Desanimado e desacreditado com o debate | Especial de 5 Anos


Quando conversar cansa.


Já teve um momento em que você parou e pensou: o que aconteceu com a pessoa que eu era?

Existencial demais? Talvez. Mas quando eu penso no “eu” que criou esse blog, cinco anos atrás, e comparo com o “eu” que sou hoje, sinto, não sem certa melancolia, que há ai alguma diferença.

Claro, estranho mesmo seria nada ter mudado. Como enfatizei no artigo que abriu essa série de especiais, cinco anos é bastante tempo. Seria bem pouco razoável esperar que as coisas continuassem sempre as mesmas.

Fora que é importante não se deixar cegar pela nostalgia. Não vou mentir: ando bastante pessimista com os rumos atuais de… bom, tudo, pra ser sincero. Mas isso não significa que o passado fosse perfeito (ou que a realidade atual seja mesmo tão ruim quanto parece).

Por fim, mudanças pode ser boas, ruins, ou neutras. Contexto importa bastante aqui. “A mudança” é um conceito amplo demais para ser discutido de forma produtiva.

Tudo isso pra dizer que este não é um texto sobre tudo o que mudou na minha vida nos últimos cinco anos. Não tenho interesse de escrever algo do tipo e vou apostar que o leitor também não tem interesse em ler algo do tipo. Não, quero falar aqui de algo mais específico. De uma mudança mais em específico.

Quando primeiro criei este blog, eu tinha um ideal para ele. Um que, preciso reconhecer, era bastante fundamentado na relação que eu queria ter com esse nosso meio do anime e mangá.

Cinco anos depois, eu percebo que algo ai mudou. Minha relação com esse meio, e consequentemente o que eu espero conseguir com estes textos, já não é mais a mesma. E é isso o que eu quero explorar um pouco aqui.

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O que foi e o que é

Já disse isso antes, em várias das múltiplas ocasiões em que comentei sobre como o blog começou, mas comecei a escrever com o intuito de gerar debate e discussão. De gerar algum tipo de conversa.

Era uma ideia assentada em uma base dupla. Por um lado, sempre fui de pensar e refletir sobre os animes que assisto, em particular sobre seus temas, mensagens, simbolismos, e por ai vai. Por outro, também sempre fui de querer conversar sobre esses temas, mensagens, e por ai vai.

Acho que essa dimensão social da ficção é uma muito importante. E também é uma na qual eu fui moderadamente ativo durante o começo do blog, quando inclusive saia compartilhando meus textos Facebook afora.

Claro, nem sempre esses primeiros textos davam algum retorno. Eu entendo que isso vai soar pedante e arrogantes, mas: esse nosso meio nunca foi muito de pensar e refletir sobre o que vê. E até hoje da pra notar que as coisas são assim. Dito isso, sempre houveram “bolsões” mais abertos a debate e discussão.

Já perdi algumas noites discutindo em grupos no Facebook sobre alguma coisa em específico. Às vezes, um artigo meu, nas poucas instâncias em que de fato gerou alguma discussão. Muitas outras, só comentando algum anime ou debatendo um tema que alguém levantou. Bons tempos. Que agora parecem tão distantes.

Talvez seja a nostalgia falando. Uma mescla de memória seletiva com projeção de como eu gostaria que as coisas fossem. Mas não consigo deixar de sentir que alguma coisa mudou nesse meio do caminho.

Se no passado era possível encontrar “bolsões” mais abertos ao debate, hoje em dia parece que nem isso. As pessoas parecem desinteressadas, sem vontade de comentar mais do que uma ou duas linhas sobre como algum título da temporada foi “foda” ou “um lixo”.

Pior: a depender do tema, o que se vê são mesmo pessoas hostis à discussão. Quando escrevo este texto está relativamente em alta ainda outra vez o debate de se a sexualização de personagens femininas nos animes é um problema ou não, e não acho que tenha visto uma só discussão produtiva no assunto.

Mas aqui também já estou me adiantando – voltarei a este assunto em breve. Antes, acho que seria injusto não fazer também uma autocrítica aqui.

A verdade é que ainda que eu fale que “as pessoas” parecem desinteressadas, eu não posso dizer que esteja muito melhor nesse quesito. Sendo sincero, eu… meio que cansei de discutir.

Nos últimos anos eu tentei mesmo criar espaços que promovessem o debate e a discussão. O subreddit r/animebrasil. Um servidor no discord para o blog. E enquanto essas iniciativas não estou mortas, elas também não se tornaram o antro de debates que eu gostaria que tivessem sido.

E boa parte disso é minha culpa. Não sou dos mais ativos no r/animebrasil. E mais respondo do que inicio conversas no discord do blog. Não preciso nem dizer: também não saio mais Facebook afora levantando debates. Ou divulgando meus textos, diga-se de passagem.

Que aconteceu comigo? Nesse meio do caminho, como fui de perder a noite discutindo para alguém que mal consegue fazer um comentário de duas linhas em uma postagem qualquer?

É só uma questão externa? De não achar mais bons debates? Primeiro: não acho que isso só explique. E segundo: mesmo que fosse, resta ainda pergunta de o que causou esse fim das discussões para começo de conversa.

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Como o Facebook matou a cultura do debate

Algo mudou em mim, nesses cinco anos. Mas algo também mudou no mundo ao nosso redor. A próxima seção deste artigo fica para eu comentar um pouco mais sobre mim. Esta, porém, é para falar sobre o que é externo.

Em grande medida eu culpo as novas redes sociais pelo fim das discussões. Facebook e Twitter, principalmente, não são nada amigáveis ao debate. Bem o contrário, aliás: são plataformas que o desencorajam.

É fácil ver como isso se dá no Twitter, com seu limite de caracteres. Já o Facebook é um pouco menos explícito. Aqui, o que ocorre é que a plataforma promove uma cultura da imagem: fotos, vídeos, gifs, tudo isso é priorizado pelo algoritmo, que deixa o textual em segundo plano.

Sabiam que mesmo uma imagem com muito texto pode ter uma performance pior do que uma imagem sem texto algum, no Facebook? Pois é.

Durante a transição das velhas “redes sociais” (fóruns, sobretudo, e o Orkut, é lógico) para essas novas (especificamente para o Facebook), a forma como as pessoas resolviam isso era usando da imagem para atrair a atenção, e nisso fazer um texto convidando ao debate.

E funcionava! Como disse, passei várias noites em discussões Facebook afora. Mas em algum ponto isso mudou. Os textos foram ficando cada vez menores, até que hoje só se publicam imagens, quando muito com uma ou duas linhas de comentário junto.

Pessoalmente, acho que interiorizamos essa cultura da imagem. Mais importante: essa cultura da pressa. Temos cada vez menos paciência para com o textual.

Debates, hoje, se dão por memes e reaction pics. “Refuta-se” o outro com screenshots de algum filme. “Argumenta-se” com frases de efeito ou tirinhas de 4 quadrinhos. Lemos apenas as chamadas das matérias, nunca a matéria em si. Acreditamos mais em umas poucas linhas com emoji do que em artigos e livros.

A formatação do Facebook não ajuda. Quando implementaram a possibilidade de se responder a um comentário, ocorreu ai a fragmentação da conversa. Você já não debatia com todos, mas com um pequeno punhado. Hoje, o Facebook nem te informa mais se há um novo comentário num post que você comentou.

Mas questões do tipo são, quando muito, agravantes, não o problema real. Este é algo muito mais fundamental. E, diria, muito mais assustador.

Vivemos um tempo acelerado. E também um tempo polarizado. Fora que as novas redes sociais parecem ter nos acostumado com a gratificação rápida. Nossa atenção está se esvaindo.

Pare por um momento e pense, mas pense de verdade, quando foi a última vez que você passou horas em um debate. Vou chutar e dizer que não foi ontem.

Não temos mais essa paciência, ou essa dedicação. E quando entramos em uma conversa, é ou para deixar a nossa opinião e nunca mais voltar, ou então para responder de forma agressiva alguém que consideramos estar falando bobagem. Debate, verdadeiro debate, não parece existir mais.

E isso desanima. Muito.

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Desencanto

Como disse, esta seção será mais sobre mim. Porque, recuperando o que coloquei no começo do texto, quando me comparo comigo mesmo de cinco anos atrás vejo que algo ai está diferente.

Sendo direto: sinto que perdi a vontade de discutir. E enquanto não sei dizer exatamente o porquê, posso ao menos aventar algumas possibilidades. Digam se alguma soa familiar.

Em primeiro lugar, eu plenamente sinto todos os efeitos que descrevi acima. Essa pressa constante. Essa falta de paciência e diminuição da atenção. Essa priorização do imagético sobre o textual. Essa busca por uma gratificação rápida e imediata. Não sou em nada diferente das pessoas que descrevi na última seção.

Ao mesmo tempo, todo esse cenário me deixa bastante desacreditado do debate.

Eu mencionei isso de passagem mais acima, mas vale a pena recuperar aqui. No momento que escrevo este texto, mais uma vez está em evidência a discussão sobre o ecchi nos animes, e se ele é um problema ou não.

Para começar: é algo bem comum nesse nosso meio. Há certos temas que parecem ressurgir de tempos em tempos. Questões como a tradução de uma obra (usar ou não honoríficos? Adaptar ou não os nomes?), aquelas de cunho mais polêmico e/ou sexual (pirataria é imoral? Ecchi é reprovável? Lolicon deveria ser ilegal?), e outras.

Ver o exato mesmo tema ressurgir de tempos em tempos é em si mesmo desestimulante. Já estou num ponto onde só faço revirar os olhos quando um desses torna a surgir.

Mas não ajuda que as discussões em si pareçam sempre de tão baixo nível. Perdoem o pedantismo, mas não consigo pensar em outro termo para descrevê-las. Não são discussões: são briguinhas infantis, argumentos mais furados que as estradas brasileiras, e uma má vontade e má fé argumentativa que me fazem perguntar porque a pessoa está discutindo para começo de conversa.

Então como se não bastasse ver os mesmo temas, vemos também os mesmos argumentos ruins. E nisso eu me pergunto: pra que discutir? Se em seis meses esse tema vai voltar e os argumentos serão os mesmos? O que eu ganho, fora frustração?

Tenho apenas 26, e mesmo assim não me sinto mais jovem o bastante para gastar energia com isso.

Só que mesmo essa minha colocação trás um problema. Se os temas e o nível dos debates atuais não me agradam, por que então não propor novos?

Acho que em parte é pura falta de ideias. O que talvez soe estranho, vindo de alguém que publica semanalmente em um blog. Mas reparem bem nos tipos de artigos que produzo.

Ensaios, onde faço de fato uma explanação de um tema qualquer, são apenas um quadro do blog. Os demais sendo reviews, análises, listas, ou mesmo alguns mais educativos, como quando falo de algum título mais antigo ou os meus resumos de livros.

Daria pra eu propor um debate sobre algum anime que assisti ou resenhei? Sim. Mas esse nosso meio não parece muito aberto a falar do que já terminou.

Essa cultura do imediato é também algo que me afasta um pouco do debate. E se eu não quiser falar do episódio mais recente do anime mais popular da temporada? E se eu quiser falar de algo de dez ou vinte anos atrás? Vai aparecer alguém pra conversar?

Engraçado que nem a velha prática de assistir um anime junto de um grupo de pessoas parece funcionar mais.

Lembro de no passado me juntar a algumas pessoas para vermos e discutirmos juntos algum anime já finalizado. Era possível passar a noite destrinchando o simbolismo e as mensagens de um título qualquer. Hoje, enquanto ainda mantenho a prática, vejo que as pessoas comentam cada vez menos. Geralmente é menos um debate e mais cada um dando as suas impressões.

Mas talvez nada disso seja o problema de verdade. Talvez, no fim do dia, eu só tenha perdido a vontade de conversar e discutir. É possível. E também um pouco triste.

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E o que fazer, então?

Eis aqui a pergunta decisiva. Ainda que a esta talvez preceda uma outra: há algo que deveria ser feito?

O que exatamente eu quero? Que as pessoas comecem a discutir as mensagens e simbolismos de algum anime de trinta anos atrás? Como se eu fosse participar numa conversa do tipo…

Pra ser sincero eu mesmo não sei o que quero. Eu disse mais cedo que há uma importante dimensão social no consumo da ficção, e me incomoda que me sinta tão afastado dessa dimensão. Sinto falta de passar a noite conversando.

Ao mesmo tempo, eu não estou exatamente super empenhado em conversar, como já deixei claro ao longo do texto. Talvez seja só da minha natureza. Talvez eu seja muito mais reativo do que ativo. Talvez eu só precise achar o ambiente adequado, a conversa certa, com as pessoas certas.

Ou talvez eu só esteja ficando velho e ranzinza mesmo.

Quem assistiu à segunda temporada de One Punch Man, deve lembrar da conversa entre o King e o Saitama, onde aquele diz, essencialmente, que o segundo está acomodado na própria situação. Reclama do tédio do dia a dia, mas não toma nenhuma atitude real para mudar a sua rotina.

Eu sou bem assim, admito. Reclamar é fácil, mudar nem tanto.

Mas de novo: eu preciso mudar? Há ainda quem se interesse por discutir e debater? Por comentar a fundo um anime, ou discutir com bons argumentos um tema? Se sim, me pergunto onde estão…

Não tenho uma resposta ou uma solução para essa situação toda. Nem era o intento desse texto achar uma. Isto é muito mais um desabafo, e que o leitor tire dele o que achar melhor.

De minha parte, acho que vou só continuar como estou. Mas não vou mentir: essa situação toda me faz sim pensar em porque eu ainda mantenho esse blog, dado que seu primeiro propósito há muito parece ter morrido. Mas esse assunto fica para um texto futuro.

Imagem: Comic Girls, episódio 1

5 comentários sobre “Desanimado e desacreditado com o debate | Especial de 5 Anos

  1. Eu nunca produzi conteúdo na internet, então obviamente não sei quais as nuances dessa sua “canseira”. Mas eu me identifico com ela.
    Eu fico até meio triste pq eu tenho vontade de falar sobre mangá/anime, mas aí eu penso nessas coisas que vc escreveu, e desisto.

    Falando sobre o seu canal, eu acho ele foda pra caralho. Não apenas pq vc expõe o que pensa, mas pq vc escreve muito bem. Ou, pelo menos, o seu estilo de escrita me cativa demais.

    Eu gostaria de interagir mais com vc, e com vários outros criadores de conteúdo que eu acompanho, mas o fato de vcs meio q já saberem de muita coisa faz com que eu sinta que eu não teria nada a acrescentar a vcs. É meio exagerado, mas é como me sinto.

    Não sei o que concluir disso tbm. Mas a citação do Saitama me fez pensar que talvez ainda haja coisas que eu poderia tentar pra ter “aquela chama” novamente.

    Curtido por 1 pessoa

    • Acho que criadores de conteúdo de forma geral acabam intimidando um pouco as pessoas rs. Sei que eu pelo menos também raramente comento / converso com os que acompanho, muitas vezes também por essa sensação de não ter nada a acrescentar, então entendo bem kkkk

      Mesmo assim, é importante também lembrar que ainda somos só um aleatório com acesso à internet e cara de pau o bastante de jogar nossas opiniões ao vento :P Ponto em caso: a gente não morde XD

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  2. Não é algo existente somente em mangas/animes a este ponto qualquer tipo de assunto você vai encontrar o mesmo tipo de reação, as pessoas são incapazes de ter uma argumentação saudavel eu vejo que as pessoas se tornaram tão centralizadas e egoistas que elas se recusam na ideia que elas possam estar erradas e no momento em que alguém tenta argumentar com uma opinião diferente mesmo que tenha logica(que convenhamos se vierem com non-sense fica dificl) elas já se tornam hostis e começam até mesmo a distorcer ou desviar dos seus argumentos tentando mostrar que elas estejam certas, eu não coloco a culpa em si nas midias sociais, longe disso o que você vê no facebook por exemplo é o resultado de um processo e que pessoas que poderiam ajudar não tentam mudar isso

    Elas não são diferentes de pessoas que sofreram lavagem cerebral, você vê elas incapazes de se relacionar com alguém que possa ter uma opinião oposta a delas e sempre são agressivas com essas pessoas, elas são incapazes de ter um pensamento critico delas mesmos e das coisas ao redor, isso obviamente não é culpa so de redes sociais, eu sinto isso como as pessoas resolveram abaixar as cabeças e abandonar a ideia de pensar por si mesmas e criticar seus possiveis erros e melhorar, ter o prazer de argumentar sobre coisas que elas gostam e descobrir diferentes pontos de vistas que elas não foram capazes de ver antes mas que se são mostradas atualmente elas tratam esses pontos com desgosto e hostilidade incluindo a incapacidade de aceitar fatos por acharem que opiniões tem mais credibilidades que os mesmos

    E eu não acredito que ficara nenhum pouco melhor, não é so no brasil mas no mundo todo eu tenho contato com pessoas de diversos paises e comentarios de diversas pessoas que encontram o mesmo tipo de coisa pelo globo, é so mais um reflexo da decadência que você tem na humanidade como um todo, é enraçado você poder associar as pessoas não saberem argumentar sobre mangas/animes a um problema ridiculamente maior e muito mais complexo, eu comento isso porque você não conseguiria se desfazer dos problemas de argumentação se você não desfazer a raiz que alimenta esse problema, você pode ajudar um ou outro mas os numeros que se manifestariam de pessoas que não saberiam argumentar seriam muito piores isso se quem você não ajudou a ter uma visão mais ampla e tudo mais não voltasse a pensar como antes.

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  3. Me sinto o mesmo e ainda me culpo por não tentar mudar essa situação. Eu geralmente penso diametralmente o oposto do que a maioria dos criadores de conteúdo e acho que poderia acrescentar com um ponto de vista diferente, visto que há público que demanda opiniões contrárias ao senso comum da comunidade e que poderia gerar alguma discussão. Como por exemplo: acho que o Mineta um bom alívio cômico e não esse literal predador sexual que a comunidade o trata; a tal cena que ressurgiu o debate sobre ecchi de Fire Force? Pra ser honesto, achei uma boa cena, não é ruim igual a de Nanatsu. Um exemplo diferente, acho Violet Evergarden bom, mas já virou senso comum na comunidade, assim como os exemplos acimas, que é ruim e não vale a pena perder o tempo com o debate de algo que já se tornou uma verdade universal. Acho que em parte o culto a personalidade de alguns criadores de conteúdo corroboram com isso. Veja um exemplo de um famoso blog, que vc pode fazer um search lá no twitter que verá, sobre quando a conta da Crunchyroll perguntou ao público qual era o personagem favorito de My Hero e tal blog agiu como se as pessoas não devessem gostar de um tal personagem, estou falando e usando bastante o Mineta pq ele é um divisor de águas.Já vejo que serei printado, visto que estou passando pano para um predador sexual. Foda…

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