Uma Rápida Review – Jin Rou


Texto originalmente publicado na página do blog no facebook, em 27/08/17


E voltamos então com as reviews semanais de filmes /o/ Pena que não com uma lá muito positiva…

Sabe quando você termina um filme e pensa “hum… ta então, né…”? Algo que você sabe que provavelmente vai esquecer em uma semana ou menos? Porque essa é basicamente a melhor forma de eu descrever como me senti ao terminar Jin-Rou. O que é uma pena, porque eu realmente achei que iria gostar do filme.

A história se passa pouco mais de uma década após a Segunda Guerra Mundial. Nosso protagonista, Fuse, é membro de uma unidade especial da polícia, tendo sido incumbido da missão de perseguir um grupo terrorista anti-governo. Ao encurralar um dos membros, porém, Kuse vê que se tratava de uma “chapeuzinho vermelho”: uma menor de idade frequentemente usada pelo grupo para transporte de bombas e armas.

Hesitando por um momento em atirar na menina, isso dá tempo a ela para ativar uma bomba, se matando. Sentindo-se culpado pela morte da menina, uma vez recuperado Fuse procura mais informações sobre ela, acabando por se encontrar, por acidente, com a irmã mais velha da garota.

Falar mais do que isso já seria entrar em spoilers, mas eu vou apenas adicionar que em meio a esse drama pessoal do Fuse existe uma trama política sobre a sobrevivência ou extinção da própria unidade especial à qual ele pertence, mas explicar mais, como eu disse, já seria spoiler. Em todo caso, apesar de uma premissa interessante a verdade é que o filme não faz nada de realmente especial com ela.

Enquanto o filme nunca chega a ser um tédio, ele também nunca chega a ser realmente interessante ou único. Visualmente ele é “ok”, e sonoramente você meio que mal nota que ele tem uma trilha sonora para começo de conversa. É mediano da pior forma possível, sendo apenas genérico e completamente esquecível. Além de um final que, sem entrar em muitos detalhes, soa como trágico apenas pelo trágico.

É um filme que eu recomendo? Francamente, não. Se você gosta de ação desenfreada, vai se desapontar: o filme é bem calmo e introspectivo em sua maioria. Se gosta de um bom drama, também não vai encontrar grande coisa aqui: os personagens são esquecíveis no máximo, e seus drama são os mesmos de qualquer filme do tipo. Se quer um comentário social sobre o papel da polícia ou a validade do terrorismo como ferramenta de mudança, também não vai encontrar isso aqui: ambas as questões são, quando muito, tangenciadas.

Honestamente, acho que a única forma desse filme ser pra você é se você quer ver um protagonista com cara de paisagem recitando trechos do conto original da Chapeuzinho Vermelho. Mas se não se encaixa nesse grupo, eu sinceramente recomendaria que fosse assistir outra coisa.

Honestamente, acho que a única forma desse filme ser pra você é se você quer ver um protagonista com cara de paisagem recitando trechos do conto original da Chapeuzinho Vermelho. Mas se não se encaixa nesse grupo, eu sinceramente recomendaria que fosse assistir outra coisa.

Ah, e um pequeno spoiler de algo que me incomodou muito: TODO o plano dos vilões era dependente de o Fuse pedir informações sobre a garota que se explodiu. Qual cara***s era o plano se ele não fizesse isso?! Esperar alguém, algum dia, por algum motivo, o fazer? É, pra além de tudo o filme parece ainda pior quando você pensa sobre ele…

Ficha técnica:

Nome: Jin-Rou
Ano: 1999
Estúdio: Production I.G.
Adaptação de: Mangá “Kenrou Densetsu”
Direção: Mamoru Oshii

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