Comentários Semanais – JoJo Parte 5; Tonari no Kyuuketsuki-san; SSSS.Gridman; e muito mais.


O que assisti essa semana


Mais uma semana se passa, e com ela temos mais um monte de episódios de anime para discutir. Olá a todos, e sejam bem vindos a mais um Comentários Semanais :D

Como eu expliquei na semana passada, o artigo está dividido em algumas sub-categorias. Só que como eu não consegui me atualizar em nenhum dos animes da temporada passada que acabei deixando acumular episódios, para esta semana só temos os animes da temporada atual (outono / 2018), os animes longos, e os animes já finalizados – nessa ordem.

E como também eu expliquei na última semana, eu não vou tratar aqui de tudo o que estiver vendo da temporada, mas sim vou alternando alguns títulos de forma a normalmente comentar dois, três, ou mais episódios de uma vez. Exceção a isso são, claro, os animes que eu dropar (tipo Derrida) e os animes do Café com Anime (que vocês logo mais saberão quais são).

Feitos os avisos, vamos então aos comentários /o/


Temporada de Outono / 2018


JoJo no Kimyou na Bouken: Ougon no Kaze, episódio 2

Com JoJoSAO sendo os dois animes mais populares da temporada que eu estou assistindo (eu me recuso a ver Goblin Slayer), eu decidi por alterná-los aqui nos comentários semanais. E enquanto o episódio 2 de SAO não me deu muito o que falar, eu felizmente tenho bem mais a dizer sobre o segundo episódio de JoJo.

Na semana passada eu disse que o anime ainda não havia mostrado a que tinha vindo, tendo introduzido bem o JoJo da vez, mas não muito do que seria a história. Pois bem, o episódio 2 certamente resolve esse problema, terminando com o Giorno afirmando qual é, afinal, o seu objetivo: entrar para a máfia, subir na sua hierarquia, depor o chefão do crime atual e tomar para si esse posto, usando então o seu status de poderoso chefão para terminar com a venda de drogas para crianças. O que, diga-se de passagem, é bem legal. Digo, é interessante que o protagonista tenha um objetivo e um motivo para perseguir esse objetivo, ao invés de querer ser o chefão da máfia só “porque sim”.

Isso, porém, não significa que o episódio tenha sido perfeito. Para começar, eu achei a exposição inicial sobre o passado do Giorno um infodump meio carregado, dando informação demais de uma só vez. E mais para o final, todo o discurso do Giorno sobre o seu plano parece vir muito do nada, como se ele tivesse acabado de pensar naquilo tudo (mesmo que esse obviamente não seja o caso). Mas tudo bem, a luta ainda foi legal, os poderes são bem interessantes e criativos, e agora é esperar pra ver o que vem pela frente.

Tonari no Kyuuketsuki-san, episódio 2

Considerando que Tonari no Kyuuketsuki-sanAnima Yell! são os dois “garotas fofinhas fazendo coisas fofinhas” mais tradicionais que eu estou assistindo nesta temporada, acho que também vale ir intercalando ambos aqui nos comentários semanais.

Esse segundo episódio foi dividido em duas metades, a primeira delas sendo sobre a Sophie querendo ir à seção de autógrafos do autor de uma light novel que ela acompanha. Eu gosto que essa metade continua uma piada do episódio anterior, servindo muito bem de “ponte” entre esses dois episódios e dando um pequeno senso de continuidade na obra.

Já na segunda metade somos melhor introduzidos à Hinata, amiga da protagonista, e finalmente alguém reage da forma que esperaríamos ao saber que a Sophie é uma vampira: uma piada previsível, mas que reforça como não é aquele mundo que não vê nada de mais em vampiros, mas sim a Akari (e sua família) que é um tantinho quanto avoada mesmo.

Gaikotsu Shoten’in Honda-san, episódios 1 e 2

Um dos poucos shorts dessa temporada que estou acompanhando. Com episódios de aproximadamente 10 minutinhos, vemos o dia a dia de Honda-san, um esqueleto que trabalha numa livraria especializada em quadrinhos. Eu não tenho muito o que falar dele, exceto que vem sendo bem divertido de assistir, e o fato de o mangá original ser escrito por um ex-funcionário de livraria dá à coisa toda um aspecto de “por trás das cenas” que é sempre legal de conhecer. Não sei se vou cobrir esse anime aqui com frequência, mas fica pelo menos a recomendação.

Tensei Shitara Slime Datta Ken, episódios 2 e 3

Francamente falando, esse anime vem sendo um dos meus favoritos da temporada. Não por ele ser particularmente especial, mas simplesmente pelo quão divertido ele é. Os episódios passam voando, e antes que me dê conta já estamos nos créditos finais: uma sensação bem rara para mim, até mesmo em se tratando de animes que eu esteja gostando.

Nesses dois episódios o slime titular encontrou uma tribo de goblins em guerra com uma tribo de lobos, ajudando aos primeiros e depois domesticando o que restou do segundo grupo. Desenvolvemos um pouco mais alguns conceitos já mostrados, como o de dar nomes aos monstros, e o episódio termina com o Rimuru indo atrás de uma tribo de gnomos. Vou chutar aqui: eles provavelmente estarão bem longe dos exímios ferreiros que nosso protagonista imagina.

Minha única preocupação no momento é que o protagonista parece muito overpower. O que ele é, sem dúvida nenhuma, mas me preocupa que isso faça com que as lutas desse começo da série sejam menos lutas de fato do que simples massacres. Não que eu tenha achado a luta do episódio ruim, e a opening já indica que futuramente nosso protagonista encontrará adversários a altura, então talvez seja uma preocupação infundada. Bom, o jeito é esperar os próximos episódios.

Sora to Umi no Aida, episódio 2

Eu tenho de dizer: esse anime não é apenas ruim, ele é também hipócrita. A sua crítica ao machismo na sociedade japonesa e às dificuldades que as mulheres enfrentam no ambiente de trabalho poderia ainda soar bem intencionada, por caricata que seja, mas deixa eu pergunta uma coisinha: por que essas óbvias astronautas são garotas do ensino médio, mesmo? Ah, é pra vender figure delas de bikini, assim como aparecem na abertura, né? Sora to Umi no Aida reproduz o exato mesmo machismo que quer criticar, o que faz desse título um exemplo de cinismo além de qualquer coisa que eu tenha visto nessa mídia.

Insistir que mulheres podem fazer tudo que os homens fazem, enquanto ao mesmo tempo colocando uma personagem pra dizer que saber cozinhar é a ambição de qualquer mulher, denota tamanha hipocrisia que chega mesmo a ser surpreendente. Não me entendam mal, eu não quero acusar indivíduos em específico – produtor, diretor, roteirista, ou quem quer seja – de serem machistas. Isso é só uma demonstração do quão pouco de cuidado e reflexão foi investido nesse mais do que óbvio cash grab, cuja única preocupação é capitalizar em modas (o feminismo aparentemente sendo apenas mais uma para esse anime) a fim de conseguir alguns trocados rápidos.

Eu me dispus a assistir esse segundo episódio na expectativa de ao menos rir um pouco, mas esse anime está mesmo é me irritando. Não esperem ler mais sobre ele por aqui.

SSSS.Gridman, episódio 2

Mas para finalizar os animes da temporada numa nota um pouco mais positiva, vamos com SSSS.Gridman! Porque que segundo episódio! Eu devo dizer, mesmo não sendo fã de tokusatsu, nem de mecha, esse anime vem se mostrando divertidíssimo de se assistir!

A grande revelação do episódio foi a identidade do vilão, embora eu tenho lá minhas dúvidas de que estamos falando do vilão final. O estúdio Trigger de maneira geral possui uma tendência a começar seus animes com um vilão que, uma vez derrotado, revela o “verdadeiro” inimigo final, e eu não ficaria surpreso se algo do tipo acontecesse aqui.

Mas talvez o mais interessante do episódio foi que ele coloca a morte como uma consequência bastante real. Não que eu ache que os protagonistas irão morrer, mas que pessoas num geral possam morrer, mesmo com esse aparente reset da realidade, adiciona um nível de tensão um pouco maior à situação toda – algo com o que o anime soube brincar muito bem nesse episódio, na figura do professor.


Animes Longos


Yu-Gi-Oh! VRAINS, episódios 1 a 72

Eis que eu finalmente alcancei isso aqui! Yu-Gi-Oh é uma dessas franquias que eu tento sempre me manter atualizado, até por gostar de ocasionalmente jogar o card game, então acompanhar os animes já é meio que tradição pra mim [rs].

Infelizmente, eu não posso dizer que eu tenha muito para falar de VRAINS. Eu certamente estou gostando, mas ao mesmo tempo não é nada de excepcional. Na minha opinião não é se quer o melhor anime de Yu-Gi-Oh, ainda que também não seja o pior. Ao menos o Yusaku é certamente um dos melhores protagonistas da franquia, isso se não realmente melhor, tanto em termos dele próprio, a sua personalidade e interação com aqueles no seu entorno, quanto em termos do seu passado e do seu desenvolvimento ao longo da série. E felizmente ele não é a exceção aqui: de maneira geral os personagens de VRAINS vêm sendo o ponto alto da série.

Já em termos da história, eu diria que o começo do anime acaba sendo a sua parte mais fraca – ou no mínimo ele demorou alguns episódios pra realmente me “pegar”. Ao menos ele eventualmente acaba mostrando a que veio, e pelo menos até aqui está sabendo manter uma narrativa coesa e bem conduzida (o que já é mais do que eu posso dizer de algumas outras séries da franquia).

GeGeGe no Kitaro, episódios 27 e 28

E aqui começa o arco da Grande Guerra Yokai, um dos mais longos (e mais populares) arcos de GeGeGe no Kitaro desde o mangá original, cujo conceito é de um confronto entre os yokai do Japão e aqueles do ocidente. E pelo menos esse começo não desapontou. Bom, talvez um pouquinho…

O episódio 27 foi mais um prólogo da guerra do que qualquer outra coisa, mas a trama em si dos yokai refugiados foi um tanto quanto… como colocar de uma forma gentil… é, dane-se, foi meio xenofóbica. Eu entendo e não completamente discordo da ideia de que se você se muda para um novo país é você quem deve se adaptar à cultura local, não o contrário, mas nem por isso precisavam retratar os yokai refugiados como babacas. Pior ainda, colocar na boca de um deles como o Japão é atrasado com essas questões de imigrantes e de inclusão faz soar que o Japão sabe muito bem das críticas internacionais que recebe e está pouco se lixando pra elas…

Ao menos o episódio 28 foi um espetáculo de se ver, com a guerra começando em grande estilo! Talvez grande até demais: vai ser difícil os próximos episódios não soarem um tanto quanto “menores” comparados a esse, mas ao menos ainda foi bem divertido de assistir. Kitaro aumentando seu poder foi legal, e pra mim o destaque do episódio vai para o finalzinho, quando Kitaro concorda em ajudar a Agnes a procurar o anel, porém adiciona um “mas” bastante ameaçador que apenas fica no ar. Ansioso pelo que vem depois: desse episódio, e desse “mas”.


Outros Títulos


Non Non Biyori, episódios 9 a 12 (+OVA)

É um pouco difícil pra mim falar desse anime, essencialmente por conta da minha opinião sobre ele não ser particularmente “forte”. Às vezes eu sinto que é esperado que você ame ou odeie todo anime que assistir, e que as pessoas esquecem que existe ai uma escala gradativa com toda sorte de meios termos.

Eu gostei de Non Non Biyori, é um anime que certamente me cativou. Mas ele não me impressionou. E é complicado falar isso sem diminuir bastante o quanto de aproveitamento eu pareço ter tirado do título. Porque Non Non Biyori foi bastante divertido, e eu de forma nenhuma me arrependo do tempo que passei vendo esse anime. Mas, ao mesmo tempo, eu já vi diversos outros títulos do gênero que me marcaram muito mais. Então pra mim ele fica nessa posição meio esquisita onde eu gostei da obra, mas também não tenho nenhuma longa lista de elogios a fazer. Bom… pelo menos não ainda.

Com certeza eu verei a segunda temporada, e talvez ela sim me impressione bem mais. O episódio final do anime e o OVA estão pra mim entre os melhores dessa primeira temporada, e se a segunda seguir mais ou menos a direção destes, sabendo usar melhor do seu cenário para entregar uma história mais calma e relaxante, então eu talvez tenha mais a dizer sobre ela do que eu tive sobre esta aqui. Esperemos pra ver!

Ginga Tetsudou 999, episódios 16 e 17

Eu disse na semana passada que os episódios de Ginga Tetsudou 999 são muito hit or miss, e felizmente o 16 foi certamente um hit. Tetsuro e Maetel chegam em um planeta onde as pessoas brilham, e onde beleza é determinada pelo quanto alguém brilha. Nesse planeta, ambos encontram uma pobre (literalmente pobre) aspirante a animadora, que incapaz de brilhar está decidida a compensar seu “defeito” com habilidade. É a velha moral da beleza interior e do esforço individual, mas a execução cuida de entregar uma história realmente bem bonita. Especialmente graças ao epilogo, que fornece a conclusão que o episódio precisava para funcionar muito bem sozinho.

Em compensação, o episódio 17 já foi bem menos impressionante. Os protagonistas chegam a um planeta onde tudo o que é vivo possui um exoesqueleto de metal. Agora, há já alguns episódios o anime vem jogando dúvidas sobre o fato da Maetel ser ou não humana, e esse episódio serve sobretudo para isso, conforme ela é inicialmente atravessada por um besouro e acaba sendo socorrida por uma voz misteriosa. Há um subplot do Tetsuro buscando um médico para ela, e naturalmente acaba se indispondo com um nativo daquele planeta, mas num geral toda essa parte do episódio foi bem fraca, francamente falando.

7 comentários sobre “Comentários Semanais – JoJo Parte 5; Tonari no Kyuuketsuki-san; SSSS.Gridman; e muito mais.

  1. Não sei se isso vai mudar alguma coisa, mas o diretor de Goblin Slayer é o mesmo de Girls Last Tour. Obviamente ele não tem o mesmo conteúdo filosófico, mas a direção de Goblin Slayer tá excelente, nada menos que o esperado desse cara. Em particular na forma que eles lidam com a censura, eles escondem boa parte do gore e da violência sem perder a tensão causada por eles.

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