Café com Anime – Ginga Eiyuu Densetsu: Die Neue These, episódio 6

E cá estamos nós, em mais uma edição do Café com Anime: nossa conversa semanal sobre alguns dos animes da temporada. E desta vez você confere nossa discussão sobre o quinto episódio de Ginga Eiyuu Densetsu: Die Neue These, com presença do Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, o Fábio “Mexicano”, do Anime21, e do Vinicius Marino, do Finisgeekis, além, é lógico, de mim mesmo [rs]. Sirvam-se então de uma xícara do seu líquido predileto e venham então conferir o que achamos desse primeiro episódio :D

E claro, sempre bom lembrar: aqui no É Só Um Desenho você também confere nossas conversas sobe Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online, às sextas, enquanto que no Dissidência Pop estarão nossas conversas sobre Mahou Shoujo Site, no Anime 21 aquelas referentes à Hisone to Maso-tan, e no Finisgeekis continuamos com as conversas sobre Cardcaptor Sakura: Clear Card-hen, que entrou agora em seu segundo cour.


Diego:

E para a surpresa de absolutamente ninguém, tivemos aqui mais um ótimo episódio – ainda que talvez o menos denso até o momento (não que seja algo ruim). Olá a todos e vamos então com mais um Café com Anime de Ginga Eiyuu Densetsu: Die Neue These \o/

Para todos os efeitos, esse foi um episódio de preparação, com a 13ª Frota se formando oficialmente e o Yang fazendo os preparativos para sua investida contra Iserlohn. Somos oficialmente apresentados à Frederica (após uma ponta dela no episódio anterior) e também aos cavaleiros da rosa, liderados pelo Schönkopf. E terminamos o episódio com o iniciar do plano do Yang.

Eu só me pergunto: onde diabos está o Reinhard?!


Fábio “Mexicano”:

Não é? Depois dos primeiros episódios achei que fosse um pouco cá, um pouco lá, mas esse já é o quê, o terceiro episódio seguido da Aliança? O Reinhard é tão mais interessante que o Yang, mas sequer está na fortaleza que será o palco do próximo episódio. Bom, o Senhor Olhos Biônicos estava, não que ele me interesse um mísero pouquinho a essa altura, mas é de se supor que será através de seus olhos (ha ha ha) que o Reinhard irá enxergar essa derrota do Império. Porque será uma derrota, não é? Senão o arco se chamaria Ataque a Iserlohn, Batalha de Iserlohn, sei lá, mas não se chamaria Captura de Iserlohn.

Não tenho nada contra o Yang, mas eu meio que estou com o Walter e ele me parece talvez só um demagogo que está ali para defender a, talvez, posição do autor. E a atitude blasé dele afeta todos ao seu redor, dentro e fora da história. Personagens que poderiam ser mais complexos parecem ser complementos ou apêndices do Yang. O Lucian é o que cuida da casa, o Cazerne é o que cuida da burocracia militar, a Jessica representa seu lado pacifista, e agora ele ganhou uma secretária.

Sobre a Frederica, aliás, para uma história que já reforçou mais de uma vez o quanto aqueles no topo da cadeia de poder podem errar e com isso fazer sofrer incontáveis outras pessoas diretamente abaixo deles e muitas mais indiretamente ligadas a essas ou no caminho delas, ela ser uma fangirl, não importa o quão justificado seja, me decepciona. Será que alguém que disse acreditar que o plano do Yang vai dar certo única e exclusivamente porque tem fé nele seria capaz de alertá-lo para alguma falha sua?

Não que eu espere qualquer falha, porém. Lá estão os idiotas de novo, agora comandando Iserlohn, para que o Yang possa mais uma vez entrar para a história como um “gênio” e um “herói”. Yang e Reinhard são caolhos em terra de cego.


Gato de Ulthar:

CADÊ O IMPÉRIO???? Alguém pode me responder? Ou melhor, cadê o Reinhardt?

O Fábio já levantou um ponto que me deu muita raiva. Porque diabos todos os inimigos do Rein e do Yang são idiotas?


Fábio “Mexicano”:

Tá do outro lado de Iserlohn, protegido por um pateta e um velho que não é estúpido, mas deixa o pateta fazer o que bem entende.


Gato de Ulthar:

É muito mais meritório ganhar uma batalha contra um inimigo competente. Seria brilhante o Yang ou o Reinhardt ganhando de um inimigo minimamente competente, mas é um mal das potências galácticas, a maioria dos oficiais superiores são patetas,. ou apenas os patetas aparecem nos momentos críticos.


Fábio “Mexicano”:

É uma estratégia narrativa, facilita bastante fazer os seus gênios parecerem gênios, por contraste. Mas usado em excesso eles ficam parecendo só pessoas normais, com bom senso, conquistando um Jardim de Infância com crianças especiais…

Talvez a intenção seja o inverso, argumentar que as superpotências são tão patéticas que uma pessoa com o mínimo de bom senso pode derrotá-la, mas ugh, não acho que seja o caso, porque é uma ideia que soa ruim.


Gato de Ulthar:

Soa muito ridículo, principalmente a situação de Iserlohn. O alto escalão já devia ter conhecimento que havia esse conflito de interesses na fortaleza mais importante do Império! Seria muito mais fácil realocar um dos almirantes e colocar um substituto de menor escalão, para somente um tenha apalavra final de tudo.

Não desgostei do episódio, mais fiquei bastante enraivecido.

Tomara que os desertores sejam capturados e executados :P

Como eu sou malvado quando estou com raiva do episódio.


Fábio “Mexicano”:

“Esse é o ponto estratégico mais importante da galáxia, quem vamos colocar no comando?” “Que tal dois caras, no mesmo nível hierárquico, com ideais antagônicos, e dividindo o comando?”

O QUE PODE DAR ERRADO NÉ.


Diego:

Bom, o episódio explicou o porque disso: incentivando a competitividade entre os dois comandantes, os resultados vêm se mostrando satisfatórios pois cada um quer fazer melhor que o outro. E eu pelo menos colocaria a vantagem de num sistema do tipo evitar que uma só pessoa ganhe poder demais ficando encarregada de um dos pontos mais importantes da galáxia. Mas claro, a verossimilhança de tudo isso é discutível – só não me incomoda :P

Agora, sobre todo mundo ser um incompetente… Então, como eu já mencionei, esse é meio que o ponto, mas eu vou sim concordar que é um ponto muito marretado agora nesse começo da história. Mais pra frente, pelo menos no original, isso melhora, sobretudo quando vamos tendo batalhas envolvendo os subordinados do Rein e os do Yang.


Fábio “Mexicano”:

Espero que melhore mesmo. Sobre a competição, entendo que funcione, mas isso parcialmente se deve à posição estratégica de todo modo, não é, não parece muito esperto de se fazer. Se não querem que alguém se torne um “chefe de feudo” por ali (e não entendo porque isso deva ser evitado à ferro e fogo em uma ditadura aristocrática) basta trocar com alguma frequência o comandante da base. Mas meh, isso não importa, foi só pra citar mesmo, bola pra frente.


Vinicius Marino:

Bom, tem um lado meio-cheio e meio-vazio de se ver esse copo.

Pelo meio-cheio: posto que o Império parece baseado no Segundo Reich, eu chuto que a teimosia é inspirada na Primeira Guerra Mundial. Que foi, sem sombra de dúvidas, uma disputa entre ignorantes em que milhões morreram a troco de nada. Douglas Haig, comandante das forças britânicas, é hoje tido como piada no Reino Unido: o símbolo máximo do oficial incompetente.

A mesma coisa se passou com os Estados Unidos na Guerra Civil. Os oficiais da União eram notoriamente ruins. George McClellan, o principal comandante do Norte, era um dos homens mais incompetentes do exército, com o péssimo hábito de superestimar as forças confederadas e desperdiçar oportunidades-chave de ataque.

Então não me parece implausível que tanto o Império quanto a Aliança sejam uma manada de cabeças-dura.

Pelo meio-vazio: LOGH mostra, do jeito ruim, uma das grandes máximas da ficção: é muito difícil escrever personagens inteligentes se você não é superinteligente.

Na maior parte dos casos, autores resolvem esse problema “emburrecendo” todos ao redor, fazendo a personagem, como vocês bem notarem, um raio de lucidez em um universo de boçais. É a famosa mary sue.


Diego:

Ou então resolvem o problema fazendo do gênio um personagem quase que onisciente, capaz de prever e contra-atacar praticamente qualquer atitude de qualquer um. Pois é, é complicado. Mas, como eu disse, em LOGH isso é algo que melhora com o tempo (só não sei se chegaremos a um momento do tipo nessa temporada…).

Mas discutir isso é um tanto quanto um beco sem saída, né? :P Vamos então mudar de assunto um pouquinho: que acharam dos novos personagens? O Fábio já deu a opinião dele, mas e vocês, Gato e Vinicius, o que têm a dizer sobre a Frederica e o Schönkopf?


Gato de Ulthar:

A Frederica? Faço as mesmas críticas levantadas pelo Fábio, ela me parece ser apenas uma “fã girl” do Yang. Está certo que ele é um ídolo nacional pelo caso do El Facio, e ela foi salva junto com os demais por ele, mas essa fixação para uma oficial não lhe cai bem como profissional. Será que ela é capaz de ver os defeitos do Yang, ou será quele le não tem defeitos?

Para o Schonkopf eu não tenho muito o que dizer, é um desertor do Império, audacioso e guerreiro, e consequentemente, perfeito para missão, só me é curioso se vã tratar essa questão da deserção no próximo episódio.


Fábio “Mexicano”:

Do alemão eu não falei porque não pensei nada ainda. Na verdade o que pensei foi “que curioso, todas as pessoas que não tinham nomes alemães fugiram do Império e fundaram a Aliança, pelo visto”. Ninguém no Império tem um nome que não seja alemão. Ninguém na Aliança tem um nome alemão. Mas isso é bobagem :P nfim, acho que ele apareceu muito pouco e foi muito … normal? Sem nenhum apelo em particular? Mas se você, Diego, faz questão de perguntar, logo já fico aqui pensando que ele deve vir a ter algo a mais na história ainda, porque você já viu o antigo e parece ansioso pela nossa opinião :P

Talvez ele os traia mesmo? Talvez não? Talvez no futuro? Enfim, no momento não disponho de informações suficientes sequer para elaborar uma opinião sobre ele.


Vinicius Marino:

Só eu fiquei animadíssimo com o traíra? Ok, não vimos muito dele por enquanto, mas acho a personagem fascinante para uma série de questões. Quão porosas são as fronteiras entre Império e Aliança? O que o levou a virar casaca? O que levou todos os seus predecessores a voltar atrás na hora H? Estou animadíssimo para essas respostas.

E quanto à Frederica, não desgostei dela, mas é uma personagem que ainda não mostrou a que veio. Vê-la colocando um fanfarrão no seu lugar mostra que tem alguma agência, mas foi uma sequência tão clichê que não ressoou comigo.

Acho que sua animação como fangirl pode se mostrar interessante se explorada do jeito certo. Ela pode crescer ao lado do Yang, desentender-se com ele e virar uma rival, canalizar sua inspiração para construir algo próprio. Ela é da “realeza” das forças armadas. Poderia talvez se tornar uma navegante nos jogos de política? Ajudar Yang a decifrar a malha de corrupção?

Sei que estou me repetindo, mas só para deixar claro que estou falando como neófito. Estou avaliando a personagem pelo seu potencial, não pelo que ela tenha se tornado na série original.


Diego:

O Gato trouxe a pergunta se o Yang não tem defeitos… Tanto o Yang quanto o Rein possuem defeitos de caráter: o primeiro sendo excessivamente “care free”, beirando o desinteressado para com tudo, e o segundo sendo excessivamente egocêntrico, buscando seus objetivos acima de tudo. Mas em se tratando do campo de batalha, vamos e venhamos, os dois são praticamente infalíveis – salvo somente quando enfrentam um ao outro.

Nós já comentamos um pouco sobre como personagens geniais “funcionam”, e acho que esse é outro aspecto desse arquétipo. Eu pelo menos não me lembro de muitas instâncias nas quais o Yang e o Rein comentam erros graves em combate. Dito isso, não tenho como saber se isso se manterá verdade nessa adaptação. Embora não acredite que o plano do Yang, ao menos agora, irá falhar de alguma forma: como o Fábio já apontou, o arco se chama “A Captura de Iserlohn”.


Fábio “Mexicano”:

Esse título de episódio, revelado com antecipação, é de dar inveja à Dragon Ball :D

Quantas cabeças será que vão rolar no Império com a perda de Iserlohn? Os comandantes idiotas da base com certeza. Talvez quem tenha sido o responsável por colocá-los lá? Quem teve a ideia em primeiro lugar estúpida de dividir o comando da base entre duas pessoas que não conseguem concordar se o feijão vai por cima ou por baixo do arroz? A gente não conhece nenhum desses mas não é como se LOGH tivesse vergonha de introduzir novos personagens em todo tipo de situação. E como o Reinhard pode se beneficiar disso? Essa dá pra chutar fácil: talvez ele seja encarregado do contra-ataque.

Do lado da Aliança, tenho certeza que há os que honestamente acreditam que tomar essa base para forçar negociações é um bom plano e pretendem parar por aí. Por outro lado, tenho ainda mais certeza que existem os fanáticos que se acreditam dotados de uma moral superior e que enxergam a Aliança como a legítima sucessora da Federação e que não aceitam menos do que a submissão total do Império. E também há os falcões de guerra que apenas se aproveitam disso para avançar seus projetos políticos pessoais, ou financeiros mesmo, no caso dos comerciantes de armas e insumos para guerra.

Pensando bem, a tomada de Iserlohn será uma grande reviravolta na história, mas por algum motivo não consegui sentir isso até agora, nem sei de verdade se o anime vai entregar essa sensação.


Vinicius Marino:

Eu achei meio estranho Iserlohn estão tão desprotegida, considerando seu papel fulcral na defesa do Império.

Se a fortaleza é de fato a via de acesso que abrirá as pernas de todo seu domínio, eu esperaria uma guarnição gigantesca. Ou mesmo sua elevação à centro de operações do efetivo militar como um todo.

Também me parece estranho que uma única fortaleza seja tão importante. Na Idade Média, castelos geralmente eram construídos em'”malha”, um complexo de fortificações que se estendia por todo um território. A ideia era fazer o que teóricos militares chamam de “negação de território” (area denial): cada castelo era uma base de operações de onde podiam sair forças para interceptar os inimigos. Por si só, eles não impediam a passagem de exércitos, mas podiam conduzir escaramuças e cortar linhas de suprimento, o que inviabilizava a campanha.

Ok, estamos falando do espaço sideral, então não sei como isso se aplica. Dependendo das leis de viagem FTL de LOGH, o próprio conceito de “território” pode não fazer sentido.

Aliás, pergunta ao Diego: o Império e a Aliança governam TODO o espaço conhecido, ou só sistemas específicos, ligados por wormholes, hiperespaço, etc? Isso varia muito de space opera para space opera.


Diego:

No episódio 1 da série original, é mostrado um mapa onde podemos ver um pouco a disposição de cada lado:

E aqui um outro mapa, que eu suponho ser de alguma das novels (tirei da wiki):

Respondendo a pergunta do Vinicius, cada lado controla meio que um pedaço da Galáxia, com a humanidade não tendo ainda se expandido para muito além disso.

Como podem ver pelas imagens, há um enorme espaço “vazio” entre a Aliança e o Império, que é considerado “inavegável” – ao menos com uma frota imensa. Os únicos pontos pelos quais é possível cruzar de um lado para o outro são o corredor de Phezan (o planeta neutro mencionado no episódio 1 e completamente esquecido desde então) e o corredor de Iserlohn, onde está a fortaleza.

Uma fortaleza, diga-se de passagem, extremamente bem protegida. Não apenas por uma considerável armada que fica dentro dela, como também por armas externas e, acima de tudo, o Martelo de Thor: aquele imenso raio de energia que vocês viram nesse episódio. Em fato, essa é uma fortaleza considerada inexpugnável. Se me lembro corretamente, essa será a sétima tentativa da Aliança de capturar a fortaleza, e todas as outras terminaram em completo desastre. Inclusive, o Yang ter a tarefa de capturá-la com apenas meia frota é verdadeiramente uma missão impossível.

E nisso eu acho que posso comentar o que o Fábio falou, de não parecer uma grande conquista mesmo que baste pensar um pouco para ver que o é. O reboot não fez ainda jus a Iserlohn, omitindo muito da sua natureza de fortaleza definitiva.


Gato de Ulthar:

Não conheço a lógica de LOGH quanto à tecnologia empregada para os saltos no hiperespaço. Não lembro de ter visto em nenhuma obra de ficção científica um “bloqueio” para estes saltos como foi mostrado no anime, pois basta que se ajuste o curso aproximado e “voia la”, o salto foi feito.

O que há envolta que não permita o trânsito das naves? Um cinturão muito espesso de asteroides? Um campo eletromagnético ou de outra energia que o valha?

E pelo o que vi, tanto o Império como a Aliança não dominam lá muita coisa para os padrões de grandes potências galácticas, apenas alguns sistemas.

Simplesmente não daria para realizar saltos e dar a volta por trás do Império?

Mas discutir isso é verdadeiramente perda de tempo, não creio que o anime se preocupe em dar alguma explicação efetiva sobre o que realmente impossibilita o trânsito de naves de um lado para o outro.


Vinicius Marino:

Em Star Wars, o “bloqueio” está nas rotas de hiperespaço, que são pouco seguras. Para evitar “pousar” dentro de uma estrela ou buraco negro, os exploradores se limitam a rotas conhecidas. Em Mass Effect, o único jeito de se viajar FTL em escala galáxia é utilizando Mass Relays, espécie de wormholes artificiais cuja tecnologia foi perdida e que não podem ser construídos. Assim, as únicas rotas possíveis são entre sistemas já conectados por esses artefatos.

Lembrei de outro exemplo interessante: ainda em Star Wars (só que no Universo Expandido) há um tipo de nave chamada Interdictor que impede saltos no hiperespaço. O Império usa estes veículos para impedir a fuga de oponentes mais fracos. Um apetrecho similar existe nas estações espaciais do game Stellaris. Ele faz com que os inimigos sejam “obrigados” a sair do hiperespaço quando entram em seu sistema.

Se Iserlohn dispusesse de um treco parecido, poderia segurar as forças da Aliança mesmo que o caminho entre os dois braços da galáxia fosse mais amplo.


Gato de Ulthar:

Na saga da Fundação, de Asimov, o saltos são bem amplos, basta que se calcule bem, o que pode levar algumas horas, já que deve se ter em mente que não se deve dar o salto muito próximo de corpos celestes. Seria um desastre reaparecer bem encima de uma estrela né? Fora isso, pode-se ir a qualquer lugar conhecido, basta constar no mapa estelar.


Fábio “Mexicano”:

Talvez a area “vazia” (que vazia realmente não é) entre os dois braços da galáxia seja apenas insuficientemente mapeada? Não tem muita coisa, explorar ao longo dos braços parece mais interessante. Ou talvez até já tenha sido mapeada, mas o autor assume que, por sua natureza entre-braços, as forças gravitacionais ao redor fazem com que o que quer que exista no meio esteja sempre mudando de posição relativa. Em qualquer caso, tentar atravessar em dobra espacial é arriscado por não haver mapa confiável, e o risco de trombar com algo aumenta com uma frota gigantesca, de fato.

Isso dito, o espaço é um lugar realmente vazio. Todos os autores de ficção científica que eu conheço ignoram isso porque não é divertido. É muito fácil e seguro atravessar o nosso Cinturão de Asteróides, por exemplo, porque eles ficam terrivelmente distantes uns dos outros – não fosse assim, a gravidade já os teria feito colidir. Uma imagem mental que ajuda a entender como o espaço é vazio é a seguinte: na distância entre a Terra e a Lua cabem TODOS os demais planetas do Sistema Solar, gigantes gasosos e nossos “irmãos” rochosos. Enfileirados. E ainda sobra. O espaço não se chama espaço à toa. Mas isso é só uma curiosidade, como eu disse todo mundo ignora isso porque senão não seria divertido.


Gato de Ulthar:

Depende do tipo de ficção científica. Se for pegar para lado da ficção científica “hard”, esses critérios são bem observados, como na obra de Arthur C. Clarck.

Mas no caso das Space Operas, a velocidade dos acontecimentos se faz necessária para a dinamicidade da coisa.


Diego:

Se não me falha a memória, nunca é dada uma explicação apropriada do porquê esse espaço é “fora dos limites”. Quem leu os livros chegou a comentar que existe uma explicação sobre ser uma zona do espaço muito densa, onde a presença de muitos corpos criam um espaço com toda sorte de radiações e interferências… ou alguma coisa do tipo, eu realmente não lembro :P Mas bem, não é realmente pra se pensar muito. As tropas provavelmente poderiam muito bem ir por baixo, mas ai um das localidades centrais da história simplesmente não existiria. Cai na suspensão de descrença, eu acho rs.


Fábio “Mexicano”:

A ideia de que o espaço entre dois braços da galáxia é “muito denso” é coisa de jumento :P Se o anime disser isso em algum momento irá arremessar a suspensão de descrença pela janela com força, para além da Lua :P


Gato de Ulthar:

Não me parece ser uma zona densa, eu ia dizer o mesmo!

É justamente uma zona vazia!


Fábio “Mexicano”:

Dito isso, não cobro explicações. Cada um está em um braço diferente da galáxia e isso por si só permite que eu imagine mil motivos para que as travessias sejam complicadas. Está de bom tamanho. Espero que o Império tome Fezzan de assalto para compensar a perda de Iserlohn. Estados totalitários costumam fazer essas coisas


Vinicius Marino:

Bom, é o mesmo tipo de babaquice que torna anéis de asteroides letais em Star Wars. Na vida real, a distância entre asteroides pode ser de vários quilômetros. Mas os filmes dão a entender que é como uma chuva de granizo espacial.

Mas de fato, tal como esse detalhe não é importante lá, tampouco esse o é aqui.

Mas que é divertido elucubrar em cima disso é :)


Fábio “Mexicano”:

Eu acho que “vários quilômetros” mal começa a dar ideia de quão distantes eles são.


Vinicius Marino:

Não mesmo, mas você entendeu o que eu quis dizer. São longe para burro um do outro :)


Fábio “Mexicano”:

Não sei se existe estimativa para os asteróides pequenos, da ordem de dezenas de metros de diâmetro, mas se não me engano a distância média entre asteróides de 1km de diâmetro ou mais é de 600 mil quilômetros. Isso é quase o dobro da distância entre a Terra e a Lua, aquela onde caberiam todos os demais planetas do Sistema Solar.


Diego:

Não confiem naquela minha explicação. Foi algo que lembro de ler por cima numa discussão do reddit, sendo que acredito que o anime antigo nunca deu nenhum motivo pra região ser “impassável”. Com sorte, este aqui também não dará. Realmente não tem nenhuma boa justificativa exceto “porque a história fica mais legal assim” :P

Mas pra finalizar a discussão, o que vocês esperam do próximo episódio?


Fábio “Mexicano”:

Uma batalha digna desse nome. Dramática como deve ser nas circunstâncias em que é travada, e simultaneamente a um plano de invasão realmente inteligente. Talvez possa voltar ao que já foi dito antes: quero sentir que a tomada de Iserlohn é importante como tem que ser.


Vinicius Marino:

Eu estou menos incomodado com a falta de pompa da batalha que o Fábio. Ou talvez só animado com a última (excelente) batalha que o anime nos trouxe. Se LOGH entregar um conflito no nível dos episódios 1 e 2 eu me dou por satisfeito. Não vi uma cena impressionante como aquela há muito tempo.


Fábio “Mexicano”:

Não é questão tanto de pompa quanto de importância. Mas claro que uma batalha visualmente bonita e grandiosa também será muito bem-vinda.


Vinicius Marino:

Acho que nenhuma das duas me incomoda :) Se depois descobrirmos que a batalha foi um imenso desperdício de tempo, acho que continuarei de boa.


Gato de Ulthar:

Eu penso como o Fábio, se LOGH me entregar uma bela batalha sideral, eu agradeceria muito. É sempre prazeroso ver uma boa luta.


Diego:

Eu não realmente lembro como foi a captura no primeiro anime, mas acho que não teremos nenhuma batalha espacial, dado que se trata de meia frota contra uma enorme fortaleza. Mas bom, vamos ver como esse anime vai lidar com a situação :P Até lá, ficamos por aqui. Vejo a todos na próxima semana o/

E você, leitor, que achou deste sexto episódio? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

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