O Futuro do Blog e do Canal


Pra onde vamos daqui pra frente…


Pra ser sincero, eu relutei bastante para escrever esse texto. Devo tê-lo começado e apagado mais vezes do que me importo de contar. Não porque a notícia em si seja ruim, já quero deixar isso bem claro. Mas mais porque eu não queria dar só a notícia.

Desde o começo do blog eu já sentia a necessidade de explicar minhas (nada) ocasionais ausências. Eu já anunciava hiatos quando ninguém nem lia isso aqui, e isso porque eu queria deixar as pessoas a par do que estava acontecendo. E, talvez mais importante até, como uma forma de dizer que eu pretendia voltar, fosse quando fosse. Aliás, é por isso que tantas vezes esses hiatos tinham data para terminar. Para que as pessoas soubessem quando eu retomaria a “programação normal”.

No final de fevereiro eu meio que quebrei esse padrão. Anunciei que iria me afastar do blog, sim, mas de forma bem mais “seca” do que nas vezes anteriores. Apenas um tweet, onde inclusive dizia que voltaria “quando desse vontade”. E o motivo de eu ter feito isso é que eu sentia que qualquer explicação que eu fosse dar seria apenas uma repetição das outras tantas vezes que escrevi algo do tipo. E, pra ser sincero, eu ainda sinto isso.

Eu não sei se eu devia escrever este texto. Mas eu sei que eu venho querendo escrevê-lo há já um tempo. Se me ler divagando sobre a minha relação com este blog não é algo que te pareça interessante, pode apenas ignorá-lo. E se só quer saber como ficam o blog e o canal daqui pra frente, tem uma seção só sobre isso um pouco mais pra baixo; só pular o resto e ir direto pra ela.

No mais, aqui o que eu tenho a dizer.

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Então… O que houve?

Vamos lá. Quando eu optei, em fevereiro, por me afastar do blog e do canal, eu resolvi que daria a mim mesmo um mês. Não para voltar a escrever, diga-se, mas para decidir. No caso, decidir se eu iria ou não continuar com ambos.

Agora, caso me perguntassem se eu quero parar com ambos, eu muito provavelmente diria que não. Por outro lado, se me perguntassem porque eu continuo com ambos, eu teria de responder que não sei. E esse é o impasse que eu não consigo resolver há já algum tempo.

Eu gostaria muito de poder dizer que escrever para o blog ou fazer os vídeos para o canal são um fim em si mesmo. Que fazer algo, dar a minha opinião, por pra fora essas ideias e reflexões que eu tenho, tem valor em si mesmo. Arte pelo puro prazer da arte (não que o meu conteúdo seja, mas vocês entendem a analogia). Eu gostaria… mas eu não posso. Porque não é como eu me sinto.

É algo que eu percebo em mim mesmo. De uns anos pra cá a minha tolerância para com o esforço inútil caiu drasticamente. E se tornou muito difícil pra mim me forçar a fazer algo se eu não percebo nisso algum ganho, ou se o esforço é muito maior e mais prolongado do que o ganho (por exemplo, eu devia frequentar mais a academia, mas a preguiça fala muito mais alto).

Se for pra bancar o psicólogo de boteco (e eu nem frequento boteco), acho que é porque eu sempre reagi muito melhor a estímulos externos do que internos. Eu sou ótimo em fazer o que me mandam. Nem tanto em fazer coias por e para mim mesmo. De certa forma é um milagre que o blog tenha chegado até aqui em primeiro lugar, pra ser sincero.

Aliás, é algo que eu gostaria de entender melhor. Eu comecei o blog em 2014, quando estava no meu penúltimo ano da faculdade. Isso significa que pelo primeiro ano e meio do blog eu tive de conciliá-lo com toda sorte de tarefas, trabalhos, estágios e semelhantes. E eu conciliava. As vezes lendo no ônibus e no metrô os livros e artigos que pesquisava para escrever alguma análise. Queria saber pra onde foi todo aquele empenho e energia…

Bom, se bem que eu talvez não precise pensar tanto assim pra ter uma resposta. Eu não sei quanto a vocês, mas pra mim esses últimos anos foram… difíceis. Em todos os níveis possíveis, aliás. Pessoalmente, nacionalmente, globalmente…

Eu sei que é preciso extremo cuidado ao querer comparar o presente com os “bons e velhos tempos”. Toda época tem suas benesses e suas maldições. Hoje eu penso com nostalgia nos meus anos de ensino médio, por exemplo, mas a verdade é que aquela foi uma das época mais estressantes da minha vida – sobretudo o meu terceiro ano. É importante não se deixar cegar por um passado ideal que nunca existiu de verdade. Mas ainda assim!

Existe esse discurso de um contínuo progresso humano. Que a verdade é que a condição humana está sempre melhorando e que o presente é sempre a melhor época para se viver. O que é justo quando você compara a vida moderna com a de um camponês na idade média ou a de algum caçador-coletor na pré-história. Mas sejam sinceros: vocês sentem que o mundo hoje está melhor do que cinco anos atrás? Dez anos atrás? Vinte anos atrás?

Talvez esteja. Eu não sei. Mas eu não consigo ter essa percepção. Sem querer encarnar aqui o antigo mito do passado como a idade do ouro e o presente como a completa degeneração disso, parece que a cada ano a gente diz que o próximo será melhor e a cada ano o próximo é ainda pior. Todos esperávamos que 2020 fosse melhor. Levante a mão quem gostaria de voltar pra 2019.

Eu me sinto emocionalmente esgotado. Tanto por coisas acontecendo na minha vida pessoal como por outras no mundo afora. E enquanto eu sei que muitas pessoas veem nessa condição justamente o “gatilho” para se envolverem em algum trabalho criativo, algum escape que lhes ajude a esquecer um pouco da realidade, em mim isso tem o efeito oposto.

Eu não acho que estou cansado do blog. Eu acho que estou cansado (e ponto). E é nesse contexto que o “ter” que lançar um novo post ou um novo vídeo se torna outra fonte de estresse. Que, aliás, às vezes se manifesta de formas até bastante físicas em mim, como o me sentir meio zonzo quando sendo para escrever um novo artigo. E como o blog é algo que eu faço “porque sim” é fácil por ele de lado quando a situação aperta. Quando eu preciso de um tempo. Não do blog, mas de tudo.

Indo numa outra direção, eu preciso também reconhecer a mudança nos espaços que eu frequentava quando o blog começou. E eu me refiro aqui especificamente aos espaços virtuais.

Muitos dos grupos e fóruns que eu frequentava quando primeiro abri o blog ou já não existem mais, ou diminuíram drasticamente em tamanho e atividade. Como consequência, eu vejo hoje bem poucos lugares em que vale a pena divulgar o blog e o canal. O que é bastante irônico.

Lembram como eu disse que eu funciono muito melhor com estímulos externos? Pois bem: esses eram espaços que sempre me rendiam algum comentário, observação, ou mesmo algum like. Hoje em dia eu tenho muito mais visualizações e leitores do que quando comecei o blog, mas paradoxalmente eu tenho também bem menos interação da parte de quem me lê. O que, pra ser sincero, só faz fortalecer a sensação de estar falando com as paredes.

Acho que foi em parte por isso que eu tentei abrir um Padrim no ano passado. Claro, parte foi também a pura e simples falta de dinheiro. Mas vejam: quando o blog começou, a minha ideia era gerar discussão com esses meus textos. E conforme essa expectativa foi se tornando mais e mais irreal, imaginei que mudar o propósito do projeto me ajudaria e me manter ativo.

Nunca tive a intenção de viver do blog e do canal, mas se “se pagassem” já seria o bastante. Sustentar um domínio próprio, eventuais equipamentos para melhorar a qualidade dos vídeos, e por ai vai. E claro, talvez servir como um (bem) pequeno alívio financeiro em tempos de desemprego. Ou algo que me permitisse escrever de “consciência limpa”, sem a constante sensação de que há coisas mais importantes a se fazer.

No fim, não deu muito certo. E eu entendo porque não deu. A situação está difícil pra todo mundo, e mesmo 1 ou 2 reais fazem a diferença. Meu público já é pequeno, e imagino que a vasta maioria não poderia colaborar nem que quisesse. Além disso, as recompensas passavam bem longe de atrativas. E então o Padrim foi engavetado após alguns meses.

De certa forma, foi inclusive melhor assim. Acabou que dinheiro não é lá dos melhores incentivos. A própria existência do Padrim fez com que eu colocasse bem mais pressão em mim mesmo, e no fim teve foi o efeito oposto do desejado. Só fez contribuir para o meu cansaço.

Por último, cabe também uma reflexão sobre como mudou a forma como eu mesmo interajo com esse nosso meio de uns anos pra cá.

Mais uma vez, quando eu primeiro criei o blog o meu intento era o de gerar debate e discussão. E isso porque, na época, eu gostava de debater e discutir. Mas isso foi há quase seis anos atrás, e nesse meio tempo eu posso dizer que o meu ímpeto pela conversação diminuiu bastante.

Não sei realmente dizer o que houve, ai. Se é outro reflexo desse meu cansaço generalizado. Se é talvez fruto dos ambientes virtuais que eu frequento. Mas eu sei que já não consigo mais passar horas a fio discutindo e conversando sobre um assunto qualquer.

Hoje eu tomo uma postura muito mais passiva na internet. Gosto ainda de acompanhar o que as pessoas dizem e pensam sobre esta ou aquela série, mas raramente me envolvo na discussão. Alguns vão dizer que é melhor assim, que a internet passa longe de ser um bom espaço para a conversa e o debate. Mas não sei até que ponto isso não constitui uma profecia auto-realizada. Um cinismo que só faz contribuir para aquilo que ele critica.

E é assim que chegamos à situação atual. Uma na qual, como eu disse, eu não quero abandonar o blog e o canal, mas ao mesmo tempo não consigo justificar continuar com ambos. O que implica em algumas postagens ocasionais seguidas de longos hiatos quando bate o cansaço com tudo.

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O Futuro do Blog e do Canal

Então… para onde vamos? Depois de tudo isso que eu falei, como ficam o blog e o canal?

Bom, eu não quero jogar fora cinco – quase seis – anos de trabalho. Por inexpressivo que sejam o blog e o canal, eu quero continuar escrevendo. Mas quanto mais o blog e o canal se tornarem fontes de estresse, mais eu vou questionar se vale a pena insistir nisso aqui. Sendo assim, aqui a conclusão de tudo isso.

O blog manterá uma periodicidade fluida de postagens. Vou publicar quando quiser, no ritmo que achar melhor. O que significa que vocês podem esperar longos períodos sem post, mas ao menos eles não vão significar o fim definitivo do blog.

O canal, por outro lado, é um pouco mais complicado. Ainda que eu gostaria de voltar, a situação atual realmente me impede. E agora eu me refiro especificamente à recente pandemia e consequente lock down que estamos sofrendo. Com a minha família em casa eu simplesmente não tenho a privacidade ou o silêncio necessários para gravar um vídeo.

Eu não vou dizer que o canal vai ficar morto até o fim da pandemia… mas eu não esperaria por novos vídeos tão cedo, infelizmente.

Por agora, isso é o que eu posso dizer. Semana passada saiu meu artigo de destaques da temporada de inverno, e espero que na próxima saia minhas primeiras impressões da temporada de primavera. Depois disso, porém, não sei quando vou voltar. Há textos que eu venho pensando em escrever, mas não vou fazer promessas.

E sendo assim, até uma próxima.

Imagem: K-On!, episódio 1

5 comentários sobre “O Futuro do Blog e do Canal

  1. “Hoje eu tomo uma postura muito mais passiva na internet. Gosto ainda de acompanhar o que as pessoas dizem e pensam sobre esta ou aquela série, mas raramente me envolvo na discussão.”

    Essa sentença resume de forma exemplar como eu lido com a internet atualmente. Mas preciso dizer que, por bons anos, fui o “fantasminha” dos grupos de anime, sempre muito mais observando do que interagindo. Contudo, fui me soltando aos poucos e aprendi o valor de se entrar numa discussão com a mente aberta, aprendendo muito a cada nova interação. E, justamente por ter passado por tal experiência, que voltar a ser apenas um observador me parece bem triste.

    Mas, assim como você, não sei o que fazer para voltar a ter aquela ânsia por interagir e expressar minha opinião sobre os mais diversos assuntos. E a única coisa que consigo pensar como o catalizador disso, é o avanço da idade e a falta de um sentimento de plenitude. Quando estamos desbravando as mais diversas mídias de interação, tudo parece estimulante. Porém, conforme vamos amadurecendo e percebendo que pouco se muda no consciente coletivo, que diversas discussões do passado ainda persistem e que nossa bagagem de experiência parece não estar influenciando uma grande parcela, acredito que a tendência é realmente irmos perdendo essa chama pela interação, que antes queimava com vigor.

    Além disso, penso que, no que tange nossa vida pessoal (toda sorte de interações e responsabilidades fora da internet), se não estamos lidando bem com os percalços do dia a dia, ter saco pra continuar a se jogar de braços abertos na internet, depois de já termos acumulado tanta experiencia digital, se torna uma tarefa cada vez mais árdua. Acreditava há um tempo que só aqueles que conseguiam viver do que produziam na internet é que tinham saco pra continuar em frente, mas já não penso mais assim, ao ver tantos produtores de conteúdo fugindo cada vez mais de discussões, só se focando em produzir pra conseguir dinheiro e tentar ser feliz fora desse espaço virtual. O que é bem triste!

    Portanto, minha conclusão seria a seguinte:

    As únicas pessoas plenamente felizes na internet, são aquelas tolas o suficiente para não perceberem o quão problemática ela é.

    Curtido por 2 pessoas

    • “Porém, conforme vamos amadurecendo e percebendo que pouco se muda no consciente coletivo, que diversas discussões do passado ainda persistem e que nossa bagagem de experiência parece não estar influenciando uma grande parcela, acredito que a tendência é realmente irmos perdendo essa chama pela interação”

      Acho que esse é o ponto que “pega” mais. Quando nos damos conta do quão pouco importam nossas opiniões e do quão pouco efeito concreto elas tem. Nos faz pensar “pra que o esforço?” Ironicamente a internet está cheia de gente falando besteira que bem podia ter essa realização. Ou ainda pior, gente falando besteira e estes sim tendo algum impacto real (geralmente negativo). Desanima, e não pouco. E tudo bem que discutir pode ser divertido em si mesmo, mas é bastante circunstancial. Depende muito do momento, do espaço, das pessoas envolvidas… e no fim do dia não há contexto que salve se você só está cansado após um dia estressante mesmo.

      É uma pena.

      Curtido por 3 pessoas

  2. A bem verdade, escrever é uma questão de vontade: gosto de escrever mais no papel as histórias que crio ou fanfics do que escrever postagens na web. Claro que, com o tempo, pude perceber que nem sempre as coisas funcionam como desejamos. Escreve pro Animecote há sete anos e de uns tempos pra cá, só tem eu mexendo com resenhas de animes, os demais meio que saíram disso, ora por questões da rotina da vida ou por desânimo mesmo; bem que queria que o pessoal comentasse ou divulgasse o conteúdo que faço, até porque dá trabalho de fazer resenhas e é o que gosto de fazer, de mostrar um pouco dos tantos animes que merecem a chance pífia de serem conhecidos. Até eu tenho me desanimado é só não chego a parar porque quero continuar escrevendo animes que valem a pena dar uma olhadinha ou mostrar que existem, todos lá estão legendados em português e alguns casos são verdadeiros milagres de ganhar legenda. Só o ritmo mudou, de resto, é um desafio continuar escrevendo.
    Sou uma fantasminha na web, que raramente quando pinta, comenta e fala o que gostou, incentiva e até fala de suas experiências com os animes, pois mais assisto do que leio mangás. Livros são mais a minha praia e isso me ajuda a manter minha mente ativa.

    De certa forma, consigo te entender e sei que nem todo mundo vai ler seus anseios, sei como é. De toda maneira, siga seu ritmo e decida um passo de cada vez; não estresse com o que as pessoas falam de você, porque senão, só fica pior as coisas. Encontre o que agrada e desagrada, para assim, enfrentar a vida e seus obstáculos, no seu ritmo. Vou deixar uma frase de um livro que gosto muito que me ajudou a entender tais coisas: “Nós temos a necessidade de descobrir quem somos e porque vivemos” (“O Mundo de Sofia” de Jostein Gaarder, página 24). Tudo de bom pra sua pessoa e nos vemos por aí.

    Curtido por 2 pessoas

  3. Olá! Sou novo por aqui e ntendo perfeitamente o motivo dos seus cansaços periódicos. Está é a primeira vez que alguém – se alguém ler esse comentário – verá eu escrever de maneira exposta em um blog, pois que não procuro expor minha opinião. Vou falar como expectador novato em seu blog e canal, aliás, é a primeira que vejo seu blog, mas posso dizer com todas as letras e em caixa alta que eu “DEVOREI” o conteúdo do seu canal. Nossa, era tudo muito de uma delicadeza sem tamanho. A forma como você usava as palavras; as reflexões filosoficas dos animes que você fazia, onde não sei via tão qual em outro canal ou mídia; o verdadeiro sentido em assitir em animes que vão de acordo com as buscas e identificações de cada um. Simplesmente encantador. Sou muito grato de poder ter conhecido seu canal – também, a sua pessoa, de certa forma – pois me ajudou a refletir mais sobre o que eu consumia em termos de audiovisual, sobretudo, animes. Sinto-me uma pessoa muito melhor, atenta e autocrítica. Voltando ao estado atual do motivo de eu estar aqui a expor minhas devagações: espero que você encontre uma maneira de se sentir melhor em meio ao caos que estamos passando. Sabemos que é um periodo muito delicado e que estamos imersos mais do que nunca nas redes sociais, por isso precisamos ter cuidado com o que consumimos, o que propagamos, a superficialidade que nos envolta. Sejamos mais presentes, por mais que parece paradoxo, na vida daqueles que precisam e dos que queremos perto. Espero que você possa encontrar um lugarzinho onde você se sinta em paz na sua casa, para com os seus trabalhos, para com os seus cansaços e anseios, pois bem sei que quando se trata de família, o que na maioria das vezes nos ampara e é gratificante ter pessoas com quem podemos contar, também, nós falta um tanto de privacidade e de sossego. Então, que nós façamos uma diferença, prazerosa. Pode contar comigo pra conversar, se quiser falar sobre algo ou mesmo sobre nada. Quem quiser, quem precisar e quem não precisar. E por fim, mais uma vez, dita em umas meias palavras aquilo que me toca para contigo: muito obrigado. Sejamos ouvidos e abraços!

    Curtido por 1 pessoa

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