Café com Anime – Shoujo Kageki Revue Starlight, episódio 10


Nossa conversa semanal sobre animes da temporada.


E aqui começa mais um Café com Anime, agora para comentarmos o décimo episódio de Shoujo Kageki Revue Starlight. E como de costume, a mim aqui se juntam o Vinicius Marino, do Finisgeekis, o Fábio “Mexicano”, do Anime21, e o Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, para discutirmos nossas impressões e opiniões sobre o título.

Fica aqui a dica para irem também conferir os demais blogs participantes, pois cada um servirá de host à discussão de um anime. No Finisgeekis, vocês conferem nossas conversas sobre Happy Sugar Life; no Anime21 aquelas de Banana Fish, e no Dissidência Pop teremos aquelas referentes à Hanebado. E dados os avisos de sempre, vamos então à conversa. Peguem uma xícara do seu líquido favorito, sentem-se confortavelmente, e vamos em frente.


Diego:

Por onde se quer começar… Bom, bem vindos todos a mais um Café com Anime de Shoujo Kageki Revue Starlight, agora para falarmos do décimo episódio do anime. Que foi, devo dizer, talvez o melhor da série até aqui! (Embora com tantos bons episódios já está ficando difícil de escolher :stuck_out_tongue: )

Devo dizer que eu realmente gostei da parte do dia a dia, onde podemos ver a quantas andam cada garota. E claro, a cena da Karen e a Hikari na lojinha de lembranças na Torre de Tóquio foi simplesmente adorável. E logo em seguida temos a Audição, agora de um dueto contra o outro! E a música foi logo Star Divine! Para quem não se lembra, essa foi uma primeiras músicas lançadas referente ao anime, estando presente inclusive nos PVs, uma escolha e tanto para o último Revue… bom, ou quase último.

Após uma fantástica batalha no Revue do Destino, eis que começa o Revue da Tragédia. Só uma pode ficar no topo, e é a Hikari quem empurra a Karen para baixo: espelhando não apenas a peça Starlight, onde Flora cai cegada pela luz da estrela (e considerando que “Hikari” significa “luz”, temos ai camadas e camadas de paralelos :stuck_out_tongue: ), mas espelhando também o sonho da Karen no episódio 1, onde a Hikari a empurra da Torre de Tóquio.

Mas falem vocês um pouco: o que acharam do episódio?


Fábio “Mexicano”:

O final eu não entendi. Ainda não entendi. Alguém entendeu? Me conta, por favor. Eu vou pesquisar mais também. Mas bem, talvez não tenha muito bem um “significado”. O anime não se aprofunda em grandes significados, já sabemos disso faz tempo. Talvez seja só a forma que a produção achou apropriada para construir o palco para o duelo final entre Hikari e Karen, do jeito que eles querem que seja.

O resto do episódio foi muito bom em mostrar como todas estão satisfeitas com o que já conquistaram e com as conclusões que tiraram – todas elas girando em torno da ideia geral de que é natural, positivo e necessária a mudança constante. E serviu também para desatar o último nó: a dupla Claudine e Maya. Acho que já havia sinais suficientes em episódios anteriores de que a relação delas se fecharia em algo nesse sentido, e se teve uma coisa que esse episódio fez muito bem foi fechar esse arco de personagens.


Vinicius Marino:

Antes de mais nada, eu sei que dei mais atenção a isso do que deveria, mas se tem uma coisa que tira minha suspensão de descrença é a síndrome “Asuka Langley” de personagens “meio-estrangeiros” que se põem a falar engrish ou equivalente nos momentos de stress.

Sei que não deveria ficar surpreso, pois já tivemos a Connie de Hanebado! nessa temporada. Mas os seus “dinamarquismos” foram mais sutis comparados à catarse da Claudine, que teve uma importância chave no episódio.

Enfim, eu divirjo. Sobre o final, o que foi exatamente que você não entendeu, Fábio?


Fábio “Mexicano”:

Não entendi a motivação, o objetivo, da Hikari. A ação dela não parece fazer sentido.


Vinicius Marino:

Acho que ela só foi mais “rápida no gatilho”, se é que você me entende. :stuck_out_tongue_closed_eyes: Quer dizer que é impossível ser Top Star a dois? C’est la vie. Meu pirão primeiro, Karen.


Fábio “Mexicano”:

Seria uma explicação suficiente se ela não estivesse pensando justamente em como não quer que a Karen perca seu brilho. Por tudo o que ela sabe, essa é a consequência inevitável que aguarda a amiga.

Ela afirma, em pensamento, para si mesma, que não vai deixar isso acontecer com a Karen. E a derrota – de forma até mais ou menos traiçoeira, porque ela com certeza sabia que a Karen não esperava ser atacada naquele momento daquela forma.


Diego:

Sobre a crítica do Vinicius, eu diria que é algo que faz perfeito sentido quando a personagem é de fato de outro país. Falar em sua língua nativa em momentos de estresse me parece bastante normal. Mas não lembro se foi estabelecido a Claudine como estrangeira de fato, e se ela realmente não o for… Bom, ai complica meu argumento :stuck_out_tongue:

Agora, o final é obviamente feito para nos deixar intrigados. Não acho que a Hikari simplesmente trai a Karen, não com o tanto que o anime construiu a personagem como não querendo de forma alguma que a Karen sofresse o mesmo destino que ela. Imagino que ela tenha algum plano, mas só esperando para saber qual. Em todo caso, a construção do anime faz parecer que ela pretende se sacrificar de alguma forma, só não sei como.


Fábio “Mexicano”:

Claudine se chama Claudine Saijou, o sobrenome é japonês. Ela é mestiça, ou seus pais ou os pais de seus pais são japoneses que emigraram.


Gato de Ulthar:

Talvez a solução buscada pela Hikari seja apenas um “madokismo” da vida, uma solução simples, porém eficaz, para a Hikari e não sei ao certo de para nós. Tudo depende do que a Hikari desejar, ela pode pedir que a Karen não perca seu desejo pelo palco, ou ainda ela pode desejar que não se tenham mais audições, ou que todas possam brilhar como estrelas, ou ainda que a girafa exploda. A Hikari deve ter imaginado que possui mais maturidade do que deixar a Karen simplesmente ganhar e decidir por ela mesma.


Fábio “Mexicano”:

Li que já tem preview do próximo episódio. Alguém quer achar e colocar aqui? Parece importante.


Diego:

Olha Fábio, te juro que tentei encontrar esse preview, mas ta complicado :stuck_out_tongue: Não foi divulgado nem no r/anime nem no r/RevueStarlight. Não está no twitter oficial internacional do anime (por sinal, esse anime tem um twitter oficial internacional :smile: ), nem no canal oficial do anime no YouTube.

Fora que é um momento meio estranho pra sair um preview, sendo terça feira ainda. Eles quase sempre saem no dia anterior ao novo episódio – ou seja, quinta. Como nossa discussão aqui no Café corre ao longo da semana, certamente ele sairá antes dela finalizar, ai eu publico aqui (e o leitor só precisará descer um pouco mais a página para vê-lo). Mas por agora, esse preview simplesmente não existe :stuck_out_tongue:


Então, apesar do que eu disse logo acima eu completamente esqueci de procurar pelo preview depois, então nunca discutimos ele na conversa. Sendo assim, aqui está ele. Não sei se adiante de algo, já que o episódio 11 já saiu, mas ainda assim, aqui está ele :P


Gato de Ulthar:

Esse suposto preview é tão misterioso quanto a girafa do anime.


Vinicius Marino:

“Wakarimasu” :blush:


Diego:

Já que o Gato deu o gancho: vamos falar um pouco da Girafa? :stuck_out_tongue:

É uma figura que a meio que “só aceitou” depois dos primeiros episódios, e há já algum tempo não tocamos nela. O que pensam do personagem, em termos de suas ações e do que ele representa?


Fábio “Mexicano”:

Não mudei de opinião ainda. A Girafa não me parece tanto um personagem quanto é a personificação, ou eu deveria dizer, a giraficação?, do próprio sistema. O que mudou foi a minha opinião do sistema, e nisso admito que fui inocente ao imaginar que ele fosse mais ou menos neutro, ou no mínimo bem conhecido e estabelecido. Não é que ele seja dolosamente maligno, mas ele é, de todo modo, negativo, e em nome do “espetáculo” é capaz de mudar as regras do jogo com ele andando independente do mal que isso possa causar para as atrizes.


Gato de Ulthar:

A Girafa? Eu realmente queria que ela fosse mais do que um símbolo que comenta coisas esparsas sobre o revue.

Duvido muito que ela seja a organizadora ou a causa dos espetáculos, se é que tem uma e se ela seria mostrada.


Vinicius Marino:

Eu mantenho minha opinião de antes. Acho que é apenas um recurso non-sense para ressaltar a vibe surrealista de Starlight.

Sabe aquelas coisas bisonhas que te acontecem quando você sonha? Que você acha super normal, mas que delatam que você está sonhando? Tipo quando você vê seu irmão voando de ponta-cabeça e pensa “ele vestiu a camisa do avesso”. Ou quando um polvo surge do nada e pede para você segurar o Milk Shake dele por um segundinho.

Nós já vimos que a Junna estava pesquisando girafas. Quiçá essa imagem está viajando na mente delas. Ou quiçá o anime só quis dar a impressão de que, tal como esse espetáculo é feito de sonhos, ele é construído de sonhos num nível quase literal.


Diego:

De minha parte, eu já cheguei a ver comentários colocando que há algo de “voyerístico” na Girafa, uma representação do sistema, sim, mas também da própria audiência – a serviço de quem esse sistema teoricamente está. Afinal, o sistema Takarazuka da Top Star existe para dar à audiência feminina a figura masculina ideal. O que, se for o caso, torna a Girafa uma figura bem interessante, que critica não apenas o sistema, mas o público que torna esse sistema tão rentável em primeiro lugar.


Vinicius Marino:

Bom, de fato ele está lá como espectador. Mas isso não tem nada a ver com ser uma girafa, ou falar como ela fala, ou nada do tipo. A personagem em si continua arbitrária.


Diego:

Arbitrário certamente é, mas acho que todos podemos concordar que símbolos não precisam fazer sentido, não é? Digo, estamos acostumados a ver simbolismos e simbologias que remontam há longa data, mas nada impede uma obra de criar um símbolo para si próprio. Penguindrum fez exatamente isso com a maçã, que se torna ali símbolo do destino.


Vinicius Marino:

Também não é assim. Não é porque símbolos são polissêmicos que você pode jogar tudo na panela e dizer “estamos quites”. Geralmente há toda uma trama de significância que une as partes do anime. Tipo o campo harmônico da teoria musical, em que certas notas têm uma afinidade com outras. A maça do Penguindrum é um exemplo claro: não é “só” o destino. É um símbolo poderosíssimo de livre-arbítrio, pecado e lucidez. E é também o nome da personagem, Ringo (em japonês, “maçã”) que muda a vida das três personagens principais.

Já em Starlight, a girafa me parece… só uma girafa. Estou perdendo alguma coisa? Há algum “girafismo” na história que eu não enxerguei?


Diego:

Não sei até que ponto isso conta, mas a pronúncia japonesa de “Girafa”, “Kirin”, lembra a pronúncio de um animal mitológico chinês, o Qilin (que, para quem não sabe, como o japonês não fala o “L”, usando o “R” no lugar, a pronúncia acaba exatamente idêntica)

E aparentemente, há uma dança ritualística envolvendo essa criatura.


Vinicius Marino:

Mas alguma dessas coisas aparece em Starlight? Eu não me lembro de nada.

Não é como Hisomaso, que deixou bem claro que fazia uma referência a tradições antigas inspiradas na realidade.

Mas indo mais além, a girafa me parece passiva demais para representar o espectador. Obras que tecem críticas do tipo geralmente representam o “consumidor final” como uma entidade agressiva, faminta, histérica. O episódio do circo de Junji Ito: Collection foi um exemplo. O filme Sucker Punch também, comparando os nerds misóginos aos homens que estupravam deficientes mentais em hospícios no início do século XX. A girafa só fica lá, falando “wakarimasu”. Que espécie de público opressor é esse que mal se manifesta?


Diego:

De fato o Qilin não aparece, justamente por isso eu disse que não sei até que ponto conta :stuck_out_tongue: Mas nós também não estamos imersos na cultura japonesa. Talvez para um japonês a relação não seja tão difícil de ser feita. Mas ai já é pura especulação

E eu discordo que a Girafa “mal se manifesta”. Até onde sabemos, ela é a responsável última por aquelas peças. E apesar de faltarem expressões faciais, sua voz é bastante “faminta”, constantemente demandando que as garotas lutem e “roubem” uma da outra.


Fábio “Mexicano”:

Eu acho que pelo menos nesse episódio a girafa foi bastante opressora. Nota-se justamente na voz dela, além, claro, da arbitrariedade de decidir mudar o funcionamento das audições no último minuto – e forçar as demais garotas a assistir.

Acredito que o Senhor Girafa, como carinhosamente o apelidei em meu blog, represente o sistema como um todo, incluso aí a platéia. Ainda assim, totalmente arbitrário, como dizíamos antes.

Se querem investigar algum significado mais profundo, me ocorre agora de pesquisar sobre o criador do Takarazuka, um homem. Quem sabe há algo sobre ele e girafas?


Gato de Ulthar:

Até pesquisei um pouco, mas realmente não consegui achar nada relacionado à girafas neste teatro Takarazuka :frowning:


Diego:

Eu acho que o simbolismo em si da Girafa é aleatório – ou, sei lá, alguém na equipe gosta muito de girafas -, mas o que ele representa está bastante claro.

Mas bom, mudando um pouco o assunto, falemos um pouco dos temas da história. Eu vejo que muita gente ainda enxerga Starlight como revolucionário, no sentido de ser uma crítica ao sistema da Top Star do teatro Takarazuka, com a história conduzindo a uma eventual quebra desse sistema. Eu ainda insisto que se isso acontecer vai ser por pura e simples coincidência, porque pra mim a motivação da Karen não é o abandono do sistema, apenas uma ligeira modificação: ao invés de uma no topo, ela quer duas, só isso. Como vocês veem essa problemática toda?


Fábio “Mexicano”:

Fazer “uma ligeira modificação” não é, ênfase aqui, não é coisa pouca no Takarazuka. Uma “ligeira modificação” dessas se qualificaria sim como revolução. O Takarazuka pode ser recente, mas já é velho o bastante para ter construído uma série de tradições, e particularmente quem assistiu Rakugo Shinjuu sabe como é difícil mudar qualquer coisa em artes tradicionais japonesas. A coisa é tão rígida que a Banana não soube como resolver o problema que a afligia, apenas abusou das regras impostas pelo sistema para burlá-lo temporariamente. A Hikari parece igualmente incapaz de pensar fora da caixa, estou ansioso para ver qual será o palco dela.

Ainda assim, enxergo a inspiração no Takarazuka como apenas incidental. Foi um modelo utilizado, mas poderia ser qualquer outro. A crítica de Starlight, se houver alguma, é a qualquer sistema social, não a uma trupe de teatro específica. De novo invoco Rakugo Shinjuu, que é uma história sobre pessoas, não sobre o rakugo.

Sim, as personagens de Starlight são rasas, mas quase todas da revolucionária Utena também são. E note como direta ou indiretamente Karen mudou as vidas de todas as garotas. Às vezes é o acúmulo de pequenas mudanças que provoca grandes revoluções.


Gato de Ulthar:

Não sei posso chamar esse anime como revolucionário. A Karen possui motivações super egoístas, e isso não é necessariamente ruim, mas mostra que ela quer o prazer de poder ficar junto com a Hikari, as outras garotas, paciência, quem conseguir se destacar parabéns.

Outro ponto, a Karen e a Hikari não estão nem aí se nos outros anos houver apenas uma “top star”, a questão é bastante momentânea mesmo.


Vinicius Marino:

Se Starlight é uma revolução, é a revolução mais “Nutella” que eu já vi na vida. :stuck_out_tongue: Gente, desculpa, é um teatrinho de escola. Com amiguinhas de escola. Não é exatamente o destino do mundo que está em jogo. E, ao contrário de Utena, eu não vejo no anime uma crítica maior a problemas pertinentes do mundo. E não, o sistema de “Top Star” não conta. O anime poderia ter usado isso de base para um comentário sobre elitismo, competitividade no esporte, Lei de Pareto, ou qualquer coisa do tipo. Mas preferiu se limitar a um elemento interno do teatro Takarazuka.

Mesmo dentro do universo Takarazuka não vejo ele como uma crítica. Primeiro porque o próprio fato de ele usar o teatro como mote já é uma baita apologia ao mesmo. Segundo porque “ligeiras modificações” podem ser mais ou menos relevantes, mas não são uma revolução. O nome disse é reforma.

Para contraste, basta ver os inúmeros filmes sobre ballet que colocam, de uma forma ou de outra, uma crítica ao ballet clássico. Eles geralmente terminam com a protagonista largando a escola/companhia e se unindo a uma companhia de dança moderna. Isso sim é uma mudança de peso, que deixa bem claro o posicionamento da personagem: incapaz de construir seu sonho naquele mundo restritivo, ela buscou um espaço alternativo.

Fico me perguntando se alguma das personagens de Starlight um dia se tocara que existe mundo além do revue…


Fábio “Mexicano”:

A pergunta original mencionou Utena… não, na verdade não mencionou. Eu podia jurar que o Diego mencionou Utena? Enfim, a minha resposta foi comparando com Utena. Dou de barato que Starlight não vá ter um final como o de Utena, e sem dúvida o tema é bem menos pungente. De fato, de tão diluído, o que poderia ser crítica às vezes acaba reafirmando o status quo. Exemplo: Kaoruko e Futaba. Supostamente expõe o relacionamento não saudável entre uma ojou-sama e sua amiga de infância, mas no final elas terminam exatamente onde estavam, só que agora mais “felizes” porque “conversaram” e se “entenderam”, sem nenhuma preocupação com o problema de fundo que as colocou em rota de colisão em primeiro lugar. Mesmo com essas duas ressalvas (não acredito que o final será semelhante à Utena e o tema é bem mais fraco e nem sempre bem trabalhado), estruturalmente Starlight quase copia Utena. A escola, os duelos, os coadjuvantes, a dupla principal, o “sistema”, o desenvolvimento. Se Utena é revolucionário, Starlight pelo menos tenta ser também, e dependendo do final ainda dá para ter uma revoluçãozinha ali.

De todo modo, revolução sim ou revolução não, o que eu realmente vou discordar é que Starlight seja uma crítica ao Takarazuka. O famoso teatro é só o cenário escolhido. O molde. Se Starlight vai conseguir criticar (ou até mesmo “revolucionar”) alguma coisa no final, é outra. E por isso eu disse que a temática nesse sentido é bastante diluída, pastosa mesmo, se comparado com Utena. Lá é, desde o primeiro minuto, sobre como mulheres podem ser seus próprios príncipes encantados e como mulheres podem salvar outras mulheres e a si mesmas sem depender de homens. Já Starlight é … contra tudo isso que tá aí? Contra o “sistema”? Viva la Revolución? Pois é.


Diego:

Bom, para finalizar a discussão, o que vocês esperam dos próximos episódios? Qual acham que é o plano da Hikari?


Fábio “Mexicano”:

Essa pergunta está prejudicada. Eu já assisti o episódio e ainda não sei. Ou sei e não sei que sei, sei lá.

Mas estou curioso com suas opiniões, de repente me ajudam a saber.


Diego:

Bom, eu estava indo assistir o novo episódio quando fiz a pergunta :stuck_out_tongue: Por sorte ainda não o fiz :smile: Suponho que a Hikari vá tentar se sacrificar de alguma forma, e suponho que será impedida pelo coletivo das demais 8 garotas, resultando talvez num show final com todas as nove cantando.


Gato de Ulthar:

Eu ainda não vi o novo episódio, e acho que vou demorar um pouco para conseguir assistir. Mas não quero parecer bobo, já que o Fábio já viu o episódio. Mas vamos lá, no meu íntimo eu gostaria que as meninas matassem a girafa e cada uma comesse um pedaço dela em uma espécie de ritual, contudo, sei que isso é quase impossível, espero que todas consigam minimamente se dar bem no final.


Fábio “Mexicano”:

Para não parecer bobo, você escolheu parecer psicopata. Ok, por mim parece ok, de verdade.


Diego:

Que gosto será que tem a carna de Girafa? Hum…


Vinicius Marino:

A ideia do Gato parece um crossover com Attack on Titan :stuck_out_tongue_closed_eyes: Só falta dizer que a Girafa era a antiga Top Star, que foi transformada depois de tomar um super soro

De resto, espero mais um twist-Banana. Nada muito dramático, mas sinto que essa história ainda tem uma última surpresa debaixo da manga


Diego:

Bom, vamos esperar para descobrir :smile:

Agora, antes de encerrarmos essa discussão, eu quero avisar ao leitor que não haverá um Café do episódio 11. Ao invés disso, discutiremos os episódios 11 e 12 juntos. Espero que sejam compreensíveis como a nossa Girafa aqui :stuck_out_tongue: Sendo assim, vejo a todos em duas semanas. Até lá o/

E você, leitor, que achou deste episódio de Shoujo Kageki Revue Starlight? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s