Café com Anime – Yagate Kimi ni Naru, episódio 8


Nossa conversa semanal sobre os animes da temporada.


E começa aqui mais um Café com Anime! Como de costume, a mim aqui se juntam o Fábio “Mexicano”, do Anime 21, o Vinicius Marino, do Finisgeekis, e o Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, em mais uma conversa sobre esse anime que vem se provando uma das maiores surpresas da temporada, Yagate Kimi ni Naru (ou Bloom into You).

Mas antes de irmos para a discussão, sempre bom lembrar a todos para que não deixem de conferir também as outras conversas do Café nos demais blogs! No Anime 21 nós continuamos com Banana Fish, da temporada passada. No Finisgeekis, o leitor pode conferir nossas conversas sobre Irozuku Sekai no Ashita Kara. E no Dissidência Pop temos Zombieland Saga. Fiquem de olho e não percam!

E sem mais delongas, vamos então à discussão! Uma boa leitura para todos.


Diego:

Vou dizer que Yagate vem sendo extremamente competente no continuar de sua história. Depois do episódio da Sayaka, eis que temos um episódio que começa justamente com ela e a Yuu se aproximando mais. Embora talvez de uma forma um tanto quando problemática.

A segunda metade do episódio nos revela que a Yuu sabe muito bem que a Nanami não quer que a Yuu se apaixone por ela. E na sequência delas avançando na chuva vemos o quão frágil pode ser essa relação. No momento que a Yuu demonstra um maior carinho pela Nanami, a segunda quase que imediatamente se “fecha”.

Ao final do episódio, Yuu consegue passar o bastão para a Sayaka. Ambas estão mais próximas, mas sobretudo porque estão no mesmo barco: nenhuma das duas consegue verdadeiramente se aproximar da Touko. Que situação, em?


Fábio “Mexicano”:

Por que achou problemática a aproximação entre Yuu e Sayaka? Achei que foi uma boa solução, e adorei a conversa delas. “Amiga pra mim e senpai pra você”

Eu tinha entendido que a Yuu havia percebido já que a Nanami não quer que ninguém se apaixone por ela. A interação delas abrigadas da chuva, com a Yuu deixando escapar sem querer que talvez a Nanami seja especial pra ela e tudo o que veio em consequência disso foi o ponto alto do episódio.

O segundo ponto alto foi a Sayaka fazendo desaforo pra ex :stuck_out_tongue:


Diego:

Disse “problemática” mais no sentido de em pé elas ficaram. Como eu disse, no fim elas estão próximas também no seu distanciamento da Touko (não sei se ficou claro).


Fábio “Mexicano”:

Ah, ok, concordo. Eles não viraram amigas do peito, mas se respeitam pelo menos agora.


Gato de Ulthar:

O melhor do episódio foi mesmo a Sayaka dando uma lição na ex-peguete.

Mas ainda não compro essa ideia da Nanami não querer que a Yuu se aproxime. Quando vejo esse elemento em cena sempre me dá raiva, mas fora isso a cena da chuva foi de fato muito boa.

E o que gostei também é que mesmo tendo se aproximado, a Yuu e a Sayaka começaram uma competição silenciosa pela Nanami, mesmo que elas nem tenham se dado conta disso.


Vinicius Marino:

Sayaka foi injustiçada. Devia ser a protagonista. Ela é mais interessante em praticamente tudo: nas motivações, nas reações, na torcida de nariz para a ex-peguete.

Aliás, essa cena foi genial em todos os aspectos. Olha só o discurso da FDP: “Mimimi, você deve seu lesbianismo a mim”. No início, achei que fosse outra daquelas inverossimilhanças de Yagate.

Mas conforme a cena se desenrolava percebi que era muito pior: ela quer ser importante. Ela não dá a mínima pra Sayaka, mas quer esfregar na cara dela esse complexo de marco-zero. Parece aqueles cafajestes que esperam devoção das meninas porque lhes deram um primeiro beijo. Tudo isso enquanto pegam outras.


Diego:

A cena da Sayaka esnobando a ex foi mesmo fantástica. E além disso, foi não apenas uma boa finalização para esse plot point como uma boa continuação da discussão dela no café. Agora que ela sabe que uma relação lésbica pode ser mais do que “uma fase” ela consegue se aceitar muito melhor, dai a confiança que ela demonstra em abraçar a Touko para deixar claro para a ex qual a situação dela.

É como eu disse no começo, Yagate vem sabendo muito bem como continuar sua história. Cada episódio sempre soa como uma sequência natural do episódio anterior. E isso no roteiro, mas também em temáticas e no desenvolvimento dos personagens. Não acham?


Vinicius Marino:

De fato. E se eles trancassam a Yuu e a Nanami no camarim e deixassem o anime nas mãos das outras personagens seria mais perfeito ainda. :stuck_out_tongue_closed_eyes: Concordo com o Gato. A “química” das duas em cena é a pior parte de Yagate.

É engraçado. Não é incomum ver animes cujo protagonista é a parte menos interessante. Menos frequente é assistir a um em que o conflito principal parece desbotado em relação aos outros.


Gato de Ulthar:

Yagate não é nada ruim em construir cenas e ganchos de um episódio para o outro. A direção é de primeira mesmo. Só o que pega é aquilo tudo que sempre venho reclamando das inverossimilhanças da Yuu e a Namami. Mas no geral é bom esse anime.


Fábio “Mexicano”:

É ritmo de slice of life, com a diferença que as protagonistas estão sendo escritas como personagens de uma história plot-based, o que não é o caso de nenhum slice of life. É a discussão que já tivemos mais de uma vez (em todas as sessões desde…?). A autora quer dizer algo com elas. Se vai conseguir eu não sei, mas estou gostando, e ela precisa de pelo menos uma personagem secundária forte para isso, então ganhamos a Sayaka, para mim é ganha-ganha.


Diego:

Já que você mencionou, Fábio, quer expandir um pouco o que você quer dizer quando coloca que as protagonistas são escritas como se fosse uma história plot driven? Até porque é algo com o que eu concordo quase que instintivamente, mas não saberia dizer bem porquê :smile:


Fábio “Mexicano”:

Justamente por elas serem pouco verossímeis (e o Vinicius dirá que estou sendo bondoso ainda). A cena no rio foi linda, mas sabemos que nenhuma pessoa real teria agido como elas. No mínimo, o anime foi excessivamente dramático ali. Teatral, se quiser.

Só que isso explica o comportamento incomum, não a mentalidade incomum. É difícil engolir que alguém possa ser de verdade como a Nanami ou a Yuu, o que contrasta com a Sayaka, que age com grande naturalidade e conseguimos imaginar uma amiga ou conhecida nossa daquele jeito.

A hipótese é que o anime é assim com suas protagonistas porque está tentando contar algo específico com elas. O importante é a mensagem, a história, não as personagens. Plot-driven.


Vinicius Marino:

O Fábio acertou em cheio, mas eu vou tentar colocar de outra forma: Yagate nos vende um enredo que grita para que nos importemos com ele. Os episódios são tocados pelo suspense. A direção força a barra para que nos emocionemos com cenas de revelação. Em qualquer uma delas – escolha sua favorita, a do rio, do guarda-chuva, do discurso – o importante não é a ação em si, mas o conteúdo. As ações de suas personagens são importantes porque dizem sobre suas relações, não porque são a relação em si. Como num romance policial, a mancha de sangue na parede não é importante; o fato de que ela é uma pista ao assassinato é.

O problema é que Yagate meio que força essa história numa estrutura de slice-of-life, como o Fábio bem lembrou. Que, por sua própria natureza, tende a examinar pessoas. É daí, afinal, que vem o nome: ele funciona como uma fotografia que grava aquele momento especial entre as pessoas. Aquele sorriso de cumplicidade, aquela expressão de surpresa que diz mais que mil palavras. Tire isso do subgênero e não sobra quase nada: o enredo é mínimo; a ação, não existente. Um slice-of-life sem “life” é um romance policial sem suspense. Uma contradição em termos.

O que salva, repito, é a Sayaka e os outros membros do elenco de apoio. Mesmo as personagens mais diminutas – como a jovem escritora de que mal falamos – são humanas e verossímeis. Mas o conflito de fato merecia uma obra mais apropriada.


Gato de Ulthar:

Acho que o Vinicius e o Fábio já disseram tudo né? Mas vou dar minha opinião mesmo assim. Quando vemos um slice-of-life, queremos ver o cotidiano de pessoas específicas em um contexto específico, e quanto mais essas pessoas se aproximam do real mais será um “slice” da vida. Yagate é mais idealista que realista, e por isso a Sayake é tão interessante, bem como o romance das professoras.


Diego:

A inverossimilhança das protagonistas é algo que vale comentar um pouquinho mais (calma, calma, acho que há uma outra perspectiva que ainda não tocamos :stuck_out_tongue: ). Vocês diriam que são personagens inverossímeis, ou que são personagens com características específicas e conflitos específicos inverossímeis? Porque muito das críticas que sobretudo o Vinicius fez às personagens vai muito de encontro ao relacionamento delas não soar natural, mas elas são mais do que o próprio relacionamento… não?


Vinicius Marino:

São? Pois elas não fazem praticamente nada que fuja desse relacionamento. Ok, a Yuu tem um emprego. Mas tivemos o quê? Duas ou três cenas em que aparece trabalhando? Ela e a Nanami estão ocupadas com atividades escolares, mas é a “escola padrão” idealizada dos animes. A Nanami também tem uma irmã morta, mas não se comporta como alguém que perdeu uma irmã. Pelo contrário, está mais interessada em saber como isso “avança” seu próprio arco (num desvario meta que beira o pós-moderno) do que com o fato de que sua parente de sangue morreu.

Façamos um teste: peguemos todas as cenas em que as duas, ou uma das duas não está falando da outra. Ou de seu relacionamento. O que sobra?


Fábio “Mexicano”:

Yuu e Nanami vivem totalmente em função de seu relacionamento. De novo: na falta de verossimilhança, plot-driven. Se vamos falar de outras perspectivas não é para tentar justificar as personagens, porque elas são injustificáveis, mas sim para tentar entender o que o anime quer nos contar com elas. Não é um romance. Não um romance que nós podemos assistir e apontar e dizer: veja lá, um romance! Poderia ser eu ou você ou alguém que conhecemos.

Mas se não conhecemos a Yuu, talvez conheçamos alguém que ama mas não pode revelar a verdadeira extensão de seu amor por medo de perder a pessoa amada. Se não conhecemos a Nanami, talvez conheçamos alguém que não está pronto para ter um relacionamento, que tem medo de ser amada, mas que mesmo assim não pode evitar desejar amar e tudo o que acompanha isso.

Não é um policial sem suspense. É só um em que nós, como espectadores, não temos todas as pistas, não conhecemos todas as pessoas, e o raciocínio dedutivo final talvez seja meio sem sentido, mas apresentado com pompa e circunstância. Muitas histórias policiais ou de detetive hoje em dia são assim, só não estamos acostumados com um romance assim. E admito: é mais difícil engolir isso em um romance, porque romance é algo mais próximo a nós e que todos experimentamos.

O Diego me desculpe, mas talvez não seja coincidência que nós que mais estamos gostando não tenhamos uma vida romântica exatamente plena, em contraste com Gato e Vinicius que pelo que sabemos parecem bastante felizes e realizados em seus relacionamentos amorosos.


Vinicius Marino:

Olha, nem comentei esse ponto porque não quis soar cruel. Mas agora que você próprio chutou o vespeiro deixa eu fazer uma pergunta capciosa. A Yuu, também, não vive uma vida romântica plena. E busca insights sobre amor em obras que nada dizem sobre romances reais. Vocês se reconhecem de alguma forma na personagem dela?


Fábio “Mexicano”:

Eu estava guardando essa para depois, mas já que perguntou, vai agora. Eu já me senti na situação da Yuu sim, em mais de uma ocasião. E atualmente me sinto na posição da Nanami.


Diego:

Eu acho que na nossa idade é difícil responder um “sim” sólido a essa pergunta. Eu reconheço a retórica comum do romance fictício e o quão irreais são as expectativas que ele coloca, mas é isso.

Diria que simpatizo com a Yuu no sentido de nunca ter se apaixonado, mas pelo menos por agora não vejo isso como um problema :stuck_out_tongue:


Fábio “Mexicano”:

Eu tenho 36 anos, na minha idade já passei por bastante coisa :stuck_out_tongue:


Diego:

Bom, em todo caso, eu acho que já disse em outra discussão que nossas noções de verossimilhança são bastante dependentes das nossas experiências (ou mesmo falta de) na vida, não? Então sim, é bastante possível que a falta de uma vida romântica mais plena faça com que não achemos a situação irritante como o Vinicius e o Gato acham.

Quando a ficção não representa algo que você conhece de forma adequada isso pode mesmo ser bastante distrativo.


Fábio “Mexicano”:

Mas elas são inverossímeis, e tenho quase certeza que isso é proposital. Eu esperava que o Vinicius fosse objetar: não seria possível criar personagens verossímeis com esses conflitos que eu atribuí à Yuu e Nanami? Certamente seria.

Mas daí elas seriam pessoas complexas. Como a Sayaka. Tente resumir a Sayaka em uma frase, como eu fiz com as protagonistas, e fracasse. YagaKimi é uma história sobre essas ideias, para que quaisquer pessoas, em quaisquer circunstâncias, que possam minimamente se identificar com elas, se identifiquem. Ser um personagem real, nesse caso, seria limitante.


Diego:

Pra mudar um pouco de assunto, já que a discussão da verossimilhança delas é uma que a gente vem tendo desde o episódio 1 (e que nesse ponto já estabelecemos que não é nem uma questão de se, mas sim se isso é ruim ou não), teve um ponto específico no episódio que me incomodou bastante: a Yuu sabia o que a Nanami queria, que é que a Yuu não se apaixone por ela.

Eu consigo perdoar o modo “leitora de mentes” da Yuu e considerar isso apenas outra demonstração do quanto ela entende a Nanami, mais profundamente até do que a própria, talvez. O que não me parece fazer sentido é a Yuu ainda querer se apaixonar por ela mesmo sabendo disso. É algo que eu só consigo explicar com a noção de que ela já está apaixonada e só não percebeu ainda, porque qualquer outra explicação parece fazer a personagem passar de inverossímil para inconsistente ou contraditória mesmo.


Fábio “Mexicano”:

Eu tenho certeza que ela já está apaixonada. No rio ela pensa para si mesma, “por quem vou aprender a me apaixonar se não for por ela?”. Para a Yuu não existe outra pessoa, tem que ser a Nanami, e isso já é amor.

Nesse episódio também, na conversa dela com a Sayaka. Ela pergunta à queima-roupa se a Sayaka está apaixonada pela Nanami, e a Sayaka vira o jogo pra cima dela. A conclusão da Sayaka, “amiga para mim, veterana para você”, não foi contestada pela Yuu – nem verbal nem mentalmente. E a gente sabe o que essa conclusão significa.


Gato de Ulthar:

A Yuu está caidinha mesmo por ela, e é uma paixão muito controversa, pois também me incomoda a aceitação da menina em jogar o jogo da Namami.


Vinicius Marino:

Acho que eu já havia comentado que apostava na paixão dela. Eu acrescentaria aí também o orgulho, que geralmente acompanha a paixão e é responsável por várias das burradas que apaixonados cometem. Ela sabe que a Nanami não está nem aí, mas quer que se apaixonem, porque sabe, lá no fundo que isso acontecerá. Porque com ela será diferente, já que ela é uma floquinho de neve especial, nascida virada pra lua, digna de mangá shoujo.


Fábio “Mexicano”:

É, é bem assim que funciona :stuck_out_tongue:

Dito de forma menos agressiva, é o pensamento “comigo vai dar certo, é só eu me esforçar”.

Mas isso não é só orgulho. Isso é egoísmo também. Pensar dessa forma é um jeito de ignorar que a outra pessoa é como você. Nem todo mundo pode resolver os seus problemas. E você não pode resolver os problemas de todo mundo. Talvez você tenha conhecido uma pessoa maravilhosa, mas na hora errada. Ela está passando por algo que torna impossível que o seu relacionamento com ela dê certo. Mas você vai lá e se convence que você, VOCÊ, consegue. É só se esforçar. É só fazer dar certo.

Como isso é anime podemos assumir sem medo que no longo prazo vai dar certo mesmo, mas elas podem passar por poucas e boas no meio do caminho.


Diego:

Bom, a relação das duas é inerentemente egoísta, não? Para a Yuu, ela vem de uma necessidade de ter alguém que dependa dela e do seu desejo de aprender mais sobre o amor. Para a Nanami, vem da necessidade de ter alguém com quem ela possa ser ela mesma em alguns momentos. Parando pra pensar, nenhuma das duas está realmente preocupada com a outra.

O que me leva a perguntar: acham que o anime reconhecerá e desenvolverá isso, ou acham que estou lendo mensagens não intencionais advindas da forma como a história vem sendo escrita, e que na verdade o relacionamento delas era pra soar super wholesome? :stuck_out_tongue:


Vinicius Marino:

Na medida do possível? É natural que apaixonados sejam egoístas. E natural também que meninas da idade dela ajam assim. É preciso alguma maturidade para colocar os interesses dos outros na frente dos nossos.

Não me parece wholesome. E não me parece que a mensagem é parecer wholesome. Mas sinto que se eu fosse apontar o dedo para tudo que vejo de errado em romances escolares não sobraria um anime :stuck_out_tongue:

O troféu ainda vai para a Nanaho “danem-se-meu-filho-e-marido” de Orange. Mas com alguma perseverança a Yuu e a Nanami chegam lá.


Gato de Ulthar:

Dizem, Platão incluso, que se ama o que lhe falta, a Yuu amaria a Nanami por precisar dela, seja lá qual o motivo, sentir-se amada pela primeira vez? E pensando em algo bem louco, a Yuu sempre ficou fantasiando o amor em virtude dos mangás shoujo, e será que esse relacionamento esquisito com a Nanami não seja algo encontrado em mangás? E o curioso, é encontrado em mangá! Inclusive no próprio Yagate.


Fábio “Mexicano”:

O anime não vai reconhecer nada não porque isso é só clichê de romance mangá/anime mesmo, nada novo nesse aspecto. Mas ele pode fazer de alguma forma diferente, ou pode tentar fazer algo novo com os mesmos clichês, vamos ver.

E para ser justo, isso não é coisa só de mangá e anime. A ideia de que o amor é capaz de qualquer coisa e que o amor justifica qualquer coisa é uma que se encontra em todas as mídias com as quais temos contato, e é a orientação padrão dada ao amor, inclusive. A perversão é tão grande que já passamos do ponto de considerar que alguns sacrifícios em nome do amor nos tornam merecedores dele, o que é uma distorção da própria noção de sacrifício. Não consigo imaginar isso mudando durante a minha vida. Realmente temos (como sociedade) uma visão muito errada sobre o amor, que quando dá certo é ótima, mas quando não dá pode ser terrível. Vivemos, nesse aspecto pelo menos, como se estivéssemos dentro de um faz-de-conta, e como heróis de nossas próprias histórias de vida esperamos por nossa recompensa no final. A ficção apenas reflete e reforça isso, embora eu não saiba precisar o que veio primeiro nesse dilema entre o ovo e a galinha.

Mas só para não dizer que eu não critico, só defendo YagaKimi, isso é ainda mais razão para um anime que trata de um tipo de relacionamento tabu tentar quebrar os estereótipos do gênero. O amor não pode tudo. Especialmente na situação da Nanami e da Yuu, e a homossexualidade aqui é só uma das barreiras, o amor definitivamente não pode tudo.

Diego:

Há certa ironia na ideia de que uma história que começa com uma clara crítica à ficção termine caindo nos mesmos problemas que aponta. Diz muito sobre a própria força desse clichê.


Fábio “Mexicano”:

Estou convencido que a “Yuu que não sabe o que é o amor” foi só a forma que a autora encontrou para iniciar a história. Nunca teve a intenção de ser uma crítica.


Diego:

Talvez. Bom, em todo caso, ainda faltam cinco episódios para o final. Vai que, né? :stuck_out_tongue: E com isso vamos ficamos por aqui. Até a semana que vem o/

E você, leitor, que achou desse episódio? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

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