Sobre leitores de mangá: consumo, identidade e fisicalidade.


Para onde vai o nosso mercado?


O 「Apocalipse Editorial」. Bancas de jornais fechando. Livrarias que não pagam seus fornecedores. No país, uma crise que já dura quatro anos. O dólar sobre em relação ao real, o que encarece o preço do papel. Entre as editoras de mangá, o aumento dos preços é a norma, seja ele razoável, seja ele talvez um tanto quanto excessivo. Todas questões que discuti – com maior ou menor aprofundamento – no meu último ensaio: Considerações sobre o mercado brasileiro de mangás.

Mas em meio a tudo isso, como ficam os leitores? Quem são, e como foram eles impactados por todo esse cenário aparentemente tão catastrófico? E talvez o mais importante: estão eles dispostos a, em plena crise, pagar mais por uma sobrecapa ou um poster de brinde? Foi para tentar responder estas, e algumas outras, perguntas que eu iniciei internet afora uma pesquisa quantitativa, via formulário Google. Os resultados brutos tendo sido recentemente publicado aqui no blog.

E assim chegamos ao presente artigo, que é tanto um complemento para o ensaio anterior quanto as conclusões que pude tirar da pesquisa realizada. Uma exploração do nosso mercado de mangás agora pela ótica daqueles que o sustentam: o público consumidor. E já adianto: com base no que pude pesquisar e refletir a respeito nas últimas semanas, eu sinto informar que não trago um bom prognóstico para o nosso mercado. Mas tudo no seu devido tempo. Vamos, afinal, um passo de cada vez.

Bancas fechando, livrarias falindo, nosso cenário não é nada animador…

 

Mangás “gourmet”: a serviço de quem?

Durante o bate papo com as editoras no terceiro dia do Anime Friends 2018, 8 de Julho, o enviado da Panini confirmou que, a partir daquela data, os novos mangás da linha mais básica da editora passariam a custar R$ 21,90. Agora, aumentos nos preços dos mangás não tem nada de inédito: mais recentemente, a editora JBC anunciou, durante o seu Henshin Online nº 175, de 21 de Setembro, um reajuste no preço de alguns dos seus mangás (por exemplo, Fullmetal Alchemist foi de R$ 17,90 para R$ 19,50). Mas o que diferencia a decisão da Panini de um simples reajuste foi o motivo dado para o aumento.

Conforme foi informado, a editora decidiu abandonar o papel jornal em prol de, dali em diante, trabalhar apenas com o papel off-set: mais durável, menos propenso ao amarelamento, mas também mais caro. Antes disso, apenas a editora New Pop tinha o off-set como seu papel padrão, com as editoras Panini e JBC normalmente reservando o papel para seus títulos “de luxo”. Agora, a explicação oficial da Panini foi a de que a decisão vinha para atender a demanda de seus consumidores, mas a reação em si à notícia foi bem mais mista. Alguns comemoraram a melhora na qualidade gráfica do material, enquanto outros se queixaram do aumento dos preços.

Mas mais do que apontar o dedo de forma acusatória a uma editora em particular, eu acho interessante colocar essa decisão da Panini em contexto. Digo, a existência em si de mangás “de luxo” não tem nada de inédito no nosso mercado: basta lembrar da “edição definitiva” de Dragon Ball, lançada pela editora Conrad entre 2005 e 2009 (e nunca finalizada). Mas a nossa época é única em termos da pura quantia de títulos “de luxo” no mercado, ou mesmo da quantia de formatos que recebem essa classificação.

Mangás de luxo não são nada novo.

Cada editora parece ter a sua própria linha “de luxo”, com a JBC inclusive tendo múltiplos formatos que bem poderíamos descrever como tal. Mangás com sobrecapa, como Blame; em tamanho de graphic novel, como AkiraGhost in the Shell; o formato BIG, para republicações como AlitaEden; o formato kanzenban de Saint Seiya… Algumas editoras inclusive entraram nesse mercado publicando exclusivamente títulos em formatos de luxo, a exemplo das editoras Dark Side, Pipoca e Nanquin, e Devir. Mangás “de luxo” claramente vieram para ficar, o que quer que você entenda por “de luxo”.

Eu imagino que ninguém irá disputar a afirmação de que colecionar mangás é um hobby caro, que inclusive ficou ainda mais caro em tempos recentes. E se o país estivesse em boas condições econômicas, provavelmente ninguém veria nada de mais nisso. Mas é fato que ele não está, e o velho bordão de que tudo aumenta, exceto o salário, é tristemente verdadeiro.

Em parte, isso em si mesmo já seria o bastante para explicar o surgimento de tantos mangás “de luxo”, por paradoxal que isso possa parecer. Em tempos de crise, o grosso dos compradores precisa cortar gastos, e algo supérfluo como o mangá é fácil de por de lado, mesmo que só “até as coisas melhorarem”. Com isso, o mercado precisa se sustentar sobretudo com base naqueles poucos que podem ser dar ao luxo de continuar comprando, os colecionadores mais fiéis que não veem problema em gastar quarenta, sessenta, cem, duzentos reais em um mangá. Mas ai eu pergunto: como explicar esse fenômeno em si mesmo?

Por que uns são mais dispostos do que outros a gastar com seus hobbies?

 

Consumo como identidade

Quando Saito Tamaki precisou definir o otaku em seu livro Beautiful Fighting Girl [resumo], ele afirmou que este era um grupo definido não por uma crença ou ideologia comum, mas sim pelo consumo de mídias específicas (animes, mangás, videogames, etc.). Numa ótica bastante similar, Étienne Barral, em seu livro Otaku: os Filhos do Virtual, coloca o otaku como um sintoma do consumismo desenfreado que acometeu a sociedade japonesa desde o final da Segunda Guerra e a ocupação americana.

Nós costumamos pensar em “identidade” em termos de coisas como gênero, etnia, sexualidade, ou em termos das ideologias que cada um segue, mas raramente nos damos conta do quanto o consumo pode também engendrar identidades – ainda que evidências disso estejam o tempo todo ao nosso redor. Quando fãs dos quadrinhos Marvel e fãs dos quadrinhos da DC discutem sobre qual é melhor. Quando fãs da Nintendo e fãs da SONY discutem qual empresa tem o melhor console. Mesmo quando fãs de anime discutem qual o protagonista de shounen mais forte.

No nível mais básico, aquilo que você consome define o seu gosto, e tentar provar que você tem “bom gosto” não deixa de ser uma forma de auto-afirmação. Mas claro: um suposto “bom gosto” para quadrinhos não significa muita coisa se as pessoas ao seu redor não se importarem com a mídia, ou ativamente a desprezarem. E assim podemos ver como comunidades vão se formando em torno do consumo de um mesmo tipo de produto. Podemos discutir se Saitama vence o Goku ou não, mas no fim do dia somos todos consumidores dessas mídias que são os animes e os mangás.

Como uma pessoa expressa seu pertencimento a uma comunidade sustentada pelo consumo? Consumindo, obviamente. Mas para além disso, é preciso também expressar o próprio consumo. Para uns, isso se dá aumentando o número de animes vistos na sua lista no My Anime List. Para outros, isso se dá comprando merchandising como camisetas e colares. Para ainda outros, isso se dá comprando diversos mangás e postando nas redes sociais uma foto da sua estante cheia de títulos.

Você é aquilo que você compra… ou algo do tipo.

De uma realização do tipo, chegamos a outra: para aqueles cujo título de “colecionador de mangás” significa algo, para aqueles cujo título é uma expressão de quem são, esses quadrinhos não são uma comodidade fácil de descartar. Podem diminuir o número de títulos comprados, mas parar de consumir em definitivo não surge se quer como uma opção. E nisso esse grupo se torna o alvo perfeito para as editoras de mangá – que, ao mesmo tempo, precisam se sujeitar às suas demandas. Porque a partir do momento que o mangá é também um símbolo da identidade de seu comprador, nada mais justo do que querer que ele saia bem nas fotos e fique bem na estante.

A Panini está de fato ouvindo seus consumidores. Só que seus consumidores já não são mais as crianças. Na pesquisa quantitativa que realizei, o perfil do leitor de mangás que emergiu foi majoritariamente masculino (80,6%), com idade na faixa dos 18 aos 25 (58,6%). Ao passo que dos 684 respondentes, apenas 4 (0,6%) afirmaram ter  menos de 14 anos. Obviamente a pesquisa teve suas limitações, sobre as quais já comentei no artigo de divulgação dos dados. Mas me parece seguro afirmar que Dragon Ball Super não saiu para as crianças que por ventura tenham acompanhado o anime dublado no Cartoon Network, mas sim para aqueles na faixa dos 20 aos 40 que acompanharam a franquia desde os tempos da série Z, isso se não desde os tempos do clássico.

Agora, vamos deixar algumas coisas claras. Em primeiro lugar, não é minha intenção realizar um juízo de valores de toda essa situação, de alguma forma criticando os “sommelier de papel” ou “sommelier de lombada”, como são por vezes pejorativamente chamados os colecionadores que pedem por uma maior qualidade gráfica dos mangás que compram. Nem é minha intenção pregar o fim do consumo, ou qualquer coisa do tipo. Minha única preocupação aqui é a de entender como chegamos ao ponto em que chegamos.

Dito isso cabe talvez perguntar porque uns são tão mais propensos ao colecionismo do que outros. Ou até mesmo o inverso. Obviamente o mercado de mangás não se sustentou sempre nos colecionadores, o que significa que em algum ponto uma parcela significativa deixou de comprar, enquanto outra não. Por quê? A recente crise econômica talvez seja a responsável mais imediata, mas será mesmo a única?

Não ta fácil pra ninguém. Mas a história acaba ai?

 

Um país que não lê

Esta seção do texto será rápida, sobretudo porque esse é um argumento que realmente não me agrada (ao mesmo tempo que eu sinto que preciso reconhecer a sua existência).

Em se tratando dos problemas do nosso mercado editorial, não poucas pessoas apontaram o brasileiro como um povo que não lê, e o que eu mais desgosto nesse argumento é que, por preciso que ele talvez seja, ele é também geralmente usado para encerrar a discussão. Se o brasileiro é um povo que não lê, por que isso, então? De onde vem esse desgosto pela leitura?

Obviamente, preço é um fator relevante. Mesmo muito antes de qualquer crise econômica, era difícil encontrar em uma livraria livros que custassem menos de R$ 30,00. Num país cujo salário mínimo não chega se quer a R$ 1.000,00, é difícil culpar as pessoas que acham que seu dinheiro seria melhor investido em comida (por exemplo). Escolaridade pode ainda ser outro fator: difícil ler se você não entende o que está lendo.

A escola, aliás, é uma péssima formadora de leitores, ainda que fosse uma importantíssima compradora de livros. Você raramente faz com gosto algo que faz obrigado, então forçar os alunos a lerem é muito provavelmente uma faca de dois gumes, especialmente quando os livros apresentados são clássicos de década (isso se não séculos) atrás, já bastante distantes (em conteúdo e linguagem) da realidade dos alunos.

Existe também a questão das novas mídias. Sim, as “crianças de hoje” passam a maior parte de seu tempo em frente ao computador e ao tablet – tal como as “crianças de ontem” não saiam da frente da televisão. Mas algo que me incomoda nesse argumento é que ele quase sempre tenta implicar uma hierarquia entre as mídias, de que livros são superior e, portanto, as pessoas deveriam largar os computadores em prol deles. O que me soa extremamente complicado, já que eu não hesitaria em preferir os melhores vídeos no YouTube aos piores livros.

Fora que o argumento do “povo que não lê” convenientemente exime qualquer um de qualquer responsabilidade, jogando a culpa numa entidade amorfa e praticamente a-histórica. O que as editoras fizeram para formar novos leitores? Pode não ser o seu trabalho, mas é certamente do seu interesse. E a mesma pergunta se aplica aos leitores que de forma pedante usam desse argumento: que fizeram vocês para incutir o gosto pela leitura naqueles ao seu redor?

É muito fácil falar que o povo não lê e encerrar a discussão por ai.

 

O ler e o ter

Durante o período que realizei a pesquisa quantitativa anteriormente mencionada, um respondente fez uma crítica ao formulário que me pegou de surpresa: ele (o formulário) não contemplava adequadamente as pessoas que consumiam apenas pirataria. Agora, essa pessoa tinha perfeita razão, mas eu trago isso aqui porque, na hora, eu achei esse comentário estranho. Como assim um leitor de mangás que não compra mangás?

Tenham em mente que eu não falo isso com tom reprobatório, nem de longe. É que foi só nesse momento que eu realmente me dei conta de que isso era possível. O que talvez pareça óbvio para o leitor, mas há momentos em que é de extrema utilidade refletir sobre o óbvio.

Vamos lá: até meados da década passada, o consumo estava intrinsecamente ligado à posse. Quer ler um livro? Terá de comprá-lo. Assistir um filme em específico? Comprá-lo. Mangá? Vai ter de comprar. E mesmo a pirataria não era muito diferente. Um CD pirata ainda precisava ser comprado, afinal. Ponto em questão: havia uma dimensão física do consumo, uma da qual você não podia fugir nem mesmo alugando um filme na locadora ou um livro na biblioteca. A popularização da internet mudou um pouco as coisas, mas se essa dimensão física perdeu sua força, posse ainda era um requerimento. Você podia baixar um filme, claro, mas ali estava ele, no seu computador.

streaming, porém, mudou completamente as regras do jogo. Não só essa dimensão física está em franco declínio em diversas mídias (quem compra DVDs hoje?!), como a própria dimensão da posse não é mais necessária. Você não é dono de nenhum dos filmes do catálogo da Netflix, e a empresa é livre para remover o que desejar do mesmo (como ela o faz rotineiramente). O mesmo para as músicas no Spotfy, ou os mangás no Crunchyroll Mangá. E claro, a pirataria segue no mesmo caminho, com plataformas para você assistir ou ler o que quiser online, sem precisar baixar nada para o seu computador.

O físico perdeu seu espaço, renegado ao esquecimento ou ao objeto de colecionismo.

“Ter” deixou de ser uma necessidade. Um pré-requisito. E se tornou, assim, uma escolha. Algo que você faz depois de já conhecer a obra, para aquele seleto número de títulos que realmente lhe agradam – se algum. Consumo sem posse: diante de uma realidade do tipo, seria mesmo de se estranhar que as mídias físicas que restam precisem apelar aos colecionadores mais fervorosos? Ou que sintam a necessidade de incluir múltiplos extras em seus produtos a fim de tentar oferecer uma experiência que o streaming não possa?

A conveniência cobra o seu preço. E é um que o consumidor está mais do que disposto a pagar. Afinal, por que não estaria? Se tudo o que você se importa é com a obra em si – o filme, o livro, o quadrinho, a música – que diferença faz o suporte? Para que comprar um DVD se pelo mesmo preço você acessa todo o catálogo da Netflix? Para que colecionar um mangá se o scan já o oferece em paralelo com o Japão? O que talvez explique porque, na já mencionada pesquisa quantitativa que fiz com leitores de mangás, a maioria se posicionou indiferente ou mesmo contra coisas como capa com orelha, sobrecapa, mesmo capa dura.

Para mim, aquilo que os mangás têm que pirataria alguma poderia oferecer sempre foi a sua fisicalidade. O poder pegar e tocar, folhear e colocar na estante. Mas a realidade é que talvez isso sozinho não seja o suficiente – ao menos não para muitas pessoas. E alie isso à situação econômica atual e não é de se surpreender que as editoras se vejam obrigadas a apelar para aqueles que fizeram do colecionismo uma parte da sua identidade. Pois fora desse círculo, é perfeitamente possível alguém gostar de ler, gostar da mídia, e ainda assim não sentir a necessidade de ter aquilo que consome.

Uma “netflix dos mangás” seria a solução para o mercado? Bom, ignorando o fato de que já temos o já mencionado Crunchyroll Mangá, permita-me perguntar: a própria Netflix foi boa notícia para o mercado de DVDs? Pois é. E nesse ponto nós chegamos numa conclusão talvez um tanto quanto desconfortável a respeito do futuro dos mangás, e não apenas no nosso país.

O streaming alterou profundamente nossos hábitos de consumo. Ou alguém ainda compra DVDs com frequência?

 

Ao final: para onde vamos?

Acho que não preciso dizer que o futuro não é exatamente encorajador, não é? Nossa economia já não favorece gastos “supérfluos”, mas se o que eu disse até aqui estiver correto então a situação não realmente tende a melhorar mesmo que a nossa economia melhore. Passamos tanto tempo repetindo o mantra de que uma nova mídia não tomaria o lugar da antiga que mal nos demos conta do quanto o streaming, em prática e em conceito, alterou nossa própria relação com o que consumimos.

O físico perdeu seu espaço, exceto para aqueles que fazem do objeto um símbolo de si próprios. Mas estes não são fáceis de agradar. Afinal, que satisfação pode trazer um ídolo de latão? Ou, talvez esta seja uma metáfora melhor, um espelho sujo? E nisso a tendência é sair mais e mais mangás com alta qualidade gráfica, mas com preços igualmente altos. O que não é em si de todo mal: se mais nada, isso ao menos vem permitindo a entrada no país de títulos que talvez não viessem sob outras condições.

Ao mesmo tempo, eu tenho lá meus problemas com formatos “de luxo”, não tanto pelo formato em si, mas pelos tipos de histórias que ele incentiva. Você não traz em formato luxo um título desconhecido de um autor igualmente desconhecido. Você traz Ghost in the Shell. Ou Rosa de Versalhes. Ou JoJo’s Bizarre Adventure. Ou os mangás do Jiro Taniguchi. E enquanto é ótimo que tudo isso esteja vindo para o Brasil, me preocupa que esse ambiente crie uma falsa sensação de diversidade, que exclui tudo que não for um clássico moderno ou antigo.

É uma situação um pouco triste, pelo menos para mim. Eu não me considero um colecionador, exatamente, ao mesmo tempo que não consigo me desprender dessa dimensão física do consumo. Se não tenho uma coleção de DVDs e Blue Rays é essencialmente por sua inexistência no nosso mercado ou por falta de dinheiro de minha parte; e se não leio scan isso nada tem a ver com algum posicionamento moral, mas sim com o simples fato de que quero ler com o mangá em mãos, virando página a página. E não me importa se é um meio-tanko ou um capa dura com papel lux cream. Só quero ter. Infelizmente, ao que tudo indica eu sou a minoria nesse assunto.

O futuro será digital, ou então será caro.

E você, leitor, que pensa de tudo isso? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

Imagens (na ordem em que aparecem):

1 – Wotaku ni Koi wa Muzukashi, episódio 2

2 – Michiko to Hacchin, episódio 15

3 – Capas dos volumes 1, 2 e 3 de Dragon Ball – Edição Definitiva [Guia dos Quadrinhos]

4 – Wotaku ni Koi wa Muzukashi, episódio 2

5 – Comic Girls, episódio 7

6 – Comic Girls, episódio 7

7 – Ginga Tetsudou 999, episódio 6

8 – Animegataris, episódio 1

9 – Animegataris, episódio 4

3 comentários sobre “Sobre leitores de mangá: consumo, identidade e fisicalidade.

  1. Minha relação de consumo com mangás começou em 2015, comprei o volume 10 de ataque dos titãs pra trocar o dinheiro pra minha mãe (ela tinha que me dar 10 reais mesmo, o mangá custou uns 12 reais) e eu tinha adorado o anime, e como eu não queria tomar spoilers e soube que a segunda temporada foi adiado de 2016 pra 2017, resolvi ler o mangá, leio mensalmente cada capítulo, e recentemente (3 meses) consegui comprar todos os volumes lançados de ataque dos titãs série canônica e 2 spin-offs (sem arrependimentos completo e a maior parte de antes da queda, claro: 10x vezes no cartão de crédito) e mesmo preferindo o anime ao mangá, gosto do mangá e é o meu favorito, mas como anime é o quarto (o meu 3# Yugioh clássico no mangá tem muitas coisas que ficaram piores no mangá em relação ao anime, e CDZ estou colecionando o kanzenban mas o traço do Kurumada é osso pra encarar hoje……., Digimon adventure meu favorito não tem mangá a altura do anime pra mim) mas foi em 2017 que pude me tornar um consumidor de fato de mangás, recebia uma mesada e voltando de uma cidade grande, numa banca de estação de ônibus eu vi o volume 10 da edição de luxo de Fullmetal alchemist (volume 10 parece ser místico comigo rs) e como tinha adorado o anime (meu oitavo favorito) e resolvi comprar mas achei os 16/17 reais justos, e antes eu achava a JBC uma editora mais ou menos só por causa da opinião de alguns otakus descontentes com trabalhos dela, os que eu vi não vi nada de tão grave de gafes, mas como meu atual salário é curto, muitos mangás atuais em lançamento no Brasil eu não vou poder comprar por ora, como Blame, e mangás longos como Hokuto no ken e JoJo, vou ver os animes e depois ler scans dos mangás e ver se vale a pena investir neles,mas dos meus 10 animes favoritos eu pretendo comprar os mangás deles, exceto evangelion se o mangá for muito ruim como alguns acham.

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  2. Por favor, faz outra pesquisa dessas e veja os números atuais. Um quadro desse recente é super válido, não tem nenhuma pesquisa dessa nos dias atuais, mesmo em meio a pandemia, gostei muito dessa postagem, só precisamos de uma nova.

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