Comentários Semanais – JoJo Parte 5; Index 3; Goblin Slayer; e muito mais.


O que assisti essa semana.


Olá a todos e bem vindos a mais um Comentários Semanais, que nesta semana traz algumas adições à linha de animes que eu devo cobrir por aqui.

Na seção da temporada atual, de outono, eu decidi adicionar para este texto a terceira temporada de Toaru Majutsu no Index, bem como aquele que se provou o título mais popular dessa temporada, Goblin Slayer. Infelizmente, eu já adianto que no caso de um destes, esta será a primeira e última vez que o anime aparece aqui nos Comentários.

Na seção de animes longos eu decidi trazer apenas Yu-Gi-Oh! VRAINS. Eu não realmente tenho muito a comentar sobre o episódio da semana de GeGeGe no Kitaro, então vou deixar para falar dele na semana que vem, junto do episódio 33.

E na última seção, de outros animes que estou assistindo, Fushigi no Umi no Nadia não aparece essa semana porque, francamente, eu não consegui assistir muito do anime desde a semana passada, mas em compensação temos um novo título aqui: Futari wa Pretty Cure.

Mas feita essa introdução, vamos logo então aos animes. Boa leitura!


Temporada de Outono / 2018


JoJo no Kimyou na Bouken: Ougon no Kaze, episódios 5 e 6

Na semana retrasada, eu mencionei como gostaria de ver a morte do Polpo de alguma forma reverberar naquele mundo. Pois bem: logo que o episódio 5 abre nós podemos ver exatamente isso. Que a morte de um dos mais importantes mafiosos daquela cidade não passe em branco é uma forma de desenvolver aquele universo ao mesmo tempo que demonstrando que, aqui, ações têm consequências. Mensagem essa reforçada conforme a morte do Polpo é o estopim desse arco inicial.

Eu imagino que essa busca pelo fortuna do Polpo servirá para nos introduzir aos personagens da gangue do Bruno e aos seus poderes, com esses dois primeiros episódios se focando no Abbacchio. Vou dizer: que o episódio 6 já abra com ainda outro flashback, mais uma vez interrompendo a história pra contar a vida de um personagem, me deixa um pouco desanimado com o futuro desse arco, já que eu plenamente espero que essa fórmula siga sendo usada até não termos mais passados tristes pra mostrar.

Ao menos tanto a habilidade do Abbacchio como a luta contra o vilão da semana foram bem legais de se ver, e no final do dia essas são as duas grandes qualidades de JoJo praticamente desde o seu começo.

Toaru Majutsu no Index 3, episódios 1 a 6

Eu gosto de Index, mas há de se reconhecer que essa terceira temporada possui uma falha crucial: ela vem sete anos após o encerramento da segunda. E mesmo se considerarmos Railgun, temos ainda um distanciamento de cindo anos. O que talvez não fosse um problema se de alguma forma o anime reconhecesse esse gap, mas na prática o que vemos é o exato oposto, com a terceira temporada começando como se a segunda tivesse terminado ontem.

Apesar de ter apreço pela série, logo que comecei a ver a nova temporada ficou evidente pra mim o quão pouco eu me lembrava da história até aquele ponto. E Index é uma história na qual você precisa estar a par de cada detalhe. É muito do seu charme, um mundo expansivo onde habitam toda sorte de personagens, organizações e facções, mas é também muito da sua sina, já que uma má memória pode afetar e muito o aproveitamento do anime.

O primeiro arco da nova temporada, onde temos o Touma indo até Avinhão, ainda foi fácil de acompanhar. Um ou outro personagem que eu não lembrava, mas nada absurdo. Mas ai entramos no arco Battle Royal, e aqui eu estava completamente perdido em meio a uma miríades de grupos que nunca ouvi falar lutando por objetivos bem pouco claros. Talvez eu devesse ter acompanhado a série Railgun? Não sei.

Justamente por isso essa é a primeira e última vez que Index aparece aqui nos comentários semanais. Não que eu esteja dropando o anime, só o deixando em “on hold“. Eventualmente eu quero pegar Index pra rever desde o começo, para ai poder melhor aproveitar a nova temporada. Infelizmente, eu falo a mesma coisa de Durarara desde que saiu a segunda temporada, e até hoje nada. Mas um dia… Talvez… Quem sabe…

Eu penso muito em Index como um exemplo de light novel em seu estado mais “puro”, com todo tipo de trope que se tornou comum na mídia. O que pode ser frustrante em alguns momentos, como o alto nível de tsundere por metro quadrado, mas que é altamente interessante em outros, como num dos meus universos fictícios favoritos dentre os animes. Então espero um dia conseguir dar uma chance justa a essa terceira temporada.

Goblin Slayer, episódios 1 a 5

Eu fui para Goblin Slayer pronto para odiar o anime, já que os comentários a seu respeito o faziam parecer ser tudo o que eu desgosto em uma história. Eu devia, porém, ter me lembrado de algo que eu mesmo falo com alguma frequência: nada é tão bom, nem tão ruim, quanto a internet faz parecer. Resultado: eu maratonei os primeiros cinco episódios e me diverti bastante com o título.

É sensacional? Não. Mas cada vez mais eu vejo uma tendência das pessoas de qualificarem um título como ou o melhor anime da história, ou a pior coisa que já assistiram. Eu vou ser bastante franco aqui: esse tipo de pensamento binário é a marca de um mal crítico. Nem tudo quer ou precisa ser a próxima obra prima que irá revolucionar a sua mídia, e falhar em reconhecer o que uma obra quer ser, e nisso julgá-la com base no que você quer que ela seja, costuma ser o principal responsável pela crítica negativa que vemos a tantos animes.

Não, Goblin Slayer não é um gore. Eu nem sei realmente se o consideraria uma dark fantasy, porque a verdade é que há bem pouco de “dark” aqui. Acima de tudo, o anime é uma aventura despretensiosa, com uma moralidade preto no branco, algumas referências ao RPG de mesa, e um elenco de personagens que são, sim, bastante simples e unidimensionais, mas ainda assim carismáticos a seu modo. Sim: inclusive o titular Goblin Slayer.

Quem assistiu apenas ao primeiro episódio talvez estranhe esse meu comentário, dado o que acontece com a primeira party que vemos, mas vale apontar que desde então estamos ainda pra ver qualquer personagem que seja morrer, principais ou figurantes (bom, tirando os goblins, claro). O primeiro episódio estabelece que este não é um mundo gentil, mas todo episodio subsequente vem reafirmar que também não se trata do inferno. Mesmo a comédia tem lugar nessa série, que sabe usar da simplicidade de seus personagens para entregar algumas piadas.

Eu não vou tentar defender a cena de estupro, que foi de fato bem mal apresentada (e dizer que existem cenas piores, ou animes mais violentos, não passa de whataboutism). Mas resumir o anime a essa cena passa toda sorte de impressões erradas sobre o que essa obra é. E enquanto ela certamente não é para todos (porque nenhuma obra o é), ainda há muito o que se aproveitar nessa série.

Seishun Buta Yarou wa Bunny Girl Senpai wo Minai, episódios 4 a 6

E terminado o arco do Gato de Schrödinger, temos aqui o arco do Demônio de Laplace, que tematicamente dá continuidade à questão da atmosfera e de como ela afeta ao jovem japonês. Afinal, é justamente pela atenção que a Koga dá à atmosfera que ela desenvolve o seu caso de Síndrome da Adolescência, criando um looping temporal a fim de evitar ser chamada para sair pelo garoto do qual uma amiga sua gosta. O medo de perder seu lugar no grupo sendo a fonte do seu problema.

Eu não tenho muito o que dizer do arco como um todo, exceto que ele mantém uma boa interação entre os seus personagens e que o twist final me pegou completamente desprevenido, mas eu vou dizer que o final do arco ainda apresenta muito dos problemas do final do arco anterior, com o Sakuta sendo esse cavaleiro de armadura brilhante que, na prática, resolve o problema da garota da vez sem que ela própria tenha muita agência sobre isso. Ao menos no final a Koga está disposta a encarar o problema inicial.

Agora, eu disse no final do episódio 3 que seria irônico se, depois de tudo o que ela passou, a Mai fosse esquecida pela história, e eu fico feliz de ver que este não foi o caso. Seu tempo de tela certamente diminuiu, mas não ao ponto de apagá-la. E pudemos ver também o quanto ela confia no Sakuta e no relacionamento que os dois possuem, dado que ela não teve problema nenhum em aceitar o plano da Koga. Mai inclusive teme pela Koga, pela possibilidade dela se apaixonar pelo Sakura, porque ela sabe que o Sakuta a rejeitaria.

Dito isso, toda essa construção da relação dos dois pode muito bem estar caminhando para algo que irá definitivamente testá-la. Koga nunca foi uma ameaça real nesse sentido, mas com o aparecimento da Shouko ao final do sexto episódio a situação deve ser um pouco diferente agora. Ela foi, afinal, o primeiro amor do Sakuta. E mesmo não sendo grande fã de triângulos amorosos, após esses dois arcos eu confio na capacidade do autor de entregar algo interessante. Esperemos para ver.

Anima Yell!, episódios 4 a 6

Esses três episódios essencialmente encerram as apresentações do nosso elenco principal, conforme passamos por um melhor apresentar da Kotetsu no episódio 4, sua ingressão na associação no episódio 5, chegando até a primeira apresentação grupal das nossas quatro protagonistas no episódio 6. Sim, ainda falta uma garota, a ruiva que também possui lugar de destaque na abertura, mas considerando que ela é sempre mostrada seguindo as demais quatro de longe eu não espero vê-la se juntar ao grupo principal tão cedo.

Eu tenho de dizer: adoro a caracterização das garotas nesse anime. Títulos do tipo sempre tentam dar algum tipo de “quirk” pra cada personagem, na tentativa de fazê-la se destacar em um mar de obras semelhantes, e Anime Yell sabe fazer isso muito bem. Eu já comentei da Arima e seu medo de ser deixada sozinha de novo, mas coisas como a Uki tendo medo e ainda assim se interessante pelo oculto, ou a Kotetsu sendo ao mesmo tempo extremamente auto consciente e propensa a falar verdades duras na cara dos outros, são traços de personalidade que realmente tornam essas personagens distintas.

Ah, e gosto bastante de como o anime vem mantendo uma continuidade narrativa. Tanto o episódio 5 quanto o 6 ocorrem como consequência direta do show que as garotas fizeram para o clube de basquete no episódio 4. Nada contra histórias mais episódicas, mas quando uma do tipo ainda se esforça para manter uma cronologia de eventos eu não posso deixar de apreciar.

Gaikotsu Shoten’in Honda-san, episódios 3 a 6

Finalizando a seção de animes da temporada, só queria deixar algumas palavras sobre Honda-san, que segue bem divertido. É um olhar bem interessante sobre os bastidores de uma livraria, que acaba sendo engraçado tanto quanto elucidativo, derivando muito da sua comédia de expor o caos que existe por trás de algo aparentemente tão ordenado. Não é um título lá muito popular, mas tanto mais um motivo para apontar que ele existe e que está muito bom!


Animes Longos


Yu-Gi-Oh! VRAINS, episódio 76

Esse foi um episódio bem interessante, e também um bom episódio de transição. Nós começamos com o aftermatch da morte do Earth, que o anime inclusive dedica não pouco tempo a enfatizar que foi uma morte de fato, e aqui podemos ver como cada personagem reagiu ao ocorrido. Algo que esse Yu-Gi-Oh tem de até que bastante distinto é o fato de termos diversos núcleos aqui, que interagem ocasionalmente, mas que ainda estão bem distantes de convergir plenamente.

Mas finalizada essa parte temos então a perseguição da Aqua pelo Blood Shepard e eventual encontro dela com a Aoi e a Ghost Girl. Eu já esperava que fossem dar a Aqua para a Aoi, não só como uma forma de mantê-la relevante na história, mas também como um meio de deixá-la mais próxima em nível de poder aos demais quatro principais (Yusaku, Soul Burner, Revolver e o Onizuka), mas eu sinceramente não imaginava que o anime tentaria fazer uma ligação mais profunda entre ela e a ignis da água.

Para ser franco eu não realmente sei como me sinto sobre essa ligação, a falta de um foreshadow anterior a esse episódio a fez soar um pouco forçada e conveniente, mas ao menos agora sabemos quem era a origem da Aqua (que era a última origem que faltava). E sobre o duelo final da Ghost Girl com o Blood Shepard eu vou chutar aqui que a Ghost Girl perde, mas ai já é uma questão de esperar para ver.


Outros Títulos


Futari wa Pretty Cure!, episódios 1 a 3

Então, contexto. Num grupo de facebook no qual participo, deram a ideia de assistir a primeira temporada de Precure e comentá-la episódio a episódio. É algo que fazemos com alguma frequência nesse grupo, e dado o impacto desse anime na mídia, originando uma das franquias de mahou shoujo de mais longa duração, eu prontamente embarquei na ideia. Infelizmente, não posso dizer que o começo me surpreendeu.

Por esses três primeiros episódios, Precure se mostrou um anime básico, com muitos dos clichês dos quais ele se utiliza já sendo antigos mesmo quando o anime estreou. Os bichinhos fofinhos que dão poderes mágicos às garotas, o transformador (no caso, uma espécie de celular tamagoshi) claramente feito para ser vendido em lojas de brinquedos, o vilão maior que semanalmente invoca um monstro qualquer contra o qual as protagonistas terão de lutar, nada até aqui é particularmente diferente ou inovador.

Um problema de expectativa? Talvez. Eu certamente fui para o anime esperando algo além do básico. Mas isso também não significa que eu não tenha nada de positivo a dizer do anime. Por exemplo, enquanto o anime segue o trope Tomboy & Girly Girl, eu gosto de como a Yukishiro (a girly girl da dupla) é retratada como uma cientista mirim. Dado que é um anime para crianças, e garotas ainda por cima, esse é um tipo de role model que não se vê com muita frequência, e é algo que certamente aprecio termos aqui.

Eu também gosto de como até o momento o anime evitou de tentar criar conflito entre as protagonistas. Quase sempre quando temos personagens de personalidades opostas eles tendem a brigar com frequência, mas aqui essas personalidades opostas são tratada bem mais como complementares do que como antitéticas. Uma boa forma de manter consistente o óbvio simbolismo de Yin Yang. Ah, e temos ocasionais boas cenas de ação, com uma coreografia elaborada que eu não esperaria de um anime do tipo.

Infelizmente, os pontos positivos não completamente compensam os negativos, pelo menos não pra mim e não até o momento. Mas ainda estou no começo, e 49 episódios são tempo mais que suficiente para apresentar algo memorável. Vou torcer pelo melhor!

Ginga Tetsudou 999, episódios 26 a 29

Bom, essa foi uma surpreendente sequência de episódios ruins. Pouco se salva desses quatro episódios, isso se alguma coisa. A começar pelo 26, que além de usar da narrativa do homem que trabalha duro enquanto a mulher traiçoeira o abandona por outro mais bem sucedido, ainda age como se assassinato fosse uma resposta perfeitamente justificada à traição. É, digamos que o episódio envelheceu bem mal. Infelizmente, os demais não são lá muito melhores.

O episódio 27 até começa bem, com o Tetsuro vendo a neve fora do trem e isso o lembrando da morte da mãe, deixando-o um pouco abalado, um momento de caracterização bem legal que, infelizmente, é rapidamente cortado. Tetsuro afirma não querer descer do 999, e a Maetel ainda assim insiste. Pergunta: por quê?! Francamente, esse é um dos maiores defeitos de Ginga Tetsudou. Os personagens precisam descer do trem para que haja alguma história a ser contada, mas raras vezes essa descida em si mesma é justificada.

Pelo menos no episódio 27 eles descem em uma metrópole, algo que falta aos episódios 28 e 29. Em ambos os episódios o 999 para em um planeta desolado onde há apenas mato (me fazendo questionar porque existe uma estão de trem ali em primeiro lugar), e ainda assim os personagens decidem descer para andar por um terreno que eles inclusive sabem ser hostil e perigoso. Resultado: em ambos os episódios a Maetel acaba sequestrada e os dois quase perdem a partida do 999. Chega a ser asinino, francamente falando.

Eu espero que o anime eventualmente melhore, porque para ser bem sincero eu estou começando a questionar de onde exatamente vem a popularidade e o status de “clássico” que o título parece ter, sobretudo no Japão, porque da qualidade do seu roteiro é que não parece ser.

E você, leitor, que está achando da temporada? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

3 comentários sobre “Comentários Semanais – JoJo Parte 5; Index 3; Goblin Slayer; e muito mais.

  1. Eu até tentei ver este primeiro anime da franquia Precure,mas, não deu, então, pulei pro último da fase Pretty Cure e foi bom demais: “Yes Pretty Cure 5” e sua continuação, “Yes Pretty Cure 5 Go Go” foram muito bons, principalmente a segunda temporada. Ainda esperando a Toei Animation fazer o favor de fazer crossover definitivo entre Yes e “HUGtto Precure” pelas suas semelhanças. Curtindo estes comentários semanais. Até mais!!!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Excelente Diego, sempre sensato. A galera ficou tão histérica com Gb que chegou a me irritar profundamente. Dando nomes aos bois, só Gabi Xavier e o All Blue foram sensatos. Outros dois aí só fizeram espantalho e argumentaram com a bunda.
    Sobre o próprio Gb achei uma porcaria. Foi bem pobre toda a construção e até a cena de shock value.Concordo, acho o elenco carismáticozinho.

    Curtido por 1 pessoa

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