Café com Anime – Ginga Eiyuu Densetsu: Die Neue These, episódio 8

E cá estamos nós, em mais uma edição do Café com Anime: nossa conversa semanal sobre alguns dos animes da temporada. E desta vez você confere nossa discussão sobre o oitavo episódio de Ginga Eiyuu Densetsu: Die Neue These, com presença do Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, o Fábio “Mexicano”, do Anime21, e do Vinicius Marino, do Finisgeekis, além, é lógico, de mim mesmo [rs]. Sirvam-se então de uma xícara do seu líquido predileto e venham então conferir o que achamos desse primeiro episódio :D

E claro, sempre bom lembrar: aqui no É Só Um Desenho você também confere nossas conversas sobe Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online, às sextas, enquanto que no Dissidência Pop estarão nossas conversas sobre Mahou Shoujo Site, no Anime 21 aquelas referentes à Hisone to Maso-tan, e no Finisgeekis continuamos com as conversas sobre Cardcaptor Sakura: Clear Card-hen, que entrou agora em seu segundo cour.


Diego:

E eis então que temos mais um ótimo episódio :D Olá a todos e bem vindos a mais um Café com Anime de Ginga Eiyuu Densestsu, e eis que finalmente o anime retorna a nos mostrar o Império!

A batalha de Castrop foi ótima para explorar um pouco mais o Kircheis, por um lado mostrando o seu grande talento para o combate e habilidade como estrategista, mas por outro também mostrando seu lado mais gentil, se recusando a destruir qualquer nave inimiga e garantindo que não usaria de força desnecessária se a armada se rendesse. E disso temos o seu grande feito, encerrando o conflito com apenas uma baixa.

Mas acho que todos podemos concordar que a segunda metade foi bem mais interessante, né? Pudermos ver a reação do Império à perda de Iserlohn, o Oberstein pedindo ajuda ao Rein, e uma fala bastante curiosa do imperador mais ao final, demonstrando que ele sabe muito bem das ambições do Rein e não vê problema nenhum com elas – bem o contrário.

Ah, mas e vocês, o que acharam do episódio?


Vinicius Marino:

Estou na mesma sina de Hisomaso. Preciso mesmo continuar a babar ovo? Que anime excelente! Sinto que estou me repetindo elogiando-o toda semana.

Ambas as partes do episódio foram empolgantes, e agradeço a competência do anime para contar sua história num passo acelerado. Confesso que, quando vi a prévia do episódio passado, tive a impressão de que a rebelião de Castrop se estenderia por alguns episódios.

Agora, só tenho outro nitpick sobre a lore da série (porque sou chato, fazer o quê?). Muito estranho os rebelados serem tratados como prisioneiros de guerra. Este tipo de prisioneiros possui regalias especiais e indica que o Império está tratando seus inimigos como um estado rival. Na prática, isto tacitamente admite que o planeta de Castrop é independente , o que derrota o propósito de uma manobra de contra insurgencia. De outra forma, eles seriam tratados ou como prisioneiros comuns, ou como terroristas ou como prisioneiros políticos.

Esse foi um problema que os EUA sofreram durante a Guerra Civil. Se eles oferecessem condições típicas de guerra à confederação, admitiram que ela é um estado diferente, o que cumpriria o propósito da mesma de ser reconhecida como Estado.


Gato de Ulthar:

Vou confessar uma coisa, antes de ver o episódio acabei me deparando com um spoiler da tomada de Castrop no anime clássico, e digo uma coisa, nem deu para chamar de spoiler, de tão diferente que foi! E confesso uma outra coisa, no anime clássico pareceu muito mais legal!

No anime clássico o planeta de Castrop possuía um sistema de defesa chamado Artemis Necklace, um conjunto de satélites esférico imergidos em metal líquido, considerados uma defesa impenetrável. O curioso que foi Fezzan que vendeu esse sistema para Castrop, e também já tinha vendido para a Aliança guarnecer a sua capital…

Kircheis, mostrando sua perícia, dá um jeito para desativar o sistema de defesa, utilizando aquelas partículas Seffle, as mesmas que foram usadas no episódio anterior. Em suma, ele explode tudo. O resto é igual, ele força a rendição e os subordinados se voltam contra o seu líder.

Penso que nesse caso seria necessários pelo menos dois episódios, e que em virtude da dinamicidade, o novo anime preferiu tornar tudo um jogo estratégico entre as naves, o que demandou pouco tempo de tela. O resultado final não foi ruim, mas confesso que achei interessantíssimo a maneira na qual o anime clássico resolveu a questão.

Gostei de ver como o Reinhardt sabia das capacidades do Kircheis, se ele duvidasse um tantinho só de suas habilidades, não deixaria o amigo assumir a missão. Além disso, embora não tenha sido o Reinhardt que capturou Castrop, é como se fosse, já que Kircheis é seu subordinado.

E o Castrop do anime clássico parecia um Imperador romano daqueles bem caricatos!

Só uma coisa que eu não gostei do episódio, o Castrop ficar batendo em seus subordinados toda hora, parece um jeito infantil de demonstrar que eles estavam descontentes com sua atitude, mas isso podia facilmente ser mostrado sem a chuva de sopapos gratuitos.


Diego:

Eu pensei em falar de como foi no anime antigo, mas considerando que eu estou sempre trazendo o antigo pra conversa decidi tentar deixá-lo de lado pelo menos uma vez. Ai o Gato vem e traz o ponto :D Bom, eu também gosto mais de como fizeram no anime antigo, justamente pelo envolvimento de Phezzan, uma forma indireta de demonstrar como ele opera enquanto um terceiro poder.


Fábio “Mexicano”:

Já eu prefiro a forma como foi. Sem excessos, sem nada desnecessário. Apenas pessoas de um lado e pessoas do outro, nada de sistemas de defesa complexos e etc. Claro que teria servido para mostrar um pouco do que Fezzan é capaz, mas se isso fará falta ou não, só mais adiante no anime que descobriremos – ou nem isso.

Eu gostei bastante desse episódio menos pelo que aconteceu do que pela caracterização de tudo, o como aconteceu, e até mesmo as conversas inconsequentes de bastidores. Ajudou a ter uma ideia muito melhor sobre como é o Império. Primeiro, a própria história da rebelião em si, que conta que o Império se organiza politicamente em um sistema que dá para chamar mais ou menos de feudalismo espacial. Nobres tem controle de sistemas inteiros, suas frotas e suas defesas. É o primeiro passo para explicar como o imperador mantém o poder – distribuindo nacos de poder. Parece óbvio, mas algumas coisas “óbvias” precisam ser contadas.

Segundo, a noção de nobreza em si. Para a gente é absurdo pensar em diferentes castas de seres humanos, mas a verdade é que durante a maior parte da história da humanidade acreditava-se mesmo que certas pessoas eram melhores do que as outras. Não é que tivessem mais privilégios ou mais direitos, mas sim que por serem melhores o certo, o justo, seria elas estarem acima das demais. O Império não contava com uma nobreza logo em seu nascimento, então me parece curioso como conseguiram instalar esse sistema e em relativamente tão pouco tempo ele já ter inclusive essa conotação ideológica. O momento em que isso ficou claro foi quando um daqueles comandantes disse que havia se enganado quanto ao Reinhard porque ele enviou o Kircheis. Não me pareceu que ele estivesse se sentindo pessoalmente atacado, não me pareceu ser apenas uma disputa de poder. A forma como a conversa foi conduzida e a proclamação furiosa dele no final dão a entender que ele acha que o Reinhard não é bom o bastante porque não enxerga essa “verdade” fundamental que diz que nobres são melhores que a plebe.

Inclusive, me pergunto se aqueles que mataram o Caltrop não serão condenados por isso. Mesmo sendo um traidor, ainda assim ele era um nobre. Kircheis, que estava lá representando a autoridade imperial, não deu permissão para isso e não disse que pretendia fazer isso. Senão, que mensagem isso passaria às massas? Ao menor sinal de que um nobre qualquer está traindo o Império, a plebe pode se unir e linchá-lo! E quem decide o que é ou não é traição? Visto que a corrupção parece endêmica, tecnicamente todo mundo lá é um “traidor” em potencial. No limite, podem até decidir que o próprio Imperador os está “traindo”. Se essa história for se preocupar por dois segundos a mais com esse incidente, deve mostrar esses assassinos sendo presos e condenados.

O resto do episódio foi o esperado. Todo o Estado Maior caiu por causa da derrota em Iserlohn e o Reinhard aproveitou mais essa oportunidade para aumentar seu poder: agora os três grandes comandantes estão lhe devendo um favor. É lógico que uma subida meteórica dessas não poderia passar despercebida, e fico feliz de ver que até mesmo o Imperador notou que Reinhard pode representar uma ameaça. Não sei se gosto da forma como ele aborda isso, contudo. Se alguém estiver preocupado com a subida do Reinhard, a primeira medida deveria ser separar o Kircheis dele – claramente o nobre está puxando seu homem de confiança consigo para cima na hierarquia militar. Mas se nem o Imperador parece assim tão preocupado, escolhendo ao invés encarar a situação de forma naturalística (os fortes sobrevivem, os fracos são podados para que o conjunto seja mais forte – bela escolha de cena), isso não deve acontecer.


Diego:

Eu vou ter de discordar de alguns pontos no seu comentário, Fábio.

Em primeiro lugar, eu gostaria de lembrar a todos que o Império existe há mais de quinhentos anos. Isso é um tempo bastante considerável para se instaurar e consolidar a ideologia de castas que predomina ali.

Sobre a questão dos assassinos do Castrop, podem argumentar ai uma hierarquia de lealdade: a lealdade ao imperador é suprema, e portanto nobres dissidentes, que se voltam contra o imperador, perdem os seus direitos. Seria inclusive um mecanismo eficiente de garantir que nenhum se revolte. Ir na direção contrária só forçaria as massas a ficarem do lado do traidor, sob medo de que desobedecendo poderiam ser punidos por qualquer que fosse o lado vencedor.

Por fim, eu gosto da caracterização do imperador. E acho que a ótica dele é mais a de alguém cansado. Ele parece querer deixar o trono, mas deixar para alguém que ele saiba ser capaz de fazer melhor do que ele.


Fábio “Mexicano”:

“Ir na direção contrária só forçaria as massas a ficarem do lado do traidor, sob medo de que desobedecendo poderiam ser punidos por qualquer que fosse o lado vencedor.”

Mas é justamente assim que sistemas em castas funcionam. É uma forma de garantir que as castas inferiores nunca vão se rebelar ou agir de forma autônoma contra as superiores. Quem está abaixo pode se ferrar de qualquer jeito? Pode! Simplesmente é assim que é.

Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come. Ninguém mandou ser inferior. O inverso, insisto, estimula que todos, independente de castas, cometam justiçamentos em nome de uma suposta lealdade a alguém ainda acima na hierarquia. Não faz sentido. É perigoso. Coloca quem é inferior em posição de potencial juiz e executor. Não dá segurança nenhuma para quem está nos níveis hierárquicos intermediários, e isso é necessário para garantir uma ordem rigidamente seguida de cima para baixo. Você corre o risco de ser punido pelo o que o seu senhor fez? Corre. Que pena pra você.


Gato de Ulthar:

Eu gostei da atitude do Imperador. Deu para perceber que ele não tomou o poder por suas mãos, é somente um herdeiro da “casa real”. Pode ser até que ele não tivesse vontade alguma em governar, o que demonstra sua incrível serenidade para todos os assuntos do governo. Por isso, pouco lhe importaria caso o Reinhardt assumisse o tromo e iniciasse uma nova dinastia.


Fábio “Mexicano”:

O que é perigoso para a estabilidade em longo prazo do Império, né? Estão sob governo da dinastia fundadora, e sua soberania é inquestionável, mas a partir do momento que se tornar aceitável a sucessão não dinástica, haverá pouco o que limite futuros candidatos a golpistas. A solução intermediária seria o filho do Imperador com a irmã do Reinhard se tornar o herdeiro.


Gato de Ulthar:

Mas a história dos impérios é assim mesmo né? Vide o império romano, uma sucessão de dinastias, tomadas de poder sangrentas, etc.


Fábio “Mexicano”:

Depois que derrubaram o Nero virou palhaçada mesmo


Vinicius Marino:

Antes de mais nada: o Diego está certo. 500 anos é tempo de sobra para cimentar qualquer tradição. Sem contar que o Império podia muito bem “inventar” uma longevidade, colocando-se como sucessor de um Estado ancestral. É o que acontece com praticamente todos os países mesmo no dia de hoje. Brasil começou a existir em 1822, mas inventamos que 1500 é história “brasileira”. Os franceses se dizem ancestrais dos gauleses, muito embora naquela época não havia nada nem remotamente parecido com a França na Europa Ocidental. Nem vou falar nada do sionismo.

Outra coisa: “casta” e “estado” social não são a mesma coisa. Sociedades de castas têm castas nobres, mas nem todo sistema de estados é calcado em castas.

“Casta” é um termo muito usado para falar da sociedade indiana e, por relação, a sociedades parecidas à indiana. Não vou falar desse paradigma porque não é minha especialidade. Sobre a nobreza no mundo ocidental, no entanto, a imagem de que ela é estanque e fossilizada é bastante problemática.

Para começar, existia alguma mobilidade social. Não no curso de uma vida, mas ao longo de gerações. Era teoricamente possível uma família ascender à pequena nobreza (ou da pequena à alta aristocracia) no curso de um século ou coisa do tipo. Certas sociedades também dispunham de mobilidade social descendente. Na Irlanda, por exemplo, era possível perder o posto de nobre e decair a uma posição não livre. Até que ponto isto acontecia é difícil de aferir, mas estava previsto nos códigos legais.

Não devemos confundir a ideologia da aristocracia (i.e. a ideia de que “algumas pessoas nascem para mandar”, que encontramos desde Platão) com o exercício do poder nessas sociedades ,que muitas vezes era negociado. Geralmente, a aristocracia precisava de alguma medida concreta para se fazer respeitar, e isto encontrou seu maior exemplo no monopólio da força. Não é a toa que a popularização das armas de fogo foi concomitante com o advento das monarquias constitucionais e repúblicas no curso da história. Como diz o ditado, “Deus criou os homens, mas Colt os fez iguais”.


Fábio “Mexicano”:

Eu falei em casta na falta de palavra melhor. Talvez devesse ter usado “sociedade aristocrática”, mas eu estava no celular quando escrevi primeiro, então optei pelo mais curto :P E o ponto central do meu argumento é que níveis sociais diferentes obedecem a leis diferentes – têm direitos diferentes, etc. Claro que ocorre acomodação, especialmente em sistemas não tão rígidos, mas eu falava, digamos assim, de um “ideal aristocrático”. A menção à Platão é perfeita, porque era justamente nele que eu pensava.


Diego:

Mas até ai, Platão pensava em uma cidade ideal – considerando aqui a República, onde temos delineada a ideia das três “classes” de cidadãos. Num sistema do tipo não haveria quedas porque elas não seriam necessárias: se um governante não fosse adequado para governar ele nem estaria governando para começo de conversa. Mas, como bem sabemos, a realidade não funciona bem assim (inclusive, boa parte do ponto de LOGH é justamente esse, de como ideais contrastam com a realidade dos fatos).


Fábio “Mexicano”:

Platão mesmo teve a oportunidade de testemunhar isso não funcionar ainda em vida :D Mas ninguém liga, com variações, alguma ideologia do tipo continuou pautando as relações sociais da Europa por séculos.


Vinicius Marino:

É por essa e por outras que Karl Popper considerava Platão como o pai do totalitarismo contemporâneo…


Diego:

Bom, vamos mudar um pouco o assunto: após esse episódio, qual a opinião de vocês sobre o Kircheis e sobre o Oberstein? São dois personagens bem interessantes, e mesmo duas figuras bem antagônicas em suas formas de ver o mundo.


Fábio “Mexicano”:

O Kircheis tem uma visão de mundo própria? Ele quer ajudar o Reinhard a dar um golpe de estado, mas é só isso. Ele não acredita que as estruturas do Império sejam ruins, apenas que estão ocupadas por pessoas ruins – ou talvez ele em particular nem acredite nisso, está apenas seguindo os passos de seu mestre. Já o Oberstein parece odiar o Império porque, tivesse ele nascido em sua aurora, teria sido morto. Bom, deve ser mais do que isso né? Porque se qualquer coisa, o fato de ele não ter sido morto só por ser “defeituoso” no presente prova que o Império hoje está melhorando em relação ao que já foi. Mas talvez ele apenas use esse exemplo de novo e de novo para reforçar a sua frustração que na verdade tem outras origens – talvez ele não goste de obedecer superiores estúpidos só porque eles são nobres, por exemplo. Pode haver muito mais por trás dele que ainda não sabemos. Já o Kircheis é um livro aberto desde o flashback.


Gato de Ulthar:

O Kircheis? Bem, ele admira o Reinhard desde infância, e acredita no seu projeto. Ele pode ser chamado de pau-mandado com razão. Mas o que o redime é que ele é competente de verdade, não é um mero “cabide” enfiado em um cargo de confiança, ele faz por merecer o seu posto, e isto foi mostrado neste episódio.

Duvido muito que ele se volte contra o Reinhard, a sua devoção parece bem acentuada. Já no caso do Oberstein, ele é uma incógnita, e acho que foi justamente isso que o anime tentou passar. Não duvido que ele queira que o Império se dane, neste ponto ele parece sincero. Parece que ele vê o Reinhardt como a maior força de uma possível oposição surgindo no Império, e está buscando se aliar a ele. O Reinahrdt percebeu que o Oberstein possui interesses próprios escondidos, mesmo assim, sabe que pode usá-lo para o seu benefício, mas com cautela.


Vinicius Marino:

Quanto ao Kircheis, não tenho muito a acrescentar. De fato, ele é um apêndice ao Reinhard. Se nada mais, um exemplo de lealdade e idealismo em um anime em que estas duas qualidades não são tão comuns.

Já quanto ao Oberstein, para mim está claro que ele despreza o império. O Fábio disse que ele não deveria guardar esse rancor, pois o próprio fato de alguém como ele estar vivo no presente é prova de que o Império melhorou. É verdade, mas eu gostaria de chamar a atenção para as pessoas que até hoje militam contra “crimes do Ocidente” praticados há séculos e há muito banidos.

Também nossa civilização melhorou, e isso não impediu algumas pessoas de tratá-la como se ainda estivéssemos na era da Santa Inquisição.


Diego:

Há um certo contraste entre o Kircheis e o Oberstein, com o segundo sendo bem mais maquiavélico. “Os fins justificam os meios” bem define o segundo, enquanto que o Kircheis não concordaria com tanto. Mas bom, talvez isso fique mais aparente conforme o anime avança.

Mas para um último tópico: ao que tudo indica, no próximo episódio o anime volta à mostrar a Aliança. O que vocês pensam desse vai e vem que o anime vem fazendo? Acham que devia ser mais balanceado, com mais momentos no Império, ou acham que é melhor assim, mantendo uma certa unidade nos arcos sem ficar quebrando uma narrativa para mostrar o outro lado?


Vinicius:

Eu prefiro ver antes de julgar. Idealmente, gostaria que ambos os lados tivessem a mesma exposição, mas acho que tudo deve servir à história que está sendo contada.

Lembrando que é possível explorar um ou outro lado “de fora” também. Às vezes, ver uma personagem falando sobre outra, ou as consequências de uma facção na coalização oposta pode ser muito mais enfático do que mostrar tudo nos mínimos detalhes.

Tome a captura da fortaleza, por exemplo. Imagine se, em vez de assistirmos à batalha, víssemos apenas a movimentação de refugiados nos outros sistemas do Império, instigados numa histeria coletiva pelo medo de uma ocupação da Aliança?

Não estou dizendo que não gostei de ver a ação. Não se trata disso. Apenas que também é possível dizer muito mostrando pouco. Por isto, não estou muito apreensivo quanto às escolhas que o anime vem tomando.


Fábio “Mexicano”:

Estou com o Vinicius. Gostaria de ver o tempo igualmente distribuído. Mais tempo para a Aliança é a princípio incômodo, até porque eu acho o Império muito mais interessante. Mas de alguma forma o anime tem conseguido equilibrar a narrativa. Ainda que dê a sensação de estar pendendo um pouco para a Aliança, isso já é um grande feito considerando que em tempo de tela está totalmente desequilibrado para o lado da Aliança.


Gato de Ulthar:

Estou com o Fábio e o Vinicius, gostaria de mais Império em cena, pois o acho mais interessante, mas creio que o anime consegue ser eficiente em trabalhar os dois lados, mesmo que a Aliança acabe tendo mais tempo de tela.


Diego:

Acho que vou ter de fazer coro com todos: gostaria de ver mais do Império, mas não desgosto como a coisa tem sido feita até aqui. Mas bom, vamos ficando por aqui por hoje :D Até a semana que vem a todos o/

E você, leitor, que achou deste oitavo episódio? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s