Light Novels de mesmo nome, de autoria de Keiichi Sigsawa. Com uma premissa bastante simples, o anime episódico segue as aventuras de Kino e sua motocicleta, Hermes, conforme viajam pelo mundo fantástico em que vivem. Com o objetivo de conhecer o maior número possível de diferentes países, Kino segue a regra auto-imposta de sempre passar exatamente três dias no país em que chega, acreditando ser este tempo suficiente para aprender o que for de mais importante sobre aquele país. Assim, ao longo da história vemos Kino conhecer e interagir com uma vasta gama de povos, cada qual com seus próprios costumes, tradições, e cultura. Um anime criado para instigar a reflexão no expectador, Kino no Tabi nos mostra o quão diversificado e diferente o mundo pode ser.

Antes de dar seguimento ao post, um aviso: haverá spoilers. Apesar de eu sempre tentar falar sobre o anime em linhas gerais, a fim de tratar sobre os assuntos que o anime levanta ao invés de sobre este ou aquele acontecimento no roteiro, para este post seria impossível não usar de exemplos do anime. Assim, se você planeja assistir ao anime e é do tipo de pessoa que não gosta de spoilers, é recomendado que pare a leitura por aqui. Se, por outro lado, você não poderia se importar menos com spoilers, tenha uma boa leitura. Feito o aviso, voltemos agora com a nossa programação normal o/

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Sword Art Online – A Relatividade da Realidade e o Valor da Experiência

Sword Art Online: um mundo virtual de completa imersão
Sword Art Online: um mundo virtual de completa imersão

Exibido nas televisões japonesas entre julho e dezembro de 2012, Sword Art Online foi a adaptação de uma série de Light Novels lançadas alguns anos antes, em 2009. A história se passa no “distante futuro” de 2022, onde uma nova tecnologia permite a completa imersão de uma pessoa em um mundo virtual. Esperado desde o lançamento dessa tecnologia de realidade virtual, Sword Art Online seria o primeiro VRMMORPG (Virtual Reality Massive Multiplayer Online Role Playing Game). Ao entrarem no jogo, porém, aqueles que compraram as dez mil primeiras cópias do jogo têm uma surpresa desagradável: é impossível sair do jogo. Mas isso não é o único problema: logo são todos informados de que a morte no jogo acarretará em morte na realidade. A história a partir daí segue o protagonista Kirito, um jogador solo cujo único objetivo é se manter vivo, mostrando como ele encontra com novas pessoas ao longo do jogo, interage com o mundo virtual e avança cada vez mais perto de voltar ao mundo real.

Apesar de eu tentar não dar muitos spoilers sobre o conteúdo de Sword Art Online (ou apenas SAO), dado que meu objetivo é observar quais questões o anime levanta, algumas observações sobre o que se passa na série (tanto na série animada, que atualmente se encontra no andar de sua segunda temporada, quanto nas Light Novels) serão inevitáveis. É recomendado que se tenha ao menos assistido toda a primeira temporada, não apenas para evitar spoilers, como também para entender boa parte das considerações que farei aqui (e também porque é um anime legal, poxa). Isto dito, é apenas recomendação. Sua vida é sua e se quiser continuar lendo sem saber de nada sobre Sword Art Online… você não vai conseguir porque nesse ponto do texto já leu a sinopse que eu coloquei ali em cima. Mas se quiser continuar lendo sem nenhuma informação para além do que já está aqui, sinta-se a vontade.

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Digimon Adventure – Crescimento, Amadurecimento e Autoconhecimento

A busca pelo autoconhecimento é uma das noções centrais na série animada
A busca pelo autoconhecimento é uma das noções centrais na série animada

Voltemos, por um momento, alguns anos no passado. 15 anos, para ser mais preciso, até março de 1999, quando lançava nos cinemas do Japão um filme de pouco mais de 20 minutos: Digimon Adventure. Primeiro filme e animação da franquia, à película se seguiu a série animada de mesmo nome, que contou, ao longo daquele ano, a história de sete (e depois oito) crianças que foram escolhidas para salvar a um outro mundo da destruição. Eu não irei me estender muito aqui em fazer a sinopse da história, pois acredito que a vasta maioria dos leitores certamente sabem do que o anime se trata, quer tenham assistido ou não. Mas, se você precisa de mais informações a respeito, pode clicar neste link aqui e dar uma rápida conferida na página da Wikipedia de Digimon Adventure.

Sobre o que é Digimon Adventure? Sim, eu sei o que acabei de dizer, que não ia fazer aqui uma sinopse da história, mas não é disso que eu estou falando. Deixando o “plot” de lado, sobre o que a história fala? Bom, se você, leitor, leu o título deste post, já deve ter uma ideia de qual seria a minha resposta a esta questão. Na minha opinião, Digimon Adventure se preocupa em cobrir três assuntos: o crescimento, o amadurecimento e o autoconhecimento. E eu não coloquei tais palavras nessa ordem por acaso: o anime dá importâncias diferentes a cada uma dessas etapas, com o autoconhecimento sendo certamente a mais importante. Mas bem, já estou me precipitando também, vamos ver isto com um pouco de mais vagar.

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