Café com Anime – Dororo, episódio 13


Nossa conversa semanal sobre os animes da temporada.


Olá a todos, e bem vindos a mais um Café com Anime \o/ E como de costume, mais uma vez se juntam a mim o Fábio “Mexicano”, do Anime 21, o Vinicius Marino, do Finisgeekis, e o Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, desta vez para discutirmos essa mais nova adaptação do clássico de Osamu Tezuka, Dororo.

Antes de irmos parara a conversa, porém, não deixem também de conferir os demais blogs! No Anime 21, teremos nossas conversas sobre Mahou Shoujo Tokushuusen Asuka. No Dissidência Pop, nossas discussões sobre Kouya no Kotobuki Hikoutai. E no Finisgeekis, aquelas sobre Yakusoku no Neverland. Não percam!

E sem mais delongas, vamos então à conversa. Uma boa leitura /o/


Diego:

E depois de uma semana de pausa (alguém tem a menor ideia do porquê?), Dororo retorna numa atmosfera um pouquinho mais episódica novamente. Uma decisão esperada e também acertada: vai fazer bem termos alguns episódios de calmaria depois dos dois anteriores.

Esse episódio 13 trouxe um bom número de pontos interessantes. Em termos de adaptação, a história da vez está no mangá, mas como de costume foi bastante alterada. Toda a história por trás da estátua é original do anime (e eu gostei dela), e no mangá a Okaka pretendia sacrificar a Dororo mesmo, mas acaba por se afeiçoar demais à criança para conseguir fazê-lo.

Temos um Hyakkimaru um pouco mais tagarela, e que também está claramente sofrendo os efeitos de tudo pelo que passou no primeiro encontro com seus pais. Foi bom ter essa subtrama, mas também gosto que ela já tenha sido resolvida (no sentido de que o Hyakkimaru aparentemente aprendeu que não deve descuidar da própria saúde e obcecar demais com a busca pelos demônios).

E terminamos o episódio nas termas, onde pela primeira vez alguém nota um padrão estranho nas costas da Dororo. Eu sei o que isso é, então não vou falar muito a respeito, mas acho interessante que esse anime vai então adaptar um arco que nem o de 69 adaptou.


Fábio “Mexicano”:

Eu sei que aquilo definitivamente não se parece com um mapa :stuck_out_tongue: Mas bem, os pais do Dororo eram bandidos, né? Deve ser uma tatuagem yakuza :smile:

E a abertura nova é mesmo bem pior. A música de encerramento é ok, mas a animação o tempo todo desfocada me irrita.


Vinicius Marino:

A Okaka queria dar o rosto da Dororo ao monstrengo? Ok, sei que essa é uma discussão séria, mas essa foi a imagem que me veio à mente. :joy:

Não que o rosto imberbe do Hyakkimaru fosse muito melhor. Um dos motivos pelos quais esse episódio pareceu desafiar minha boa vontade.

Sei lá, houve algo estranho na motivação de todas as personagens. Desde a Okaka perguntando para a Dororo se ela gostava mesmo da sua mãe (wtf?) até o Hyakkimaru tagarela, que não parece a mesma pessoa que acompanhei até agora.


Gato de Ulthar:

Olha. Eu senti falta de uma maior reflexão sobre tudo o que aconteceu com o Hyalkimaru, parece que tudo ocorreu em um passado um pouco distante. Eu gostaria de uma transição mais suave entre os eventos cartáticos anteriores e o caso episódico da semana.


Diego:

Eu não fiquei particularmente incomodado com o Hyakkimaru. Ele falando mais só significa que está se acostumando com o sentido que ganhou, e convenhamos que seria complicado manter ele mudo por muito mais tempo. Quanto a não ter uma maior reflexão… De minha parte eu não acho que o anime precisava se prender por muito mais tempo ao que aconteceu. E não é como se estivesse resolvido, também, o Hyakkimaru aprendeu a não se descuidar de si mesmo, mas sua relação com seus pais continua bem complicada.

Mas mudando um pouco de assunto, que tal comentarmos um pouquinho a “personagem episódica” do episódio? :stuck_out_tongue: Digam, o que acharam da Okaka?

Pessoalmente falando, eu diria que foi uma das poucas vezes em que eu preferi a versão antiga. Como eu disse, toda a história por trás da estátua é original desse anime, e na versão antiga a Okaka era só uma entidade meio aleatória criada pelo demônio. Acontece que lá ela acaba passando um pouco mais de tempo com a Dororo e desenvolve certa afeição por ela, que é o que complica a sua missão. Aqui a personagem pareceu meio sub-aproveitada, o que talvez fosse resolvido se tivessem deixado a revelação das costas da Dororo pra outro momento.


Gato de Ulthar:

Concordo com você Diego, a Okaka me soou um tanto deslocada, suas motivações também me pareceram um tanto banais, eu não consegui compreender direito o que ela realmente queria com o Dororo.


Fábio “Mexicano”:

Eu não entendi porque a Okaka pareceu preocupada com Dororo nesse episódio. Ela claramente estava preocupada, como a bronca que ela deu e a forma como tentou tirar Dororo do caminho deram a entender, mas a mim não fez sentido nenhum. Agora entendo que seja remanescente da história original, pelo que o Diego contou, mas apagaram qualquer justificativa razoável para isso, deixando apenas o efeito. Ficou muito estranho.


Vinicius Marino:

Tive a impressão de que o episódio mordeu mais do que conseguia engolir. Tivemos 1) uma história de origem do monstro , 2) uma explicação de seus poderes (e por que não funcionaram contra Hyakkimaru), 3) a humanização da sua assecla, 4) o rolo inteiro do mapa e ainda 5) uma palhinha do Hyakkimaru falando em voz alta para nos acostumarmos com seu novo eu. É tanta coisa acontecendo, e tanta coisa importante, que prestei menos atenção do que, por exemplo, no episódio da mulher aranha. Esse foi um episódio em que um vilão mais simples teria facilitado as coisas. Ou, então, que ganhasse mais tempo de tela, para que não parecesse apenas outro “monstro da semana”.


Diego:

Bom, que bom que não fui só eu que senti que a Okaka foi bastante subaproveitada.

E para finalizarmos, especulações quanto a o que pode ser aquele mapa nas costas da Dororo? Obviamente eu sei o que pode ser, mas queria ver as opiniões de vocês :smile:


Fábio “Mexicano”:

Eu tinha certeza que não era um mapa apesar de falarem que é mapa porque absolutamente não se parece com mapa, mas com você dizendo que é mapa, então é mapa, né?

Huh … o mapa do tesouro dos pais não é porque se eles tivessem tesouros teriam vivido um pouco melhor e por mais tempo. É … não faço a menor ideia :smile:


Vinicius Marino:

Só eu pensei em Golden Kamuy? Ok, se fosse um tesouro, pura e simplesmente, cairia nesse problema que o Fábio já mencionou. E digamos que uma criança, num mundo violento como o de Dororo, não tem lá uma sobrevivência assegurada.

Vou fazer um chute bisonho: acredito que seja alguma coisa mística. Não “mística” no sentido de que não exista. Mas algo a ver com a relação das pessoas com os divinos. Quiçá até com os demônios e os monstros que os perseguem.

Nós já vimos que não apenas riquezas são escondidas no mundo do anime. Talvez o Hyakkimaru não seja o único amaldiçoado do Japão . E aquele santuário em que seu pai fez o pacto, o único covil de demônios do país em guerra.


Gato de Ulthar:

Acho que o Vinicius definiu bem. Me parece, sem dúvidas, que se trata de uma “tatuagem” mágica e não algo criado pelos seus pais, pessoas simples e aparentemente sem grandes conhecimentos arcanos.


Fábio “Mexicano”:

Eu ainda prefiro que não seja um mapa, mas tem que ser, né. Sei lá, isso nem parece um mapa. Parece aqueles vermes que andam embaixo da pele, talvez.


Diego:

… Bom, eu não vou falar nada :smile: Mas imagino que muito em breve o anime deve explicar essas marcas nas costas da Dororo (e eu obviamente irei comentar se for algo diferente do original :stuck_out_tongue: )

Mas por agora vamos ficando por aqui. Vejo a todos na próxima semana o/

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