[Vídeo] Análise Comparativa – Kino no Tabi & Kino no Tabi (2017)

Mais novo vídeo do canal! Estreando, agora, um novo quadro: análises comparativas, onde a ideia é observar como dois ou mais animes lidam com um dado tema ou executam um dado princípio. E para começar, uma análise sobre como as duas adaptações da light novel Kino no Tabi lidaram com a sua estética – e porque a primeira soube usar desse recurso muito melhor do que a segunda. Venham conferir!

Uma Breve Análise – Slow Start: Ansiedade

Algumas palavras sobre ansiedade.

Quando primeiro li a sinopse de Slow Start, confesso que fiquei um tanto quanto confuso. Anime de 2018 que adapta ao mangá yonkoma homônimo de Tokumi Yuiko, publicado na revista seinen mensal Manga Time Kirara, a história de Slow Start começa quando nossa protagonista perde a data do seu exame de admissão no ensino médio devido a estar doente no dia. Um ano se passa, o período de matrículas retorna, e Ichinose Hanna está agora bastante preocupada de ir para o colégio local, onde todos saberiam que ela ficou um ano para trás.

Sua mãe assim sugere que ela vá morar sozinha, num complexo de apartamentos gerido pela sua prima, onde Hanna poderia se matricular numa escola na qual ninguém saberia da sua condição. E assim toca a história: um nichijoukei bastante básico onde vemos Hanna fazendo amizade com algumas garotas em sua nova escola enquanto tentando manter em segredo o fato de ser um ano mais velha que todas. O que fez eu me perguntar: ficar um ano para trás é mesmo algo tão grave assim no Japão?

Nós sabemos que a cultura japonesa é uma que vive pela máxima “prego que se destaca é martelado primeiro”, mas… Isso? Nem foi culpa da própria Hanna para começo de conversa! Francamente, essa situação mais soava como um exagero do roteiro para ter algum tipo de conflito que distinguisse minimamente esse anime de outros no mesmo gênero. Contudo, se você se prestar a assistir esse anime, vai logo perceber algo bastante curioso: Hanna é uma garota ansiosa.

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[Vídeo] Uma Breve Análise – Hourou Musuko

Mais novo vídeo do canal \o/ Hourou Musuko é um título sobre o qual eu já queria falar no canal há um tempo. É um anime simplesmente excelente, adaptando a um mangá também ele próprio fenomenal. Quem ainda não conhece a obra, vale muito a pena dar uma chance. E quem já conhece, sempre vale a pena voltar a pensar sobre ela um pouquinho.

Uma Breve Análise – Aria: Cenário Desgastado

Aria

No distante futuro, a humanidade finalmente veio a colonizar Marte, terraformando-o em um planeta azul similar à Terra. Rebatizando-o como Aqua, aqui se localiza a cidade de Neo Venezia, construída como uma réplica daquela que um dia existiu no planeta natal da humanidade. E é nessa cidade que encontramos as undine: gondoleiras que servem de guias turísticas para os visitantes da cidade.

Tal é a ambientação da série Aria, adaptação em anime do mangá homônimo de Kozue Amano. Ao longo das suas três temporadas, acompanhamos a jornada de três undine aprendizes: Akari, Aika e Alice, cada qual pertencendo a uma das três companhias de gondoleira presentes na cidade. E quem quiser mais informações, eu recomendo a minha review da série aqui no blog, ou então a minha análise dela lá no canal.

Nessa análise, eu quero falar um pouco sobre o cenário do anime. “Cenário” mesmo: os planos de fundo. Ou, mais especificamente, os prédios de Neo Venezia, que constantemente vemos ao fundo. Isso porque teve uma coisa neles que me chamou a atenção: quase sempre, são prédios desgastados. Ligeiramente sujos, com algumas rachaduras, um pouco do revestimento caído, e por ai vai.

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[Vídeo] Uma Breve Análise – Shoujo Shuumatsu Ryokou

Mais novo vídeo do canal /o/ Shoujo Shuumatsu Ryokou (ou Girl’s Last Tour, como ficou a tradução ocidental do anime) foi certamente uma das maiores pérolas de 2017, então acho que já era hora de dar um pouquinho mais de atenção a esse anime. E claro: se gostou do vídeo, não deixe de compartilhá-lo e se inscreva no canal para não perder futuros conteúdos.

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Uma Breve Análise – Yu-Gi-Oh! Duel Monsters: Filler Feito Certo

Quando fillers são uma inevitabilidade, como fazê-los?

Desde bem cedo na história da indústria do anime a relação deste com os mangás foi bastante estreita. E desde bem cedo, animes que tentaram adaptar mangás em andamento se depararam com um problema crucial: como cabe muito mais conteúdo em um episódio de anime do que cabe em um capítulo de mangá, é sempre apenas uma questão de tempo até que o primeiro alcance o segundo e fique sem o que adaptar. Como, então, proceder?

Ao longo da história foram pensadas diferentes soluções, e hoje a mais usual é a de se adaptar apenas uma parte do mangá, deixando um final inconclusivo e retomando a adaptação quando houver conteúdo suficiente no material original – isso se a primeira adaptação render bem, é lógico. No passado, porém, a ideia de simplesmente parar a transmissão do anime não era realmente muito agradável, o que levou outra solução para o problema: fillers.

O termo vem do inglês e significa “preencher”, referindo-se a conteúdo do anime (de pequenas cenas até arcos inteiros) que não está no material original, colocado ali com o objetivo de se ganhar tempo enquanto o mangá seguia em publicação. Uma prática, hoje, universalmente criticada, e não sem motivo. Fillers raramente eram tão bons quanto o material original, mas podemos dizer que isso nem era o maior problema.

Narrativamente, fillers eram quase sempre inúteis. Eles não podiam avançar muito a história, os personagens ou os seus objetivos, do contrário seria impossível retomar a adaptação de onde ela havia parado. Dessa forma, quase sempre era possível excluir os fillers de uma obra qualquer e absolutamente nada de valor seria perdido. Mas eis então que temos Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, um anime que mostra que esse não precisa ser sempre o caso.

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[Vídeo] Uma Breve Análise – Aria

E finalmente o canal volta à ativa. Sendo bem sincero, grande parte da minha decisão de voltar a ele se deve justamente ao anime dessa análise: Aria. Tendo se tornado um dos meus favoritos, é realmente uma obra que eu gostaria de compartilhar com o máximo de pessoas possível – e para tanto não há plataforma melhor do que o YouTube (por triste que talvez seja dizer isso…). Espero que gostem do vídeo, e claro, opiniões, críticas e comentários são sempre bem vindos o/

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Uma Breve Análise – Centaur no Nayami: Ditadura do Politicamente Correto?

Centaur no Nayami

Centaur no Nayami tem um dos melhores exemplos de um bom worldbilding que eu vi em tempos recentes. O anime de 2017 é uma adaptação do mangá homônimo de Kei Mirayama, que se passa numa realidade alternativa onde a evolução deu origem a vertebrados de seis membros, resultando num presente no qual convivem quatro grupos de seres humanos (centauros, sátiros, anjos/demônios e sereias) mais outras espécies humanoides inteligentes (como o povo serpente da antártica e o povo anfíbio da floresta).

Na trama, acompanhamos inicialmente um grupo de três garotas: a centauro Himeno, a sátiro Kyouko e a demônimo Nozomi. A partir do episódio 5, a antarticana Quetzalcoatl é introduzida ao grupo principal, e em diversos episódios também acompanhamos o dia a dia da anja presidenta do conselho estudantil, Manami. É um elenco de personagens até que grande para uma obra de apenas 12 episódios, e mesmo assim o anime ainda sente a necessidade de incluir algumas esquetes com outros personagens em outras regiões daquele mundo.

Fica claro que a preocupação maior da obra é com o seu universo, e com como ele realmente seria se as pessoas fossem tão drasticamente diferentes umas das outras ao ponto que a série propõe. Dentro disso, o anime desenvolve diversos comentários sobre o preconceito e a discriminação, sendo um deles aquele que eu quero focar nessa análise: em um mundo com um longo histórico de opressão, é possível que tentativas de compensação por esse passado possam passar um pouco da conta?

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Uma Breve Análise – Just Because: A Sutil Importância dos Círculos de Amizade.

Just Because

Você já teve a experiência de assistir um anime e achá-lo um tanto quanto… vazio? Não em conteúdo, temas ou ideias, mas em “vida” mesmo, como se as única pessoas que existissem naquele mundo fossem os personagens principais – e talvez meia dúzia de figurantes lá no fundo do quadro. Não tem nada de estranho em uma história ter um grupo central de personagens, boa sorte tentando escrever uma sem um, mas acho que existe uma linha que separa você ter um foco em um grupo de personagens de você ter esse grupo de personagens.

Just Because, de 2017, é um anime que me impressionou, dentre outras coisas, justamente por não cair nessa situação, mesmo com um roteiro que tende mesmo a favorecê-la. A história é sobre um grupo de cinco estudantes do ensino médio que estão agora nos seus últimos meses de colégio, com a faculdade e o mercado de trabalho já batendo às portas de cada um deles. É essencialmente um drama adolescente com elementos do slice of life e uma boa dose de romance, e como um todo uma produção bem sólida e bem fácil de recomendar.

Agora, quando o anime começa, esses cinco protagonistas são, quando muito, conhecidos uns dos outros. Estudam na mesma escola, alguns já haviam mesmo estudado juntos no ensino fundamental, mas num geral ninguém mantém uma relação próxima com ninguém. Como esses personagens vão se conhecendo melhor e formando lanços entre eles é basicamente a história desse anime, e em parte é o motivo pelo qual eu digo que é um cenário que poderia facilmente cair no que comentei no primeiro parágrafo.

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