Uma Rápida Review – Piano no Mori

A história de Piano no Mori começa quando Amamiya Shuuhei se muda junto de sua mãe para o interior, a fim de morarem por algum tempo com sua avó materna. Vindo de uma família de pianistas, o garoto sonha em se tornar um ele próprio, e uma vez na sua nova escola ele fica sabendo sobre um misterioso piano quebrado abandonado no âmago da floresta próxima à cidade. Ichinose Kai, porém, lhe assegura: o piano ainda toca.

O que se segue a partir daqui é a história da amizade que se desenvolve entre Shuuhei e Kai, bem como a história de duas diferentes perspectivas quanto ao tocar: para Amamiya, o piano é seu “inimigo”, e praticar é tão somente o seu dever como filho de seu pai; já para Ichinose, o tocar do piano é nada mais que um hobby, um divertimento que o afasta de seus problemas como filho de uma mãe solteira pobre.

É um tema já explorado à exaustão: a diferente entre trabalho e diversão. Mas o anime é bastante competente em lidar com a questão. Paixão é importante, sobretudo quando falamos de arte: é preciso mais do que pura técnica para encantar a sua audiência. Mas técnica também é importante! Trabalhar duro é também necessário, sobretudo quando se espera fazer de sua arte mais do que mero divertimento. E conforme o filme passa, cada lado aprende a lição que lhe convém.

Os personagens são certamente o ponto alto do anime, e é surpreendente a miríade de personagens interessantes e multifacetados que o filme consegue introduzir em pouco mais de uma hora e meia de duração. Shuuhei, Kai, Ajiro, as mães dos dois protagonistas, mesmo Takako, a menina pianista introduzida no terceiro ato: é difícil destacar um ou dois personagens simplesmente por termos um ótimo elenco de maneira geral.

Obviamente, com uma premissa como a de Piano no Mori não seria possível deixar de destacar a sua trilha sonora, uma parte considerável dela consistindo de músicas clássicas tocadas em piano – grande choque. Para todos os efeitos, é uma trilha mais que competente, que complementa muito bem a cena tanto quanto cumpre o seu papel de encantar o espectador com o talento e habilidade dos dois pianistas.

Eu também apontaria que o ritmo do filme é muito bom, o que me foi uma grata surpresa. Muitas vezes, em se tratando de adaptações de mangá, terminamos com um filme que soa como se devesse ter sido uma série. Piano no Mori em nenhum momento me passa essa impressão, sabendo usar muito bem de seu tempo para contar a história que quer contar, sem rodeios, mas também sem pressa.

Francamente, é até difícil pensar em algo para se criticar nesse filme. Não que ele seja uma obra prima, mas ele é bom. Daquele tipo onde tudo está no lugar que devia estar, resultando numa experiência que só pode ser descrita como imensamente agradável. Uma obra bem fácil de recomendar a praticamente qualquer um.

Ficha técnica:

Título: Piano no Mori
Ano:
 2007
Estúdio:
 Madhouse
Adaptação
de: mangá
Direção: 
Kojima Masayuki

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