Comentários Semanais – SAO 3; Kaze ga Tsuyoku; Gridman; e muito mais.


O que assisti essa semana.


E vejam só, já estamos no quinto post dos Comentários Semanais! (Jurava que era o quarto. Tempo passa rápido demais, socorro). Mais uma vez trazendo minha impressões sobre alguns dos animes da temporada, além de algumas outras coisas que estiver assistindo. Nesse ponto eu imagino que a maioria dos leitores já entende como isso funciona, então vamos pular as explicações.

Mas antes de seguir para o artigo, eu queria perguntar ao leitor o que vocês estão achando do quadro. Ele é, afinal, uma experiência nova aqui no blog, e enquanto os números indicam que ele vem sendo bem recebido eu queria também ouvir um pouco do feedback dos leitores, do que estão achando e se acreditam que há algo no quadro que poderia melhorar. Sintam-se a vontade para responder na seção de comentários!

E sem mais delongas, vamos aos animes /o/


Temporada de Outono / 2018


Sword Art Online: Alicization, episódios 4 e 5

Com o episódio 4 o anime fecha o primeiro volume da light novel, e com o 5 ele começa o segundo. Comentando um pouco essa transição, eu genuinamente aplaudo o Kawahara por consistentemente cortar a história na sua melhor parte. Quando finalmente o Kirito consegue deixar aquela vila, é também quando a obra decide que é uma boa hora para retornar ao mundo real. Pois se acostumem, já que tão logo você estiver devidamente investido nos acontecimentos no mundo real a obra irá novamente cortar para o Underworld. Faz parte, e não deixa de ser um dos charmes desse arco (ainda que possa ser um pouquinho frustrante aqui e ali)

Individualmente, o episódio quatro finaliza esse “arco” (por assim dizer) do Kirito libertando o Eugeo de seu “Chamado”. Não, claro, sem antes um primeiro confronto com os perigos daquele universo. A luta dos dois contra os goblins foi bem legal, e bem diferente do que normalmente vemos em SAO. Kirito pode sentir dor, e os monstros não vão parar após um ou dois hits, nem seus corpos irão desaparecer em um amontoado de luzinhas. Underworld não é o seu típico VRMMORPG, se isso ainda não estava claro.

Já no episódio 5 temos o retorno ao mundo real, onde agora acompanhamos a Asuna. Um problema em SAO, e em praticamente qualquer light novel que siga o formato de “uma garota por arco”, é abandonar suas protagonistas femininas tão logo elas não são mais necessárias, mas Alicization pelo menos tenta redimir um pouco a série. Asuna toma uma postura bem mais ativa aqui, e de fato consegue localizar o Kirito, sendo o estopim para as revelações que devem vir no próximo episódio. Como leitor da novel, estou ansioso para ver como irão desenhar o STL, já que nunca consegui imaginar direito esse negócio [rsrs].

Foram dois episódios bem sólidos (a produção também está ótima, única crítica que eu faria é ao helicóptero em CG no episódio 5, que ficou dolorosamente óbvio que era CG), que trouxeram algumas respostas e jogaram no ar ainda outras perguntas. E agora é esperarmos pelo próximo!

Kaze ga Tsuyoku Fuiteiru, episódios 4 e 5

Esses episódios são bem interessantes, pois conforme vamos nos aproximando dessa metade do primeiro cour (e não se preocupem, o anime está marcado para ter 23 episódios, então há muito chão pela frente), o anime parece estar tentando fechar um pouco as apresentações.

O episódio 4 nos apresenta o passado do Kakeru, embora eu me pergunto se ainda não veremos mais desse passado (eu sinto o salto de “corredor prodígio” no ensino médio para “sem teto que rouba pra comer” ao entrar na universidade é um grande demais para ficar sem explicação alguma). Temos também a apresentação do Kosuke, que aparentemente serve aqui como um primeiro antagonista que, ainda por cima, possui conexões com o Kakeru. Francamente, o arquétipo do “convencido provocador” não é lá dos meus favoritos, então eu certamente não me importaria de não ver mais o personagem tão cedo…

Pelo menos ele dá a deixa para o discurso do Príncipe, que começa a cimentar de fato esses personagens como um grupo. O episódio 5 segue essa deixa, e vemos como quase todos já praticamente aceitaram a proposta do Haiji. Os únicos que ainda oferecem alguma resistência são o Yukihiro e o Youhei, e esse segundo é o caso mais interessante, preocupado como ele está em conseguir o seu emprego dos sonhos. A fala dele de que tem uma vida pra tocar nos lembra que o Haiji está basicamente forçando o seu sonho nos demais, e é legal ver que a história não se esqueceu disso. Potencial para um bom conflito ai certamente há, resta só esperar para ver.

SSSS.Gridman, episódios 4 e 5

Gridman segue sendo um dos animes mais bem dirigidos dessa temporada, lado a lado com Yagate Kimi ni Naru (que estamos cobrindo no Café com Anime, aqui no blog!).

O episódio 4 vem para desenvolver um pouco mais a Akane. Vemos que ela já tinha uma relação prévia com a Rikka, o que parece sugerir que alguma coisa mudou recentemente para a Akane se afastar (e resta saber se seria só o Alexis ou se ele mesmo não apenas se aproveitou dessa mudança para se aproximar da garota), e vemos também o quanto ela claramente desgosta de ficar junto de outras pessoas. Mas certamente o mais interessante do episódio é vermos como ela já suspeita de alguma relação entre o Yuta e o Gridman.

O episódio 5 desenvolve um pouco essa suspeita dela, com a Akane basicamente confirmando que existe ai alguma relação (e pela fala dela, perguntando se ele está se transformando, dá pra interpretar que ela já imagina que ele seja o Gridman de fato). Mas tirando isso eu diria que esse episódio foi bem mais “vazio” em conteúdo, com o mais interessante nesse quesito sendo uma sequência de uns cinco segundos onde vemos o que parece ser o Gridman sendo empalado pelo que parece ser o Alexis, e ai se dividindo em cinco fragmentos.

Fanservice de lado, o episódio 5 foi o mais fraco até agora, apesar de ter alguns bons momentos em termos de caracterização dos personagens. Eu só torço para que o anime não demore muito a sair desse seu formato mais episódico. Já estamos indo para a metade do anime e ainda há muitas perguntas no ar.

Beelzebub-jou no Okinimesu mama, episódios 3 e 4

Não muito a comentar aqui, exceto que este segue sendo o anime mais fofo da temporada. Bom, ainda que não sem percalços, já que… impressão minha, ou cada garota nesse anime é um fetiche ambulante?

O episódio 3 nos apresenta o último dos três “casais” que vemos na abertura. Francamente, o Astaroth é um babaca. E eu estaria ok com ele sendo um babaca se o anime não quisesse também insinuar que ele realmente se importa com a Beelzebub. E quanto à sua assistente sadista, Sargatanas… meh. Prefiro muito mais quando o anime foca na relação da Beelzebub com o Mullin, francamente…

O episódio 4 nos introduz a shotacon Eurynome. Que, de novo: meh. Sinceramente, acho que o único personagem secundário até aqui que eu realmente gostei foi o Azazel. Então ao menos a segunda metade do episódio, com Azazel e Beelzebub indo visitar um Mullin doente, foi muito gostosa de assistir.

E é bem legal ver como a Beelzebub está aos poucos se dando conta do que sente pelo Mullin. O contraste entre a cena no primeiro episódio, onde ela afaga a cabeça dele como se não fosse nada, com a atitude dela nesse quarto, onde ela não consegue tocar nele sem antes pensar em um pretexto, dá um desenvolvimento legal à personagem e à relação dos dois. Uma pena que é provavelmente pedir demais que esse relacionamento vá pra frente. Anime, né.

Tonari no Kyuketsuki-san, episódio 5

Sim, era pra ser Anima Yell! esta semana. Mas não se preocupem que ele volta na próxima. É que eu realmente queria comentar um pouco esse episódio 5 de Tonari no Kyuketsuki, já que ele trabalha justamente alguns dos pontos que eu levantei na semana passada, ao comentar o episódio 4.

Para começar, a Elly fica mesmo como um peixe fora d’água. É ótimo ver que o anime não pretende esquecer que ela ficou adormecida por um século, e vê-la se surpreender com toda sorte de equipamentos – e costumes – modernos vem sendo bem divertido. E como eu esperava, seu encontro com a Hinata rendeu algum conflito, ainda que nem de longe do tipo que eu imaginava.

O clichê da “peituda com complexo por ter peitos grandes” que encontra com a “tábua com complexo por ter peitos pequenos” é geralmente bem idiota, mas eu diria que Kyuketsuki-san conseguiu utilizá-alo muito bem. Do lado da Elly, o clichê vem por ela nunca ter tido a oportunidade de crescer, apontando que a história não está disposta a fingir que ser um vampiro não é nada de mais. Já No lado da Hinata o seu complexo vem mais pelo “bullying” que ela sofreu no passado devido a ter se desenvolvido mais rápido do que as demais da sua sala, o que não deixa de ser interessante do ponto de vista de trabalhar um pouco do passado da personagem.

Que fique claro, não é como se eu esperasse que o anime fosse desenvolver qualquer um dos dois lados, isso ainda é uma comédia com garotas fofinhas afinal, mas até onde vai o uso do clichê eu diria que Tonari no Kyuketsuki-san ao menos soube incorporá-lo bem.


Animes Longos


Yu-Gi-Oh! VRAINS, episódios 74 e 75

Nesses dois episódios nós temos finalmente o retorno do Go Onizuka, e eu acho que esse seu duelo contra o ignis Earth deixa bastante evidente um dos maiores problemas de Yu-Gi-Oh! de maneira geral: a sua dificuldade de mostrar e demonstrar níveis de poder.

Os episódios dizem que o Onizuka está diferente, que ele evoluiu muito além do humanamente possível após ter uma IA implantada em seu cérebro. Mas tirando invocar uma fusão e um shyncro, não muito mudou na sua forma de jogar desde a sua última aparição. O Yusaku também fez uma fusão e um shyncro, e o Revolver também fez um shyncro. Nenhum dos dois precisou de um implante cerebral pra isso, então novos monstros no extra-deck não é exatamente um bom indicativo para níveis de poder.

Podemos dizer que o Onizuka derrotar um ignis demonstra o seu poder. Mas de novo: Yusaku e Revolver fizeram o exato mesmo sem precisar de um implante de qualquer tipo. Na melhor da hipóteses o anime conseguiu colocar o Onizuka no mesmo patamar que esses dois, e ainda assim a história quer agir como se ele estivesse acima. Parte da culpa é o fato de os conflitos na séries serem resolvidos por jogos de cartas, mas Yu-Gi-Oh já foi bem melhor em trabalhar níveis de poder do que o fez nesses dois episódios

Ao menos o final do episódio 75 foi bem impactante. Sinceramente, eu não esperava que fossem matar um ignis. E enquanto eu não duvido que acharão um jeito de recuperar e restaurar os dados do Earth, a cena em si dele sendo dissecado foi bem legal.

GeGeGe no Kitaro, episódio 31

Eu disse na semana passada que os episódios do Nezumi-otoko tendem a ser os piores do anime, e eu meio que mantenho isso. Sobretudo porque, para todos os efeitos, esse trigésimo primeiro episódio parece quase que dar uma pausa na história principal, da Grande Guerra Yokai e da busca pelo anel da Agnes, para contar mais um dos esquemas de enriquecimento rápido do Nezumi-otoko (que, como todos os demais, acaba fracassando).

Mas apesar disso, o episódio em si foi bem divertido. O esquema da vez sendo o tornar-se um youtuber (ops, digo, um “ootuber”) foi uma jogada bem interessante, e de fato o youtube se tornou muito esse “chamariz” de sonhadores que esperam fazer muito dinheiro só falando qualquer coisa pra câmera (spoilers: não é tão fácil assim não!). E que os vídeos em si que o Nezumi-otoko produziu junto daqueles três yokai sejam apenas os três brincando com algumas “invenções humanas” (como um deles colocou) talvez seja uma leve alfinetada no tipo de conteúdo que faz sucesso na plataforma.

Que a modernização tenha levado os japoneses a abandonarem o azuki em favor dos doces ocidentais é também uma colocação interessante, mais ainda por vir logo após um episódio sobre o halloween. É lugar comum dizer que o Japão é um país que mescla tradição e modernidade, mas GeGeGe no Kitaro gosta de apontar que essa mescla não é sempre exatamente harmônica. Apesar disso, ao final é justamente abraçando a modernidade – sobretudo na forma do merchandising – que os três yokai conseguem reviver a popularidade do azuki (bom, a Azuki-baba consegue…). Eu não realmente gosto muito dessa mensagem final, mas ok.

Não foi um episódio ruim, o que é um alívio. Mas ainda assim, espero que no próximo voltemos à trama principal.


Outros Títulos


Fushigi no Umi no Nadia, episódios 28 a 31

O lado bom é que esse arco da ilha misteriosa acabou. O lado ruim é que ele demorou muito mais do que deveria para acabar. Fushigi no Umi no Nadia tem um sério problema de filler, cenas ou mesmo episódios inteiros que não servem para absolutamente nada.

O episódio 28 ainda foi uma boa continuação para o arco, agora que Nadia, Jean e Marie se reencontram com o grupo da Grandis (e com um personagem que não víamos desde o comecinho do anime… ok). E enquanto não muita coisa acontece nesse episódio, ele faz um bom trabalho de desenvolver as relações dos personagens uns com os outros, sobretudo no que tange à da Nadia com a Grandis, a do Jean com Sanson e Hanson, e claro, a da Nadia com o Jean. Não é nada de especial, mas é bom.

O episódio 29, porém, bem poderia ser cortado fora por completo. Não apenas ele não acrescenta nada à história como levanta conflitos que simplesmente não precisavam existir. Temos uma briga do Sanson com o Hanson, e ainda mais algumas cenas da Nadia com raiva do Jean (é irritante como a relação entre os dois avança e retrocede conforme o episódio demanda). Felizmente, os episódio 30 e 31 nos colocam de volta no curso da história principal.

Eu vou pular o episódio 30 pois ele é basicamente um episódio de transição entre o 29 e o 31, mas falando do segundo nós finalmente temos algumas respostas. Parte delas já óbvias (como que Nadia era a princesa de Atlantis), outras nem tanto (como que os Atlantis vieram de outro planeta dois milhões de anos atrás), mas o episódio cai bem no que eu já comentei outras vezes, de como o anime não consegue trabalhar múltiplas coisas ao mesmo tempo. O episódio é praticamente dedicado ao worldbilding, com bem pouco a oferecer além dele.

Pelo menos estamos finalmente de volta aos trilhos. Só espero que o anime não se esqueça disso nos próximos episódios…

Ginga Tetsudou 999, episódios 24 e 25

Eu diria que no espectro de qualidade que encontramos em Ginga Tetsudou 999, estes dois pelo menos pendem mais para o positivo do que para o negativo, ainda que nem de longe sejam livres de defeito.

O episódio 24 apresenta um planeta governado por uma rainha caprichosa, que viaja o universo destruindo outros planetas porque… bom, porque ela é uma rainha caprichosa. Sinceramente, eu gostaria bem mais do episódio se o planeta não fosse controlado por ninguém (daria um tom de horror cósmico bem legal à coisa toda), mas pelo menos até onde vão os vilões do anime a Egoterina não é das piores em termos de caracterização de personagem. Mas o ponto alto do episódio fica para o final, quando a Maetel se recusa a matar a vilã após vencê-la. Meio hipócrita pra quem já literalmente explodiu um planeta após encontrar meia duzia de babacas nele, mas o seu discurso sobre não poder escolher quando morrer diz bastante sobre a sua própria situação.

O episódio 25 é meio que o oposto. O episódio em si traz alguns conceito bem legais, como um planeta industrial onde encontramos uma terrorista que luta contra a industrialização desenfreada que vem destruindo a natureza daquele mundo. A questão de como mesmo crianças conseguem fazer armas letais por crescerem em um planeta onde se produz de tudo é também uma bem interessante, por mais que não seja desenvolvida. O problema do episódio é o seu final, quando o grupo terrorista embarca no 999, querendo viajar para um mundo onde poderiam produzir coisas de maneira sustentável, e a Maetel acaba ajudando dando passes para eles. Legal da parte dela, mas: jura que ela tinha esses passes o tempo todo e não usou em nenhum momento anterior? Fala sério!

E você, leitor, que está achando da temporada? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

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