Lista – 5 Péssimas Lições que os Animes nos Ensinam

Já dizia o ditado: de boas intenções o inferno está cheio. Frequentemente eu vejo brotarem, aqui e ali, discussões sobre “o que aprendi vendo animes”, normalmente na forma de uma meia dúzia de mensagens bonitinhas que praticamente todo shounen tenta passar. Nada realmente de ofensivo aqui, vale dizer: não deixa de ser uma forma de alguns fãs desta ou daquela série celebrarem o que eles vêem como aquilo que ela tem de mais positivo. Vamos e venhamos, alguém que fez um vídeo questionando como (e se) os animes podem nos afetar não realmente deveria reclamar disso. Só tem um pequeno problema: nem toda mensagem que parece positiva realmente o é. Porque nem tudo que funciona na ficção funciona de fato no mundo real.

Normalmente nem é uma questão de má fé dos autores nem nada do tipo. É só uma questão de falta de nuance: de passar um lugar-comum que fica bem no papel, e no qual o próprio autor talvez até acredite de fato, mas fazê-lo de uma forma exageradamente simplista, resultando numa mensagem que não se transfere bem o bastante para a realidade. Isso quando não falamos de mensagens intrusivas: aquelas que surgem mais das implicações daquilo que nos é passado do que realmente como algo intencionalmente colocado ali pelo autor. Sendo assim, eu decidi para esta lista reunir cinco casos do tipo: cinco mensagens que a principio até parecem bastante positivas, mas que simplesmente não sobrevivem a um maior escrutínio. Vamos lá.

5) Todo mundo é bom em alguma coisa.

Quando você já nasce sabendo ser bartender.

Ok, “todo mundo” talvez seja um exagero da minha parte, mas não faltam títulos em que pelo menos o protagonista se descobre – ou se revela – naturalmente habilidoso em algo que nunca havia tentado até então. Narrativamente falando, isso pode ser um mecanismo para “nivelar” o campo, colocando dito protagonista no mesmo nível dos demais personagens: K-ON! faz algo mais ou menos nessa linha, onde a Yui se descobre como surpreendentemente habilidosa com a guitarra porquê, se não fosse assim, ela não poderia tocar com as demais garotas, essencialmente falando. Pode também ser um elemento de comédia, e um anime recente que bem demonstra isso é Hinamatsuri, onde temos uma personagem cuja piada recorrente é ela ser boa em absolutamente tudo o que tenta. E pode também ser o equivalente na história de um “chamado à ação”, onde é o protagonista se descobrindo bom em algo que o leva a tentar se aperfeiçoar ainda mais nesse algo ao longo da trama.

A realidade, porém, não é assim tão gentil. Enquanto a existência concreta de “talento” é debatível, ainda que ele exista é seguro afirmar que talento sozinho não te fará o melhor em algo. Na verdade, você provavelmente vai se dar muito mal em tudo o que tentar fazer pela primeira vez. Porque é a primeira vez. Se for uma competição, você irá perder. Se for um instrumento, você irá tocar mal. Porque ser bom em algo sempre irá exigir dedicação, esforço, e tempo. E para qualquer nova atividade que formos tentar, é preciso ter expectativas realistas sobre a nossa própria aptidão, pois se formos para ela achando que a dominaremos em instantes sairemos bastante desapontados: e propensos a não voltar. Fora que se ficarmos esperando por aquela coisa na qual somos bons magicamente se revelar para nós, podemos passar a vida inteira sem tentar outras tantas que talvez nos agradasse muito mais se simplesmente aprendêssemos a levantar após o primeiro tombo.

4) Tenha um sonho!

Não há nada de errado em ter um sonho, mas isso também não é uma obrigação.

Um sonho é uma boa ferramenta, ao menos do ponto de vista do roteiro. Para todos os efeitos, ele é um objetivo final, algo que o protagonista (ou protagonistas) pode perseguir e, eventualmente, alcançar. Seja esse sonho algo mais intangível, como ser “o melhor” em alguma coisa, seja algo mais concreto, como vencer uma certa competição ou se profissionalizar em uma certa área, sonhos tornam esses personagens mais próximos do espectador (afinal, quem não possui algum tipo de objetivo na vida?), com o adicional de ainda fornecerem um bom ponto para terminar a história. Afinal, ter o protagonista atingindo o seu objetivo na vida é um momento de catarse e conclusão ideal para se terminar a narrativa. E justamente por conta disso é que o trope do protagonista que persegue seu sonho se tornou quase que onipresente, sobretudo quando pensamos no mangá shounen.

O problema é transferir essa lógica para o mundo real. Para começo de conversa, nem todo mundo tem ou precisa ter um sonho, algum grande objetivo para o qual dedicam toda a vida. Não há nada de errado em ter um, que fique claro, mas você também não precisa se sentir mal por não almejar ser o absoluto melhor em alguma atividade qualquer. Ou mesmo por não saber o que quer para o próprio futuro: isso é algo bastante pessoal, e muitas pessoas podem demorar décadas para encontrarem uma atividade à qual realmente desejam se dedicar de corpo e alma, isso se encontrarem. A prevalência desse trope no mangá shounen meio que já o denuncia como uma variante do clássico “o que você vai ser quando crescer?”, essa ânsia social para que tenhamos toda a vida planejada aos 18. Mas nem todo mundo tem um plano. E nem todo plano é infalível.

3) Nunca desista dos seus sonhos!

A persistência é o caminho do êxito… e da frustração.

Poucas características são tão universalmente elogiadas quanto a persistência. Seguir em frente apesar das adversidades. Tentar, tentar, e tentar de novo, até conseguir. Nunca recuar, nunca desistir. E, eventualmente, ser recompensado pelo esforço investido, conseguindo o que ninguém até então havia conseguido. É uma imagem bastante romântica, e que nos animes não poucas vezes se funde com o sonho, do qual falei na entrada anterior. E nisso temos o protagonista que busca o seu sonho a todo custo. Nunca desistindo, nunca recuando, sempre certo de que se continuar em frente, persistindo e se aperfeiçoando, ele irá eventualmente atingir o sonho que tanto almeja. O problema é que tamanha dedicação a um único objetivo, se louvável por parte de um personagem fictício, pode em fato não ser exatamente do seu melhor interesse.

Não querendo advocar a preguiça, e muito menos querendo desencorajar ninguém, mas em que ponto a persistência se torna pura e simples teimosia? Vamos dizer, por exemplo, que você queira entrar em uma universidade qualquer. Você tenta uma vez, e falha. Duas, e falha. Três. Quatro. Cinco… Anos da sua vida que você não terá de volta. Será que não valia tentar em outra universidade? Ou outra especialização? Fora que nem sempre realmente sabemos no que estamos nos metendo. Sonhos são, frequentemente, uma visão romantizada de algo. Não raras vezes alguém se descobre insatisfeitos mesmo tendo o seu emprego dos sonhos, porque ele descobre que a realidade não é bem como ele imaginava. Não há nada de errado em ser esforçado, mas é sempre bom estar constantemente se auto-avaliando. E não há vergonha em desistir de um sonho se decidir que aquilo não é pra você.

2) A enorme importância do primeiro beijo.

Troquem “primeiro beijo” por “se confessar” e todo o argumento segue o mesmo.

Ah sim, o ponto alto de qualquer romance. Após capítulos e mais capítulos (ou episódios e mais episódios) de constante enrolação, finalmente o casal principal se declara um para o outro. E, então, eles se beijam. Yeeeey. É fácil de entender como esse trope se tornou tão predominante, não raras vezes achando seu caminho até para séries que se quer precisavam de um romance em primeiro lugar. Todo mundo já meio que assume que se existe um protagonista masculino e uma protagonista feminina os dois vão terminar juntos mesmo, então dar à audiência exatamente o que eles esperam na forma de um beijo que simbolize os dois entrando em um relacionamento pode ser um bom momento de catarse que faça a sua audiência dizer “aaaawwww”.

O problema é que normalmente isso é tratado como o fim da história, o ápice do romance que, justamente por isso, precisa então se encerrar ali. Só que na vida real os créditos não sobem uma vez que você conquista a pessoa desejada. Entrar em um relacionamento é apenas o começo, e é uma pena que raríssimas histórias reconheçam isso. E uma vez num relacionamento, vocês terão agora de lidar um com o outro. Nem tudo dará certo, e talvez o próprio relacionamento não dê, e são raras as histórias que se prestam a lidar com essa realidade. Terminar num bom momento é certamente mais recompensador para a audiência, mas o resultado disso é criar uma expectativa irreal de relacionamento, que ironicamente ignora justamente o estar em uma relação.

1) A mudança vem de fora.

Todos queremos uma Pikari em nossas vidas, mas convenhamos, vai rolar não.

Quase toda história começa com alguma forma de disrupção. Normalmente, o começo só é o começo porque algo ali mudou. Um evento. Um pessoa. Algum tipo de força externa, que vem para desequilibrar o status quo, frequentemente forçando o protagonista a agir ou incitando uma mudança nele. Nada de novo aqui, vale dizer: Joseph Campbell já identificava essa estrutura no seu livro O Herói de Mil Faces, onde ele propõe seu Monomito (mais conhecido como A Jornada do Herói). E isso funciona do ponto de vista narrativo porque ter um ponto de início pode ser um ótimo indicativo de qual será o ponto final. Se há algo que abala o status quo, a história será normalmente sobre uma busca pelo retorno a esses status ou então pela aceitação do novo. O problema de transferir isso para a vida real, porém, é que nesse caso a mudança raramente virá de fora.

Peguem Amanchu, por exemplo, onde a protagonista, apelidada Teko, possui uma personalidade tímida e reservada. Nervosa com seu primeiro dia de aula, ali ela encontra nossa co-protagonista, apelidada Pikari, uma extrovertida que ajuda a garota a ir se abrindo para novas experiências. Esse tipo de intervenção externa, de uma pessoa que entra em nossa vida para completamente mudá-la… Eu não vou dizer que não acontece nunca, e é óbvio que o nosso ambiente e as pessoas ao nosso redor possuem um papel importante na forma como agimos. Mas o que eu quero dizer é que esse tipo de intervenção externa não é realmente algo com o que devíamos contar. Se há algo em nós que queremos mudar, um traço da personalidade, uma situação, somos nós os primeiros que precisam se mexer.

E você, leitor, que achou deste texto? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

Imagens (na ordem em que aparecem)

1 – Amanchu, episódio 1

2 – Hinamatsuri, episódio 4

3 – Boku no Hero Academia, episódio 1

4 – Comic Girls, episódio 3

5 – Kotoura-san, episódio 12

6 – Amanchu, episódio 1

7 comentários sobre “Lista – 5 Péssimas Lições que os Animes nos Ensinam

  1. Um exemplo de anime que vai contra essa trope do “Ending Kiss” que você mencionou é Chuunibyou, porque o casal do anime, Rikka e Yuuta, sequer se beijaram ainda! Inclusive, o pessoal é tão acostumado a esse clichê de um casal precisar se beijar para afirmar um relacionamento que o fato deles não se beijarem é a principal crítica que vejo à segunda temporada, usando isso de pretexto para dizer que a relação deles não evoluí nada, o que não é verdade.

    Aqueles que ficam querendo apressar o beijo falham em compreender estes personagens, pois não são um casal comum daqueles que você encontra todo dia na rua. A “síndrome da 8ª série” da menina é uma forte barreira entre os dois, que a impede de se expressar adequadamente, mas mesmo assim o Yuuta não tenta forçar ou apressar as coisas, diferente do que muitos “caras normais” fariam, pois ele a ama e compreende as dificuldades dela. Isso é bem explorado na 2ª temporada, mas quem só quer saber do beijo clichê não enxerga.

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    • Eu não cheguei a ver Chuunibyou, mas talvez algo que valha adicionar também é que o japonês tende a ser bem mais indireto com relação às coisas. Um casal não *precisa* se beijar para ficar claro para a audiência (japonesa) que eles são um casal, e acho que essa é uma nuance que nem sempre atravessa o oceano.

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  2. Sobre o tópico 2, eu também sinto muita falta de animes que mostrem um relacionamento romântico acontecendo, normalmente sempre acaba quando ele “oficializa”, basicamente quando muda de fase de amigos para namorados. Os poucos exemplos que conheço que me lembre no momento são Eureka Seven e Durarara.

    Eureka Seven, apesar do casal principal cair nesse clichê a relação deles é muito bem trabalha e tem altos e baixos durante toda a história. Mas nesse anime também tem um casal (Holland e Talho) que é ainda um casal de adultos, esse canal podemos ver realmente um relacionamento romântico como um todo, com problemas, superações… tanto que no começo do anime eles estão num momento ruim e apesar disso conseguirmos ver que eles se amam.

    O casal de Durarara que quebra esse clichê é a Celty e o Shinra, que apesar de ter muito tempo de tela como comédia, é um exemplo de um relacionamento que acontece durante o anime, da para companhar a rotina deles durante a história, apesar que quem conhece Durarara sabe que nenhum personagem ali é normal, nada ali é normal ou acontece da maneria que deveria, a ideia do anime é justamente essa, então não sei se seria um exemplo bom para isso, porém mesmo assim foi legal acompanhar o relacionamento deles.

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    • Nesse caso, tem dois animes que valem a pena você dar uma olhada: Tsuki ga Kirei, do ano passado, e um dessa temporada, Wotaku ni Koi wa Muzukashi. Em ambos o relacionamento entre os protagonistas é estabelecido bem cedo, e o anime vai justamente mostrar eles namorando. Vale muito a pena ^^

      Já se quiser algo que não romance… Grancrest Senki, que ta em lançamento ainda, até que estabelece o casal principal como um casal relativamente cedo (pra uma obra de 24 episódios). Não é um anime incrível por nenhuma métrica, mas tem isso :P rs

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  3. Sobre o tópico 1, os animes e a vida real são completamente opostas, nos animes sempre tem alguém ou algo que faz com que o protagonista inicie sua mudança, e na vida real é você que terá q iniciar isso, pois se você não faz isso nunca irá mudar, nunca chegará em algo novo, só conseguirá algo bom de novo se sair da sua zona de conforto e correr atrás, se não, fazendo sempre as mesmas coisas os resultados são sempre os mesmos. Nos animes a solução cai do céu literalmente e te tira o personagem a força da sua rotina. Infelizmente a vida não é como nós animes :/

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  4. O item 3 é o que mais machucou, mas realmente é bom persistir……desde que não (digi)evolua pra teimosia cega, e o item 1 é o que mais pratiquei, ou melhor não, pois eu se mudei conscientemente algo comigo, foi em 90% das vezes partiu de mim por estar insatisfeito com a não evolução de algo do meu cotidiano, 10% foram as críticas e conselhos que considerei como ”algo de fora”, e outra lição ruim dos animes é que amizade resolve tudo! quando muitas vezes seus amigos não são tão amigos assim ou não conseguem te ajudar mesmo com tal problema (ainda mais se for $$$ pois sabemos que dinheiro corrompe quase qualquer um).

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  5. Acho a ideia de analisar aspectos ruins de mensagens interessante, mas para ser sincera, quase qualquer mensagem tem implicações ruins. As vezes é difícil achar nuance em ficção. Uma das mensagens favoritas de filmes de animação é “seja você mesmo”, que pouco diz sobre até onde você deve manter suas “tendências naturais”, ainda mais quando você prejudica as pessoas em volta, as consequências de não se adaptar, etc. Também algumas questões do público alvo podem ser consideradas em julgar a mensagem. Assim, resolvi escrever esse comentário bem longo em relação a essas cinco lições ruins.
    Eu não acho que a apresentação de anime valoriza assim mais talento que esforço, já que costumam repetir o quanto esforço é importante (quantas vezes você ouve ganbatte 頑張って, “força”, num anime), de um modo às vezes até preocupante (tem o problema social japonês de karōshi 過労死, morte por excesso de trabalho), e esforço costuma ser uma das principais qualidades do protagonista. De fato, tu falou da persistência até excessiva depois. O que acontece muitas vezes é que essa mensagem é contraditada por elementos da história, com protagonista novatos superando experientes, frequentemente contando com um treinamento extremo que faz com que ele melhore muito mais rápido que os outros, e coisas como poderes especiais ou inatos fazendo aqueles que os que o tem (protagonista e outros personagens mais importantes) cheguem a tais níveis de poderes que os outros jamais possam alcançar não importa o quanto se esforcem. Eu já li muito shounen na vida, e tem muita mensagem errada que pode ser desprendida por causa desses trens (se tu não tiver habilidade inata nem tente, você é mais forte sozinho que com amigos na prática, etc.). É o frequente fenômeno de elementos narrativos acabam indo contra a mensagem. Eu tinha gostado de Haikyu!! por como eles não se sairam muito bem de primeira e mostrou o lado dos que perdem em competições esportivas.
    E certas mensagens são melhores pela inspiração do que pelo fato de serem tão aplicáveis a realidade. Heróis tem um histórico de ser modelos quase inalcançáveis, servindo de inspiração. São assim que são muitos protagonistas de shounen com seu nunca desistir e afins. Perseguir sonhos também tem isso. “Siga os seus sonhos” é uma mensagem bem popular em mídia para jovens ocidental e japonesa, ainda que o Japão seja mais coletivista. Existe uma tendência das pessoas serem conformistas em vez de insistir tanto em sonhos, e especialmente no Japão eles tem que lidar com a rigidez das estruturas de empresa, uma maior dificuldade de ser contratado uma vez demitidos e outros fatores que dificultariam “perseguição de sonhos”. É um estímulo que pode ser pressionador, mas eles vão ter que enfrentar vestibular, então é bom ter um objetivo em mente. Bom, eu ainda considero algo como “ter família” ou “ter um emprego” como conhos, por mais prosaicos que sejam. Dá pra contrastar o tema em um shounen regular com um anime como Aggretsuko, que já é voltado para o público adulto e tem uma posição bem mais realista quanto a sonhos (quase cínica).
    Do primeiro beijo e tal, parece que japoneses dão mais valor à declaração de amor do que os ocidentais dão normalmente. Mas em romances japoneses e ocidentais dá-se muita atenção para o início de um relacionamento (e às vezes o fim) e não ao meio, como mantê-lo no cotidiano, concentrando mais em episódios de crise, obstáculos externos (rival amoroso) e tal. Ainda não sei dizer quais seriam as diferenças entre o romance adolescente para meninas japonês do ocidental, me pergunto quais seriam.
    Quanto a mudança que vem de fora, eu não sei o quanto vale criticar já que como você falou é uma conveniência narrativa. Eu fico mais incomodada quando o protagonista reclama de coisas pequenas e parece mal-agradecido (minha vida é muita monótona, por que meus pais são tão comuns?) ou reclama da vida mas parece realmente evitar fazer qualquer coisa para muda-la.
    Enfim, post interessante. Eu tento fazer as minhas histórias (ainda não publicadas) terem nuance, embora provavelmente vai acabar tendo alguma falha. Por enquanto, ganbatte!

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