Comentários Semanais – SAO 3; Boogiepop; Ueno-san; e muito mais.


O que assisti essa semana.


Olá a todos, e aqui começa mais um Comentários Semanais, agora para comentar algumas das estreias da temporada! E por “algumas” eu quero dizer “duas”. É, vamos falar disso um pouquinho…

Eu quero mudar um pouco o formato desse quadro. Nada de muito drástico, só que agora eu quero poder ter o artigo já finalizado na segunda, pronto para ir ao ar na terça. O que me fez então decidir que os animes que saem na segunda e na terça só terão seu episódio comentado na semana seguinte. Tensei Slime, segunda temporada de Mob, eu vou comentar desses títulos sim, mas a partir da semana que vem. O que significa que aqui só aparecem os animes lançados até o último domingo.

E vou dizer desde já: sem Tate no Yuusha. Eu tentei assistir e vamos dizer que não deu lá muito certo: o tédio foi tamanho que larguei mão do episódio na metade e não estou nem um pingo inclinado a continuar.

De resto, seguimos como sempre. Nessa última semana do ano novo não teve episódio novo de Yugioh (foi exibido no Japão, mas só virá pra nós nessa semana, junto do episódio mais recente), então na seção de longos vocês ficam só com Kitaro mesmo. E há uma estreia na seção de outros títulos, mas qual o anime vocês conferem descendo a página mesmo.

Avisos dados, vamos logo então aos comentários /o/


Temporada de Inverno / 2019


Sword Art Online: Alicization, episódios 12 e 13

Com Sword Art Online: Alicization entrando agora em seu segundo cour, esses dois episódios vêm para responder algumas das perguntas que ainda estavam no ar, mas também para preparar o terreno do que vem pela frente (incluindo aqui alguns elementos de foreshadow que só serão relevantes muito para frente na história).

O grosso do episódio 12, bem como todo o episódio 13, nos apresenta uma conversa entre o Kirito e a Cardinal. Eu já disse em outros momentos que Alicization é, de certa forma, o culminar da história de SAO até aqui, então faz algum sentido encontrarmos aqui em Underworld essa forma antropomórfica do Sistema Cardinal, que sustentava o jogo Sword Art Online e que veio a integrar o pacote SEED que Kayaba deixou como seu último legado. Semelhantemente, que para alcançar a Administrator o Kirito tenha de subir os cem andares da Igreja é ainda outra nem tão sutil referência ao arco original.

Eu não tenho muito a falar sobre a conversa em si, exceto que conseguiram mantê-la muito mais visualmente interessante do que eu esperava, mas comparando com a light novel me incomodou um pouco que não explicaram direito qual o plano da Quinella quando esta descobriu que sua memória estava chegando ao limite. Fica parecendo que ela apenas queria outra fluctlight, quando este não era bem o caso: sua intenção original era editar a própria memória, mas por medo de algo dar errado ela decidiu que deveria primeiro testar o procedimento em outro indivíduo. Dai sua ideia de copiar sua mente para outra fluctlight, onde ela poderia editá-la sem riscos para si.

O anime também deixa de fora a informação de que nada em Underworld pode ser criado do zero. A comida que Kirito e Eugeo ingeriram era feita a partir dos livros da biblioteca, e as adagas que a Cardinal entrega a ambos eram feitas de seus cabelos. O que explica porque, poderosa como era, ela ainda assim não poderia simplesmente dar a ambos um par de armas e armaduras da mais alta qualidade (ou mesmo mais adagas). São detalhes, mas que dão muito mais coesão àquele universo, e acho uma pena que a adaptação os tenha pulado (ainda que este segundo tenha sido indicado visualmente na luta entre Quinella e Cardinal).

Numa nota um pouco diferente, que Cardinal peça um abraço é algo bem interessante. Assumida a forma humana, ela busca também por contato humano. Um dos temas centrais em Alicization é a pergunta de o que nos define enquanto humanos, colocando que essas inteligencias artificiais não são assim tão diferentes de nós, e essa é uma cena que avança um pouco essa questão. Afinal, ser humano é também desejar o outro: o contato com outras pessoas, a criação de laços sociais, o calor de outro corpo… Somos seres sociais por um motivo: o isolamento pleno nos faz muito mal, psicologicamente falando.

Por último, eu gosto bastante de como o episódio finaliza. Eu adoro essas cenas que conseguem passar a sensação de que é a partir daqui que a história de fato começa, de que tudo o que veio antes nada mais era do que a construção em prol do clímax. E ao clímax caminhamos: são cem andares para escalar, pelo menos 31 cavaleiros no caminho, tudo em prol de chegar até aquela que é a efetiva deusa daquele mundo. Para quem estava achando o anime muito parado, podem ter certeza que daqui pra frente isso muda e muito.

Boogiepop wa Warawanai, episódios 1 e 2

Eu acho que antes de mais nada é preciso responder à pergunta que muitos já devem ter se feito: afinal, isto aqui é um reboot ou uma continuação daquele anime mais antigo, Boogiepop Phantom? Bom… Meio que nenhum dos dois, na verdade. O primeiro anime, de 2000, parece ter sido uma continuação não canônica para o primeiro arco da light novel original, ao passo que o anime deste ano vem para adaptar a própria light novel. Então para quem estava em dúvida: sim, você pode assistir essa adaptação sem ter visto a anterior, não se preocupe.

Mas isso tirado do caminho, que dizer então desse anime? Bom, eu posso começar dizendo que aprecio e muito que tenham lançado dois episódios de uma vez, já que o formato nos permitiu ter uma boa ideia de qual será a estrutura dessa história. Boogiepop wa Warawanai se apresenta aqui como uma narrativa não linear, onde um mesmo evento é testemunhado por múltiplos personagens, e vamos saltando de testemunha em testemunha até, eventualmente, conseguirmos formar o quadro completo do que aconteceu.

Pra ser franco, é uma estrutura que não se rende muito bem à discussão episódica. Esse parece aquele tipo de história onde cada detalhe conta, e assistir semanalmente pode fazer o espectador esquecer muito do que já se passou. Dito isso, Boogiepop ainda é uma light novel, e uma que segue em lançamento, significando que provavelmente possui arcos relativamente independentes. Já ouvi comentários de este arco em específico deve encerrar no próximo episódio, e se for o caso eu devo fazer com esse anime o mesmo que fiz com Bunny Girl Senpai na temporada passada, comentando arco a arco ao invés de episódio a episódio.

Claro, como este arco ainda não acabou eu não vou ter muito o que falar sobre ele. Mas pelo menos por agora eu posso dizer que me interessei bastante pela Boogiepop, que o anime nos apresenta como essa espécie de entidade automática que surge sempre que uma ameaça ao mundo aparece, quase como um mecanismo de defesa da humanidade. É uma figura bem curiosa, e eu me pergunto como farão para trabalhá-la mais adiante. Mas isso só o tempo dirá.

Ueno-san wa Bukiyou, episódio 1

E finalizando essa nossa – bastante curta – seleção de animes em lançamento, temos esta divertida e absurda comédia romântica, completa com um protagonista mais denso que um buraco negro.

Para ser sincero, eu não sabia bem o que esperar desse título. Mas ele foi um dos primeiros da temporada a sair, além de ter apenas uns 10 minutos por episodio, então por que não dar uma chance, não é? Acabou que ele se provou bem mais absurdo do que eu poderia imaginar, o que rende algumas boas risadas. Eu especialmente adorei o momento em que a Ueno praticamente se confessa e o garoto ainda assim não entende, sendo o único momento em que eu tive de pausar o episódio de tanto rir.

Dito isso, eu me pergunto se essa premissa vai ser o bastante para sustentar uma temporada, episódios de 10 minutos ou não. Mas a ending parece indicar que teremos aqui um elenco bem maior do que o de costume para esses animes curtinhos, então isso talvez impeça o título de ficar muito monótono. De minha parte, vou assistir pelo menos mais alguns episódios.

Ah sim, e eu mencionei que esse anime é uma fábrica de prints fora de contexto? Bom, esteja mencionado agora.


Animes Longos


GeGeGe no Kitaro, episódio 38

Então… Um yokai que se alimenta de cadáveres humanos e que ainda prefere aqueles “temperados” pela dor da perda de um ente querido? Esse anime é pra crianças… né?!

Ok, mas em toda seriedade, foi um episódio bem mais interessante do que eu esperava. Eu não sou particularmente fã do Nezumi Otoko, mas diria que os melhores episódios do personagem são aqueles em que se torna o veículo para explorar exatamente aquilo que o próprio Shigeru Mizuku queria explorar com o personagem: os aspectos mais deploráveis da humanidade. E aqui nós encontramos exatamente isso: golpistas, assassinos, psicopatas… Muito me surpreende que o anime de fato leve às últimas consequências a ideia dos possíveis usos para um yokai capaz de “se livrar” de qualquer corpo. De novo: esse anime é pra crianças… né?!

A parte da troca de corpos foi a que considerei mais fraca no episódio, mas ah se não foi ótimo ver a Mana descendo a porrada no Kasha, quando este se apossa do corpo do Kitaro. Não vemos a garota lutar com frequência, mas depois dessa eu até gostaria de a ver mais ativa nesse sentido (ainda que, óbvio, meio complicado quando os inimigos são seres muito mais poderosos do que um humano comum). E o final foi particularmente interessante, com o Kasha se safando. Eu me pergunto se a coisa irá ficar por isso mesmo ou se ainda veremos o personagem no futuro.

E finalizando com uma crítica: por que a Mana hesitou em falar do yokai para a polícia? Me parece que desde aquele mini arco dos tanuki a população se deu conta de que yokai de fato existem, e não vimos praticamente ninguém duvidar da existência deles desde então. Sendo assim, me parece estranho a Mana não falar o que viu, ainda que ela pode ter decidido esconder menos por suspeitar que os guardas não iam acreditar e mais por preferir deixar essas questões para o Kitaro resolver.


Outros Títulos


Futari wa Pretty Cure, episódios 23 ao 25

Ainda outra sequência bem interessante de episódios, sobretudo pelo quanto eles avançaram com a história. Ao ponto mesmo de eu me perguntar como o anime irá preencher os mais de 20 episódios que faltam – mas disso eu falo daqui a pouco.

Vamos lá, o episódio 23 mostra que eu errei ao supor que o último dos enviados do Dark King tentaria ir até o Guardião das pedras. No final, foi mais o contrário. Após criar toda sorte de problemas no acampamento das protagonistas, criando mesmo uma atmosfera de terror (bom, o tanto possível em Precure, né), ele se utiliza do poder das duas para puxar o Guardião para si, sendo o primeiro dos vilões a de fato obter as prism stones de volta.

Por conta disso, o episódio 24 já começa com um clima compreensivelmente mais pesado, conforme os poderes do vilão seguem causando problemas para o acampamento e conforme as garotas ponderam que agora voltaram a ter apenas duas pedras. Eis então que o inimigo aparece, e temos uma nova luta. Que foi… mais ou menos. Precure já teve lutas muito piores, e enquanto a repetição de quadros (mesmo de sequências inteiras) incomoda um pouco nessa, ao menos esse foi o único dos problemas. Só não realmente gosto de como o vilão foi derrotado graças às prism stone, ainda que isso não tenha visto totalmente sem aviso. No episódio anterior, o próprio Dark King disse a ele para que não subestimasse o poder da luz, afinal.

O episódio 24 termina então com as garotas reunindo todas as sete pedras, criando então uma ponte-arco-íris que as conecta ao Jardim da Luz. Um novo mascote surge para levá-las até lá, e é dai que começamos o episódio 25. Vou dizer que o Jardim da Luz é exatamente como se esperaria de um lugar com um nome desses, o que não é realmente uma crítica. Mas eu realmente não esperava aquela rainha, que mais parece uma gigantesca estátua de mármore, seu tamanho de certa forma reforçando que ela o oposto do Dark King.

Uma vez no Jardim as garotas são convocadas a participarem num ritual para trazer de volta o poder da criação das pedras, mas eis que o Dark King interfere, enviando um Irukubo parcialmente revivido para o Jardim da Luz, a fim de sequestrar as garotas. O que levanta a pergunta: e agora? Parece que a história está se encaminhando para o confronto decisivo entre as Pretty Cure e o Dark King, mas… já? E o resto do anime? Se for pra chutar eu vou dizer que não, ainda não veremos o fim do Dark King, mas eu me pergunto como essa história irá continuar.

Boogiepop Phantom, episódios 1 e 2

Sim, eu decidi ver o anime antigo de Boogiepop também. E sim, foi justamente para comparar com a nova adaptação – ainda que, como já expliquei, ambos sejam histórias diferentes. O que talvez não tenha sido muito inteligente, já que são altas as chances de ambas as séries acabarem se misturando na minha cabeça, mas oh bem, agora já foi.

Sobre esses dois primeiros episódios, eu acho interessante que, narrativamente, Phantom soa ao mesmo tempo mais episódico e mais fragmentado do que wa Warawanai. Episódico porque ambos os episódios se focaram em personagens aparentemente aleatórios que tiveram apenas um contato rápido com a Boogiepop (se é que aquela do segundo episódio é mesmo a Boogiepop). E fragmentado porque cada episódio fica saltando no tempo, ainda que o segundo tenha feito isso bem menos do que o primeiro.

Se destaca também a direção, que me lembrou muito a de Serial Experiments Lain. O visual é bem escuro, com inclusive uma espécie de filtro opaco sobre a câmera que torna as bordas da tela ainda mais escuras. O design dos personagens também me lembra um pouco o de Lain. E claro, tem a trilha sonora. Tudo colaborando para criar um clima sombrio próprio a histórias de mistério, e mistério certamente não falta aqui. Diria mesmo que Phantom se provou uma experiência ainda mais confusa do que wa Warawanai.

Não da pra falar muito da história aqui, dado que ainda menos dela foi apresentado nesses dois episódios do que nos dois episódios da série mais recente, mas mais uma vez eu apontaria que a Boogiepop foi o que teve de mais interessante, ainda que aqui por um motivo bem diferente. Nessa versão, a Boogiepop é uma figura bem mais ambígua, ou no mínimo é apresentada como tal. Por exemplo, logo no episódio 1 ela salva uma menina, mas confessa ter matado a pessoa que a menina procurava. Então estou bastante interessado em ver como irão trabalhar a personagem aqui.

Ginga Tetsudou 999, episódios 49 e 50

O episódio 49 é facilmente um dos melhores do anime até aqui. O que, seja dita verdade, não significa muita coisa: infelizmente, Ginga Tetsudou 999 é o tipo de anime onde seus episódios costumam ser de medianos pra baixo. Mas este foi realmente bem interessante, conforme os protagonistas descem em um planeta onde todo mundo parece ser muito gente boa – gente boa até demais, na opinião do Tetsuro. Uma opinião que tem lá sua base: o garoto já passou por maus bocados ao longo da sua jornada, e que ele comece a desconfiar de estranhos é um desenvolvimento natural para o personagem. Felizmente, ele estava errado, e a população se prova mesmo ser bastante gentil e trabalhadora. Foi um episódio incrivelmente wholesome, do tipo que não realmente tivemos até então, ainda que com alguns que já chegaram perto disso.

Já o episódio 50… Ok, vamos lá, ele não foi ruim. Mas ele foi bastante médio. Uma mulher prensa o 999 com suas esferas metálicas, e força o Tetsuro a sair do trem para ir brincar com ela (numa nota lateral: o próximo que vier reclamar de harém nos tempos modernos que faça o favor de ver esse anime onde a cada episódio uma mulher diferente quer o corpo nu dessa criança de 10 anos; grato). Tetsuro descobre que ela é uma andróide, e resolve o pequeno inconveniente metendo uma cadeirada na distinta e quebrando ela em pedacinhos (mas tudo bem porque ela irá se reconstruir para voltar a atazanar quem passe por aquele túnel no futuro. Yey?). Nada de mais, nada de especial, só o seu típico episódio de Ginga Tetsudou 999.

E você, leitor, que está achando da temporada? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

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