Café com Anime – Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online, episódio 12

E cá estamos nós, em mais uma edição do Café com Anime: nossa conversa semanal sobre alguns dos animes da temporada. E desta vez você confere nossa discussão sobre o último episódio de Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online, com presença do Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, o Fábio “Mexicano”, do Anime21, e do Vinicius Marino, do Finisgeekis, além, é lógico, de mim mesmo [rs]. Sirvam-se então de uma xícara do seu líquido predileto e venham então conferir o que achamos desse primeiro episódio :D

E claro, sempre bom lembrar: aqui no É Só Um Desenho você também confere nossas conversas sobe Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online, às sextas, enquanto que no Dissidência Pop estarão nossas conversas sobre Mahou Shoujo Site, no Anime 21 aquelas referentes à Hisone to Maso-tan, e no Finisgeekis continuamos com as conversas sobre Cardcaptor Sakura: Clear Card-hen, que entrou agora em seu segundo cour.


Diego:

E acabou!!! :D Deus, isso foi idiota :P

E finalmente chegamos ao último episódio deste spin off de SAO. A luta final foi bem divertida (embora o ass pull da P-90 explodindo na cara da Pito foi bem desnecessário…) e o time final vindo matar a LLENN e a Fuka, enquanto previsível, foi engraçado a seu modo. E ai temos o que seria o epílogo de toda essa história, com a revelação da relação entre o M e a Pito e a identidade real da própria Pito: Kanzaki Elza, exatamente como previsto. E eis então que… ela beija a Karen… ta… Mas oh bem, ao menos temos uma pequena cena pós créditos que mostra que a Pito decidiu nunca mais tentar algo idiota assim.

Mas vamos lá: o que vocês acharam do episódio final?


Fábio “Mexicano”:

Adequado ao anime. As coisas não fazem muito sentido, tem exageros desnecessários, absurdos, reviravoltas revoltantes, um monte de coisa acontecendo e nada casa muito bem, medianamente divertido.


Gato de Ulthar:

Foi o melhor episódio até o momento.

E porque foi o melhor episódio? Pelo fato de ter sido o último! :P

Agora estamos livres de SAO.

Mas falando do episódio em si, foi como o Fábio disse, nada casou muito bem e tudo foi um tanto ridículo. Consegui desprezar ainda mais a Kanzaki Elsa, e ver como o relacionamento dela e o M era pior ainda do que imaginávamos.

Tem certeza que esse anime não foi uma tentativa de fazer um anime non-sense de comédia mas que foi mal sucedido?

E palmas para o time Halo de moto.


Vinicius Marino:

O que comentar de uma série que admite, no seu próprio roteiro, que ela é idiota?

Concordo com o Gato. Foi o melhor episódio, apenas por ser o último. O final foi mais forçado que o showdown entre a Pito e a LLENN. De quebra, temos uma parábola inspiradora sobre um cara que encontra a luz em um relacionamento abusivo e mais uma piada de bissexual. Não sei qual dos dois me parece menos ofensivo.


Diego:

Eu quero retomar essa questão do “ofensivo” depois (espero não esquecer), mas antes eu quero jogar aqui uma pergunta: quem mais daqui viu o SAO original, seja na íntegra, seja parcialmente? E quem mais viu, digam: como Alternative se compara ao original, para vocês? Eu pergunto isso porque uma coisa que me incomoda há já um bom tempo é a perspectiva de que Alternative foi “SAO feito certo”, um discurso que eu já escutei inclusive de muitos odiadores do anime original. E eu não podia discordar mais: pra mim, Alternative tem praticamente os mesmos problemas que o original tinha, mais alguns próprios. Mas o que vocês acham disso?


Fábio “Mexicano”:

O que seria “feito certo”? Pra começo de conversa, pra mim SAO é .hack feito errado :P

Assisti o primeiro arco do primeiro anime, o SAO de SAO


Diego:

Esse “o que seria feito certo?” é algo que vale discutir em outro momento. Por agora, só deem a opinião de vocês mesmo de como um anime se compara ao outro: se foi melhor, pior, ou mesmo se não acreditam que as duas histórias sejam comparáveis.


Gato de Ulthar:

Nunca vi o SAO original, então não tenho o que opinar sobre o assunto.


Fábio “Mexicano”:

Não é nem o mesmo gênero, não gosto de comparar nesse caso.


Vinicius Marino:

Nunca vi SAO original – e quero frisar que só tolerei assistir a GGO porque o Diego me prometeu que não precisaria de conhecimento prévio para curti-lo.

E se GGO é “SAO feito certo”, estremeço só de pensar no que seria “SAO feito errado”.


Diego:

Então, como eu disse, muitos dos problemas que apontam em SAO estão aqui presentes também. Personagens rasos, fetichização, ritmo esquisito, exposição, deus ex machina… Boa parte desses problemas não realmente me incomodam, e alguns deles eu até apontaria que são falsos (sinceramente, o Kirito não é um personagem assim tão “sem personalidade” quanto falam), mas acho que ninguém aqui discorda que tudo isso também está presente em GGO, não?


Vinicius Marino:

Sem ter visto o original, sim, parece que procede. Eu até seria mais sintético: GGO sofre porque foi escrito por alguém que caga para história – e para seres humanos. Todos esses problemas são sintomas de um desprezo pela própria forma da narrativa e sua função de ilustrar a experiência humana.

Tudo o que importa é fanservice de arma.

Peço aos leitores que façam um exercício: assistam a um hentai qualquer. Não importa que vocês não tenham o hábito de ver isto, façam o esforço, eu lhes rogo.

Agora me digam: lá no fundo, há alguma diferença entre essa história e GGO? As personagens-papelão de GGO são realmente mais profundas? As motivações da LLENN são mais complexas que as ânsias de… seja lá quem for?

Pois é. GGO é gun porn. O enredo está ali de enfeite. O importante é mostrar várias armas atirando e tecer uma desculpa de história para justificar a babação de ovo.


Diego:

A questão do autor é interessante, porque da minha experiência o único motivo pelo qual Alternative teve uma boa recepção foi porque a novel não foi escrita pelo Reki Kawahara – Keichi Sigsawa sendo o autor vindo mais como um bônus devido ao caráter de “clássico cult” que o anime original de Kino tem. E eu vejo que isso cegou muita gente para as falhas do anime, sobretudo no estrangeiro.

Agora, eu prefiro não entrar no mérito das habilidades do Sigsawa como autor – quem save, talvez as novels sejam muito melhores, por cético que eu seja quanto a isso. Mas na questão de ser “gun porn”, isso em si mesmo pode ser considerado algo ruim? Porque, para todos os efeitos, ainda me parece uma premissa com potencial para ser pelo menos divertida, só que Alternative não conseguiu corresponder a esse potencial.

E sendo bem sincero: nem como “gun porn” ele realmente parece prestar. Afinal, mal temos qualquer enfoque nas próprias armas, tirando a P-90 da LLENN.


Vinicius Marino:

É ruim que GGO seja pornografia? É ruim para mim, obrigado a comentá-lo. Não há o que comentar de algo que foi feito para atiçar um estímulo basal.

É ruim que GGO seja pornografia ruim? Sim, aí acho que não há como defender.


Fábio “Mexicano”:

Eu vejo “divertido”, “diversão” sendo jogados de um lado para o outro, se referindo a uma porrada de animes diferentes, mas esse é um conceito difícil demais de definir, não é? E, sejamos francos, virtualmente ninguém que usa o termo “divertido” para defender algo que seria de outra forma indefensável se preocupa em definir o que quer que isso signifique. Eu entendo o que querem dizer, mais ou menos, afinal eu também me “divirto” com muita coisa, mas não gosto de usar essa palavra. Como é que a gente mede a “diversão” de algo?


Vinicius Marino:

Não mede. “Divertido” é um adjetivo vazio, que nem “interessante”. É inteiramente subjetivo e, por consequência, está acima de qualquer discussão. É a mesma coisa que dizer “eu gostei”. Que resposta eu posso dar a isso? Nenhuma, além de dizer que eu gostaria de ter coberto um anime que tivesse sido algo além de “interessante” e “divertido”.


Fábio “Mexicano”:

Eu uso bastante essas duas palavras, é bom dizer, mas na medida do possível busco qualificar. Se não consigo qualificar, é porque estou falando de algo totalmente subjetivo mesmo. Eu não recomendaria a alguém algo que eu achei apenas “interessante”, sem ser capaz de dizer o que mais tem de bom além disso.


Vinicius Marino:

Não há nada que essas palavras possam dizer que você não possa comunicar melhor usando outras. Acha a série “divertida” por ser dinâmica? Diga só que é dinâmica. Acha uma história “interessante” por ser imprevisível? Diga só que é imprevisível. Isto é puro filler verbal. Tal como esse anime é puro filler de tempo útil na nossa vida.


Fábio “Mexicano”:

No meu caso, está mais para um cacoete de linguagem. Mais ou menos como minha mania de usar muitos advérbios, ou usar muito a palavra “assim” (essa aqui pensando bem eu acho que consegui reduzir bastante). Essas merdas são difíceis de mudar…


Vinicius Marino:

Como eu disse, fillers.


Diego:

Eu concordo que sejam conceitos muito subjetivos, e talvez inúteis numa discussão mais argumentativa, mas também não acham que sejam assim tão fáceis de substituir. Nem sempre nós mesmos temos assim tão claro porque gostamos desta ou daquela obra. Ok, “nós”, como em “nós quatro”, talvez tenhamos, dado que explicar o que uma obra tem de bom ou ruim é meio que o que a gente faz, mas pensando aqui em quem só assiste por diversão mesmo, nem todo mundo vai ter esse escrutínio que nós aqui temos.


Gato de Ulthar:

Eu posso dizer que me “diverti” em alguns momentos com esse anime, e porque me diverti? É um bom questionamento, na maioria das vezes nem pensamos direito nisso. No meu caso, rememorando o anime, penso que me diverti quando vi cenas de luta minimamente bem construídas e momentos engraçados, como quando a Loli das granadas apareceu.


Vinicius Marino:

Se você não sabe dizer por que gosta de uma coisa, das três uma: a) você não sabe se expressar, b) você não se conhece o suficiente para saber de que coisas gosta ou c) você não está nem aí e só quer curtir.

Nada contra o item C, mas em qualquer um desses casos você não deveria estar em uma discussão sobre os méritos artísticos da obra.

Ou, para colocar de outra forma: se no contexto de uma discussão sobre animes (como é o café), a única coisa a ser discutida é se a série é divertida ou interessante, é uma discussão que poderia não existir.


Diego:

Bom, vamos mudar um pouco o assunto então: na opinião de vocês, teve algo que Alternative fez certo? Alguma característica que minimamente o redima na visão de vocês? Para mim, eu vou dizer que realmente gostei do design da LLENN… e meio que é isso ai :P


Gato de Ulthar:

O design da LLENN ficou legal, o da Fuka também, o da Pito (mesmo achando aquelas tatuagens no rosto para evitar “abusadores” um tanto ridículas).

Mas não dá para dizer que o character design do anime como um todo foi bom, parecia que somente quem era importante tinha um visual maneiro, o resto dos jogadores pareciam excessivamente reais.

Eu gosto bastante de armas e de ver armas reais em animes, então, nesse ponto, o anime não me decepcionou de todo. A P90 noventa é uma das submetralhadoras que mais gosto.


Vinicius Marino:

De fato, o character design de GGO me lembrou às vezes esse meme:

A LLENN é brilhante. Pito e Fuka dão para o gasto. Mas todo o resto é horrorosamente genérico.

Pareceu sim um FPS – no pior sentido da coisa. Dava até para sentir o filtro amarronzado que acomete os piores games do gênero.


Fábio “Mexicano”:

Várias das batalhas foram boas, pelo menos em parte. Ou faziam bom uso do conceito game, ou eram simplesmente bem animadas, ou tinham alguma tensão. Raramente (na verdade nunca) as três coisas ao mesmo tempo. E lamentavelmente teve muitas batalhas ruins também. Quanto ao character design, copio o Vinicius.


Vinicius Marino:

Ok, acabo de ver que não respondi a questão XP Então lá vai: gostei de ver a Pito-de-verdade cantando no final. Lembrou-me de Charlotte, um dos animes favoritos do Diego.


Diego:

Eu vou dizer que toda a trilha sonora desse anime foi uma baita decepção pra mim. Todas as insert songs foram muito “pop genérico japonês”. Mal da pra distinguir uma música da outra! E pra piorar elas nunca funcionam em cena: um momento de ação e de tensão tocando pop genérico é de quebrar qualquer imersão. Mais alguém sentiu o mesmo?


Fábio “Mexicano”:

Não achei particularmente ruim nem particularmente bom. A abertura é muito boa.


Gato de Ulthar:

A trilha sonora foi praticamente nula para mim, tanto é que não consigo me lembrar de nenhuma faixa!

A abertura foi realmente boa, gosto bastante do timbre da Eir Aoi, uma excelente intérprete.


Diego:

De fato, a abertura foi ótima. Gostei dela desde o PV.

Mas ok, vamos então retomar uma coisa: considerariam Alternative ofensivo? Mais especificamente, eu vi algumas pessoas colocando que Alternative conseguiu ter um elenco feminino muito melhor do que o SAO original, e mesmo vi alguns LGBTs apreciando a personagem bi de alguns episódios atrás. Achei isso particularmente interessante porque vai no completo oposto de ainda outros comentários no assunto que vi, onde o anime é colocado como machista ou pior. O que pensam na questão?


Fábio “Mexicano”:

Teve algumas piadas de mal gosto, claramente homofóbicas, mas foram momentos isolados. Não acho que o anime inteiro seja ofensivo, ele apenas foi infeliz e tropeçou algumas vezes.


Vinicius Marino:

Quem quer inventar motivo para amar a série obviamente vai pintá-la com as melhores virtudes. Idem para quem quer odiá-la. Por isso eu não colocaria muita fé na opinião pública.

Sobre a representação em si, ambas as personagens bissexuais correspondem a um estereótipo bastante comum na ficção japonesa: a ideia da mulher-predadora que não consegue controlar seus impulsos. Deixo a critério do leitor fazer o juízo sobre ele.

Na minha opinião, no entanto, nada disso vem de uma intenção deliberada de ser polêmico, mas do fato de que o autor despreza seres humanos. GGO é um caso extremo, mas nós já vimos o mesmo em Kino. Não é uma história sobre pessoas, mas sobre ideias – e ideias mal construídas.

Ele sofre do problema, descrito por Miyazaki, de ficar tão bitolado no próprio trabalho a ponto de não ter a sensibilidade de estudar como pessoas de verdade funcionam. Não é a toa que suas personagens parecem estereótipos.


Gato de Ulthar:

Creio que o Vinicius tenha dito tudo, duvido muito que esse anime tenha se preocupado em ser ofensivo ou mesmo se preocupado em não ofender ninguém, somente se utilizou de estereótipos dos mais banais.


Diego:

Mas estereótipos são em si mesmo um problema? É tentador dizer que “sim”, mas não funcionariam como qualquer outro clichê: uns gostam, outros não?


Fábio “Mexicano”:

Claro que não. É uma forma de se identificar rapidamente com um personagem. Mas se o personagem for só um estereótipo, ele é um personagem fraco. Praticamente um objeto com falas. E alguns estereótipos são negativos, como o da bissexual pervertida. E quando o anime tem dois personagens assim, e os dois se encaixam no estereótipo, é razoável considerar que há algum problema nisso. No mínimo, o autor só não pensou direito a respeito mesmo – o que acredito ser o mais provável.


Vinicius Marino:

O Fábio tem uma métrica que eu considero muito boa. O estereótipo atua a favor de algum fim? Então tudo bem. O estereótipo é um fim em si? Então temos um problema. Em GGO, é lamentavelmente o segundo caso. Nenhuma dessas personagens vai a lugar algum. Nenhuma das piadas, dos clichés superam o próprio cliché. São como pessoas descritas por alguém que nunca viu uma pessoa na vida. Tudo o que sobra são fórmulas.

Mas eu quero ressaltar que só prestei tanta atenção na piada bifóbica do último episódio porque era a única coisa a se prestar atenção. Sério, no que mais eu deveria ter me concentrado? No “mistério” da identidade da Pito, que matamos no primeiro episódio? No final do torneio, que já era carta marcada? Na, sei lá, carona do M-de-verdade à Karen e sua amiga? No opening?

Alguém pode me dizer o que esse episódio trouxe? Porque quanto mais eu penso a respeito, menos eu sei responder.


Gato de Ulthar:

Tenho a mesma dúvida do Vinícius.


Diego:

É, eu não tenho uma resposta para isso :P

Bom, vamos às considerações finais? O que gostariam de dizer antes de encerrarmos de vez esse Café?


Fábio “Mexicano”:

Eu tenho que dizer mais alguma coisa? :(

Tchau, LLENN.


Gato de Ulthar:

Bya Bye LLENN.

Queria ter lhe conhecido em condições melhores.


Fábio “Mexicano”:

Ah, ela até parece uma pessoa legal.


Diego:

Mesmo sendo camper? :P


Fábio “Mexicano”:

É só não jogar contra ela. Eu nem gosto de jogar mesmo. E vá lá, ela desenvolveu essa forma de jogo porque ficava sozinha, aí não tem coisa melhor pra fazer.


Vinicius Marino:

Sou muito grato por viver num mundo em que nem todos os games são “always online”. Isso é tudo o que eu tenho a dizer de GGO.

Aliás, GGO foram 6 horas que eu poderia ter usado para jogar algum game. Falando em game, agora que eu estou alforriado deixa eu ver em que pé deixei Pillars of Eternity 2.


Diego:

Bom, acho que é isso então. De minha parte, vou dizer que apesar dos pesares eu não achei de todo tão mal. E se houver uma season 2 eu provavelmente assistiria, ainda mais que pelo que ouvi falar desse ponto em diante a história se torna mesmo só sobre o jogo (sem mais tentativas esdrúxulas de high stakes como a Pito querendo se matar). Mas vamos então ficando por aqui. SAO acabou, mas vejo a todos no nosso próximo Café com Anime. Até lá o/

E você, leitor, que achou deste último episódio? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

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