Café com Anime – Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online, episódio 10

E cá estamos nós, em mais uma edição do Café com Anime: nossa conversa semanal sobre alguns dos animes da temporada. E desta vez você confere nossa discussão sobre o décimo episódio de Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online, com presença do Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, o Fábio “Mexicano”, do Anime21, e do Vinicius Marino, do Finisgeekis, além, é lógico, de mim mesmo [rs]. Sirvam-se então de uma xícara do seu líquido predileto e venham então conferir o que achamos desse primeiro episódio :D

E claro, sempre bom lembrar: aqui no É Só Um Desenho você também confere nossas conversas sobe Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online, às sextas, enquanto que no Dissidência Pop estarão nossas conversas sobre Mahou Shoujo Site, no Anime 21 aquelas referentes à Hisone to Maso-tan, e no Finisgeekis continuamos com as conversas sobre Cardcaptor Sakura: Clear Card-hen, que entrou agora em seu segundo cour.


Diego:

Ta… Esse ep nem eu consigo defender :P Olá a todos e bem vindos ao nosso décimo Café com Anime de SAO Alternative, com provavelmente o pior episódio do anime até aqui (e olha que a concorrência por esse título é pesada, considerando os episódios iniciais).

Então, lembram quando eu disse que os times de maior destaque dariam uma luta melhor? Pois é: nop, eu tava errado e 2 – e logo mais 3 – dos times que receberam destaque foram despachados sem maiores cerimônias. O pessoal das metralhadoras eu entendo (podiam ao menos ter mostrado né…), mas o time da garota de cabelo verde? E o que diabos há com essa personagem?! Não gosta de atirar e vai jogar um jogo de tiro? Eu entendo que os amigos (amigos?) convenceram ela a ir, mas ainda assim, foi idiota.

A luta das lolis russas contra o M foi legal, se não fosse constantemente interrompida pelo maior problema desse anime: exposição desnecessária. Precisava mostrar as meninas bolando o plano na escola? Precisava mostrar a conversa da Boss com a LLENN? Eu não sou nenhum aficionado da máxima “show don’t tell”, mas quando você já está mostrando pra que contar também?!

E após a luta, a Pito toma um tiro. Na cara. Mas tudo bem, porque ela ficou com um ponto de vida. Yey? :D Deus isso foi idiota. Muito além do nível de idiotice que eu aceito. Até aqui, tiro na cabeça era morte instantânea! Tudo bem, no mundo real existem pessoas que sobreviveram a um tiro na cabeças, mas isso é um jogo! As regras precisam ser consistentes!

Fora que… argh, quer saber, não. Eu tenho mais coisa pra falar, mas isso já está ficando muito grande para uma introdução. Então falem um pouco vocês: que acharam de mais esse episódio?


Gato de Ulthar:

Nem tenho o que falar, foi um carnaval de “facepalms”.

Vou falar por imagens.

A Pito surta e tira um sabre de luz da bunda…. Agora ela é uma Sith Lord. Ouvi falar que essa arma tem no anime original, mas foda-se, dentro de um jogo de tiro, isso é simplesmente ridículo.

Se a LLENN não sacar um sabre de luz rosa e enfrentar a Pito, vou ficar super desapontado. No final a Pito revelará que é a mãe da LLENN.

A doida vê a equipe dela morrer de um jeito ridículo e surta de uma maneira ridícula buscando vingança. É a porra de um jogo, se você morrer não dá nada, como pode fomentar um desejo de vingança doente? E como ela mudou de personalidade tão rápido? Como o sabe de luz essa personagem foi retirada da bunda do autor.

Outra coisa extremamente ridícula. Tiros na cabeça eram para ser letais né? Mas a magia do cinema nos faz ver a Pito sobreviver com uma nesga de vida! E salientamos que ela está usando o nerve-sei-lá-o-que que foi proibido por te fazer morrer dentro do jogo, mas deixamos isso pra lá.

Mesmo se fôssemos teorizar sobre a arma no mundo real, ela é uma Blaser R93 Tactical. Essa belezinha pode comportar munições como .338 Lapua Magnum e .300 Winchester Magnum, e qualquer tiro desses faria uma cabeça virar geleia, além disso, seja a arma que forma, mesmo uma pistolinha .22, o tiro acertou em cheio no olho, e deve ter acertado o cérebro. Nem sei o motivo de eu estar tentando buscar racionalidade nesse anime.

E para fechar com chave de ouro, tivemos uma rápida aparição de um time de cosplayers de Halo ciclistas:


Vinicius Marino:

Muita gente criticou esse episódio por atirar pra todo lado (com o perdão do trocadilho). Para acompanhar o passo do material de origem, estufaram vários competidores nas mesmas cenas, sem se importar com o mínimo de desenvolvimento. Tipo o último terceiro lugar no conselho da Totsuki, que nunca vimos mais gordo.

Mas quer saber? Acho tudo isso injusto. Esse foi um excelente episódio, que só me fez reafirmar meu entusiasmo pela série. Essa competição em equipes é o clímax da temporada – e, ouso dizer, da série como um todo! Veja só o time que Souma reuniu para si. Ok, há seus amigos de sempre (Tadokoro, Isshiki). Mas veja como o Aldini, meio eclipsado nas temporadas anterior, ressurgiu para se tornar um braço-direito. E mais importante, veja quem está dando corpo ao time: Erina, Kuga, Subaru. São todos os seus antigos inimigos!

Souma não está só se “tornando o melhor!” como qualquer herói genérico de battle shounen. Ele está reunindo os melhores numa jornada em que ele próprio é um aprendiz. Isto é lindo de se ver.

Opa, mal aí. Vocês estavam falando de GGO, né? Bom, minha opinião sobre o anime é essa aqui: é um lixo. E dessa vez nem o Diego discorda, então resolvi “encher linguiça” com uma série de fato boa.


Diego:

Calma lá! Esse episódio foi um lixo, o anime como um todo é só medíocre com alguns momentos válidos pra meme, não vamos também nos exasperar :P


Vinicius Marino:

Falando sério, agora? Esse foi um dos episódios que mais gostei. Vamos por partes. Tivemos:

a) Um duelo de snipers que reaproveitou uma mecânica que já conhecíamos (corpos são indestrutíveis). Mais do que isto, nos mostrou jogadores usando mecânicas para fins diferentes. Isto é o significado de jogar. É isso que bons jogadores fazem, e fez o episódio parecer um game de verdade.

b) Master Chief andando de bicicleta.

Sério, é isso que eu espero de GGO. Nonsense. Arbitrariedade. Face palm.

Que me dessem o dobro de Espartanos. Quatro esquadrões de atiradores ciclistas. Uma equipe de Mários aliada ao time de Links versus um pelotão de Madokas. Uma maçaroca que me faça pensar que Super Smash Bros. teve um filho com ReCreators e Animegataris.

Eu até perdoaria a plot armor da Pito


Fábio “Mexicano”:

Uau. Que porcaria cósmica essa, hein?

Bom, eu gostei do combate das lolis contra o M. Foi bem legal mesmo, não só como ação em si, mas por ter sido o tipo de ação que eu consigo imaginar em um game, como já disseram. Mas claro que até isso precisava ter vindo com um porém, e o Diego já disse qual é: foi desnecessária aquela cena delas explicando a estratégia. Eu sei desde sempre que corpos são objetos imortais nesse torneio, a hora que vi aquilo imediatamente tive meu momento “A-há!” e me senti inteligente por ter entendido o que tinha acontecido. Daí o anime parou para explicar, e eu fiquei aqui com a impressão que quem escreveu isso acha que eu sou mais burro do que pareço.

O time dos caras super fodões lá esperando o momento certo pra atacar – mais exatamente, para ROUBAR o adversário quase morto de outra equipe – também foi algo bastante com cara de game. Algo odioso em games e que portanto me deu raiva, mas é compreensível e faz sentido.

Por outro lado, porque tudo de bom tem um porém nesse anime, eles não parecem mais tão incríveis quanto no primeiro torneio. Foram derrotados bem facilmente. Eu sei, a Pito está além das tabelas, mas mesmo para ela pareceu fácil demais. E não vou dizer que foi bullshit eles não terem acertado nada através das paredes porque a Pito já havia sobrevivido a um tiro de sniper na cara, que deveria explodir a cabeça dela, e não só fazer um furinho no olho.

Problema de consistência, não é? Como outro que já havia me incomodado nesse mesmo episódio: a Fuka tem as duas pernas arrancadas em uma explosão e perde um quarto do HP. A loli de cabelo branco toma um tiro de raspão no braço e perde metade. Pelo menos não podemos dizer que Sword Art Online Alternative Gun Gale Online não seja consistentemente inconsistente. Já estávamos mais do que preparados para ver a Pito tomar um balaço na cara e sobreviver. Até o HP dela se comporta diferente: em todos os demais casos a perda é praticamente instantânea – ou talvez seja mesmo instantânea e aquela animação seja só para ficar mais bonito. A barra de HP da Pito não, ela resiste, se debate, cai devagar – devagar o suficiente para o M chegar até ela e injetar cura, o que certamente evitou que ela morresse, mas não sem que a dança da barra de HP durasse mais alguns instantes.

E quem é que foi que deu o tiro em primeiro lugar? Não vou me esquecer de você não, menina do cabelo verde. Eu deveria, mas você não merece. É um personagem que sequer deveria existir. Se queriam uma quase-morte para a Pito, a equipe dos super fodões que ela dizimou depois teria servido – eles SÃO super fodões afinal, ou deveriam ser. E já sabemos que eles têm snipers. A equipe da menina de cabelo verde está ali pra mostrar como a Pito é má, é cruel, é sádica, é traiçoeira, blá blá blá. Eu não me importo com isso, mas poderia estar lá do mesmo jeito que não me incomodaria. Naturalmente, uma menina de cabelo verde é desnecessária para que tal demonstração de ruindade da Pito exista. Essa personagem não deveria existir.

Blá, esse anime não deveria existir.


Vinicius Marino:

Agora eu vou mostrar para vocês como a plot armor da Pito poderia ter sido explicada em termos gamísticos que não iam desagradar ninguém. Quando você cria um objeto num jogo, ele não sabe que é um objeto. Para tratá-lo como um obstáculo, é preciso criar uma propriedade chamada collider. Aqui está um exemplo na engine Unity:

Esse cubo é um objeto do jogo. E esse contorno verde é o collider. Sempre que o jogador bater na parte verde, o jogo entenderá que ele tocou o cubo. Se ele atirar e pegar na parte verde, o cubo levará dano.

Agora: notam que o collider é maior que o cubo? Pois bem. Geralmente, desenvolvedores fazem os colliders o mais próximo dos objetos possível. Mas às vezes, por deslize ou alguma particularidade do próprio game, os colliders acabam sendo maiores ou menores. Um collider maior, por exemplo, torna mais “fácil” acertar um alvo. Já um menor evita que que o jogador fique “preso” nas arestas conforme anda pelo jogo.

GGO poderia justificar o balaço da Pito no olho dizendo que aquilo não foi o olho de verdade. O tiro poderia ter pego no collider de outra parte do corpo, ou até da armadura.

Isso é uma coisa que às vezes acontece em jogos de tiro. Você mete o headshot, o jogo interpreta que o tiro foi no peito e o cara só leva 1/2 do dano.

Esse é um meme comparado as hurtboxes (áreas atingíveis) e hitboxes (área capaz de atingir o inimigo) de vários games de luta. O tipo de jogo é diferente, mas a filosofia é a mesma. Reparem que, com a exceção de Skullgirls, as hurtboxes são todas bem aproximadas em relação ao contorno da personagem. Ou seja: um “GGO” dos games de luta na certa envolveria muita gente socando o ar, ou levando porrada na cara e não sentindo nada.


Diego:

Bom, os fãs aparentemente bolaram algumas teorias para explicar o que pode ter acontecido.

Para começar, tanto no caso da Pitohui como no caso da amiga da LLENN que perdeu as pernas (e apenas 20% da vida), haveria a explicação de que ambas possuem STR muito alto, e portanto uma resistência muito alta e um HP muito alto. O que eu acho que funciona até certo ponto. Meu maior problema com o caso da Pitohui nem foi ela ter sobrevivido, ainda que com pouca vida, mas sim que até aqui mesmo tiros nas costas eram insta-kill, enquanto que no caso da Pito o HP foi caindo aos pouquinhos.

Há, porém, uma teoria pra isso também: a de que o HP sempre cai aos pouquinhos, de onde vem o segundo ou dois entre o cara cair e aparecer a plaquinha [DEAD] sobre ele. A teoria diz ainda que o motivo de ninguém se mexer após tomar um tiro fatal é que uma vez que você toma algo do tipo o AmuSphere, o dispositivo usado para logar no jogo, corta a conexão entre pessoa e avatar, para que o indivíduo não experimente ali o “trauma” da morte. O NervGear, porém, não tem essa precaução, sendo um modelo anterior, o que explicaria a Pito continuar se mexendo.

Teorias assim são legais, até por terem lá sua lógica em termos de estarem embasadas nas regras do universo. Pra mim, porém, isso é procurar explicação onde não tem. Aliás, onde tem uma muito mais simples: o autor queria um momento de tensão e foi super amador em executá-lo :P Mas e vocês, o que acham dessas teorias?

Ah sim, e uma coisa interessante: a teoria do STR alto funciona, e sabemos que de fato da Fuuka tem esse status bem alto mesmo (do contrário não poderia manejar os lança-granadas). O problema é que o anime nunca nos falou de uma correção direta entre STR e HP ou resistência. Da pra assumir que seja assim? Dá, mas até aqui GGO sempre falou tudo, por mais óbvio e desnecessário que fosse. Então eu só posso assumir que se algo não foi falado é porque não foi pensado mesmo.


Vinicius Marino:

Acho tudo isso uma imensa babaquice. Inventar “fan theory” para cobrir furo de roteiro é pura masturbacao mental. Se o autor quisesse dar uma razão para a imortalidade da Pito, isso deveria estar no anime.

Aliás, foi por isso que citei os colliders. Não acho que essa seja uma razão válida. Só citei o que o anime poderia ter feito caso não fosse incoerente.


Gato de Ulthar:

Como a menina de cabelo verde não gostava de matar ninguém, deve ter atirado com uma bala de borracha :P


Fábio “Mexicano”:

Para alguém que não gosta de atirar em ninguém, aliás, ela tem a mira muito boa.


Gato de Ulthar:

Para começo de conversa, qual seria o motivo de chamá-la para um time, se ela não atiraria em ninguém?

Aposto que a equipe tinha um plano no qual eles morreriam de forma trágica apenas para ligar o modo berserker da menina.


Fábio “Mexicano”:

Ou podiam usar ela como escudo. “Objeto imortal”.

Aliás, de todos os furos do episódio esse é o menor e eu nem teria me importado, mas já que estamos falando mal dele porque ele merece, vamos lá:

Corpos são objetos imortais, ok, mas nunca haviam sido retratados como objetos imovíveis. A Pito até se divertiu aí arremessando corpos noutro episódio. Mas a menina lá das lolis se tornou uma com a pedra, nem uma arma pesada, nem o recuo de seu tiro, nem tiros de outra arma diretos nela foram capazes de sequer perturbar um pouquinho seu cadáver.


Gato de Ulthar:

Está bem que ela estava acima do peso, mas nem se mover?


Diego:

Talvez estivesse pesada demais para se mover, nem só por questão de peso, mas também de equipamento. Sei lá, das várias idiotices do ep essa foi uma das poucas que eu não questionei nem me importei :P

Bom, mudando de assunto, trazer aqui um outro problema que eu ando tendo com o anime: ele parece realmente tentar fazer a Pitohui parecer uma sádica baddass, só tem dois problemas. Primeiro: ela soa como uma baita babaca (salvaria ela só se fosse pra meter um soco). Segundo: ela soa como uma baita babaca por jogar o jogo da forma mais eficiente. Ok, ela é brutal, mas ela ganhou, não? Ela traiu os caras que vieram pedir aliança, mas quem diabos faz isso em uma competição?! Até aqui a maior “afronta” dela foi bancar a sádica com os dois caras no episódio passado, demorando pra matar eles. Mas até ai… Sei lá, pra mim há um tremendo distanciamento entre como o anime quer que o expectador perceba ela (badass), como ela é percebida pelos demais dentro da própria história (sádica, brutal), e como ela realmente acaba sendo percebida pelo expectador na prática (babaca).

Tirando ela ser doida de pedra com toda a questão do suicídio, o que vocês têm achado da personagem?


Fábio “Mexicano”:

Isso não é só ela não. Por algum motivo, embora seja um jogo, o anime quer que a gente enxergue aquilo como uma sociedade normal e aqueles avatares como pessoas normais. O que faz sentido no SAO original porque eles ficaram presos no jogo e aquilo se tornou, de fato, a sociedade deles, mas não faz mais sentido em nenhum outro. No entanto, lembra daquela garota maluca dizendo que se a LLENN roubasse ela ia “pegar mal” e coisa do tipo? Teve também a Chefe Loli falando palavrão e sendo corrigido por uma de suas colegas. Acho isso absurdamente inverossímil, mas vai saber se os japoneses não são assim loucos de pedra em seus MMOs de verdade, né?


Gato de Ulthar:

Nos MMOs de verdade há regras de conduta que devem ser seguidas pelos membros. O únicos jogos deste gênero que joguei massivamente foram Tibia e World of Tanks. No caso do Tibia, muitas práticas eram condenadas, como matar um personagem que não houvesse puxado uma briga com outro, roubar o que o monstro dropou logo após ser morto por um outro jogador, etc. Em World of Tanks, a qualificação dos membros pode ser abalada por condutas antidesportivas, como ficar inativo em uma batalha, ofender os outros jogadores, empurrar um parceiro para o perigo, etc. Mas pelo o que me parece, GGO é uma terra de ninguém, todo mundo faz o que bem entender, no máximo roubar os carregadores pegaria mal, somente isso. Além disso, nem há como roubar em GGO, a LLENN assaltando a menina foi algo ridículo, pois ela já ia morrer de qualquer jeito, entregando ou não os carregadores. Mas o Diego perguntou sobre a Pito né? Bem, ela não é uma jogadora leal, trai os parceiros, tortura desnecessariamente os adversários, e outras condutas antidesportivas. Se houver um ranking baseado na classificação moral dos jogadores, a Pito estaria lá embaixo, e em alguns jogos da vida real, alguém como a Pito seria punida, como sendo proibida de participar de torneios, obter determinados equipamentos, etc.


Vinicius Marino:

Eu nem sei o que dizer dela, pois “ser babaca” é praticamente tudo o que temos a seu respeito. E não concordo em dizer que ela é má por jogar de forma mais “eficiente”. Ela trapaceia. Tal como a LLENN, suas “vitórias” são calcadas em falta de fair play e injeções de Roteirum que escandalizariam qualquer comitê anti-doping.

“Trapacear” não é jogar de forma “eficiente”. É jogar um outro jogo que seus oponentes não conhecem – e deliberadamente escolheram não jogar.

E aqui entra a diferença entre mundo real e mundo de jogo que o Fábio tocou. No mundo real, é sobrevivência do mais forte. Quando você tem skin in the game (com perdão do trocadilho), vale tudo para ficar por cima.

Jogos, no entanto, existem dentro do que Johan Huizinga chamou de “círculo mágico”. Você decide, por motivos lúdicos, abrir mão de vantagens externas e jogar aquele jogo naqueles termos.

Do contrário, ela poderia simplesmente subornar o dono do GGO. Ela também “venceria”. E não, não é ser “eficiente”.


Fábio “Mexicano”:

Tecnicamente, ela está “subornando” para realizarem o campeonato, e provavelmente teve palavra em uma ou duas das regras que mudaram…


Vinicius Marino:

Tipo “headshot na minha fuça é café com leite” :’D


Fábio “Mexicano”:

Se for para falar uma só coisa pela qual eu jamais perdoarei esse anime, é esse tiro na cabeça.


Diego:

O mundo é um PVP constante. Até onde o anime mostrou, todas as armadilhas da LLENN e da Pito estavam de acordo com as regras e mecânicas do jogo. É diferente de alguém usar hack para ser imortal, por exemplo, isso sim seria uma efetiva trapaça.


Fábio “Mexicano”:

O Nervegear, banido, com certeza é um cheat. Ela desmaiou e teria sido deslogada do jogo – e teria perdido – se não estivesse usando ele. O resto eu acho fica na fronteira entre cheat e hack de dinheiro infinito.


Vinicius Marino:

E nem vou falar no fair play, que ela desconhece. Mas já bati nessa tecla tantas vezes que me recuso a voltar a isto.


Diego:

Mudando um pouco o assunto, mas ainda tangencial ao fair play, o que acharam dessa decisão da LLENN?

Eu pergunto por ter sido uma das poucas parte do episódio que eu realmente gostei, da LLENN decidindo que ainda valia matar a Pito mesmo que ela estivesse previamente ferida. Outro anime não teria problema de ir numa outra direção, dela decidindo que a Pito precisa estar em força plena ou “não conta”.


Fábio “Mexicano”:

Teria sido uma lástima se ela ficasse com pena da Pito no final. Eu estaria borbulhando de raiva (mais do que já estava). Não acho que ela ter decidido dessa forma tenha sido especialmente bom, só acho que evitou o mal maior com que o anime ameaçou-nos – e de graça. Em um battle royale isso nem deveria ser uma questão em primeiro lugar, qual o problema da LLENN.


Gato de Ulthar:

Quer saber? Quero até que a Pito morra na vida real!


Fábio “Mexicano”:

HAHAHAHAHAHA

Que horror, Gato, ela é só uma idol pinéu


Diego:

Nossa Gato! Bom, mas não que eu discorde :P as é, por hoje vamos então ficando por aqui XD Vejo a todos na semana que vem. Até o/

E você, leitor, que achou deste décimo episódio? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

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